2013-09-17

AUTÁRQUICAS: OS EBORENSES MERECIAM MAIS SERIEDADE DE ALGUNS CANDIDATOS


Como muitos eborenses, desconhecia que os candidatos do PS à Câmara Municipal de Évora, tudo farão para repor as Freguesias agora extintas, prometendo transformar a autarquia eborense num antro de contestação à governação de Portugal.
Recebi em casa o folheto sobre o compromisso do PS para “Defender as Freguesias do Bacelo e da Senhora da Saúde”, sem que tenha percebido quais as propostas concretas dos candidatos, reformados e repetentes, para a freguesia onde se propõem fazer melhor. Trata-se apenas de um manifesto contra o Governo, bem descarado e à boa maneira comunista, de contestação pública a partir das autarquias.
Fiquei a saber, pelo texto expresso, que tanto os candidatos do PS à CME como às respetivas Uniões de Freguesias, têm por única proposta repor as Freguesias extintas, quando um suposto futuro governo do PS revogar a legislação que as extinguiu.
Ora, o PS que vai gastar 92.000€ na campanha autárquica de Évora, provocatoriamente e indiferente à crise em que deixou o país e às dificuldades económicas dos portugueses e dos eborenses, bem que podia aproveitar os mesmos milhares de € para comunicar aos eborenses as suas propostas concretas para os órgãos autárquicos, em vez de fazer a demagogia do “vale tudo” para se manter agarrado ao poder na CME.
Desde logo, a questão de perceber a falta de seriedade dos candidatos do PS tanto à CME como às Freguesias, sabendo eles e nós que foi um governo do PS que conduziu Portugal à pré-falência e se viu obrigado a assinar com a Troika um compromisso de restrições e emendas, a troco de um programa de assistência financeira. Nesse compromisso, figura, ao que se sabe por erro de um ex-governante do PS, uma medida de agregação e de redução dos órgãos autárquicos, neste caso as freguesias. Como podem estes candidatos do PS em Évora virem prometer tamanho disparate, a não ser pela falta de propostas concretas, depois de nada terem feito de concretização das anteriores, ao longo de 12 anos?
Só isso justificará que os próprios candidatos do PS à CME também se comprometam com o mesmo disparate, conforme diz o texto do folheto, revelando verdadeiramente a massa de que são feitos, no concelho de Évora: demagogia.
Manter em pleno funcionamento as instalações das juntas agregadas e manter nos atuais locais os funcionários das Freguesias, surge igualmente de forma disparatada no texto do folheto do PS, como se outros, nomeadamente o Governo atual, alguma vez tivessem dado algum sinal em contrário de uma coisa obvia, natural e aceite logo na base da reforma do poder local feita pelo atual governo.
O que já não se pode aceitar, por falta de seriedade, é a proposta do PS de reforçar o quadro de pessoal das Freguesias, a começar pelo Bacelo, sabendo o PS que tal lhe está vedado por lei e, mais ainda, pela falência a que conduziu o município, nos últimos 12 anos, com reflexos financeiros na capacidade de ação das Freguesias.


Os eborenses mereciam mais seriedade e menos demagogia de alguns candidatos, que não se limitassem a dizer que vão fazer melhor, quando já vimos o mau desempenho das suas forças políticas na desgovernação de Portugal e a inércia e o marasmo no endividamento do concelho de Évora, durante os últimos 12 anos.

2013-08-27

Recuperar a formação profissional Agricola no Alentejo


POR UMA ESTRATÉGIA DE DINAMIZAÇÃO COMERCIAL DO CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA

As notícias sobre as dificuldades de exploração (até agora a 60%) do novo espaço comercial de Badajoz, permitem-me voltar à carga com a minha defesa desde há mais de uma década: nem aquele modelo, nem o fórum eborense (à moda do Montijo) com construção parada e que será mais um elefante branco da gestão socialista, são  adequados a Évora, cidade que tem um centro histórico classificado como património da humanidade pela UNESCO. 
O pior é que a CME, presidida pelo PS, teve a oportunidade de, por iniciativa do PSD, implementar a solução adequada, depois de ter prometido 5 centros comerciais a todos os possíveis e imaginários promotores de projetos comerciais durante as 3 campanhas eleitorais dos últimos 12 anos, resultando na perda de milhões de € dos mesmos, devido à ilusão criada pelo PS de Évora.
Foi em tempos solicitado pela CME, por iniciativa do PSD, a um Centro de Estudos associado a uma Universidade portuguesa, a elaboração do estudo de "Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na cidade de Évora", com vista a ajuizar politicamente mas com algum fundamento técnico e científico, os pedidos de instalação dos 5 projetos de investimento comercial para Évora que entretanto lhe chegaram à mão.
A principal preocupação era a de perceber se seria possível sustentar, em Évora, tal quantidade de intenções de investimentos, com formatos e dimensões disparatadas logo à vista desarmada e, mais ainda, a de equacionar a melhor localização para os empreendimentos, à luz da necessidade harmonia com a valorização turística do comércio tradicional e genuíno (e não os chineses) em pleno Centro Histórico, de forma a dar escoamento aos produtos regionais associados a uma marca Évora e Alentejo, de cariz local e regional, porque Évora é a mais importante cidade do Alentejo.
Infelizmente, como em tudo o resto durante as últimas décadas, a inteligência não foi visível nos paços do município PS, embrulhado nas promessas/compromissos assumidos de forma leviana com os potenciais investidores durante a campanha eleitoral, os quais eram pura ilusão e, por isso, uma vigarice eleitoral.
O estudo elaborado sobre a viabilidade dos espaços comerciais em Évora, apontou uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada para um (e apenas um) espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua do Muro. 
E o que fez o PS na CME? Não aproveitou para negociar a deslocalização da intenção de investimento comercial da zona industrial de Almeirim, para o espaço que tinha ficado vago (por devolução de terreno da Universidade de Évora) entre as rotundas da Lagoa e de Avis, onde acabou por fazer aquela coisa hibrida das hortas urbanas com uma vergonhosa taxa de abandono e, antes insistiu em deixar continuar a construção do fórum comercial que sabia não seria viável nem servia os interesses de Évora, pela sua localização.

