2013-02-23
2013-02-14
AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS SÃO O QUE SÃO E NÃO O QUE ALGUNS PRETENDEM QUE SEJAM
O antigo
ministro socialista Augusto Santos Silva, ao afirmar recentemente que as eleições
autárquicas deste ano vão ser a primeira oportunidade para os portugueses se exprimirem
sobre a situação do país e a responsabilidade dos partidos, procurando induzir das
mesma um significado nacional importante e um efeito sobre os atos eleitorais
seguintes e, mais ainda, afirmando que tal demonstrará claramente que o PS é a única
alternativa, legitimada pela ressuscitação do legado dos ciclos governativos socialistas
de Guterres a Sócrates, vem colocar em devido texto e tempo a ideia socialista que
poderemos esperar para o país, originando alguns pontos de reflexão a saber.
Desde logo o
de que as eleições autárquicas servem exatamente para os portugueses se
exprimirem sobre a situação de cada município onde residem, nomeadamente, no
Alentejo, sobre os buracos nas ruas de algumas cidades, sobre a degradação da
qualidade de vida em matéria cultural, sobre as falências dos estabelecimentos
comerciais por falta de atratividade comercial, sobre a diminuição populacional
por falta de atratividade territorial, sobre os parques industriais abandonados
e não preenchidos, sobre a falta de espaços de desporto enquanto sobram os
relvados sintéticos em aldeias sem jovens suficientes para constituir uma
equipa de futebol, sobre a falência dos agentes culturais por desprezo local,
sobre a ruinosa gestão dos clubes desportivos que permitiram que os políticos
locais interferissem nos seus órgãos sociais, sobre … as piscinas a cada
esquina e que encerram por falta de dinheiro para manutenção, sobre os pavilhões
multiusos para uso anual (quando muito), sobre a falsidade e demagogia das
(pelo menos) 100 medidas prometidas já em tempo de crise (na campanha eleitoral
de 2009) para o primeiro ano de mandato…
O que estará
em causa nas próximas eleições autárquicas é, no Alentejo, ajuizar sobre a
atuação dos autarcas que, irresponsável e demagogicamente, aumentaram
exponencialmente a dívida herdada, com menos obra que os seus antecessores, na
senda dos seus mentores governantes nacionais a cujo clube Augusto Santos Silva
pertence, que agora pretende reabilitar no PS e no país a herança do foragido Sócrates
e passar uma esponja sobre a governação dos que conduziram o país à beira da
bancarrota e cuja irresponsabilidade justifica os sacrifícios exigidos pelo
atual governo aos portugueses.
Para aumentar
a desilusão, basta observar como uma parte significativa de autarcas alentejanos
do PS e da CDU pretendem aproveitar o descontentamento que as incontornáveis medidas
do atual governo provocam (necessárias e decorrentes da irresponsabilidade da
governação socialista que levou o pais à falência) para desagravarem as suas erradas
opções de investimento, muitas vezes excessivo e desnecessário, em obras
construídas sobre pressupostos e projeções económicas ou populacionais não
consolidados nem justificados, com vista a delas retirar dividendos eleitorais,
mais do que efeitos sobre o desenvolvimento dos territórios.
Resta-nos
esperar pelo desfecho das próximas eleições autárquicas e observar se o
eleitorado alentejano será permeável a tal demagogia, em especial do PS, repetindo
a vulnerabilidade da sedução pela votação ocorrida em 2009, com os resultados
que se conhecem hoje, ao nível local, no Alentejo.
O corolário,
agora e então, será o mesmo: a responsabilidade será sempre dos eleitores e, a
maior ilusão que pode toldar a sua visão será a da suposta vingança e penalização
local perante o governo nacional, pois isso em nada contribuirá para melhorar o
nosso quotidiano, antes pelo contrário, ao escolher para a governação dos nossos
concelhos aqueles que levaram o país ao lastimável estado em que se encontra.
É preciso
aprender com os anteriores erros de escolha e corrigir os mesmos, evitando o
regresso dos que prejudicaram a nossa vida de hoje e cujos efeitos se prolongarão
pelas próximas gerações.
2013-02-13
2013-02-10
2013-01-29
2013-01-13
2013-01-12
Parque Expo paga premios ilegais
Parque Expo paga premios ilegais
A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) acusa a Parque Expo de ter pago indevidamente aos seus administradores, durante 11 anos, gratificações mensais e regalias adicionais, em seguros de vida e de saúde, no valor de 1,56 milhões de euros.
A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) acusa a Parque Expo de ter pago indevidamente aos seus administradores, durante 11 anos, gratificações mensais e regalias adicionais, em seguros de vida e de saúde, no valor de 1,56 milhões de euros.
