2013-12-09
2013-11-20
IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital
IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital
Os institutos do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e Superior Técnico (IST) vão colaborar na formação e na investigação nas áreas aeroespacial e mecânica, numa parceria ligada à Embraer e ao ‘cluster’ aeronáutico de Évora.
«Queremos ser uma plataforma para a transferência de conhecimento e tecnologia e dos resultados da investigação e desenvolvimento entre o ensino superior e as necessidades práticas das empresas», explicou José Palma Rita, delegado do Alentejo do IEFP, em declarações à Lusa.
A parceria, já formalizada, é centrada nos polos de formação de Évora e Setúbal do IEFP, que têm formado mão-de-obra especializada para as duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na cidade alentejana, assim como para outras empresas fornecedoras de componentes.
«É um projeto pioneiro a nível nacional do ponto de vista do IEFP e vai enriquecer a qualidade da nossa formação profissional», sendo também uma mais-valia «para projetos de investigação desenvolvidos pelo IST», instituição de ensino superior situada em Lisboa e que já tinha um acordo prévio com a Embraer, disse Palma Rita.
A parceria, já formalizada, é centrada nos polos de formação de Évora e Setúbal do IEFP, que têm formado mão-de-obra especializada para as duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na cidade alentejana, assim como para outras empresas fornecedoras de componentes.
«É um projeto pioneiro a nível nacional do ponto de vista do IEFP e vai enriquecer a qualidade da nossa formação profissional», sendo também uma mais-valia «para projetos de investigação desenvolvidos pelo IST», instituição de ensino superior situada em Lisboa e que já tinha um acordo prévio com a Embraer, disse Palma Rita.
De acordo com um comunicado da instituição de ensino superior público, o IST e a Embraer Portugal SGPS assinaram um Memorando de Entendimento (MoU), no passado dia 9 de novembro, «ao abrigo do qual serão estruturadas atividades de cooperação visando a troca permanente de conhecimento científico e tecnológico em áreas de interesse comum para o IST e para as operações industriais das duas subsidiárias da Embraer Portugal SGPS em Évora».
«Válido para um período de quatro anos, a implementação do MoU será suportada por um plano de ações revisto anualmente e que incluirá, entre outras, iniciativas como visitas regulares de alunos do IST às instalações da Embraer em Évora no âmbito de atividades de ensino, intercâmbio de informação em novas tecnologias nas áreas de materiais metálicos, materiais compósitos e tecnologias de produção, e projetos de Investigação e Desenvolvimento de âmbito Nacional ou Comunitário».
A cooperação [entre o IST e o IEFP] prevê que mestrandos, doutorandos e outros investigadores daquela instituição de ensino superior possam utilizar instalações do IEFP, nomeadamente o polo tecnológico de Évora, para ensaios práticos.
«Neste polo tecnológico temos equipamentos de topo virados para a produção industrial e aeronáutica, iguais aos da Embraer, mas a empresa tem uma linha de produção em funcionamento. Por isso, com a parceria, os investigadores podem fazer no IEFP todos esses ensaios ligados a projetos de investigação», afirmou Palma Rita.
«Os investigadores vão fazer formações dirigidas aos nossos formandos e formadores, pelo que vamos ter contacto direto com o que de melhor se faz nos campos da aeronáutica e dos processos produtivos», destacou ainda o responsável do instituto público de emprego e formação.
O projeto, segundo o IEFP, insere-se «no quadro das preocupações comuns de incremento à empregabilidade dos diplomados» de ambas as instituições, mediante «ações conjuntas que melhorem a qualidade e a eficácia das respetivas intervenções».
A Embraer está no ‘centro’ deste esforço conjunto, mas o delegado do IEFP no Alentejo não reduz a esta empresa as potencialidades futuras da parceria.
Dinheiro Digital com Lusa
«Neste polo tecnológico temos equipamentos de topo virados para a produção industrial e aeronáutica, iguais aos da Embraer, mas a empresa tem uma linha de produção em funcionamento. Por isso, com a parceria, os investigadores podem fazer no IEFP todos esses ensaios ligados a projetos de investigação», afirmou Palma Rita.
«Os investigadores vão fazer formações dirigidas aos nossos formandos e formadores, pelo que vamos ter contacto direto com o que de melhor se faz nos campos da aeronáutica e dos processos produtivos», destacou ainda o responsável do instituto público de emprego e formação.
