2005-09-29

AUTÁRQUICAS 2005 - ÉVORA

Perante uma ampla plateia de eborenses de vários quadrantes políticos e partidários, para além dos Candidatos integrantes das listas do PPD/PSD, foi apresentado à população e à comunicação social no passado dia 27, em Évora, o conjunto de princípios de gestão autárquica com que aquele partido se compromete para o concelho de Évora.

Na presença do Secretário Geral do PPD/PSD, Dr. Miguel Macedo, vogal da Comissão Política Nacional, Dr.ª Maria do Céu Ramos, do mandatário da candidatura, Eng.º Luís Capoulas e de vários outros convidados de honra, foram chamados a entrar na sala e a percorrer o vasto caminho até às primeiras filas, os cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do concelho de Évora, o cabeça de lista à Assembleia Municipal e os candidatos que integram a lista à Câmara de Évora, encabeçada pelo Dr. António Costa Dieb. Foi aliás do candidato do PSD à presidência da Câmara de Évora a primeira intervenção da noite, a qual se centrou, num primeiro momento, na denúncia e identificação das promessas emblemáticas que o PS fez aos eborenses em 2001 e não cumpriu passados quatro anos.

António Costa Dieb apontou à Câmara de Évora, os atrasos à revisão do PDM e as desastrosas consequências que daí decorreram para a vida das jovens famílias de Évora, impedidas de adquirir ou construir casa própria devido à exorbitância dos preços dos terrenos e habitações, que teimam em não baixar e de desmentir por isso a Câmara de Évora, que tantas promessas de combate à especulação imobiliária havia feito.

Sem ter conseguido compensar os jovens e as famílias carenciadas através da disponibilização de terrenos a baixos preços e da construção de habitação social (a Câmara de Évora construiu menos de 400 casas em 4 anos, ao contrário das 400 habitações por ano que prometeu), o resultado foi também a não fixação de população jovem e a falta de investimentos geradores de emprego.

A este propósito, o candidato do PSD à Câmara de Évora, António Costa Dieb, fez questão de comparar os valores do desemprego no Alentejo e no concelho de Évora, tendo por referência o mês de Julho de 2001 e de 2005. Perante as estatísticas oficiais publicamente divulgadas, a comparação não parece favorecer o concelho de Évora, onde o desemprego cresceu 82%, contra os 2% de aumento no Alentejo, sendo ainda mais dramático nos jovens com menos de 25 anos, cujo desemprego desceu no Alentejo (-2%), mas cresceu assustadoramente no concelho de Évora +91%.

Apontando a degradação da qualidade da vida urbana do Concelho de Évora (transportes, estacionamento, infra-estruturas desportivas e de lazer) à gestão municipal do PS, o candidato do PSD comprometeu-se a desenvolver esforços prioritários nestas áreas, a par da saúde (exigência da construção do Hospital Regional assegurado pelo governo PSD), da cultura (construção da nova Biblioteca Municipal e Publica), com vista a elevar os níveis de qualidade e conforto da vida urbana.

Esta é a solução apontada pelo PSD para aumentar a capacidade de Évora atrair pessoas e quadros altamente qualificados, ao mesmo tempo que se cativam investimentos de razoável envergadura, com prioridade para o eixo económico do turismo e lazer associados à cultura, pedras de toque privilegiadas por António Costa Dieb ao longo da sua intervenção.

O candidato do PSD à Câmara de Évora não esqueceu ainda a importância do bom funcionamento dos serviços municipais na facilitação da vida quotidiana dos cidadãos e das empresas, responsabilizando directamente o actual executivo do PS pela burocratização dos mesmos, complicando, em vez de facilitar, ao ter aumentado de 5 para 11 o número de chefias de departamentos e de 16 para 20 o número de chefes de divisão, tudo isso com o único propósito de satisfazer clientelas alheias ao interesse público.

O Secretário-Geral do PSD, Dr. Miguel Macedo, que fez questão de estar presente nesta sessão, enalteceu as qualidades de seriedade, rigor, raciocínio e gestão de projectos do candidato à Câmara de Évora, apontando tais características como as marcas distintivas que sustentam a confiança que o eleitorado eborense virá a depositar no PSD para gerir os destinos do concelho durante os próximos anos, com vista à construção de um projecto de elevação da qualidade de vida, para todos os eborenses e não apenas para alguns.

