2014-01-21

INSTALAÇÃO DO MUSEU DA MÚSICA EM ÉVORA - PSD INSISTE COM GOVERNO PARA MANTER DECISÃO

O PSD do distrito de Évora dirigiu comunicação escrita ao Secretário de Estado da Cultura, com sugestões alternativas para a localização do Museu da Música em Évora, que sustentem manter a decisão de instalação do mesmo no concelho, nomeadamente no Centro de Histórico da cidade de Évora.
O desajustado volume de investimento face ao espólio a acolher, ou a localização periférica face à procura turística, prevista no projeto anunciado em 2009, não constituem para o PSD de Évora motivos pertinentes à justificação de qualquer possível troca de Évora por Mafra ou qualquer outro local exterior ao Alentejo, porque existem alternativas viáveis, à luz das quais o Governo é convidado a refletir de forma ponderada, para melhor decidir.
O recurso a vários dos edifícios públicos existentes no Centro Histórico de Évora, com dimensão suficiente e adequada ao acolhimento pretendido, beneficiando de obras de requalificação urbana num Centro Histórico património Mundial da Humanidade classificado pela UNESCO, representa uma oportunidade única de inserção do Museu da Música num contexto patrimonial de forte atracão turística no plano mundial, com avultados benefícios para a fruição pública do equipamento em causa.
Pertinente é sim, para o PSD de Évora que o Alentejo, considerado um dos 10 melhores destinos turísticos do mundo pela National Geographic, cuja imagem carece de reforço em várias dimensões como a patrimonial, associada à classificação mundial de Évora pela UNESCO, possa vir a beneficiar de novas ofertas de atracão turística na vertente cultural através da instalação do Museu da Música;

Évora, 21 de janeiro de 2014

A Comissão Política Distrital de Évora do PSD

2013-12-11

UM NOVO QUADRO COMUNITÁRIO QUE EXIGE UMA NOVA GESTÃO E ATITUDE, NO ALENTEJO

A partir de 2014 e até 2020, Portugal receberá um pacote de 21 mil milhões de € de fundos comunitários da União Europeia, estrategicamente destinados à promoção e criação do emprego e ao estímulo à economia e às empresas, especialmente PME, em detrimento de infraestruturas como estradas e escolas como aconteceu no QREN que agora termina. A criação de riqueza e de emprego sustentável serão pois as prioridades para a aplicação de 10M€ por dia.

Para evitar os atrasos observados com a implantação do atual QREN e o desperdício de elevado volume de verbas que não foram utilizadas, Portugal foi um dos primeiros países da União Europeia a entregar à Comissão Europeia a proposta de acordo para aplicação dos fundos, marcado pelo reforço do FSE, representando uma aposta clara na valorização das pessoas e das suas competências e uma descida dos investimentos em infraestruturas e equipamentos, sendo a quase totalidade das verbas distribuídas por 4 das 7 regiões, entre elas a do Alentejo, através dos programas operacionais regionais, aos quais serão alocados 93% dos fundos comunitários a receber.

O Alentejo verá reforçadas em 42% as verbas disponíveis durante o próximo período de fundos comunitários a vigorar entre 2014 e 2020, num total de cerca de 1.200M€, o que representa um verdadeiro desafio para a gestão pública daquele pacote financeiro bem como para os potenciais promotores de projetos que transfiram os resultados da sua aplicação para os beneficiários finais, logo a partir do segundo semestre do próximo ano.

Não se prevê no entanto que seja fácil e rápido convencer os potenciais promotores a refletirem sobre as razões explicativas para os fracos resultados de muitos dos projetos desenvolvidos anteriormente, ao nível dos impactos sobre o desenvolvimento do território, seja ele económico ou social. Entre esses promotores, conta-se uma boa fatia de autarquias alentejanas que, ao longo dos vários quadros comunitários de apoios financeiros se dedicaram quase exclusivamente à construção de infraestruturas que agora deixarão de ser prioritárias, devido ao grau de cobertura já atingido com a obra executada até aqui.

Haverá assim que estimular uma maior capacidade local e regional de projeção do desenvolvimento desejável e possível à luz dos recursos financeiros disponíveis e das ações necessárias e adequadas à sua concretização, junto das autarquias locais, as quais têm um papel determinante enquanto agentes dinamizadores da iniciativa pública e estimuladores da iniciativa privada no território.