Criar um polo de animação comercial numa ponta do Centro Histórico e requalificar o Rossio (na outra ponta), continua a ser urgente para dinamizar todo um corredor que inclui as ruas da Lagoa, de Avis, da República, o Jardim das Canas, a Praça do Girado, o Mercado 1º de Maio. O PSD sempre o defendeu e… continuará a lutar por essa solução.

2013-08-19

O JUSTO ELOGIO E RECONHECIMENTO À COMPETÊNCIA GOVERNATIVA

O Ministro Poiares Maduro anunciou que o Governo português entregará brevemente à Comissão Europeia a proposta de estratégia para o desenvolvimento do país e das suas regiões, entre as quais o Alentejo, no horizonte 2020, ou seja o documento para o Quadro Estratégico Comum (QEC) que agora terá como balizas enquadradoras os objetivos do crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.
 
Seria de bom-tom e bom senso, que toda a oposição elogiasse publicamente o resultado bem conseguido deste esforço do governo, pelo cumprimento dos prazos de preparação da estratégia de desenvolvimento do país, onde se pretende verter os fundos comunitários de apoio financeiro a receber entre 2014 e 2020, bem como pela condução interna da discussão, preparação, desenho, acerto, estabilização e construção das matrizes regionais dessa estratégia, partilhadas exaustivamente entre os agentes políticos, sociais, económicos e empresariais, culturais e voluntários, por iniciativa das CCDR’s, por comparação governo socialista e àquilo que se passou no anterior Quadro comunitário, designado QREN.
 
Diz o ministro Poiares Maduro que no segundo semestre de 2014 estaremos a receber esses fundos comunitários do próximo QEC. É obra! Basta pensar na carga burocrática de regulamentação que se segue à entrega da proposta portuguesa para contratualização do QEC.
 
E, pensar que com o primeiro governo de Sócrates, demorámos 2 anos a receber os primeiros fundos do atual QREN, ou, pior ainda, que quando o atual governo tomou posse, os processos concorrentes a certos programas regionais (como é o caso do INALENTEJO) eram de tal monta, por analisar, por decidir, por pagar, por executar, que a execução financeira do mesmo programa era de 22% em 2011, tendo num só ano duplicado essa taxa para 44% mas correndo mesmo assim o risco de não conseguir beneficiar de toda a verba financeira disponível devido ao tempo perdido na governação socialista.
 
Posto isto, resta-me desafiar os eleitores a avaliarem os sumptuosos gastos do PS de Évora num jornal de elevada qualidade para passar uma única mensagem: votar no PS para derrubar este governo. Não se compreende, pois poderíamos pedir também o voto no PSD para derrubar este executivo municipal que arruinou Évora, da cor do mesmo partido (PS) que levou Portugal à beira da bancarrota. Será esta a campanha que poderemos esperar do PS em Évora, a que se junta a utilização do PAEL para limpar a cidade e abrir um balcão isolado (não único), em vez de se pagar aos fornecedores locais a quem a CME deve há anos? Que os eleitores eborenses nos ajudem a construir um futuro melhor para os nossos filhos e que seja bem melhor que o encargo de dívidas irresponsáveis contraídas por incompetentes. 

2013-08-04

MUNICÍPIO DE ÉVORA: QUE PERFIL ESCOLHER NAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS?

Os eborenses serão em breve convocados a escolherem o próximo Presidente da CM de Évora, que iniciará um novo ciclo político, findos os 12 anos correspondentes a 3 mandatos consecutivos do PS como força política absoluta primeiro e maioritária depois, desde 2001. Essa será a primeira nota a reter: o pior que os eborenses poderão fazer, será absterem-se do exercício dos seus direitos, mas acima de tudo, dos seus deveres como eleitores decisores a quem cabe a escolha da qual não poderão mais tarde queixar-se apenas pela crítica, se não tiverem exercido no ato da eleição, a sua opção efetiva.

Ora, como as eleições são um momento especial que tende a iludir todo o resto dos mandatos, procurando as candidaturas dirigir a atenção dos eleitores para os fatos mais recentes, para os últimos 6 meses antes das eleições, importaria fazer um exercício “à priori” ou “ex-ante” sobre qual o perfil de candidatura que melhor servirá os interesses da autarquia eborense neste momento, em 2013 e tendo em vista o horizonte de um novo ciclo político até 2020, correspondente ciclo europeu do novo QEC (Quadro de Referência Estratégica no âmbito do ciclo europeu 2020).

Podemos começar por questionar se o melhor perfil de Presidente do Município será o da continuidade da gestão dos últimos 12 anos, empenhado nos descalabros e insucessos da gestão anterior, prometendo agora fazer melhor não se sabe bem o quê, porque, já se percebeu que a medida de certas candidaturas quanto à melhoria conseguida é muito parca e que facilmente se reduzirá a uma pedra de calçada agora desencaixada ou a algum balcão supostamente único num serviço municipal que não conseguiram por a funcionar melhor em benefício dos eborenses, ao longo de 12 largos anos.

O insucesso do PS na gestão da CM de Évora durante 12 anos deve-se apenas à sua incapacidade e incompetência para governar os destinos do concelho, por um lado e, por outro lado, a uma total incapacidade e incompetência na gestão da máquina que é a autarquia em si, a qual em nada funciona hoje melhor que há 12 anos atrás. O mínimo que os eborenses esperariam hoje, passados 12 de vacas gordas com 8 anos de governação socialista ao nível nacional, seriam a redução da dívida herdada e uma modernização substancial do funcionamento dos serviços municipais. Nada disso foi conseguido, nem no primeiro mandato, quando o PS teve maioria absoluta, nem nos seguintes e, mesmo aí, poderão os eborenses agradecer ao vereador do PSD as iniciativas que foram levadas a cabo, com ponderação, responsabilidade e controlo, a partir de 2005.