E AGORA, ÉVORA? VAMOS FAZER OUTRA PLATAFORMA LOGÍSTICA EM CIMA DESTA?

2005-09-28

AUTÁRQUICAS - 2005

Aproximando-se as eleições autárquicas, é chegada a hora de cada eleitor iniciar a reflexão, em função das campanhas eleitorais cuja aceleração agora se inicia, mas também de uma avaliação mais aprofundada sobre o exercício do poder local no distrito de Évora, com especial destaque para o concelho de Évora, se as coisas estão bem assim ou se será chegada a hora de mudar alguma coisa antes que seja tarde demais.
Em meu entender, já chega de atrasos e sucessivos adiamentos para decisões fulcrais que devem ser tomadas pelo eleitorado alentejano, nomeadamente o da substituição dos autarcas que, devido ao esgotamento das soluções já experimentadas sem sucesso, à falta de novas ideias e ao imobilismo a que se entregaram, conduziram à crescente degradação social e económica que marca a maioria dos concelhos do distrito de Évora: perdas de investimentos, população, vitalidade, importância, protagonismo; aumento do desemprego e fuga de jovens quadros qualificados.
Urge fertilizar o potencial de criação de emprego no âmbito do turismo decorrente de Alqueva e do património histórico edificado, no domínio industrial associado aos recursos naturais existentes no solo e subsolo, à transformação dos produtos regionais e à fileira electrónica, o potencial logístico decorrente da localização estratégica face às redes rodoviária e ferroviária existentes e projectadas.
Neste contexto, assumem importância a organização, funcionamento, capacidade de resposta e qualidade dos serviços municipais, a revisão e adequada aplicação dos instrumentos de planeamento e ordenamento do território (ex. dos PDM e Planos Estratégicos), em especial o urbano, com vista à limitação e entrave à especulação imobiliária, a construção de equipamentos de apoio à qualidade de vida, no fundo, a criação de ambientes locais e regionais favoráveis à atracção de recursos humanos e financeiros, indispensáveis ao processo de desenvolvimento económico e social do distrito de Évora, tarefa em que o poder local assume papel decisivo.
Só com autarcas que encarem a acção política com espírito de missão e enquanto serviço público, sustentada em sólidos princípios e valores, será possível a realização do progresso para todos os portugueses em geral e alentejanos em particular.
Ora, não sendo esse o perfil da maioria dos que actualmente se encontram em exercício no distrito de Évora, resta-nos a esperança de que o eleitorado proceda à devida correcção, mediante as escolhas que vier a fazer.

TANTA OBRA ...

TANTA OBRA EM TÃO POUCO TEMPO ... DE CAMPANHA ELEITORAL.

2005-09-27

ÉVORA ESTÁ MELHOR NO TURISMO E NA ANIMAÇÃO?

Apesar de a estada média dos turistas em Évora continuar a decrescer de ano para ano, a actual Câmara não desenvolveu qualquer plano específico de afirmação turística durante o mandato do PS, renovando a mesma postura de passividade a que a CDU nos habitou na década passada: a de uma cidade museu, passiva. Um dos exemplos mais flagrantes foi a incapacidade de aproveitamento da oportunidade de captação dos milhares de turistas que passaram perto de Évora a caminho da fase final do Campeonato Europeu de futebol (EURO 2004).
Também os vários milhares de Euros gastos com a novela televisiva não se traduziram no esperado e prometido aumento do afluxo de turistas a Évora, menos ainda no que ao número de noites de permanência dos mesmos na cidade diz respeito. Independentemente da insuficiente prestação da Região de Turismo de Évora na promoção do turismo do distrito em geral e dos seus concelhos em particular, um conjunto de problemas, da responsabilidade directa da Câmara Municipal, continuam por resolver, arrastando-se há anos:
  • A sinalização e informação turística na cidade é incipiente. Basta observar a dificuldade de os turistas se orientarem a partir do Templo Romano para qualquer outro monumento da cidade ou para um simples restaurante;
  • Os postos de turismo continuam insuficientes, mal localizados e desaproveitados (é necessário ir ao centro da cidade para recolher informação de orientação);
  • A integração dos pontos de interesse turístico do concelho, de forma articulada à sua valorização conjunta, não se conhece;
  • A imagem global de Évora não é actualizada desde há muito, apresenta-se deslocada e retardada, dando ideia de uma cidade que ficou parada no tempo (cujo atraso o actual executivo prometeu recuperar), continua passiva e sem agressividade suficiente no mercado turístico potencial;

Para além de as condições de acolhimento e apoio turístico serem débeis (ex. da informação e sinalização), a pouca animação que se conhecia foi extinta e não substituída, chegando-se à miséria de passar todo o verão de 2005 sem qualquer tipo de animação turística da cidade, sendo insuficientes e sem significado os raros espectáculos pontuais.