Ora, apesar da reiterada ilibação das autarquias locais no contributo para a situação financeira do país feita pela ANMP, recusando o epíteto de despesismo aos municípios, não deixam de faltar obras e equipamentos locais de duvidosa utilidade, de insuficiente exploração e uso, de degradação crescente por falta de meios para a sua manutenção, de difícil inserção nas dinâmicas de desenvolvimento regional, ou mesmo de desajustada programação à luz da relação entre a demografia e a capacidade da rede existente ou em construção.

Convencer os autarcas alentejanos a pensarem de uma forma mais regional que local, menos centrados na micro realidade concelhia e mais preocupados com a dimensão alentejana, onde devem fazer sentido as estratégias locais em função do seu contributo para o conjunto, será o grande desafio da gestão pública regional dos fundos comunitários que ai vêm.


Tal não poderá deixar de exigir da mesma gestão pública regional uma liderança política forte, marcante do rumo do desenvolvimento pretendido para o Alentejo, a seguir por todos os que para o mesmo pretendam contribuir, através do acesso a fundos comunitários que concretizem esses contributos. As circunstâncias exigem e justificam pois muito do que antes não foi feito. 

2013-11-20

IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital

IEFP e IST associam-se na investigação e formação aeronáutica | Tecnologias | Dinheiro Digital

Os institutos do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e Superior Técnico (IST) vão colaborar na formação e na investigação nas áreas aeroespacial e mecânica, numa parceria ligada à Embraer e ao ‘cluster’ aeronáutico de Évora.

«Queremos ser uma plataforma para a transferência de conhecimento e tecnologia e dos resultados da investigação e desenvolvimento entre o ensino superior e as necessidades práticas das empresas», explicou José Palma Rita, delegado do Alentejo do IEFP, em declarações à Lusa.

A parceria, já formalizada, é centrada nos polos de formação de Évora e Setúbal do IEFP, que têm formado mão-de-obra especializada para as duas fábricas da construtora aeronáutica brasileira Embraer, na cidade alentejana, assim como para outras empresas fornecedoras de componentes.

«É um projeto pioneiro a nível nacional do ponto de vista do IEFP e vai enriquecer a qualidade da nossa formação profissional», sendo também uma mais-valia «para projetos de investigação desenvolvidos pelo IST», instituição de ensino superior situada em Lisboa e que já tinha um acordo prévio com a Embraer, disse Palma Rita.
De acordo com um comunicado da instituição de ensino superior público, o IST  e  a  Embraer  Portugal  SGPS assinaram um Memorando  de  Entendimento (MoU), no passado dia 9 de novembro, «ao abrigo do qual serão estruturadas atividades de  cooperação  visando  a  troca  permanente  de conhecimento científico e tecnológico  em  áreas  de  interesse  comum para o IST e para as operações industriais das duas subsidiárias da Embraer Portugal SGPS em Évora».
«Válido  para  um  período de quatro anos, a implementação do MoU será suportada  por  um  plano de ações revisto anualmente e que incluirá, entre outras,  iniciativas como visitas regulares de alunos do IST às instalações da  Embraer  em  Évora  no  âmbito  de atividades de ensino, intercâmbio de informação em novas tecnologias nas áreas de materiais metálicos, materiais compósitos  e  tecnologias  de  produção,  e  projetos  de  Investigação  e Desenvolvimento de âmbito Nacional ou Comunitário».
A cooperação [entre o IST e o IEFP] prevê que mestrandos, doutorandos e outros investigadores daquela instituição de ensino superior possam utilizar instalações do IEFP, nomeadamente o polo tecnológico de Évora, para ensaios práticos.

«Neste polo tecnológico temos equipamentos de topo virados para a produção industrial e aeronáutica, iguais aos da Embraer, mas a empresa tem uma linha de produção em funcionamento. Por isso, com a parceria, os investigadores podem fazer no IEFP todos esses ensaios ligados a projetos de investigação», afirmou Palma Rita.

 «Os investigadores vão fazer formações dirigidas aos nossos formandos e formadores, pelo que vamos ter contacto direto com o que de melhor se faz nos campos da aeronáutica e dos processos produtivos», destacou ainda o responsável do instituto público de emprego e formação.