O projeto, segundo o IEFP, insere-se «no quadro das preocupações comuns de incremento à empregabilidade dos diplomados» de ambas as instituições, mediante «ações conjuntas que melhorem a qualidade e a eficácia das respetivas intervenções».
A Embraer está no ‘centro’ deste esforço conjunto, mas o delegado do IEFP no Alentejo não reduz a esta empresa as potencialidades futuras da parceria.
Dinheiro Digital com Lusa
2013-10-31
QUE SE LIXEM OS QUE PRETENDEM AFUNDAR O PAÍS DE HOJE, O NOSSO FUTURO E O DOS NOSSOS FILHOS!
À
medida que surgem os sinais de confirmação da saída de Portugal da recessão
técnica vigente no período de ajustamento financeiro e económico ditado pelo
resgate internacional a que a governação socialista nos conduziu, parece
aumentar a contestação sindical estimulada e manipulada por uma certa esquerda
radical, pouco respeitadora da legitimidade que as eleições conferem aos
governantes nacionais, pois nas autarquias, quando se trata de vitórias suas,
já a legitimidade será considerada de outra forma.
Ouvem-se
na rua os gritos de contestação à troika, a qual se manda lixar a viva voz e
pede-se a sua saída de Portugal, com o argumento de que dessa forma se
recuperaria soberania financeira. Confesso não entender, tendo em conta que os
juros que pagamos pelos empréstimos concedidos pela troyca (1,5%), são bem mais
favoráveis do que quaisquer outros quando, em 2011, todos os financiadores
externos nos fecharam a torneira do crédito. Pode acrescentar-se o fato de os
défices das administrações públicas terem ficado quase 3.000M€ abaixo do limite
estimado pela execução orçamental dos primeiros 9 meses deste ano, ou ainda que
a economia portuguesa cresceu 0,5% no 3º trimestre de 2013, face ao anterior.
Ainda
assim, os sinais parecem indiferentes a uma certa esquerda radical e
anti-democrática que sai à rua pedindo a saída da troyca, o perdão da dívida e,
em consequência, a saída do Euro. No fundo, o que se pede é o colapso total do
nosso país, um reset que nos
conduziria à total anarquia social e económica, terreno propício à ascensão de
modelos totalitaristas que conhecemos, sem qualquer sucesso evidenciado, do
outro lado de um muro que caiu em 1989.
A
esquerda que sai à rua a exigir o colapso da economia e da sociedade
portuguesa, rejeita o aumento de impostos e ao mesmo tempo a redução da
despesa: no fundo, o impossível. Qual a alternativa? Sacudir a troyca e
declarar a falência, pois sem a mesma, ficaríamos com autonomia financeira para
um limite de 1 ou 2 meses de pagamento de salários e de pensões do Estado. O
que move pois esta gente que pretende deliberadamente rebentar com o presente e
com o futuro do país e comprometer todas as gerações seguintes? Não é difícil adivinhar
…
Na
verdade, o modelo de facilitismo consumista que fez crescer (ainda que de forma
insignificante) a economia nacional ao longo dos últimos 15 anos de governação
socialista, sustentado pelo assédio bancário para recurso ao crédito barato,
afetou uma significativa franja da sociedade portuguesa, com especial
incidência nas classes sociais menos favorecidas e nas classes média e
média-baixa, que se veem agora em dificuldades para cumprirem as suas
obrigações contraídas no âmbito do crédito ao consumo, mais ainda quando
diminui a cada dia o rendimento disponível, por via das medidas de política que
forçam a poupança ou a limitação do consumo das famílias.
Mas,
compreender as motivações, não significa desculpar os comportamentos, pelos que
será impossível aceitar o branqueamento da responsabilidade dos consumidores excessivos
de bens supérfluos e de crédito bancário, em parte responsável pela crise em
que estamos, como se a mesma nunca tivesse existido e se possa retomar o
caminho interrompido, no mesmo nível que tal aconteceu. Tal falsidade e demagogia
é uma perfeita ilusão, correspondente a uma alegada possibilidade de perdão da
dívida, que (mesmo a ser possível) nunca beneficiaria a sociedade no seu todo,
nem o futuro dos nossos filhos, mas apenas os próprios protagonistas e, mesmo
assim, de forma apenas fugaz, pois retomariam de forma imediata a espiral de
irresponsabilidade que nos trouxe até aqui.