2013-01-07
O PERIGOSO REGRESSO DA ESPIRAL DO FACILITISMO DE SIMPÁTICA COR
As
declarações do Presidente da República relativas à espiral recessiva,
desencadearam nas oposições internas e externas ao Governo, uma eufórica
espiral de reparos e palpites que parecem caminhar no sentido da concordância com
uma ideia que supostamente encontram inerente ao discurso do Presidente da
República: a de que este não é o caminho certo, porque é doloroso e lento
quanto a resultados.
Indiferentes
ao fato de se verificarem sucessivos novos mínimos dos juros (a todos os
prazos) da dívida pública portuguesa, em queda
acentuada desde há alguns meses a esta parte, atingindo valores próximos dos
6%, quando os mesmos se situavam perto dos 20% há um ano atrás, os defensores
da tese do outro caminho (que nunca enunciam nem concretizam) querem
convencer-nos do maravilhoso mundo que nos espera depois da crise, a qual acham
que é conjuntural e poderá ser resolvida com soluções imediatas como o
investimento em obras públicas e em mais habitação, que trará aos portugueses o
regresso facilitado ao trabalho aqui e no comércio, bem como ao enriquecimento
que incentive o elevado consumo de automóveis e nos centros comerciais, a que
assistimos nos últimos anos da governação e que nos conduziu à beira do
precipício financeiro.
Não tenho a certeza de que seja pura ilusão, mas antes de pura
demagogia dos defensores de tais teses do facilitismo. A crise é profunda e não
conjuntural, antes estrutural, pelo que os seus efeitos, nomeadamente em
matéria de destruição do emprego em setores como o comércio, a banca e a
pequena indústria induzida pela construção civil, continuarão a produzir
elevados níveis de desemprego durante vários anos, talvez mesmo décadas.
Um
pouco por todo o mundo, o desenvolvimento e consolidação da economia do
conhecimento torna menos relevante a componente humana da produtividade (a nova
economia precisa de menos pessoas), em detrimento dos processos e do “software”.
Ora, os esperados ganhos de produtividade e competitividade da economia
portuguesa, que se espera possam fazer avançar a mesma no sentido do
crescimento da riqueza produzida num futuro próximo e sobre o qual se deposita
a esperança de saída da crise, com crescimento do emprego, serão sempre
insuficientes para repor os níveis de emprego anteriores, decorrentes de um
modelo de desenvolvimento económico esgotado que não nos conduziu a qualquer
outra parte que não à situação difícil em que nos encontramos.
Dito
de outra forma: se as coisas correrem bem para a economia portuguesa
(crescimento substancial da produtividade e da riqueza produzida), o futuro que
nos espera será o da manutenção de taxas elevadas de desemprego por algum tempo.
Se as coisas correrem menos bem, teremos dias ainda mais difíceis. Uma
recuperação sustentada da profunda crise em que estamos mergulhados, será por
isso não só prolongada como dolorosa. Insistir num suposto caminho mais rápido
e menos doloroso, é perder tempo, é aumentar ainda mais a dívida que deixaremos
aos nossos filhos e é, acima de tudo, enganar as pessoas.
É
um erro e uma desonestidade intelectual apontar a austeridade deste governo
como a única causa para o aumento do desemprego em Portugal, durante o último
ano. Pior ainda será iludir os portugueses com uma recuperação rápida do
emprego e diminuição do desemprego através do aumento da despesa pública, do
aumento do consumo privado, do crescimento do investimento privado interno ou
do investimento direto estrangeiro.
O
aumento do desemprego, sentido em Portugal com maior intensidade no último ano,
não é conjuntural, pois os sinais já se faziam sentir desde 2004 e acentuaram-se
em 2008, mas foram ignorados na prospetiva académica e nos discursos políticos,
onde apenas se relevou durante as últimas 2 décadas uma prospetiva otimista
quanto à expansão das atividades económicas e ao crescimento do emprego, aos
empregos do futuro e às competências a produzir para esses empregos,
nomeadamente a partir dos investimentos públicos, com efeitos pouco sustentados
do ponto de vista do emprego e por isso geradores de parte do atual desemprego.
Contam-se
pelos dedos, os académicos, políticos e decisores que, em Portugal, não
embarcaram na espiral otimista quanto ao futuro da economia e do emprego que
prevaleceu ao longo das últimas 2 décadas, distanciados das trajetórias de
aproximação das economias mundial, europeia e portuguesa à crise financeira
instalada em 2008. Ainda assim, muitos dos mesmos parecem apostados em não
reconhecer o seu erro de raciocínio e teimam mesmo em repeti-lo, procurando além
do mais arrastar outros pelo caminho que alimentaram antes e que nos conduziu
ao ponto em que nos encontramos. Convenhamos que é demais.
2013-01-01
2012-12-31
2012-12-29
Sei o que fizeste no verão passado - 31 da Armada
sei o que fizeste no verão passado - 31 da Armada
Coisas que deveriam envergonhar muita gente em Évora.
Coisas que deveriam envergonhar muita gente em Évora.
