2014-02-11
2014-02-08
2014-01-21
INSTALAÇÃO DO MUSEU DA MÚSICA EM ÉVORA - PSD INSISTE COM GOVERNO PARA MANTER DECISÃO
O PSD do distrito de
Évora dirigiu comunicação escrita ao Secretário de Estado da Cultura, com sugestões alternativas para a localização do Museu da Música em Évora,
que sustentem manter a decisão de instalação do mesmo no concelho, nomeadamente
no Centro de Histórico da cidade de Évora.
O desajustado volume de
investimento face ao espólio a acolher, ou a localização periférica face à
procura turística, prevista no projeto anunciado em 2009, não constituem para o
PSD de Évora motivos pertinentes à justificação de qualquer possível troca de Évora por Mafra ou qualquer outro local
exterior ao Alentejo, porque existem alternativas
viáveis, à luz das quais o Governo é convidado a refletir de forma
ponderada, para melhor decidir.
O recurso a vários dos edifícios públicos existentes no
Centro Histórico de Évora, com dimensão suficiente e adequada ao
acolhimento pretendido, beneficiando de obras de requalificação urbana num Centro Histórico património Mundial da
Humanidade classificado pela UNESCO, representa uma oportunidade única de
inserção do Museu da Música num contexto patrimonial de forte atracão turística
no plano mundial, com avultados benefícios
para a fruição pública do equipamento em causa.
Pertinente é sim, para o
PSD de Évora que o Alentejo, considerado um dos 10 melhores destinos turísticos do mundo pela
National Geographic, cuja imagem carece de reforço em várias dimensões como a patrimonial,
associada à classificação mundial de Évora pela UNESCO, possa vir a beneficiar de novas ofertas de atracão turística na vertente cultural através da instalação
do Museu da Música;
Évora, 21 de janeiro de 2014
A Comissão Política Distrital de Évora do PSD
2013-12-11
UM NOVO QUADRO COMUNITÁRIO QUE EXIGE UMA NOVA GESTÃO E ATITUDE, NO ALENTEJO
A
partir de 2014 e até 2020, Portugal receberá um pacote de 21 mil milhões de € de
fundos comunitários da União Europeia, estrategicamente destinados à promoção e
criação do emprego e ao estímulo à economia e às empresas, especialmente PME,
em detrimento de infraestruturas como estradas e escolas como aconteceu no QREN
que agora termina. A criação de riqueza e de emprego sustentável serão pois as
prioridades para a aplicação de 10M€ por dia.
Para
evitar os atrasos observados com a implantação do atual QREN e o desperdício de
elevado volume de verbas que não foram utilizadas, Portugal foi um dos
primeiros países da União Europeia a entregar à Comissão Europeia a proposta de
acordo para aplicação dos fundos, marcado pelo reforço do FSE, representando
uma aposta clara na valorização das pessoas e das suas competências e uma
descida dos investimentos em infraestruturas e equipamentos, sendo a quase
totalidade das verbas distribuídas por 4 das 7 regiões, entre elas a do
Alentejo, através dos programas operacionais regionais, aos quais serão
alocados 93% dos fundos comunitários a receber.
O Alentejo
verá reforçadas em 42% as verbas disponíveis durante o próximo período de
fundos comunitários a vigorar entre 2014 e 2020, num total de cerca de 1.200M€,
o que representa um verdadeiro desafio para a gestão pública daquele pacote
financeiro bem como para os potenciais promotores de projetos que transfiram os
resultados da sua aplicação para os beneficiários finais, logo a partir do
segundo semestre do próximo ano.
Não
se prevê no entanto que seja fácil e rápido convencer os potenciais promotores
a refletirem sobre as razões explicativas para os fracos resultados de muitos
dos projetos desenvolvidos anteriormente, ao nível dos impactos sobre o
desenvolvimento do território, seja ele económico ou social. Entre esses
promotores, conta-se uma boa fatia de autarquias alentejanas que, ao longo dos
vários quadros comunitários de apoios financeiros se dedicaram quase
exclusivamente à construção de infraestruturas que agora deixarão de ser
prioritárias, devido ao grau de cobertura já atingido com a obra executada até
aqui.