O
nivelamento da sociedade portuguesa não pode fazer-se por baixo, pela
mediocridade e pelo empobrecimento que alimenta certas ideologias
totalitaristas, mas antes pela ambição de elevação dos níveis de exigência e
pelo upgrade económico, social e político, a bem dos nossos filhos.
2013-10-26
AUTÁRQUICAS 2013 E ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2014: PREVISÍVEL E QUASE INEVITÁVEL, RESPETIVAMENTE
Os resultados das recentes eleições autárquicas no
Alentejo resultaram num previsível recuo do PS em vários concelhos, em
benefício da CDU. Recorde-se a campanha eleitoral autárquica de 2009, a seguir
à ilusória campanha legislativa pouco mais de um mês antes, durante a qual os
portugueses rejeitaram o assustador realismo do discurso de Manuela Ferreira
Leite, em troca da ilusória demagogia de Sócrates, com efeito arrastador nas
eleições autárquicas, a favor do PS. O resultado da governação nacional do PS
viu-se 2 anos depois e o da governação local, em 2013. Previsível.
Muitos alentejanos deixaram-se arrastar pela onda socialista
rosa florida, em plena crise, estafadora de um discurso irrealista e fantasioso
que prometia o impossível céu na terra, bem mais sedutor do que a prudência da
CDU, instalada em vários municípios que acabou por perder. Em 2013, alguns
deles foram recuperados pela CDU, diretamente ao PS, tal como aconteceu em Vila
Viçosa, em Beja e, com um ciclo mais longo mas de igual resultado, em Évora.
Os 3 casos apontados têm em comum várias coisas que
convém ter em atenção: a primeira é a da constatação da incompetência dos
autarcas socialistas em executarem o mandato de esperançada mudança que os
eleitores neles confiaram, tendo gerado uma enorme desilusão que conduziu os
eleitores ao regresso à origem, de forma imediata ou mais dilatada, mas sem
interregnos. É obra do PS, que não se pode queixar de nada mais do que falta de
habilidade, de incompetência e de arrogância dos seus autarcas derrotados.
Já agora, convirá uma nota breve sobre os candidatos
socialistas reformados que perderam a junta de freguesia da Senhora da Saúde e
Bacelo, em Évora, que já consideravam deles, com excesso de confiança e
evidente arrogância, à qual o eleitorado não foi alheio. Pior do que não ganhar
uma CM a que somos candidatos, de forma desprendida, com programas sérios,
realistas e sem pretensões de apropriação pessoal, imagino que seja perder uma
junta de freguesia que já se considerava mobília do PS, ou talvez fosse este
que considerasse os eleitos já como mobília. Certo é que os eleitores, nem
sempre respeitados por alguns candidatos do PS eborense, mudaram a mobília e
deixaram alguns …inhos sentadinhos durante algum tempo. É a vida… como diria o outro
vosso conhecido.
Voltando atrás, um segundo fator a reter nas mudanças e
reposições de gestão autárquica nos concelhos enunciados, parece decorrer de uma
tendência comum: a mobilidade do eleitorado do PSD e de muitos dos seus
militantes, num ou noutro sentido, mas nunca em benefício e antes sempre
alheios às candidaturas do próprio PSD nesses concelhos.
Nesse eleitorado do PSD, para além dos simpatizantes, há
também os militantes, com deveres de participação em prol do partido mas que,
qual permanentes contestatários de todos os dirigentes locais, regionais e
nacionais, primam por apoiar sempre todos os que sejam contra o PSD, em
qualquer lugar e circunstância. Recusam integrar listas, recusam defender o
governo do PSD quando este (por fugazes períodos governa, …), e contestam
publicamente o OE para 2013, 2014,...
Se é incompreensível a posição de contestação da oposição
(em especial do PS) ao OE para 2014, pior ainda é o desafio de aceitar a
suposta bondade dos militantes do PSD que se querem arvorar em arautos de um
suposto descontentamento interno, quando criticaram o OE2013 porque carregava
brutalmente nos impostos, da mesma forma que criticam o OE2014 porque reduz
substancialmente a despesa pública. Não se entendem (nem eles próprios), qual a
alternativa.