Évora está mais bem preparada para captar e receber turistas?

(Sanitários públicos junto ao Templo Romano de Évora, ainda encerrados, como aconteceu durante todo o verão de 2005, para obras de remodelação).

2005-09-26

GRANDES SONHOS, acção curta. DEMAGOGIA SEM LIMITES

Sobre isto já escrevi o que penso, como se recorda abaixo.
Mais do que isso, só interrogações: porque é que Badajoz, que é 3 vezes maior do que Évora, com maior poder de compra e um IVA bastante inferior, não tem nenhum destes grandes espaços e nós temos dimensão de mercado para amealhar logo três?
Não tenho dos espanhóis nossos vizinhos a ideia de serem tolos ou distraídos, muito menos, pouco profissionais na planificação do futuro das suas cidades. São aliás conhecidos (ou talvez não, a avaliar pelas "opiniões" imprudentes e pouco ou nada reflectidas de muitos sobre esta matéria) os estudos feitos pela associação comercial da Extremadura há cerca de um ano, revelando a substancial diferença de preços dos bens alimentares e de vestuário, em média, mais ainda quando se trata de produtos de marca (como é o caso do vestuário), a favor dos espanhóis.
Perante isto, não posso deixar de pensar que as notícias sobre tantas intenções de investimento em Évora, nesta área, não passam de propaganda eleitoral do PS, em período de campanha eleitoral, para compensar a obra que não fez ao longo de 4 anos Câmara de Évora.
O PS não tem a mínima ideia (não têm culpa disso, apenas estão esgotados e são incapazes de ir mais além) para o futuro desta cidade e, por isso, vai-se agarrando a tudo o que tem à mão, mesmo que sejam disparates irreflectidos e sem sentido: hoje é uma plataforma logística, amanhã um aeroporto, no dia seguinte é uma fábrica de aviões, no outro dia um qualquer conde ou príncipe que encanta a Câmara Municipal, ... Tudo serve para fazer campanha nos jornais e na televisão: até as novelas e as passagens de modelos.
Não me parece que seja possível fundamentar, com base em critérios económicos e sociológicos sólidos, incluindo perspectivas demográficas actualizadas para esta cidade, a viabilidade económica deste conjunto de empreendimentos, todos no mesmo ramo. Mas, estou aberto à leitura de tais estudos, incluindo a sua análise pormenorizada e a discussão dos pressupostos de base.

BASTANTE DISCUTÍVEL

Não discuto a arte, os significados e interpretações subjectivas como não poderiam deixar de ser, o material, a forma, o contexto, menos ainda o artista, que tem realmente projecção nacional e internacional.
Mas, convenhamos que é discutível o momento (em plena campanha eleitoral) para a Câmara de Évora trazer a público (ao mesmo tempo que não pára de relembrar a dívida herdada da CDU e usar a mesma como desculpa para a falta de obra) o valor pago ao artista (que, curiosamente, era o mandatário do actual Presidente da Câmara Municipal nas eleições de 2001) para poder apresentar obra (alheia e fácil).
Acredito que nestas eleições tenha sido renovado o mandatário da lista do PS, tal como todos os vereadores, pois caso contrário, a ideia do "amigo na presidência" que figura nos cartazes não cairia bem e, verdade seja dita, não se poderia culpar a quem a mesma ocorresse.
Tal não significa que a Câmara Municipal esteja a cometer qualquer espécie de ilegalidade ou a violar alguma das regras e dispositivos legais da gestão autárquica, mas que não fica bem, não fica mesmo e a situação poderia ter sido evitada, eliminando a sensação de que a matéria está a ser usada para fins eleitorais.
Como muitas outras, trata-se apenas de mais uma opção bastante discutível da Câmara de Évora. Mas, como diz o provérbio popular, "para tudo na vida há solução".

2005-09-24

AS ESCOLAS DE ÉVORA NÃO ESTÃO MELHORES, É UM FACTO.