Haverá
assim que estimular uma maior capacidade local e regional de projeção do
desenvolvimento desejável e possível à luz dos recursos financeiros disponíveis
e das ações necessárias e adequadas à sua concretização, junto das autarquias
locais, as quais têm um papel determinante enquanto agentes dinamizadores da
iniciativa pública e estimuladores da iniciativa privada no território.
Ora,
apesar da reiterada ilibação das autarquias locais no contributo para a
situação financeira do país feita pela ANMP, recusando o epíteto de despesismo
aos municípios, não deixam de faltar obras e equipamentos locais de duvidosa
utilidade, de insuficiente exploração e uso, de degradação crescente por falta
de meios para a sua manutenção, de difícil inserção nas dinâmicas de
desenvolvimento regional, ou mesmo de desajustada programação à luz da relação
entre a demografia e a capacidade da rede existente ou em construção.
Convencer
os autarcas alentejanos a pensarem de uma forma mais regional que local, menos centrados
na micro realidade concelhia e mais preocupados com a dimensão alentejana, onde
devem fazer sentido as estratégias locais em função do seu contributo para o
conjunto, será o grande desafio da gestão pública regional dos fundos
comunitários que ai vêm.
Tal
não poderá deixar de exigir da mesma gestão pública regional uma liderança
política forte, marcante do rumo do desenvolvimento pretendido para o Alentejo,
a seguir por todos os que para o mesmo pretendam contribuir, através do acesso
a fundos comunitários que concretizem esses contributos. As circunstâncias
exigem e justificam pois muito do que antes não foi feito.
2013-11-20
IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital
IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital
Os institutos do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e Superior Técnico (IST) vão colaborar na formação e na investigação nas áreas aeroespacial e mecânica, numa parceria ligada à Embraer e ao ‘cluster’ aeronáutico de Évora.
«Queremos ser uma plataforma para a transferência de conhecimento e tecnologia e dos resultados da investigação e desenvolvimento entre o ensino superior e as necessidades práticas das empresas», explicou José Palma Rita, delegado do Alentejo do IEFP, em declarações à Lusa.
A parceria, já formalizada, é centrada nos polos de formação de Évora e Setúbal do IEFP, que têm formado mão-de-obra especializada para as duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na cidade alentejana, assim como para outras empresas fornecedoras de componentes.
«É um projeto pioneiro a nível nacional do ponto de vista do IEFP e vai enriquecer a qualidade da nossa formação profissional», sendo também uma mais-valia «para projetos de investigação desenvolvidos pelo IST», instituição de ensino superior situada em Lisboa e que já tinha um acordo prévio com a Embraer, disse Palma Rita.
A parceria, já formalizada, é centrada nos polos de formação de Évora e Setúbal do IEFP, que têm formado mão-de-obra especializada para as duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na cidade alentejana, assim como para outras empresas fornecedoras de componentes.
«É um projeto pioneiro a nível nacional do ponto de vista do IEFP e vai enriquecer a qualidade da nossa formação profissional», sendo também uma mais-valia «para projetos de investigação desenvolvidos pelo IST», instituição de ensino superior situada em Lisboa e que já tinha um acordo prévio com a Embraer, disse Palma Rita.
De acordo com um comunicado da instituição de ensino superior público, o IST e a Embraer Portugal SGPS assinaram um Memorando de Entendimento (MoU), no passado dia 9 de novembro, «ao abrigo do qual serão estruturadas atividades de cooperação visando a troca permanente de conhecimento científico e tecnológico em áreas de interesse comum para o IST e para as operações industriais das duas subsidiárias da Embraer Portugal SGPS em Évora».