Com ou sem acordo ortográfico, só há uma forma de dizer isto:
o OE2014 é quase inevitável, em elevada medida, enquanto consequência da
governação de um “estupor” e um “filho da mãe” socialista português, não alemão
ou de outro partido ou país quaisquer. O mesmo que ganhou eleições com votos de
simpatizantes e militantes do PSD, silenciosos durante os quase 7 anos da sua
desastrosa governação, mesmo nos jornais onde hoje escrevem contra o governo
atual, como se este governo que pretende resgatar o país, fosse pior que aquele
que o afundou. Estranha gente …
Por isso é que estamos perante um OE de ajustamento e de
austeridade. Por culpa de ambos.
Trata-se de um orçamento que evita a redução precipitada
e o despedimento de funcionários do Estado, antes reduzindo um pouco do salário
a todos com garantia de alguma equidade nos sacrifícios, o que parece ainda
assim estranho a muitos sempre inconformados, quer se corte nas pensões,
isenções fiscais, salários.
Aqueles
que não entendem isto ou não o querem entender, principalmente dentro do PSD,
apenas estarão a abrir as portas ao regresso branqueado dos que nos levaram à
beira do abismo e ao próximo e inevitável passo, por ação dos mesmos, de
bancarrota, saída do Euro e arrastamento para um irremediável default que
pesará sobre os nossos filhos e do qual dificilmente os filhos deles
recuperarão em condições de vida semelhantes às nossas.
Resta
saber as motivações de alguma desta gente (do próprio PSD, porque as da
oposição externa já conhecemos): se por convicção social democrata, se por
defesa dos interesses instalados, se por guerrilha interna, se por feitio de
contestação permanente a tudo, a todos e a si próprios, se por falta de
estatura, de estrutura, de estatuto,…
2013-09-26
2013-09-17
AUTÁRQUICAS: OS EBORENSES MERECIAM MAIS SERIEDADE DE ALGUNS CANDIDATOS
Como muitos eborenses, desconhecia que
os candidatos do PS à Câmara Municipal de Évora, tudo farão para repor as
Freguesias agora extintas, prometendo transformar a autarquia eborense num
antro de contestação à governação de Portugal.
Recebi
em casa o folheto sobre o compromisso do PS para “Defender as Freguesias do
Bacelo e da Senhora da Saúde”, sem que tenha percebido quais as propostas concretas
dos candidatos, reformados e repetentes, para a freguesia onde se propõem fazer
melhor. Trata-se apenas de um manifesto contra o Governo, bem descarado e à boa
maneira comunista, de contestação pública a partir das autarquias.
Fiquei
a saber, pelo texto expresso, que tanto os candidatos do PS à CME como às
respetivas Uniões de Freguesias, têm por única proposta repor as Freguesias
extintas, quando um suposto futuro governo do PS revogar a legislação que as
extinguiu.
Ora,
o PS que vai gastar 92.000€ na campanha autárquica de Évora, provocatoriamente
e indiferente à crise em que deixou o país e às dificuldades económicas dos
portugueses e dos eborenses, bem que podia aproveitar os mesmos milhares de € para
comunicar aos eborenses as suas propostas concretas para os órgãos autárquicos,
em vez de fazer a demagogia do “vale tudo” para se manter agarrado ao poder na
CME.
Desde
logo, a questão de perceber a falta de seriedade dos candidatos do PS tanto à
CME como às Freguesias, sabendo eles e nós que foi um governo do PS que
conduziu Portugal à pré-falência e se viu obrigado a assinar com a Troika um
compromisso de restrições e emendas, a troco de um programa de assistência
financeira. Nesse compromisso, figura, ao que se sabe por erro de um
ex-governante do PS, uma medida de agregação e de redução dos órgãos
autárquicos, neste caso as freguesias. Como podem estes candidatos do PS em
Évora virem prometer tamanho disparate, a não ser pela falta de propostas
concretas, depois de nada terem feito de concretização das anteriores, ao longo
de 12 anos?
Só
isso justificará que os próprios candidatos do PS à CME também se comprometam
com o mesmo disparate, conforme diz o texto do folheto, revelando
verdadeiramente a massa de que são feitos, no concelho de Évora: demagogia.