Esta é, por outro lado, uma fragilidade da candidatura da CDU à CME nestas eleições: o número de propostas ativas, ou de iniciativa que 3 vereadores da CDU apresentaram (ou não) nomeadamente durante os últimos 8 anos em que o PS perdeu a maioria absoluta e ficou representado na CM com os mesmos 3 vereadores que a CDU. As atas das reuniões da CME, disponíveis no site respetivo da web revelam apenas uma atitude da CDU ao longo dos últimos 8 anos: uma oposição de rejeição total contra o PS que governava e contra o PSD que apoiava quando achava oportuno e do interesse de Évora e dos eborenses.

A permanente, reiterada e sistemática atitude de rejeição e de oposição negativa e destrutiva da CDU durante tantos anos, acabou por ser corrosiva até internamente, ao ponto de este força política deixar de funcionar de forma coerente e como alternativa, antes dando origem a uma candidatura de alguém de fora do concelho, já reformado e impedido de se candidatar a outro concelho, da linha mais ortodoxa do PCP e bem diferente em termos de perfil do ex-presidente Abílio. Será este o perfil desejado para presidir e gerir um novo ciclo de futuro para o concelho de Évora?

Em qualquer dos casos de escolha dos eborenses, pelas candidaturas do PS ou da CDU, poderão contar com presidentes de CM que apenas desculparão a dívida acumulada por má gestão própria, vociferando contra o governo que não resolve os problemas que o PS criou e agravou em Évora, ou então, manifestações de rua permanentes e uso e abuso dos autocarros da autarquia para transporte dos funcionários sindicalizados em direção às manifestações da CGTP em Lisboa, caso fosse a CDU a força vencedora nas próximas eleições autárquicas.

Restam assim, as candidaturas protagonizadas por independentes associados a forças políticas, suficientemente desprendidos das estruturas partidárias e que lhes permitam por um lado, algumas ruturas controladas com o passado dos últimos 12 anos em Évora e, que alarguem por outro lado o leque de abrangência para além das sedes dos partidos, que se sintam suficientemente à vontade para poderem criticar e exigir perante os governos (sejam do PSD ou do PS) o cumprimento das promessas que fazem em campanha e que são determinantes para a vida do concelho e do Alentejo, como seja a construção do Hospital Regional em Évora, que foi orçamentado pelo PSD em 2005 e abandonado pelo PS a meio do mesmo ano aquando das eleições legislativas seguintes.


O pior que poderia acontecer a Évora e ao futuro dos eborenses, seria que todos os que criticaram tão severamente ao longo dos últimos 30 anos a subserviência da gestão municipal à influencia da Rua de Avis ou da Travessa da Alegria, não valorizem o que nisso, poderá ser diferente nestas eleições por parte de outras candidaturas, bem mais promissoras.

2013-04-07

Noticias ao Minuto - "Governo não tem condições para tirar País da alhada em que está"

Noticias ao Minuto - "Governo não tem condições para tirar País da alhada em que está"

Pois, mas esta espécie e bem mediocre amostra de politico, acha que tem condições para tirar o país do atoleiro em que os governos socialistas nos colocaram, perante o silencio deste senhor, durante 15 anos sentado na última fila da bancada par(a)lamentar do PS, na AR.

Irra, que não há paciência para estes tipos de demagogos do Partido Socialista .... São todos iguais!

2013-03-28

PAULO JALECO É O CANDIDATO DO PSD À CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA


O Cirurgião Paulo Jaleco é o candidato do PSD à Câmara Municipal de Évora. O candidato independente, já integrou em 2009 a lista à Câmara de Évora pelo PSD, sendo agora o cabeça de lista de um projeto político que pretende abrangente e ganhador. 


Natural de Lisboa, o cirurgião de 50 anos reside em Évora desde os 5. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa, é Assistente Hospitalar de Cirurgia Geral no Hospital do Espírito Santo de Évora, tendo exercido, no período de 2002 a 2004 o cargo de Diretor Clínico do Hospital de São Paulo, em Serpa.


Entre 1997 e 2005, Paulo Jaleco foi eleito Presidente da Assembleia de Freguesia de Juromenha, tendo mais tarde sido eleito para a Assembleia Municipal de Alandroal, cargo que ocupou entre 2005 e 2009.


Desde muito jovem ligado ao fenómeno desportivo, foi atleta nas modalidades de Rugby, Futebol e Andebol, tendo também pertencido ao Grupo de Forcados Amadores de Évora. Para além da prática desportiva, Paulo Jaleco tem sido um dos principais impulsionadores de diversos clubes de Évora, tendo sido Fundador e 1.º Presidente do Clube de Rugby de Évora. Em 1997, fundou o Clube de Rugby de Juromenha, mantendo-se desde essa data como Presidente da Direção.


Entre 2002 e 2003 foi Presidente da Direção do Juventude Sport Clube, mantendo-se ainda ligado ao emblema eborense como Vice – Presidente da Assembleia Geral. Paulo Jaleco mantém-se também ligado ao Andebol, desempenhando funções de Presidente da Assembleia Geral do Évora Andebol Clube desde 2008.


Enquanto Médico, tem colaborado com diversos clubes do distrito de Évora, em várias modalidades. Destacam-se ainda as suas participações como Médico da Volta a Portugal em Bicicleta.



Para além da sua ligação ao desporto, Paulo Jaleco tem colaborado com diversas associações da sociedade civil, tendo sido Médico dos Bombeiros Voluntários de Évora e Vice-Presidente da Direção dos Bombeiros Voluntários de Alandroal.

2013-02-14

AS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS SÃO O QUE SÃO E NÃO O QUE ALGUNS PRETENDEM QUE SEJAM




O antigo ministro socialista Augusto Santos Silva, ao afirmar recentemente que as eleições autárquicas deste ano vão ser a primeira oportunidade para os portugueses se exprimirem sobre a situação do país e a responsabilidade dos partidos, procurando induzir das mesma um significado nacional importante e um efeito sobre os atos eleitorais seguintes e, mais ainda, afirmando que tal demonstrará claramente que o PS é a única alternativa, legitimada pela ressuscitação do legado dos ciclos governativos socialistas de Guterres a Sócrates, vem colocar em devido texto e tempo a ideia socialista que poderemos esperar para o país, originando alguns pontos de reflexão a saber.