O projeto, segundo o IEFP, insere-se «no quadro das preocupações comuns de incremento à empregabilidade dos diplomados» de ambas as instituições, mediante «ações conjuntas que melhorem a qualidade e a eficácia das respetivas intervenções».

A Embraer está no ‘centro’ deste esforço conjunto, mas o delegado do IEFP no Alentejo não reduz a esta empresa as potencialidades futuras da parceria.

Dinheiro Digital com Lusa

2013-10-31

PORTUGAL NO RUMO CERTO


QUE SE LIXEM OS QUE PRETENDEM AFUNDAR O PAÍS DE HOJE, O NOSSO FUTURO E O DOS NOSSOS FILHOS!

À medida que surgem os sinais de confirmação da saída de Portugal da recessão técnica vigente no período de ajustamento financeiro e económico ditado pelo resgate internacional a que a governação socialista nos conduziu, parece aumentar a contestação sindical estimulada e manipulada por uma certa esquerda radical, pouco respeitadora da legitimidade que as eleições conferem aos governantes nacionais, pois nas autarquias, quando se trata de vitórias suas, já a legitimidade será considerada de outra forma.

Ouvem-se na rua os gritos de contestação à troika, a qual se manda lixar a viva voz e pede-se a sua saída de Portugal, com o argumento de que dessa forma se recuperaria soberania financeira. Confesso não entender, tendo em conta que os juros que pagamos pelos empréstimos concedidos pela troyca (1,5%), são bem mais favoráveis do que quaisquer outros quando, em 2011, todos os financiadores externos nos fecharam a torneira do crédito. Pode acrescentar-se o fato de os défices das administrações públicas terem ficado quase 3.000M€ abaixo do limite estimado pela execução orçamental dos primeiros 9 meses deste ano, ou ainda que a economia portuguesa cresceu 0,5% no 3º trimestre de 2013, face ao anterior.

Ainda assim, os sinais parecem indiferentes a uma certa esquerda radical e anti-democrática que sai à rua pedindo a saída da troyca, o perdão da dívida e, em consequência, a saída do Euro. No fundo, o que se pede é o colapso total do nosso país, um reset que nos conduziria à total anarquia social e económica, terreno propício à ascensão de modelos totalitaristas que conhecemos, sem qualquer sucesso evidenciado, do outro lado de um muro que caiu em 1989.

A esquerda que sai à rua a exigir o colapso da economia e da sociedade portuguesa, rejeita o aumento de impostos e ao mesmo tempo a redução da despesa: no fundo, o impossível. Qual a alternativa? Sacudir a troyca e declarar a falência, pois sem a mesma, ficaríamos com autonomia financeira para um limite de 1 ou 2 meses de pagamento de salários e de pensões do Estado. O que move pois esta gente que pretende deliberadamente rebentar com o presente e com o futuro do país e comprometer todas as gerações seguintes? Não é difícil adivinhar …

Na verdade, o modelo de facilitismo consumista que fez crescer (ainda que de forma insignificante) a economia nacional ao longo dos últimos 15 anos de governação socialista, sustentado pelo assédio bancário para recurso ao crédito barato, afetou uma significativa franja da sociedade portuguesa, com especial incidência nas classes sociais menos favorecidas e nas classes média e média-baixa, que se veem agora em dificuldades para cumprirem as suas obrigações contraídas no âmbito do crédito ao consumo, mais ainda quando diminui a cada dia o rendimento disponível, por via das medidas de política que forçam a poupança ou a limitação do consumo das famílias. 

Mas, compreender as motivações, não significa desculpar os comportamentos, pelos que será impossível aceitar o branqueamento da responsabilidade dos consumidores excessivos de bens supérfluos e de crédito bancário, em parte responsável pela crise em que estamos, como se a mesma nunca tivesse existido e se possa retomar o caminho interrompido, no mesmo nível que tal aconteceu. Tal falsidade e demagogia é uma perfeita ilusão, correspondente a uma alegada possibilidade de perdão da dívida, que (mesmo a ser possível) nunca beneficiaria a sociedade no seu todo, nem o futuro dos nossos filhos, mas apenas os próprios protagonistas e, mesmo assim, de forma apenas fugaz, pois retomariam de forma imediata a espiral de irresponsabilidade que nos trouxe até aqui.