Manter
em pleno funcionamento as instalações das juntas agregadas e manter nos atuais
locais os funcionários das Freguesias, surge igualmente de forma disparatada no
texto do folheto do PS, como se outros, nomeadamente o Governo atual, alguma
vez tivessem dado algum sinal em contrário de uma coisa obvia, natural e aceite
logo na base da reforma do poder local feita pelo atual governo.
O
que já não se pode aceitar, por falta de seriedade, é a proposta do PS de
reforçar o quadro de pessoal das Freguesias, a começar pelo Bacelo, sabendo o
PS que tal lhe está vedado por lei e, mais ainda, pela falência a que conduziu
o município, nos últimos 12 anos, com reflexos financeiros na capacidade de
ação das Freguesias.
Os
eborenses mereciam mais seriedade e menos demagogia de alguns candidatos, que
não se limitassem a dizer que vão fazer melhor, quando já vimos o mau
desempenho das suas forças políticas na desgovernação de Portugal e a inércia e
o marasmo no endividamento do concelho de Évora, durante os últimos 12 anos.
2013-09-09
2013-09-07
2013-09-02
2013-08-27
POR UMA ESTRATÉGIA DE DINAMIZAÇÃO COMERCIAL DO CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA
As notícias sobre as dificuldades de exploração (até agora a 60%)
do novo espaço comercial de Badajoz, permitem-me voltar à carga com a minha
defesa desde há mais de uma década: nem aquele modelo, nem o fórum eborense (à
moda do Montijo) com construção parada e que será mais um elefante branco da
gestão socialista, são adequados a
Évora, cidade que tem um centro histórico classificado como património da
humanidade pela UNESCO.
O pior é que a CME, presidida pelo PS, teve a oportunidade de, por
iniciativa do PSD, implementar a solução adequada, depois de ter prometido 5
centros comerciais a todos os possíveis e imaginários promotores de projetos
comerciais durante as 3 campanhas eleitorais dos últimos 12 anos, resultando na
perda de milhões de € dos mesmos, devido à ilusão criada pelo PS de Évora.
Foi em tempos solicitado pela CME, por iniciativa do PSD, a um
Centro de Estudos associado a uma Universidade portuguesa, a elaboração do
estudo de "Avaliação
dos Impactos dos Centros Comerciais na cidade de Évora", com
vista a ajuizar politicamente mas com algum fundamento técnico e científico, os
pedidos de instalação dos 5 projetos de investimento comercial para Évora que
entretanto lhe chegaram à mão.
A principal preocupação era a de perceber se seria possível
sustentar, em Évora, tal quantidade de intenções de investimentos, com formatos
e dimensões disparatadas logo à vista desarmada e, mais ainda, a de equacionar a
melhor localização para os empreendimentos, à luz da necessidade harmonia com a
valorização turística do comércio tradicional e genuíno (e não os chineses) em
pleno Centro Histórico, de forma a dar escoamento aos produtos regionais
associados a uma marca Évora e Alentejo, de cariz local e regional, porque
Évora é a mais importante cidade do Alentejo.
Infelizmente, como em tudo o resto durante as últimas décadas, a
inteligência não foi visível nos paços do município PS, embrulhado nas
promessas/compromissos assumidos de forma leviana com os potenciais
investidores durante a campanha eleitoral, os quais eram pura ilusão e, por
isso, uma vigarice eleitoral.
O estudo elaborado sobre a viabilidade dos espaços comerciais em
Évora, apontou uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada
para um (e apenas um) espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo
dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno
comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua
do Muro.
E o que fez o PS na CME? Não aproveitou para negociar a deslocalização
da intenção de investimento comercial da zona industrial de Almeirim, para o
espaço que tinha ficado vago (por devolução de terreno da Universidade de
Évora) entre as rotundas da Lagoa e de Avis, onde acabou por fazer aquela coisa
hibrida das hortas urbanas com uma vergonhosa taxa de abandono e, antes
insistiu em deixar continuar a construção do fórum comercial que sabia não
seria viável nem servia os interesses de Évora, pela sua localização.
Criar um polo de animação comercial numa ponta do Centro
Histórico e requalificar o Rossio (na outra ponta), continua a ser urgente para
dinamizar todo um corredor que inclui as ruas da Lagoa, de Avis, da República, o
Jardim das Canas, a Praça do Girado, o Mercado 1º de Maio. O PSD sempre o
defendeu e… continuará a lutar por essa solução.