Desde logo o de que as eleições autárquicas servem exatamente para os portugueses se exprimirem sobre a situação de cada município onde residem, nomeadamente, no Alentejo, sobre os buracos nas ruas de algumas cidades, sobre a degradação da qualidade de vida em matéria cultural, sobre as falências dos estabelecimentos comerciais por falta de atratividade comercial, sobre a diminuição populacional por falta de atratividade territorial, sobre os parques industriais abandonados e não preenchidos, sobre a falta de espaços de desporto enquanto sobram os relvados sintéticos em aldeias sem jovens suficientes para constituir uma equipa de futebol, sobre a falência dos agentes culturais por desprezo local, sobre a ruinosa gestão dos clubes desportivos que permitiram que os políticos locais interferissem nos seus órgãos sociais, sobre … as piscinas a cada esquina e que encerram por falta de dinheiro para manutenção, sobre os pavilhões multiusos para uso anual (quando muito), sobre a falsidade e demagogia das (pelo menos) 100 medidas prometidas já em tempo de crise (na campanha eleitoral de 2009) para o primeiro ano de mandato…

O que estará em causa nas próximas eleições autárquicas é, no Alentejo, ajuizar sobre a atuação dos autarcas que, irresponsável e demagogicamente, aumentaram exponencialmente a dívida herdada, com menos obra que os seus antecessores, na senda dos seus mentores governantes nacionais a cujo clube Augusto Santos Silva pertence, que agora pretende reabilitar no PS e no país a herança do foragido Sócrates e passar uma esponja sobre a governação dos que conduziram o país à beira da bancarrota e cuja irresponsabilidade justifica os sacrifícios exigidos pelo atual governo aos portugueses.

Para aumentar a desilusão, basta observar como uma parte significativa de autarcas alentejanos do PS e da CDU pretendem aproveitar o descontentamento que as incontornáveis medidas do atual governo provocam (necessárias e decorrentes da irresponsabilidade da governação socialista que levou o pais à falência) para desagravarem as suas erradas opções de investimento, muitas vezes excessivo e desnecessário, em obras construídas sobre pressupostos e projeções económicas ou populacionais não consolidados nem justificados, com vista a delas retirar dividendos eleitorais, mais do que efeitos sobre o desenvolvimento dos territórios.   

Resta-nos esperar pelo desfecho das próximas eleições autárquicas e observar se o eleitorado alentejano será permeável a tal demagogia, em especial do PS, repetindo a vulnerabilidade da sedução pela votação ocorrida em 2009, com os resultados que se conhecem hoje, ao nível local, no Alentejo.

O corolário, agora e então, será o mesmo: a responsabilidade será sempre dos eleitores e, a maior ilusão que pode toldar a sua visão será a da suposta vingança e penalização local perante o governo nacional, pois isso em nada contribuirá para melhorar o nosso quotidiano, antes pelo contrário, ao escolher para a governação dos nossos concelhos aqueles que levaram o país ao lastimável estado em que se encontra.

É preciso aprender com os anteriores erros de escolha e corrigir os mesmos, evitando o regresso dos que prejudicaram a nossa vida de hoje e cujos efeitos se prolongarão pelas próximas gerações.

2013-01-12

Parque Expo paga premios ilegais

Parque Expo paga premios ilegais

A Inspecção-Geral de Finanças (IGF) acusa a Parque Expo de ter pago indevidamente aos seus administradores, durante 11 anos, gratificações mensais e regalias adicionais, em seguros de vida e de saúde, no valor de 1,56 milhões de euros.

2013-01-07

O PERIGOSO REGRESSO DA ESPIRAL DO FACILITISMO DE SIMPÁTICA COR

As declarações do Presidente da República relativas à espiral recessiva, desencadearam nas oposições internas e externas ao Governo, uma eufórica espiral de reparos e palpites que parecem caminhar no sentido da concordância com uma ideia que supostamente encontram inerente ao discurso do Presidente da República: a de que este não é o caminho certo, porque é doloroso e lento quanto a resultados.

 
Indiferentes ao fato de se verificarem sucessivos novos mínimos dos juros (a todos os prazos) da dívida pública portuguesa, em queda acentuada desde há alguns meses a esta parte, atingindo valores próximos dos 6%, quando os mesmos se situavam perto dos 20% há um ano atrás, os defensores da tese do outro caminho (que nunca enunciam nem concretizam) querem convencer-nos do maravilhoso mundo que nos espera depois da crise, a qual acham que é conjuntural e poderá ser resolvida com soluções imediatas como o investimento em obras públicas e em mais habitação, que trará aos portugueses o regresso facilitado ao trabalho aqui e no comércio, bem como ao enriquecimento que incentive o elevado consumo de automóveis e nos centros comerciais, a que assistimos nos últimos anos da governação e que nos conduziu à beira do precipício financeiro.

Não tenho a certeza de que seja pura ilusão, mas antes de pura demagogia dos defensores de tais teses do facilitismo. A crise é profunda e não conjuntural, antes estrutural, pelo que os seus efeitos, nomeadamente em matéria de destruição do emprego em setores como o comércio, a banca e a pequena indústria induzida pela construção civil, continuarão a produzir elevados níveis de desemprego durante vários anos, talvez mesmo décadas.

Um pouco por todo o mundo, o desenvolvimento e consolidação da economia do conhecimento torna menos relevante a componente humana da produtividade (a nova economia precisa de menos pessoas), em detrimento dos processos e do “software”. Ora, os esperados ganhos de produtividade e competitividade da economia portuguesa, que se espera possam fazer avançar a mesma no sentido do crescimento da riqueza produzida num futuro próximo e sobre o qual se deposita a esperança de saída da crise, com crescimento do emprego, serão sempre insuficientes para repor os níveis de emprego anteriores, decorrentes de um modelo de desenvolvimento económico esgotado que não nos conduziu a qualquer outra parte que não à situação difícil em que nos encontramos.

Dito de outra forma: se as coisas correrem bem para a economia portuguesa (crescimento substancial da produtividade e da riqueza produzida), o futuro que nos espera será o da manutenção de taxas elevadas de desemprego por algum tempo. Se as coisas correrem menos bem, teremos dias ainda mais difíceis. Uma recuperação sustentada da profunda crise em que estamos mergulhados, será por isso não só prolongada como dolorosa. Insistir num suposto caminho mais rápido e menos doloroso, é perder tempo, é aumentar ainda mais a dívida que deixaremos aos nossos filhos e é, acima de tudo, enganar as pessoas.