O nivelamento da sociedade portuguesa não pode fazer-se por baixo, pela mediocridade e pelo empobrecimento que alimenta certas ideologias totalitaristas, mas antes pela ambição de elevação dos níveis de exigência e pelo upgrade económico, social e político, a bem dos nossos filhos.

2013-10-26

Os 3 Embustes do regresso de Sócrates - por José Gomes Ferreira

AUTÁRQUICAS 2013 E ORÇAMENTO DE ESTADO PARA 2014: PREVISÍVEL E QUASE INEVITÁVEL, RESPETIVAMENTE

Os resultados das recentes eleições autárquicas no Alentejo resultaram num previsível recuo do PS em vários concelhos, em benefício da CDU. Recorde-se a campanha eleitoral autárquica de 2009, a seguir à ilusória campanha legislativa pouco mais de um mês antes, durante a qual os portugueses rejeitaram o assustador realismo do discurso de Manuela Ferreira Leite, em troca da ilusória demagogia de Sócrates, com efeito arrastador nas eleições autárquicas, a favor do PS. O resultado da governação nacional do PS viu-se 2 anos depois e o da governação local, em 2013. Previsível.

Muitos alentejanos deixaram-se arrastar pela onda socialista rosa florida, em plena crise, estafadora de um discurso irrealista e fantasioso que prometia o impossível céu na terra, bem mais sedutor do que a prudência da CDU, instalada em vários municípios que acabou por perder. Em 2013, alguns deles foram recuperados pela CDU, diretamente ao PS, tal como aconteceu em Vila Viçosa, em Beja e, com um ciclo mais longo mas de igual resultado, em Évora.

Os 3 casos apontados têm em comum várias coisas que convém ter em atenção: a primeira é a da constatação da incompetência dos autarcas socialistas em executarem o mandato de esperançada mudança que os eleitores neles confiaram, tendo gerado uma enorme desilusão que conduziu os eleitores ao regresso à origem, de forma imediata ou mais dilatada, mas sem interregnos. É obra do PS, que não se pode queixar de nada mais do que falta de habilidade, de incompetência e de arrogância dos seus autarcas derrotados.

Já agora, convirá uma nota breve sobre os candidatos socialistas reformados que perderam a junta de freguesia da Senhora da Saúde e Bacelo, em Évora, que já consideravam deles, com excesso de confiança e evidente arrogância, à qual o eleitorado não foi alheio. Pior do que não ganhar uma CM a que somos candidatos, de forma desprendida, com programas sérios, realistas e sem pretensões de apropriação pessoal, imagino que seja perder uma junta de freguesia que já se considerava mobília do PS, ou talvez fosse este que considerasse os eleitos já como mobília. Certo é que os eleitores, nem sempre respeitados por alguns candidatos do PS eborense, mudaram a mobília e deixaram alguns …inhos sentadinhos durante algum tempo. É a vida… como diria o outro vosso conhecido.

Voltando atrás, um segundo fator a reter nas mudanças e reposições de gestão autárquica nos concelhos enunciados, parece decorrer de uma tendência comum: a mobilidade do eleitorado do PSD e de muitos dos seus militantes, num ou noutro sentido, mas nunca em benefício e antes sempre alheios às candidaturas do próprio PSD nesses concelhos.

Nesse eleitorado do PSD, para além dos simpatizantes, há também os militantes, com deveres de participação em prol do partido mas que, qual permanentes contestatários de todos os dirigentes locais, regionais e nacionais, primam por apoiar sempre todos os que sejam contra o PSD, em qualquer lugar e circunstância. Recusam integrar listas, recusam defender o governo do PSD quando este (por fugazes períodos governa, …), e contestam publicamente o OE para 2013, 2014,...

Se é incompreensível a posição de contestação da oposição (em especial do PS) ao OE para 2014, pior ainda é o desafio de aceitar a suposta bondade dos militantes do PSD que se querem arvorar em arautos de um suposto descontentamento interno, quando criticaram o OE2013 porque carregava brutalmente nos impostos, da mesma forma que criticam o OE2014 porque reduz substancialmente a despesa pública. Não se entendem (nem eles próprios), qual a alternativa.