2013-08-19
O JUSTO ELOGIO E RECONHECIMENTO À COMPETÊNCIA GOVERNATIVA
O Ministro Poiares Maduro anunciou que o Governo
português entregará brevemente à Comissão Europeia a proposta de estratégia
para o desenvolvimento do país e das suas regiões, entre as quais o Alentejo,
no horizonte 2020, ou seja o documento para o Quadro Estratégico Comum (QEC) que
agora terá como balizas enquadradoras os objetivos do crescimento inteligente,
sustentável e inclusivo.
Seria de bom-tom e bom senso, que toda a oposição
elogiasse publicamente o resultado bem conseguido deste esforço do governo, pelo
cumprimento dos prazos de preparação da estratégia de desenvolvimento do país,
onde se pretende verter os fundos comunitários de apoio financeiro a receber
entre 2014 e 2020, bem como pela condução interna da discussão, preparação,
desenho, acerto, estabilização e construção das matrizes regionais dessa
estratégia, partilhadas exaustivamente entre os agentes políticos, sociais,
económicos e empresariais, culturais e voluntários, por iniciativa das CCDR’s,
por comparação governo socialista e àquilo que se passou no anterior Quadro
comunitário, designado QREN.
Diz o ministro Poiares Maduro que no segundo semestre de
2014 estaremos a receber esses fundos comunitários do próximo QEC. É obra!
Basta pensar na carga burocrática de regulamentação que se segue à entrega da
proposta portuguesa para contratualização do QEC.
E, pensar que com o primeiro governo de Sócrates,
demorámos 2 anos a receber os primeiros fundos do atual QREN, ou, pior ainda, que
quando o atual governo tomou posse, os processos concorrentes a certos programas
regionais (como é o caso do INALENTEJO) eram de tal monta, por analisar, por
decidir, por pagar, por executar, que a execução financeira do mesmo programa
era de 22% em 2011, tendo num só ano duplicado essa taxa para 44% mas correndo
mesmo assim o risco de não conseguir beneficiar de toda a verba financeira
disponível devido ao tempo perdido na governação socialista.
Posto isto, resta-me desafiar os eleitores a avaliarem os
sumptuosos gastos do PS de Évora num jornal de elevada qualidade para passar uma
única mensagem: votar no PS para derrubar este governo. Não se compreende, pois
poderíamos pedir também o voto no PSD para derrubar este executivo municipal
que arruinou Évora, da cor do mesmo partido (PS) que levou Portugal à beira da
bancarrota. Será esta a campanha que poderemos esperar do PS em Évora, a que se
junta a utilização do PAEL para limpar a cidade e abrir um balcão isolado (não
único), em vez de se pagar aos fornecedores locais a quem a CME deve há anos?
Que os eleitores eborenses nos ajudem a construir um futuro melhor para os
nossos filhos e que seja bem melhor que o encargo de dívidas irresponsáveis
contraídas por incompetentes.
2013-08-06
2013-08-04
MUNICÍPIO DE ÉVORA: QUE PERFIL ESCOLHER NAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS?
Os
eborenses serão em breve convocados a escolherem o próximo Presidente da CM de
Évora, que iniciará um novo ciclo político, findos os 12 anos correspondentes a
3 mandatos consecutivos do PS como força política absoluta primeiro e
maioritária depois, desde 2001. Essa será a primeira nota a reter: o pior que
os eborenses poderão fazer, será absterem-se do exercício dos seus direitos,
mas acima de tudo, dos seus deveres como eleitores decisores a quem cabe a
escolha da qual não poderão mais tarde queixar-se apenas pela crítica, se não
tiverem exercido no ato da eleição, a sua opção efetiva.
Ora,
como as eleições são um momento especial que tende a iludir todo o resto dos
mandatos, procurando as candidaturas dirigir a atenção dos eleitores para os
fatos mais recentes, para os últimos 6 meses antes das eleições, importaria
fazer um exercício “à priori” ou “ex-ante” sobre qual o perfil de candidatura
que melhor servirá os interesses da autarquia eborense neste momento, em 2013 e
tendo em vista o horizonte de um novo ciclo político até 2020, correspondente ciclo
europeu do novo QEC (Quadro de Referência Estratégica no âmbito do ciclo
europeu 2020).