É um erro e uma desonestidade intelectual apontar a austeridade deste governo como a única causa para o aumento do desemprego em Portugal, durante o último ano. Pior ainda será iludir os portugueses com uma recuperação rápida do emprego e diminuição do desemprego através do aumento da despesa pública, do aumento do consumo privado, do crescimento do investimento privado interno ou do investimento direto estrangeiro.


O aumento do desemprego, sentido em Portugal com maior intensidade no último ano, não é conjuntural, pois os sinais já se faziam sentir desde 2004 e acentuaram-se em 2008, mas foram ignorados na prospetiva académica e nos discursos políticos, onde apenas se relevou durante as últimas 2 décadas uma prospetiva otimista quanto à expansão das atividades económicas e ao crescimento do emprego, aos empregos do futuro e às competências a produzir para esses empregos, nomeadamente a partir dos investimentos públicos, com efeitos pouco sustentados do ponto de vista do emprego e por isso geradores de parte do atual desemprego.

Contam-se pelos dedos, os académicos, políticos e decisores que, em Portugal, não embarcaram na espiral otimista quanto ao futuro da economia e do emprego que prevaleceu ao longo das últimas 2 décadas, distanciados das trajetórias de aproximação das economias mundial, europeia e portuguesa à crise financeira instalada em 2008. Ainda assim, muitos dos mesmos parecem apostados em não reconhecer o seu erro de raciocínio e teimam mesmo em repeti-lo, procurando além do mais arrastar outros pelo caminho que alimentaram antes e que nos conduziu ao ponto em que nos encontramos. Convenhamos que é demais.

2012-12-25

REAVIVAR A MEMÓRIA AOS CRÍTICOS DESTE GOVERNO EM MATÉRIA DE POLÍTICA EDUCATIVA

O círculo fechado da educação-formação em Portugal | Opinião Digital : Cartas Digitais | Diário Digital

Notas sobre o caso Artur Baptista Silva «BLASFÉMIAS»

Notas sobre o caso Artur Baptista Silva « BLASFÉMIAS

Destaque do post: «A comunicação social que aceitou como legítimo o Artur Baptista da Silva é a mesma que tomou por bons todos os estudos sobre SCUTs, OTAs, TGVs e afins e que ajudou a vender a estratégia dos grandes eventos e do investimento em grandes obras públicas. É a mesma que apoiou a trajectória suicidária de Sócrates rumo à bancarrota e desculpou tudo com a crise internacional e as agências de rating.».

Ler ainda: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/5819373.html

«Dizer o que as pessoas gostam de ouvir. Apresentar-se com um cartão de visita pomposo. Mostrar um futuro melhor e um caminho mais fácil. Despreocupação com as consequências. Não percebo a surpresa com Artur Baptista da Silva. Já tinhamos eleito um primeiro-ministro assim

2012-11-28

JUSTIFICADO RECONHECIMENTO AO TRABALHO AUTÁRQUICO NA ALDEIA DA LUZ




Francisco Oliveira, o Presidente da Junta de Freguesia da Luz, concelho de Mourão, desabafava na passada semana à comunicação social que a nova Aldeia da Luz parece uma aldeia fantasma, em consequência do não cumprimento das promessas feitas pelos governos e pela EDIA, a troco da mudança de residência dos seus habitantes.
A nova Aldeia da Luz contabiliza agora o seu 10º aniversário e tive oportunidade de, no âmbito das comemorações do mesmo, ouvir em pormenor as insatisfações expressas pelo Presidente da Junta da Luz, quanto às dificuldades da mesma e dos habitantes da aldeia em disporem integralmente do património habitacional, em construírem novas habitações ou alargarem as existentes, em promoverem a atividade agrícola, em recuperarem infra-estruturas coletivas de apoio à produção, …
Visto ao longe, pode parecer apenas mais uma lamúria de queixumes autárquicos, típicos do nosso quotidiano rural, mas, assistir na própria aldeia ao filme da mudança da submersa para a nova Aldeia da Luz, faz-nos perceber com outros olhos a carga emocional de um processo social que poucos em Portugal e mesmo no mundo experimentaram e o quanto aquela comunidade sofreu na sua identidade e organização interna. Arrepiante …
No entanto, fizeram-no, abdicaram de tudo o que sentiam como seu, individual e coletivamente e mudaram-se para uma aldeia totalmente nova, na qual não dispõem ainda, passados 10 anos, de algumas condições fundamentais para estabilizarem o processo de reconstrução identitária, motor essencial na construção e reinvenção de dinâmicas que contrariem a pressão desertificadora que assola todo o interior do país e do Alentejo em particular.
E é aqui que radica a minha incompreensão, perante insensibilidades anteriormente verificadas de poderes distantes a esta comunidade, face às especificidades do processo, único entre nós e que, por isso mesmo, mereceria muito maior atenção e respeito pelas pessoas que o viveram e que o conduziram.
Ocorreu de forma ordeira e com o sucesso conhecido, com o protagonismo de Francisco Oliveira, um autarca que termina agora a sua passagem pela Junta de Freguesia da Luz com a bem sucedida experiência que nenhum outro tem em Portugal e poucos terão no resto do mundo: a mudança de vivos e mortos para um novo local e a submersão do antigo, pelo grande lago de Alqueva.
É obra, digna de merecido reconhecimento público, mas o qual não se vê acontecer, nem mesmo na discussão em curso sobre a reorganização autárquica, nomeadamente no que toca à importância das freguesias rurais enquanto elementos estruturantes do poder local. Não existirá maior evidência da importância do papel de uma Junta de Freguesia e do seu Presidente, na condução da mudança, do que aquele que aconteceu na Aldeia da Luz, concelho de Mourão, Alentejo. E a Junta de Freguesia da Luz, um caso exemplar do exercício autárquico, continuará a existir.