2012-12-25
Notas sobre o caso Artur Baptista Silva «BLASFÉMIAS»
Notas sobre o caso Artur Baptista Silva « BLASFÉMIAS
Destaque do post: «A comunicação social que aceitou como legítimo o Artur Baptista da Silva é a mesma que tomou por bons todos os estudos sobre SCUTs, OTAs, TGVs e afins e que ajudou a vender a estratégia dos grandes eventos e do investimento em grandes obras públicas. É a mesma que apoiou a trajectória suicidária de Sócrates rumo à bancarrota e desculpou tudo com a crise internacional e as agências de rating.».
Ler ainda: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5819373.html
«Dizer o que as pessoas gostam de ouvir. Apresentar-se com um cartão de visita pomposo. Mostrar um futuro melhor e um caminho mais fácil. Despreocupação com as consequências. Não percebo a surpresa com Artur Baptista da Silva. Já tinhamos eleito um primeiro-ministro assim.»
Destaque do post: «A comunicação social que aceitou como legítimo o Artur Baptista da Silva é a mesma que tomou por bons todos os estudos sobre SCUTs, OTAs, TGVs e afins e que ajudou a vender a estratégia dos grandes eventos e do investimento em grandes obras públicas. É a mesma que apoiou a trajectória suicidária de Sócrates rumo à bancarrota e desculpou tudo com a crise internacional e as agências de rating.».
Ler ainda: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5819373.html
«Dizer o que as pessoas gostam de ouvir. Apresentar-se com um cartão de visita pomposo. Mostrar um futuro melhor e um caminho mais fácil. Despreocupação com as consequências. Não percebo a surpresa com Artur Baptista da Silva. Já tinhamos eleito um primeiro-ministro assim.»
2012-12-23
2012-12-16
2012-12-15
2012-12-01
2012-11-28
JUSTIFICADO RECONHECIMENTO AO TRABALHO AUTÁRQUICO NA ALDEIA DA LUZ
Francisco Oliveira, o Presidente da
Junta de Freguesia da Luz, concelho de Mourão, desabafava na passada semana à
comunicação social que a nova Aldeia da Luz parece uma aldeia fantasma, em
consequência do não cumprimento das promessas feitas pelos governos e pela EDIA,
a troco da mudança de residência dos seus habitantes.
A nova Aldeia da Luz contabiliza
agora o seu 10º aniversário e tive oportunidade de, no âmbito das comemorações
do mesmo, ouvir em pormenor as insatisfações expressas pelo Presidente da Junta
da Luz, quanto às dificuldades da mesma e dos habitantes da aldeia em disporem integralmente
do património habitacional, em construírem novas habitações ou alargarem as
existentes, em promoverem a atividade agrícola, em recuperarem infra-estruturas
coletivas de apoio à produção, …
Visto ao longe, pode parecer apenas
mais uma lamúria de queixumes autárquicos, típicos do nosso quotidiano rural,
mas, assistir na própria aldeia ao filme da mudança da submersa para a nova
Aldeia da Luz, faz-nos perceber com outros olhos a carga emocional de um
processo social que poucos em Portugal e mesmo no mundo experimentaram e o
quanto aquela comunidade sofreu na sua identidade e organização interna. Arrepiante
…
No entanto, fizeram-no, abdicaram de
tudo o que sentiam como seu, individual e coletivamente e mudaram-se para uma
aldeia totalmente nova, na qual não dispõem ainda, passados 10 anos, de algumas
condições fundamentais para estabilizarem o processo de reconstrução
identitária, motor essencial na construção e reinvenção de dinâmicas que
contrariem a pressão desertificadora que assola todo o interior do país e do
Alentejo em particular.
E é aqui que radica a minha
incompreensão, perante insensibilidades anteriormente verificadas de poderes
distantes a esta comunidade, face às especificidades do processo, único entre
nós e que, por isso mesmo, mereceria muito maior atenção e respeito pelas
pessoas que o viveram e que o conduziram.
Ocorreu de forma ordeira e com o
sucesso conhecido, com o protagonismo de Francisco Oliveira, um autarca que
termina agora a sua passagem pela Junta de Freguesia da Luz com a bem sucedida
experiência que nenhum outro tem em Portugal e poucos terão no resto do mundo:
a mudança de vivos e mortos para um novo local e a submersão do antigo, pelo
grande lago de Alqueva.
É obra, digna de merecido
reconhecimento público, mas o qual não se vê acontecer, nem mesmo na discussão
em curso sobre a reorganização autárquica, nomeadamente no que toca à
importância das freguesias rurais enquanto elementos estruturantes do poder
local. Não existirá maior evidência da importância do papel de uma Junta de
Freguesia e do seu Presidente, na condução da mudança, do que aquele que
aconteceu na Aldeia da Luz, concelho de Mourão, Alentejo. E a Junta de
Freguesia da Luz, um caso exemplar do exercício autárquico, continuará a
existir.
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