Numa das maiores escolas do primeiro ciclo de Évora, a do Rossio, para além de a Câmara de Évora não ter tido tempo de apetrechar a cantina escolar para funcionar logo no primeiro dia em que a escola começou a sério (depois das apresentações), ainda não há tempos livres para os horários completos.
A explicação da gestão do agrupamento escolar é a de que a Câmara de Évora ainda não providenciou os Recursos Humanos necessários para que os pais não tenham que sair todos os dias dos seus empregos às 15,30 h da tarde para recolherem os seus filhos e, muitos deles, faltarem o resto do dia ao trabalho e ficarem em casa com os seus filhos, durante o resto dia.
Ao que parece, o Governo também dá um substancial contributo à Câmara de Évora para o (não)aumento da produtividade laboral do concelho, já que, apesar de estar previsto o alargamento da permanência dos professores nas escolas, isso não é para já e, em Outubro, logo se vê, nomeadamente se os professores deverão ou não ocupar-se deste tipo de actividades.
Até lá, os pais que se desenrasquem, porque nem o Governo nem a Câmara de Évora se preocupam com isso. As preocupações são as da campanha eleitoral, para segurar o poder, à custa da televisão, jornais e todo o tipo de show, sem olhar a meios...
Quem vier atrás, que feche a porta.

EXPECTATIVA E CURIOSIDADE

A curiosidade sobre esta matéria é relativa ao posicionamento futuro de muitos dos recentes apoiantes do então candidato à presidência do PS, contra José Sócrates.
Manter-se-ão ainda apoiantes da eventual candidatura Manuel Alegre à Presidência da República, desrespeitando as indicações e escolha do actual Presidente do partido?
Pelos apoios e nomes que viermos a ver nos jornais locais ficaremos a saber quem tem coragem de defender os seus princípios e valores até ao fim, em qualquer circunstância, de forma coerente, porque são esses os que fazem a cada dia mais falta no seio dos partidos políticos, com vista à dignificação da actividade destes e da vida política portuguesa.

2005-09-23

SE A MALTA GOSTA ASSIM ...

Não se pode continuar a permitir que os políticos sejam permanente
e reiteradamente acusados do estado de degradação da sociedade portuguesa.
NUNCA O POVO TEVE TANTO PODER NAS SUAS MÃOS, INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTO SOBRE AS OPÇÕES A TOMAR E ...
TANTA RESPONSABILIDADE PELO RESULTADO DAS SUAS ESCOLHAS.
Os resultados não me parecem brilhantes...
mas é a vontade da maioria, a malta gosta, há que respeitar...
DEPOIS DISTO, NÃO HÁ DESCULPAS NEM PACIÊNCIA PARA LAMÚRIAS.
Cada um aguenta-se com as suas, mais ainda quando resultam de uma escolha livre!

2005-09-22

DIFERENÇA DE POSTURAS

Marques Mendes não foi a Gondomar nem a Oeiras apoiar
os candidatos sobre os quais se levantaram suspeitas. E este senhor, ainda irá a Felgueiras apadrinhar esta candidatura como fez em 2001 quando as suspeitas já estavam lançadas, em consequência das denúncias feitas pelos vereadores do PS?

2005-09-21

E AS PROMESSAS DA CÂMARA DE ÉVORA AO COMÉRCIO DO CENTRO HISTÓRICO?

Ao ler as notícias de propaganda eleitoral que a Câmara de Évora se encarrega de fazer publicar todos os dias nos jornais nacionais e regionais, recordo as declarações do Presidente da Câmara, a seguir à reunião com a Associação Comercial de Évora, dando conta que havia garantido aos comerciantes que a construção do Évora Fórum só teria a concordância da Câmara após estar assegurada uma contrapartida (imagina-se que de natureza financeira), configurando um apoio a conceder pelo Governo aos comerciantes do Centro Histórico.
Ora, durante a última sessão da Assembleia Municipal de Évora, questionado sobre esta matéria pela bancada do PSD, a resposta do Senhor Presidente foi a de que a Câmara de Évora está a sensibilizar o Governo para a necessidade de criação de um programa de apoio financeiro à modernização do comércio tradicional e à formação dos comerciantes e funcionários (tipo PROCOM mas em formato mini).
Certo é que o licenciamento do Fórum comercial já está e os apoios aos comerciantes não passam de mais uma promessa.
Ora, a avaliar pelas dezenas de promessas feitas aos eborenses em 2001 pelo actual Presidente da Câmara de Évora e não cumpridas, tenho sérias dúvidas de que seja esta a quebrar a tendência ...