2012-11-04

O PS AINDA DEVE DESCULPAS AOS ALENTEJANOS E AOS PORTUGUESES




Vários ex-governantes do Partido Socialista, que nos últimos 15 anos contribuíram para a quase falência de Portugal, alguns deles de Évora, estiveram reunidos na cidade no passado fim-de-semana, mas recusaram pedir desculpas aos alentejanos e aos portugueses, pelo estado de pré-falência em que deixaram o país e pela degradação em que deixam vários concelhos alentejanos ao fim de dezenas de anos de gestão autárquica. Ora, o PS deve desculpas aos alentejanos e aos portugueses.
A falta de sentido de responsabilidade do PS de Évora e do PS nacional é tão mais gritante quanto, em face da discussão do OE de 2013 se atrevem a criticar o mesmo pelo alegado esquecimento do Alentejo, sem assumirem as verdadeiras culpas por ao longo de 13 anos de governação terem declinado a construção do novo Hospital Regional de Évora que o Governo do PSD inscreveu no OE de 2005, terem iludido os alentejanos sobre a construção de um TGV que não tinha viabilidade comercial nem económica, terem desbaratado os recursos para a construção das circulares rodoviárias externas a Évora (nó do IP2 entre S. Manços e A6), terem endividado as autarquias alentejanas que afundaram tal como fizeram com o país, deixando aos nossos filhos um encargo insuportável.
Mas, aquilo a que assistimos foi ao desfile de vaidades mediáticas, seja pelas altas cilindradas dos carros que usam, sejam pelos destacados cargos que ocuparam nas insustentáveis fundações que todos nós pagamos, sem qualquer nesga de arrependimento, de responsabilidade, de humildade … Apenas arrogância e indiferença dos ex-governantes socialistas face ao mal que causaram aos alentejanos e aos portugueses, cujas consequências estes estão agora a sofrer.
Poupem-nos às demagógicas críticas ao governo que nos está a tirar do buraco onde os socialistas nos meteram, se nos atos não o conseguirem. Já basta a crise que nos deixaram para o este governo e os portugueses resolverem …

Évora, 05 de Novembro de 2012
A COMISSÃO POLÍTICA DISTRITAL DE ÉVORA DO PSD

2012-10-10

ESTUDAR AINDA COMPENSA? SIM … Mas, a informação e orientação profissional ganham importância.



O Ministro da Educação e da Ciência afirmou na passada semana em Bragança que Portugal precisa de mais engenheiros e técnicos e que os Institutos Politécnicos, entre os quais os do interior do país, podem ter um papel fundamental na formação destes profissionais.

Paralelamente, ficámos a conhecer os resultados da 2ª fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior (universidades e politécnicos), onde se destacam a diminuição de candidatos face ao passado ano e a existência de dezenas de licenciaturas praticamente desertas de interessados, nomeadamente 36 cursos sem qualquer colocação, sendo que apenas 3 deles não têm “engenharia” no nome do mesmo, revelando a quebra de candidatos nesta área. Em contrapartida, os cursos oferecidos pelas mesmas instituições de ensino superior nas áreas das ciências da educação e das ciências sociais humanas, não figuram na lista em causa, revelando uma elevada procura na sua maioria.

Ora, se o aumento do desemprego registado nos Centros de Emprego do IEFP em Agosto e Setembro, tem uma forte componente de jovens, candidatos ao primeiro emprego, com qualificações de nível superior nas áreas da educação e da ciências sociais e humanas, em consequência da redução do emprego público e associativo e da diminuição do número de alunos inscritos nos vários níveis do sistema de ensino, isso deveria induzir desde logo nos jovens estudantes e suas famílias a reflexão sobre a rentabilidade futura da aposta da educação/formação que estão a realizar.

Mais ainda porque igualmente elevado e pesado nos ficheiros dos Centros de Emprego do IEFP é o volume de candidatos ao primeiro emprego oriundos de cursos profissionais de escolas que, para manterem o nível de atividade necessário à sua sustentação financeira oferecem e ministram formação em áreas que são apelativas do ponto de vista da hierarquia social das profissões, mas o qual tem, no entanto, uma correspondência inversa no que à empregabilidade regional e nacional diz respeito.

Se é verdade que a teoria do capital humano continua atual no que corresponde à maior taxa de empregabilidade, progressão na carreira, remuneração ao longo da carreira, proteção contra a probabilidade de desemprego, probabilidade de sair da situação de desemprego, dos que mais estudam e se qualificam face aos que menos apostam na sua qualificação, também é verdade que cada vez mais que compensa estudar mas não em todas as áreas e que a informação e a orientação profissional sobre as tendências do mercado de trabalho é um recurso determinante para aconselhar nas escolhas que podem condicionar o resto de toda uma carreira profissional e, em consequência, toda uma vida.

A melhoria dos sistemas de educação e formação tem vindo a ser aconselhada e exigida pela OCDE e pela Comissão Europeia, apontando para que os estados membros reorientem os seus sistemas para a apresentação de uma oferta de qualidade, qualificante e relevante para o mercado de trabalho, transmitindo adequadamente capacidades e competências profissionais desejáveis e necessárias ao sistema produtivo e ao seu processo de transformação, em direção ao indispensável aumento de competitividade para nos fazer sair da crise.

Esse apelo qualificado deverá traduzir-se, numa altura de diminuição de oportunidades de emprego geradas pela economia, nas escolhas quanto à educação-formação, as quais devem ter em conta a relevância e o grau de qualidade da oferta, mais do que a simples e por vezes ilusória valorização social associada à representação social das profissões.

Neste sentido, a análise custo-benefício e dos indicadores de empregabilidade são cruciais, a par da análise prospetiva das qualificações e das profissões, enquanto coordenadas para melhorar a organização do mercado da educação-formação e da relação deste subsistema com os mercados de trabalho nacional e regionais, tendo por base que a elevação dos níveis de qualificação da população ativa são uma condição indispensável ao aumento de competitividade da economia mas, por si só, não suficiente para que tal aconteça, antes se traduzindo em mais desemprego qualificado sem a correspondente absorção pelo mercado de trabalho como agora acontece, consequência da disfuncional articulação entre as diversas componentes.