«Válido para um período de quatro anos, a implementação do MoU será suportada por um plano de ações revisto anualmente e que incluirá, entre outras, iniciativas como visitas regulares de alunos do IST às instalações da Embraer em Évora no âmbito de atividades de ensino, intercâmbio de informação em novas tecnologias nas áreas de materiais metálicos, materiais compósitos e tecnologias de produção, e projetos de Investigação e Desenvolvimento de âmbito Nacional ou Comunitário».
A cooperação [entre o IST e o IEFP] prevê que mestrandos, doutorandos e outros investigadores daquela instituição de ensino superior possam utilizar instalações do IEFP, nomeadamente o polo tecnológico de Évora, para ensaios práticos.
«Neste polo tecnológico temos equipamentos de topo virados para a produção industrial e aeronáutica, iguais aos da Embraer, mas a empresa tem uma linha de produção em funcionamento. Por isso, com a parceria, os investigadores podem fazer no IEFP todos esses ensaios ligados a projetos de investigação», afirmou Palma Rita.
«Os investigadores vão fazer formações dirigidas aos nossos formandos e formadores, pelo que vamos ter contacto direto com o que de melhor se faz nos campos da aeronáutica e dos processos produtivos», destacou ainda o responsável do instituto público de emprego e formação.
O projeto, segundo o IEFP, insere-se «no quadro das preocupações comuns de incremento à empregabilidade dos diplomados» de ambas as instituições, mediante «ações conjuntas que melhorem a qualidade e a eficácia das respetivas intervenções».
A Embraer está no ‘centro’ deste esforço conjunto, mas o delegado do IEFP no Alentejo não reduz a esta empresa as potencialidades futuras da parceria.
Dinheiro Digital com Lusa
«Neste polo tecnológico temos equipamentos de topo virados para a produção industrial e aeronáutica, iguais aos da Embraer, mas a empresa tem uma linha de produção em funcionamento. Por isso, com a parceria, os investigadores podem fazer no IEFP todos esses ensaios ligados a projetos de investigação», afirmou Palma Rita.
«Os investigadores vão fazer formações dirigidas aos nossos formandos e formadores, pelo que vamos ter contacto direto com o que de melhor se faz nos campos da aeronáutica e dos processos produtivos», destacou ainda o responsável do instituto público de emprego e formação.
O projeto, segundo o IEFP, insere-se «no quadro das preocupações comuns de incremento à empregabilidade dos diplomados» de ambas as instituições, mediante «ações conjuntas que melhorem a qualidade e a eficácia das respetivas intervenções».
A Embraer está no ‘centro’ deste esforço conjunto, mas o delegado do IEFP no Alentejo não reduz a esta empresa as potencialidades futuras da parceria.
Dinheiro Digital com Lusa
2013-10-31
QUE SE LIXEM OS QUE PRETENDEM AFUNDAR O PAÍS DE HOJE, O NOSSO FUTURO E O DOS NOSSOS FILHOS!
À
medida que surgem os sinais de confirmação da saída de Portugal da recessão
técnica vigente no período de ajustamento financeiro e económico ditado pelo
resgate internacional a que a governação socialista nos conduziu, parece
aumentar a contestação sindical estimulada e manipulada por uma certa esquerda
radical, pouco respeitadora da legitimidade que as eleições conferem aos
governantes nacionais, pois nas autarquias, quando se trata de vitórias suas,
já a legitimidade será considerada de outra forma.
Ouvem-se
na rua os gritos de contestação à troika, a qual se manda lixar a viva voz e
pede-se a sua saída de Portugal, com o argumento de que dessa forma se
recuperaria soberania financeira. Confesso não entender, tendo em conta que os
juros que pagamos pelos empréstimos concedidos pela troyca (1,5%), são bem mais
favoráveis do que quaisquer outros quando, em 2011, todos os financiadores
externos nos fecharam a torneira do crédito. Pode acrescentar-se o fato de os
défices das administrações públicas terem ficado quase 3.000M€ abaixo do limite
estimado pela execução orçamental dos primeiros 9 meses deste ano, ou ainda que
a economia portuguesa cresceu 0,5% no 3º trimestre de 2013, face ao anterior.