ESTACIONAMENTO EM ÉVORA LONGE DE ESTAR MELHOR. É UM FACTO

A aproximação do dia europeu sem carros (agora semana, chamada da mobilidade) intensifica a reflexão sobre a duvidosa utilidade de tal iniciativa para fins de informação à gestão municipal ao longo de todo o ano, mais do que uma acção de propaganda eleitoral do Governo e dos municípios, a que aderiu na altura o Primeiro-Ministro aquando da sua passagem pelo Ministério do Ambiente.

Perante nova encenação propagandística da Câmara de Évora sobre a sua (falta de) preocupação com o trânsito e estacionamento na cidade, importa reflectir sobre pontos concretos destas dimensões essenciais à qualidade de vida urbana:

  • O estacionamento no Centro histórico está melhor e acarreta vantagens para os automobilistas, para os peões, comerciantes e residentes? Tenho sérias dúvidas! Poderia estar melhor? Acredito que sim, se a Câmara Municipal não se tivesse limitado a suprimir indiscriminadamente lugares de estacionamento no interior do Centro Histórico: basta contar …;
  • Os lugares de estacionamento suprimidos no interior do Centro Histórico foram substituídos por novos lugares criados fora daquele núcleo? Definitivamente NÃO. É um facto. Nenhum novo lugar de estacionamento fora das muralhas foi criado ao longo de 4 anos, nem mesmo em compensação aos parques entre as portas de Alconchel e do Raimundo. Era possível ter feito mais? Sem dúvida, mais ainda por terem sido prometidos pelo PS vários parques subterrâneos em volta das muralhas. No entanto, nem sequer se tocou no Rossio de S. Brás, limitando-se a lançar um concurso de ideias, à falta de soluções próprias, como aliás se verifica em quase tudo o resto;
  • Os parques de estacionamento fora das muralhas, que não viram a sua capacidade aumentada e que se encontram sobrelotados, têm melhores condições de segurança? O piso foi arranjado? Estão ordenados e são convidativos aos automobilistas? Têm sombras suficientes? Não erro certamente se apontar a total ausência de intervenção da Câmara Municipal ao longo de 4 anos nestes aspectos, conduzindo a uma crescente degradação da situação.

Sendo uma dimensão fundamental à qualidade de vida urbana, tenho sérias dúvidas de que alguém possa ousar usar a terminologia da excelência relativamente aos transportes e estacionamento em Évora, a qual havia sido prometida para superar a degradação da situação a que a CDU deixou chegar a cidade ao longo de quase três décadas.

O tempo veio dar razão aos que nunca acreditaram que o PS fosse capaz de se afirmar como alternativa à CDU. Estando perdidos já 4 anos, urge corrigir as escolhas, em direcção a outras soluções.

2005-09-20

ÁGUA DE ÉVORA ESTÁ MELHOR. É UM FACTO.

Assim era a cor da água que corria na rede pública de abastecimento da cidade de Évora no passado fim de semana. Só falta o PS vender-nos a ideia de que a água de Évora está mais barata. Vão ver que é mesmo assim, sendo dos eborenses a culpa de ainda não terem dado por isso.

2005-09-19

UMA CÂMARA EXEMPLAR

A Câmara de Évora pretende sensibilizar os munícipes proprietários e inquilinos de habitação no Centro Histórico para a reabilitação da caixilharia em madeira, dispondo para isso de um programa próprio, conforme revela o site oficial da autarquia. No entanto, é ela a primeira a dar o mau exemplo, em pleno Centro Histórico, como evidencia a foto abaixo. Bonito ...
Instalações sanitárias públicas junto ao Templo Romano, em Évora, remodeladas pela Câmara de Évora durante todo o verão, deixando os turistas sem instalações de apoio.
Depois de reabrir as instalações sanitárias ao público, a Câmara de Évora deixará aos eborenses uma bonita fachada de portas em alumínio, em pleno centro histórico, dando o exemplo da preservação do património arquitectónico que impede aos outros de seguirem.