Até que tal articulação não seja substancialmente corrigida, continuaremos envoltos no persistente paradoxo do défice de qualificações que, mesmo em tempos de crise e de elevado desemprego, teima em marcar os mercados de trabalho regionais, traduzido na oferta de qualificações em recursos humanos que não encontram procura por parte do sistema produtivo a par da existência de ofertas de emprego em carteira que permanecem por largos períodos de tempo sem candidatos com perfil ajustado ao seu preenchimento, no serviço público de emprego.

É nesta linha que se enquadra a intensificação da oferta de formação para jovens inserida no Sistema de Aprendizagem, que procura reforçar o sistema dual de alternância entre entidade formadora e a empresa (com maior envolvimento do tecido empresarial no desenho e na produção de qualificações), investindo nas áreas e nos públicos mais importantes e adequados às necessidades da economia e das empresas, nomeadamente na componente tecnológica e no aumento de competitividade das empresas, garantindo a dupla certificação dos jovens (12º ano, escolar e nv 4, profissional), entre os 15 e os 25 anos, que podem continuar os seus percursos formativos de nível superior de seguida ou mais tarde.

As opções dos jovens sobre as áreas e saídas profissionais que escolham para aquisição das competências que sustentarão os seus percursos profissionais futuros são determinantes na facilitação da sua transição e inserção na vida ativa e, aqui, a informação e a orientação profissional sobre os diferentes níveis de empregabilidade, embora não necessariamente coincidente com a atratividade do ponto de vista social, é cada vez mais indispensável porque se situa na esfera de responsabilidade de quem escolhe e decide qual o caminho a escolher e a seguir.

2012-10-05

UMA CLARIFICAÇÃO SOBRE A DEMAGOGIA DO DISCURSO À ESQUERDA E TAMBÉM DE UMA CERTA DIREITA

E se trocássemos umas ideias sobre cortes nas despesas do Estado? « BLASFÉMIAS

«Portugal gosta de viver de ilusões. Quem ler os jornais ou vir as televisões, descobrirá que tudo se vai resolver neste rectângulo à beira-mar plantado no dia em que se cortar nas despesas do Estado. Dos mais sisudos “senadores” aos mais azougados repórteres, passando por atarantados deputados, tudo se resolve com um Estado mais pequeno. Ou seja, parece existir em Portugal um enorme consenso “neoliberal”.

Nada mais enganador. Primeiro, porque já se está a cortar imenso na despesa do Estado mas isso não tem chegado. Depois porque a esmagadora maioria dos que exigem cortes discordam de todo e qualquer um dos cortes em concreto.

Na semana passada, o presidente do BPI, Fernando Ulrich, surpreendeu muita gente ao declarar que devia ser motivo de orgulho para Portugal “que a despesa primária, sem juros, e sem medidas extraordinárias, tenha passado de 83,5 mil milhões de euros em 2010, para pouco mais de 70 mil milhões de euros” em 2012. O banqueiro citou aqueles números para responder ao Financial Times, mas, na verdade, estava a dirigir-se à cacofonia que parece ocupar todo o nosso espaço público. Sem surpresa, a generalidade dos órgãos de informação dedicou-lhe uma breve nota de rodapé: convém não estragar a narrativa estabelecida.

No entanto, estamos a falar de números impressionantes. O corte na despesa pública, sem juros da dívida, foi de 13,5 mil milhões de euros em dois anos. Desses, 5,7 mil milhões foram em despesas de investimento e o restante, 7,8 mil milhões, foi na chamada despesa corrente primária. 7,8 mil milhões é quase quatro vezes o valor do corte dos dois subsídios aos funcionários públicos. 7,8 mil milhões é também mais do que todos os juros que vamos pagar este ano (7,5 mil milhões) e é quase tanto quanto o que se gastou em educação em 2011 (8,2 mil milhões).

Muitos destes cortes afectaram já a vida dos portugueses. O corte no investimento, por exemplo, levou à paragem de muitas obras públicas – e ainda bem, digo eu -, e isso está a ter importantes consequências nesse sector da economia. Mas não só. Vejamos também o que aconteceu entre 2011 e 2012 nos principais ministérios comparando a execução orçamental até Agosto. O Ministério da Defesa cortou mais de 200 milhões de euros – a consequência vimo-la na manifestação de sábado passado, com as associações de militares a marcharem ao lado da CGTP. O Ministério da Saúde gastou menos 500 milhões de euros, apesar de ter pago dívidas em atraso – mas todos sabemos como a redução de custos neste sector tem gerado protestos e manifestações. E o Ministério da Educação já tinha conseguido cortar, nesses oito meses, 750 milhões de euros. Até os encargos líquidos do Estado com as PPP caíram 52 por cento no primeiro semestre, uma poupança de 586 milhões de euros.

É claro que, para conseguir estes cortes, foi necessário reduzir os salários dos funcionários públicos, fechar serviços de saúde que eram redundantes e escolas com poucos alunos, tal como dispensar professores que ficaram sem turmas para dar aulas, bloquear as progressões nas carreiras, acabar com os subsídios às empresas, tudo medidas que afectaram corporações específicas e suscitaram a habitual onda de críticas contra os “cortes cegos”. Mais: sempre que se anuncia alguma racionalização, mesmo que tímida, mesmo que mal feita e insuficiente, como a que foi anunciada para as fundações, salta logo um coro de protestos a justificar o carácter indispensável do respectivo gasto público.

Mesmo assim, estamos longe dos objectivos. Este ano estão a ser cortados mais de quatro mil milhões de euros na despesa corrente primária, para o ano o ministro das Finanças já anunciou que será necessário cortar outros quatro mil milhões. Se alguém souber como se cortam sete mil milhões em vez de quatro, que avance: assim evitaremos o assalto fiscal via IRS.

Portugal tem vivido na ilusão de que todos estes cortes ainda não ocorreram e que, portanto, basta realizá-los para resolvermos os nossos problemas. E também na ilusão – que, de resto, foi alimentada pela actual maioria durante a última campanha eleitoral – de que tudo se pode fazer tocando apenas nas gorduras do Estado, nas PPP ou nas fundações. Não era verdade e não é verdade, pois tudo o que se fizer nessa área, sendo muitíssimo importante (até por razões políticas), pesa relativamente pouco quando olhamos para os grandes números. Basta pensarmos que, dos quase 74 mil milhões de euros que o Estado gastou em 2010 (sem juros nem investimento), mais de 80 por cento foram para pagar os salários dos funcionários e as pensões sociais.