Ainda
assim, os sinais parecem indiferentes a uma certa esquerda radical e
anti-democrática que sai à rua pedindo a saída da troyca, o perdão da dívida e,
em consequência, a saída do Euro. No fundo, o que se pede é o colapso total do
nosso país, um reset que nos
conduziria à total anarquia social e económica, terreno propício à ascensão de
modelos totalitaristas que conhecemos, sem qualquer sucesso evidenciado, do
outro lado de um muro que caiu em 1989.
A
esquerda que sai à rua a exigir o colapso da economia e da sociedade
portuguesa, rejeita o aumento de impostos e ao mesmo tempo a redução da
despesa: no fundo, o impossível. Qual a alternativa? Sacudir a troyca e
declarar a falência, pois sem a mesma, ficaríamos com autonomia financeira para
um limite de 1 ou 2 meses de pagamento de salários e de pensões do Estado. O
que move pois esta gente que pretende deliberadamente rebentar com o presente e
com o futuro do país e comprometer todas as gerações seguintes? Não é difícil adivinhar
…
Na
verdade, o modelo de facilitismo consumista que fez crescer (ainda que de forma
insignificante) a economia nacional ao longo dos últimos 15 anos de governação
socialista, sustentado pelo assédio bancário para recurso ao crédito barato,
afetou uma significativa franja da sociedade portuguesa, com especial
incidência nas classes sociais menos favorecidas e nas classes média e
média-baixa, que se veem agora em dificuldades para cumprirem as suas
obrigações contraídas no âmbito do crédito ao consumo, mais ainda quando
diminui a cada dia o rendimento disponível, por via das medidas de política que
forçam a poupança ou a limitação do consumo das famílias.
Mas,
compreender as motivações, não significa desculpar os comportamentos, pelos que
será impossível aceitar o branqueamento da responsabilidade dos consumidores excessivos
de bens supérfluos e de crédito bancário, em parte responsável pela crise em
que estamos, como se a mesma nunca tivesse existido e se possa retomar o
caminho interrompido, no mesmo nível que tal aconteceu. Tal falsidade e demagogia
é uma perfeita ilusão, correspondente a uma alegada possibilidade de perdão da
dívida, que (mesmo a ser possível) nunca beneficiaria a sociedade no seu todo,
nem o futuro dos nossos filhos, mas apenas os próprios protagonistas e, mesmo
assim, de forma apenas fugaz, pois retomariam de forma imediata a espiral de
irresponsabilidade que nos trouxe até aqui.
O
nivelamento da sociedade portuguesa não pode fazer-se por baixo, pela
mediocridade e pelo empobrecimento que alimenta certas ideologias
totalitaristas, mas antes pela ambição de elevação dos níveis de exigência e
pelo upgrade económico, social e político, a bem dos nossos filhos.
2013-10-26
AUTÁRQUICAS 2013 E ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2014: PREVISÍVEL E QUASE INEVITÁVEL, RESPETIVAMENTE
Os resultados das recentes eleições autárquicas no
Alentejo resultaram num previsível recuo do PS em vários concelhos, em
benefício da CDU. Recorde-se a campanha eleitoral autárquica de 2009, a seguir
à ilusória campanha legislativa pouco mais de um mês antes, durante a qual os
portugueses rejeitaram o assustador realismo do discurso de Manuela Ferreira
Leite, em troca da ilusória demagogia de Sócrates, com efeito arrastador nas
eleições autárquicas, a favor do PS. O resultado da governação nacional do PS
viu-se 2 anos depois e o da governação local, em 2013. Previsível.