Podemos
começar por questionar se o melhor perfil de Presidente do Município será o da
continuidade da gestão dos últimos 12 anos, empenhado nos descalabros e
insucessos da gestão anterior, prometendo agora fazer melhor não se sabe bem o
quê, porque, já se percebeu que a medida de certas candidaturas quanto à
melhoria conseguida é muito parca e que facilmente se reduzirá a uma pedra de
calçada agora desencaixada ou a algum balcão supostamente único num serviço
municipal que não conseguiram por a funcionar melhor em benefício dos
eborenses, ao longo de 12 largos anos.
O
insucesso do PS na gestão da CM de Évora durante 12 anos deve-se apenas à sua
incapacidade e incompetência para governar os destinos do concelho, por um lado
e, por outro lado, a uma total incapacidade e incompetência na gestão da
máquina que é a autarquia em si, a qual em nada funciona hoje melhor que há 12
anos atrás. O mínimo que os eborenses esperariam hoje, passados 12 de vacas
gordas com 8 anos de governação socialista ao nível nacional, seriam a redução
da dívida herdada e uma modernização substancial do funcionamento dos serviços
municipais. Nada disso foi conseguido, nem no primeiro mandato, quando o PS
teve maioria absoluta, nem nos seguintes e, mesmo aí, poderão os eborenses
agradecer ao vereador do PSD as iniciativas que foram levadas a cabo, com
ponderação, responsabilidade e controlo, a partir de 2005.
Esta
é, por outro lado, uma fragilidade da candidatura da CDU à CME nestas eleições:
o número de propostas ativas, ou de iniciativa que 3 vereadores da CDU
apresentaram (ou não) nomeadamente durante os últimos 8 anos em que o PS perdeu
a maioria absoluta e ficou representado na CM com os mesmos 3 vereadores que a
CDU. As atas das reuniões da CME, disponíveis no site respetivo da web revelam
apenas uma atitude da CDU ao longo dos últimos 8 anos: uma oposição de rejeição
total contra o PS que governava e contra o PSD que apoiava quando achava
oportuno e do interesse de Évora e dos eborenses.
A
permanente, reiterada e sistemática atitude de rejeição e de oposição negativa
e destrutiva da CDU durante tantos anos, acabou por ser corrosiva até
internamente, ao ponto de este força política deixar de funcionar de forma
coerente e como alternativa, antes dando origem a uma candidatura de alguém de
fora do concelho, já reformado e impedido de se candidatar a outro concelho, da
linha mais ortodoxa do PCP e bem diferente em termos de perfil do ex-presidente
Abílio. Será este o perfil desejado para presidir e gerir um novo ciclo de
futuro para o concelho de Évora?
Em
qualquer dos casos de escolha dos eborenses, pelas candidaturas do PS ou da
CDU, poderão contar com presidentes de CM que apenas desculparão a dívida
acumulada por má gestão própria, vociferando contra o governo que não resolve
os problemas que o PS criou e agravou em Évora, ou então, manifestações de rua
permanentes e uso e abuso dos autocarros da autarquia para transporte dos
funcionários sindicalizados em direção às manifestações da CGTP em Lisboa, caso
fosse a CDU a força vencedora nas próximas eleições autárquicas.
Restam
assim, as candidaturas protagonizadas por independentes associados a forças
políticas, suficientemente desprendidos das estruturas partidárias e que lhes
permitam por um lado, algumas ruturas controladas com o passado dos últimos 12
anos em Évora e, que alarguem por outro lado o leque de abrangência para além
das sedes dos partidos, que se sintam suficientemente à vontade para poderem criticar
e exigir perante os governos (sejam do PSD ou do PS) o cumprimento das
promessas que fazem em campanha e que são determinantes para a vida do concelho
e do Alentejo, como seja a construção do Hospital Regional em Évora, que foi
orçamentado pelo PSD em 2005 e abandonado pelo PS a meio do mesmo ano aquando
das eleições legislativas seguintes.
O
pior que poderia acontecer a Évora e ao futuro dos eborenses, seria que todos
os que criticaram tão severamente ao longo dos últimos 30 anos a subserviência
da gestão municipal à influencia da Rua de Avis ou da Travessa da Alegria, não
valorizem o que nisso, poderá ser diferente nestas eleições por parte de outras
candidaturas, bem mais promissoras.
2013-07-01
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