Todos estes números são públicos, mas mesmo assim há quem insista em ignorá-los e, sobretudo, quem continue a negar o essencial. Isto é, que os níveis de despesa públicos atingidos em 2009 e 2010 – mais de 88 mil milhões de euros – não só eram incomportáveis para uma economia como a nossa, como só foram possíveis por décadas de políticas erradas, muito populismo e uma enorme falta de coragem.

Em Portugal, ganharam-se muitas eleições a aumentar desmesuradamente os funcionários públicos – ganhou-as Cavaco, ganhou-as Guterres, ganhou-as Sócrates. Poucos na altura se incomodaram com isso, quase todos os “senadores” que hoje saltitam de estúdio de televisão em estúdio de televisão colaboraram activamente com isso.

Em Portugal, vamos quase em quatro décadas sem alterar devidamente a lei das rendas, por endémica falta de coragem política, e isso contribuiu muito para distorcer as prioridades do sistema financeiro, que se especializou numa actividade não produtiva – o crédito à habitação – e nunca financiou devidamente a economia. Quantos “senadores” não foram cúmplices desta inacção?

Em Portugal, nunca nenhum governante deixou de sonhar ser uma espécie de Fontes Pereira de Melo moderno, espalhando auto-estradas ou semeando rotundas, criando dívida directa ou dívida através de PPP, assim contribuindo para que, só em 2007, cerca de 70 por cento do crédito bancário total concedido a empresas e a particulares fossem destinados ao cluster da construção civil e imobiliário. Não surpreende que, com estes comportamentos e distorções, a dívida tenha crescido e a economia estagnado.

Em Portugal, os governantes sempre gostaram de subsidiar as empresas, e estas de ser subsidiadas, e, em Portugal, são raros os “senadores” que não tiveram sinecuras em alguma das grandes empresas do regime, ou em alguma das instituições públicas ou semipúblicas onde os salários não estão limitados pelo desagradável tecto imposto aos ministros.

É por todas estas e muitas outras que tenho cada vez menos tolerância para os conselhos de sapiência de “senadores” que no passado criaram rendas e hoje dizem que temos de acabar com elas; que querem cortar nas despesas públicas mas não só nunca o fizeram como, nalguns casos, beneficiam de pensões superiores a 10 mil euros mensais; que foram incapazes de fazer reformas decentes, do arrendamento à lei do trabalho, e agora continuam a criticar as reformas; que inventaram e encheram o país de PPP mas agora estão muito preocupados com a corrupção; que pedem cortes na despesa mas só sabem referir as viagens e as ajudas de custo.

Portugal não chegou onde chegou por ser uma barca que navegou sem piloto: houve pilotos, houve responsáveis, houve muita gente que contribuiu, por acção ou omissão, para chegarmos aos intoleráveis 88 mil milhões de despesa pública (e 7,5 mil milhões de despesas anuais com os juros da dívida). Muita dessa gente tem hoje cabelos brancos e continua a achar que devia estar no Governo, como se esse fosse um qualquer direito divino que lhe assistisse. Até o vai dizer a programas de televisão.

Mas para pior já basta assim. Para esbulho fiscal já chega o anunciado, não precisamos ainda de mais impostos para pagar ainda menos cortes nas despesas. Por isso só desejo que a providência nos livre de quem nos trouxe até aqui e nem isso é capaz de admitir.»

QUALQUER SEMELHANÇA COM A ABERRAÇÃO É UMA CLARA E DESCARADA COINCIDÊNCIA

«O líder do PS, António José Seguro, disse hoje em Alenquer que, se for primeiro-ministro, vai fazer com que o dia 05 de outubro volte a ser um feriado nacional.»

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2012-09-24

UMA INEGÁVEL LUCIDEZ NA ESCRITA

Preferia nunca ter tido de escrever este texto « BLASFÉMIAS

«Se calhar até devemos sair do euro. Não se falará mais de TSU ou de desvalorização fiscal, porque a desvalorização do novo escudo não será de 7%, talvez seja de 40%. Já não será preciso pedir ao BCE para imprimir mais dinheiro, o nosso Banco de Portugal fá-lo-á freneticamente. Escolhas não nos faltam.


Por vezes interrogo-me se não seria melhor preparar já este último cenário, por muito apocalíptico que ele nos surja. É que se o Governo e o primeiro-ministro têm a maior das responsabilidades na forma como perderam o país, choca-me muito mais a irresponsabilidade do CDS e do PS, ambos lestos a cavalgar a onda do descontentamento e ambos omissos sobre as suas próprias responsabilidades (do CDS na TSU, do PS no estado a que levou o país) e sobre as suas alternativas. Helena Garrido teve razão quando ontem escreveu, no Jornal de Negócios, que, “para Paulo Portas e António José Seguro, é mais importante garantir votos de curto prazo do que defender o interesse de Portugal e respeitar os sacrifícios que os portugueses já fizeram”. Assim como me choca o silêncio incendiário do Presidente da República, que depois de múltiplas intervenções desastradas deixou que se instalasse a percepção de que fala por interpostos “cavaquistas”. Fez até pior: convocou Vítor Gaspar para o Conselho de Estado, um gesto inédito na nossa história constitucional que é uma facada nas costas do primeiro-ministro.»

2012-08-25

AOS POUCO CRENTES E POUCO LEITORES ...

Por qué los jefes son jefes, explicado por la neurociencia - elConfidencial.com

Tributo à produção científica que afirma a necessidade de se dominar a arte e o temática, isto é, que é preciso dominar bem tecnicamente aquilo em que trabalhamos e pretendemos chefiar, dirigir, coordenar ou presidir ...
Mas, uns têm outros, não, ... embora compensem frequentemente com a inveja, ....
Quem não tem competência, serve-se da intriga.

Não lhes perdoeis Senhor, porque eles sabem o que fazem e, não merecem ser perdoados.