Muitos alentejanos deixaram-se arrastar pela onda socialista
rosa florida, em plena crise, estafadora de um discurso irrealista e fantasioso
que prometia o impossível céu na terra, bem mais sedutor do que a prudência da
CDU, instalada em vários municípios que acabou por perder. Em 2013, alguns
deles foram recuperados pela CDU, diretamente ao PS, tal como aconteceu em Vila
Viçosa, em Beja e, com um ciclo mais longo mas de igual resultado, em Évora.
Os 3 casos apontados têm em comum várias coisas que
convém ter em atenção: a primeira é a da constatação da incompetência dos
autarcas socialistas em executarem o mandato de esperançada mudança que os
eleitores neles confiaram, tendo gerado uma enorme desilusão que conduziu os
eleitores ao regresso à origem, de forma imediata ou mais dilatada, mas sem
interregnos. É obra do PS, que não se pode queixar de nada mais do que falta de
habilidade, de incompetência e de arrogância dos seus autarcas derrotados.
Já agora, convirá uma nota breve sobre os candidatos
socialistas reformados que perderam a junta de freguesia da Senhora da Saúde e
Bacelo, em Évora, que já consideravam deles, com excesso de confiança e
evidente arrogância, à qual o eleitorado não foi alheio. Pior do que não ganhar
uma CM a que somos candidatos, de forma desprendida, com programas sérios,
realistas e sem pretensões de apropriação pessoal, imagino que seja perder uma
junta de freguesia que já se considerava mobília do PS, ou talvez fosse este
que considerasse os eleitos já como mobília. Certo é que os eleitores, nem
sempre respeitados por alguns candidatos do PS eborense, mudaram a mobília e
deixaram alguns …inhos sentadinhos durante algum tempo. É a vida… como diria o outro
vosso conhecido.
Voltando atrás, um segundo fator a reter nas mudanças e
reposições de gestão autárquica nos concelhos enunciados, parece decorrer de uma
tendência comum: a mobilidade do eleitorado do PSD e de muitos dos seus
militantes, num ou noutro sentido, mas nunca em benefício e antes sempre
alheios às candidaturas do próprio PSD nesses concelhos.
Nesse eleitorado do PSD, para além dos simpatizantes, há
também os militantes, com deveres de participação em prol do partido mas que,
qual permanentes contestatários de todos os dirigentes locais, regionais e
nacionais, primam por apoiar sempre todos os que sejam contra o PSD, em
qualquer lugar e circunstância. Recusam integrar listas, recusam defender o
governo do PSD quando este (por fugazes períodos governa, …), e contestam
publicamente o OE para 2013, 2014,...
Se é incompreensível a posição de contestação da oposição
(em especial do PS) ao OE para 2014, pior ainda é o desafio de aceitar a
suposta bondade dos militantes do PSD que se querem arvorar em arautos de um
suposto descontentamento interno, quando criticaram o OE2013 porque carregava
brutalmente nos impostos, da mesma forma que criticam o OE2014 porque reduz
substancialmente a despesa pública. Não se entendem (nem eles próprios), qual a
alternativa.
Com ou sem acordo ortográfico, só há uma forma de dizer isto:
o OE2014 é quase inevitável, em elevada medida, enquanto consequência da
governação de um “estupor” e um “filho da mãe” socialista português, não alemão
ou de outro partido ou país quaisquer. O mesmo que ganhou eleições com votos de
simpatizantes e militantes do PSD, silenciosos durante os quase 7 anos da sua
desastrosa governação, mesmo nos jornais onde hoje escrevem contra o governo
atual, como se este governo que pretende resgatar o país, fosse pior que aquele
que o afundou. Estranha gente …
Por isso é que estamos perante um OE de ajustamento e de
austeridade. Por culpa de ambos.
Trata-se de um orçamento que evita a redução precipitada
e o despedimento de funcionários do Estado, antes reduzindo um pouco do salário
a todos com garantia de alguma equidade nos sacrifícios, o que parece ainda
assim estranho a muitos sempre inconformados, quer se corte nas pensões,
isenções fiscais, salários.