2005-09-18

ÉVORA TAMBÉM TEM O SEU CARRILHO

O Presidente da Câmara de Évora reagiu de forma surpreendete na Assembleia Municipal de ontem a um documento vindo do Gabinete do Ministro da tutela das CCR´que, em resposta a um requerimento sobre o ponto de situação e as explicações para o atraso no processo de revisão do PDM de Évora, atesta a incompetência da Câmara de Évora em fundamentar adequadamente o processo e, em aspecial, a estratégia de desenvolvimento da cidade, atribuindo a esta a responsabilidade do atraso.

O Presidente da Câmara de Évora revelou, em plena sessão da Assembleia Municipal de Évora, uma agressividade poucas vezes presenciada (regressando ao tom da campanha eleitoral de 2001), uma arrogância fora do normal e uma prepotência e intolerância para com os deputados municipais que são desajustados a um Presidente de Câmara.

Desde os impropérios proferidos contra o Ministro cujo Gabinete elaborou aquele documento, à desvalorização da importância do mesmo enquanto documento oficial originário de um gabinete ministerial (como se os Gabinetes dos Ministros do actual Governo PS fossem umas creches), até às acusações proferidas contra os serviços da CCR do Alentejo de terem manipulado a informação fornecida ao Gabinete do Ministro, como se de um clube de malfeitores, obscuros e secreta sociedade se tratasse, tudo veio à cabeça do mais que transtornado Presidente da Camara de Évora. Fosse eu técnico da CCRA e sentir-me-ía bastante desconfortável. Esperemos a aver quantos dos funcionários daquele serviço figurarão no boletim de apoios do PS, depois destas ofensas e ataques aos serviços a que pertencem ...

Sinceramente, Évora merece um Presidente de Câmara com mais nível que um qualquer Manuel Maria de pacotilha ...

GOVERNO DO PS VOLTA A DESRESPEITAR A CÂMARA DE ÉVORA

Com esta é que o Governo fintou a Câmara de Évora e o seu Presidente.
Com tanta obra feita em tão pouco tempo, todas elas para inaugurar até às eleições, esperava-se um corropio de Ministros a Évora, por vezes mesmo mais que um por dia.
Agora, lá vai ter que ser reajustado o calendário e o plano de campanha do Presidente da Câmara de Évora.
É a vida ...

TRADIÇÃO OU INOVAÇÃO?

Há escolas do concelho de Évora que distribuem este panfleto aos pais das crianças, no primeiro dia de aulas.
Confesso que nunca fui um defensor fundamentalista da tradição ou da ortodoxia, grande parte das vezes obstaculos ao progresso social.
Mas, temos que admitir que alguma da inovação que nos querem impingir não passa de cretinice da grossa, tal como estas regras, elaboradas por quem, de forma arrogante, quase acusadora e desresponsabilzante do seu papel como professor, parece ainda mais esquecer-se que os professores também são pais.
Reparem só nesta pérola de texto que está contido numa das regras referidas, sobre o qual evito fazer comentários ... «Faça o que estiver ao seu alcance para que o seu filho fique na escola o maior número de horas possível. Quanto mais tempo lá estiver, mais gostará de lá voltar no dia seguinte ...» Eis a escola prisão ...
Esta não aceito, desculpem, mas a paciência também se esgota. Há formas mais adequadas de sensiblizar os pais para a necessidade de motivar os filhos a terem sucesso na escola. Esta não é ...

2005-09-17

QUE O GOVERNO NÃO VOLTE A ABANDONAR ÉVORA

Com esta notícia, antecipamos a oportunidade do Presidente da CME obrigar o Governo a redimir-se pelos esquecimentos de Évora nos poucos meses que leva de vida.
É que com a nova fábrica de aviões (a da Falcon Wings, aquela que apesar de trabalhar num contentor e pretender montar aviões num terreno minúsculo, cujas instalações ainda não estão iniciadas - devem estar espera do desbloquamento do dinheiro a partir do Banco Mundial), já será possível satisfazer a encomenda do Governo de aquisição de aviões.
Quem não se lembra de ouvir o Conde ou Príncipe da Transilvânia afirmar, na frente da CME, exemplificando com aqueles modelos de tábuas de caixote, que a fábrica poderia entregar já o primeiro avião ao Governo daqui a um ano, para combate aos fogos.
Nem os aviões de brincar do Júlio Izidro se fabricam tão depressa.
É a oportunidade de Évora, do novo Príncipe e da sua corte de seguidores sediada na CME responderem às solicitações do Governo.

NÃO HÁ PALAVRAS ...