Aqueles
que não entendem isto ou não o querem entender, principalmente dentro do PSD,
apenas estarão a abrir as portas ao regresso branqueado dos que nos levaram à
beira do abismo e ao próximo e inevitável passo, por ação dos mesmos, de
bancarrota, saída do Euro e arrastamento para um irremediável default que
pesará sobre os nossos filhos e do qual dificilmente os filhos deles
recuperarão em condições de vida semelhantes às nossas.
Resta
saber as motivações de alguma desta gente (do próprio PSD, porque as da
oposição externa já conhecemos): se por convicção social democrata, se por
defesa dos interesses instalados, se por guerrilha interna, se por feitio de
contestação permanente a tudo, a todos e a si próprios, se por falta de
estatura, de estrutura, de estatuto,…
2013-09-26
2013-09-17
AUTÁRQUICAS: OS EBORENSES MERECIAM MAIS SERIEDADE DE ALGUNS CANDIDATOS
Como muitos eborenses, desconhecia que
os candidatos do PS à Câmara Municipal de Évora, tudo farão para repor as
Freguesias agora extintas, prometendo transformar a autarquia eborense num
antro de contestação à governação de Portugal.
Recebi
em casa o folheto sobre o compromisso do PS para “Defender as Freguesias do
Bacelo e da Senhora da Saúde”, sem que tenha percebido quais as propostas concretas
dos candidatos, reformados e repetentes, para a freguesia onde se propõem fazer
melhor. Trata-se apenas de um manifesto contra o Governo, bem descarado e à boa
maneira comunista, de contestação pública a partir das autarquias.
Fiquei
a saber, pelo texto expresso, que tanto os candidatos do PS à CME como às
respetivas Uniões de Freguesias, têm por única proposta repor as Freguesias
extintas, quando um suposto futuro governo do PS revogar a legislação que as
extinguiu.
Ora,
o PS que vai gastar 92.000€ na campanha autárquica de Évora, provocatoriamente
e indiferente à crise em que deixou o país e às dificuldades económicas dos
portugueses e dos eborenses, bem que podia aproveitar os mesmos milhares de € para
comunicar aos eborenses as suas propostas concretas para os órgãos autárquicos,
em vez de fazer a demagogia do “vale tudo” para se manter agarrado ao poder na
CME.
Desde
logo, a questão de perceber a falta de seriedade dos candidatos do PS tanto à
CME como às Freguesias, sabendo eles e nós que foi um governo do PS que
conduziu Portugal à pré-falência e se viu obrigado a assinar com a Troika um
compromisso de restrições e emendas, a troco de um programa de assistência
financeira. Nesse compromisso, figura, ao que se sabe por erro de um
ex-governante do PS, uma medida de agregação e de redução dos órgãos
autárquicos, neste caso as freguesias. Como podem estes candidatos do PS em
Évora virem prometer tamanho disparate, a não ser pela falta de propostas
concretas, depois de nada terem feito de concretização das anteriores, ao longo
de 12 anos?
Só
isso justificará que os próprios candidatos do PS à CME também se comprometam
com o mesmo disparate, conforme diz o texto do folheto, revelando
verdadeiramente a massa de que são feitos, no concelho de Évora: demagogia.
Manter
em pleno funcionamento as instalações das juntas agregadas e manter nos atuais
locais os funcionários das Freguesias, surge igualmente de forma disparatada no
texto do folheto do PS, como se outros, nomeadamente o Governo atual, alguma
vez tivessem dado algum sinal em contrário de uma coisa obvia, natural e aceite
logo na base da reforma do poder local feita pelo atual governo.
O
que já não se pode aceitar, por falta de seriedade, é a proposta do PS de
reforçar o quadro de pessoal das Freguesias, a começar pelo Bacelo, sabendo o
PS que tal lhe está vedado por lei e, mais ainda, pela falência a que conduziu
o município, nos últimos 12 anos, com reflexos financeiros na capacidade de
ação das Freguesias.
Os
eborenses mereciam mais seriedade e menos demagogia de alguns candidatos, que
não se limitassem a dizer que vão fazer melhor, quando já vimos o mau
desempenho das suas forças políticas na desgovernação de Portugal e a inércia e
o marasmo no endividamento do concelho de Évora, durante os últimos 12 anos.
2013-09-09
2013-09-07
2013-09-02
2013-08-27
POR UMA ESTRATÉGIA DE DINAMIZAÇÃO COMERCIAL DO CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA
As notícias sobre as dificuldades de exploração (até agora a 60%)
do novo espaço comercial de Badajoz, permitem-me voltar à carga com a minha
defesa desde há mais de uma década: nem aquele modelo, nem o fórum eborense (à
moda do Montijo) com construção parada e que será mais um elefante branco da
gestão socialista, são adequados a
Évora, cidade que tem um centro histórico classificado como património da
humanidade pela UNESCO.
O pior é que a CME, presidida pelo PS, teve a oportunidade de, por
iniciativa do PSD, implementar a solução adequada, depois de ter prometido 5
centros comerciais a todos os possíveis e imaginários promotores de projetos
comerciais durante as 3 campanhas eleitorais dos últimos 12 anos, resultando na
perda de milhões de € dos mesmos, devido à ilusão criada pelo PS de Évora.
Foi em tempos solicitado pela CME, por iniciativa do PSD, a um
Centro de Estudos associado a uma Universidade portuguesa, a elaboração do
estudo de "Avaliação
dos Impactos dos Centros Comerciais na cidade de Évora", com
vista a ajuizar politicamente mas com algum fundamento técnico e científico, os
pedidos de instalação dos 5 projetos de investimento comercial para Évora que
entretanto lhe chegaram à mão.
A principal preocupação era a de perceber se seria possível
sustentar, em Évora, tal quantidade de intenções de investimentos, com formatos
e dimensões disparatadas logo à vista desarmada e, mais ainda, a de equacionar a
melhor localização para os empreendimentos, à luz da necessidade harmonia com a
valorização turística do comércio tradicional e genuíno (e não os chineses) em
pleno Centro Histórico, de forma a dar escoamento aos produtos regionais
associados a uma marca Évora e Alentejo, de cariz local e regional, porque
Évora é a mais importante cidade do Alentejo.
Infelizmente, como em tudo o resto durante as últimas décadas, a
inteligência não foi visível nos paços do município PS, embrulhado nas
promessas/compromissos assumidos de forma leviana com os potenciais
investidores durante a campanha eleitoral, os quais eram pura ilusão e, por
isso, uma vigarice eleitoral.
O estudo elaborado sobre a viabilidade dos espaços comerciais em
Évora, apontou uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada
para um (e apenas um) espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo
dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno
comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua
do Muro.
E o que fez o PS na CME? Não aproveitou para negociar a deslocalização
da intenção de investimento comercial da zona industrial de Almeirim, para o
espaço que tinha ficado vago (por devolução de terreno da Universidade de
Évora) entre as rotundas da Lagoa e de Avis, onde acabou por fazer aquela coisa
hibrida das hortas urbanas com uma vergonhosa taxa de abandono e, antes
insistiu em deixar continuar a construção do fórum comercial que sabia não
seria viável nem servia os interesses de Évora, pela sua localização.
Criar um polo de animação comercial numa ponta do Centro
Histórico e requalificar o Rossio (na outra ponta), continua a ser urgente para
dinamizar todo um corredor que inclui as ruas da Lagoa, de Avis, da República, o
Jardim das Canas, a Praça do Girado, o Mercado 1º de Maio. O PSD sempre o
defendeu e… continuará a lutar por essa solução.
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