Com ou sem acordo ortográfico, só há uma forma de dizer isto: o OE2014 é quase inevitável, em elevada medida, enquanto consequência da governação de um “estupor” e um “filho da mãe” socialista português, não alemão ou de outro partido ou país quaisquer. O mesmo que ganhou eleições com votos de simpatizantes e militantes do PSD, silenciosos durante os quase 7 anos da sua desastrosa governação, mesmo nos jornais onde hoje escrevem contra o governo atual, como se este governo que pretende resgatar o país, fosse pior que aquele que o afundou. Estranha gente …

Por isso é que estamos perante um OE de ajustamento e de austeridade. Por culpa de ambos.

Trata-se de um orçamento que evita a redução precipitada e o despedimento de funcionários do Estado, antes reduzindo um pouco do salário a todos com garantia de alguma equidade nos sacrifícios, o que parece ainda assim estranho a muitos sempre inconformados, quer se corte nas pensões, isenções fiscais, salários.

Aqueles que não entendem isto ou não o querem entender, principalmente dentro do PSD, apenas estarão a abrir as portas ao regresso branqueado dos que nos levaram à beira do abismo e ao próximo e inevitável passo, por ação dos mesmos, de bancarrota, saída do Euro e arrastamento para um irremediável default que pesará sobre os nossos filhos e do qual dificilmente os filhos deles recuperarão em condições de vida semelhantes às nossas. 

Resta saber as motivações de alguma desta gente (do próprio PSD, porque as da oposição externa já conhecemos): se por convicção social democrata, se por defesa dos interesses instalados, se por guerrilha interna, se por feitio de contestação permanente a tudo, a todos e a si próprios, se por falta de estatura, de estrutura, de estatuto,… 

2013-09-17

AUTÁRQUICAS: OS EBORENSES MERECIAM MAIS SERIEDADE DE ALGUNS CANDIDATOS


Como muitos eborenses, desconhecia que os candidatos do PS à Câmara Municipal de Évora, tudo farão para repor as Freguesias agora extintas, prometendo transformar a autarquia eborense num antro de contestação à governação de Portugal.
Recebi em casa o folheto sobre o compromisso do PS para “Defender as Freguesias do Bacelo e da Senhora da Saúde”, sem que tenha percebido quais as propostas concretas dos candidatos, reformados e repetentes, para a freguesia onde se propõem fazer melhor. Trata-se apenas de um manifesto contra o Governo, bem descarado e à boa maneira comunista, de contestação pública a partir das autarquias.
Fiquei a saber, pelo texto expresso, que tanto os candidatos do PS à CME como às respetivas Uniões de Freguesias, têm por única proposta repor as Freguesias extintas, quando um suposto futuro governo do PS revogar a legislação que as extinguiu.
Ora, o PS que vai gastar 92.000€ na campanha autárquica de Évora, provocatoriamente e indiferente à crise em que deixou o país e às dificuldades económicas dos portugueses e dos eborenses, bem que podia aproveitar os mesmos milhares de € para comunicar aos eborenses as suas propostas concretas para os órgãos autárquicos, em vez de fazer a demagogia do “vale tudo” para se manter agarrado ao poder na CME.
Desde logo, a questão de perceber a falta de seriedade dos candidatos do PS tanto à CME como às Freguesias, sabendo eles e nós que foi um governo do PS que conduziu Portugal à pré-falência e se viu obrigado a assinar com a Troika um compromisso de restrições e emendas, a troco de um programa de assistência financeira. Nesse compromisso, figura, ao que se sabe por erro de um ex-governante do PS, uma medida de agregação e de redução dos órgãos autárquicos, neste caso as freguesias. Como podem estes candidatos do PS em Évora virem prometer tamanho disparate, a não ser pela falta de propostas concretas, depois de nada terem feito de concretização das anteriores, ao longo de 12 anos?
Só isso justificará que os próprios candidatos do PS à CME também se comprometam com o mesmo disparate, conforme diz o texto do folheto, revelando verdadeiramente a massa de que são feitos, no concelho de Évora: demagogia.
Manter em pleno funcionamento as instalações das juntas agregadas e manter nos atuais locais os funcionários das Freguesias, surge igualmente de forma disparatada no texto do folheto do PS, como se outros, nomeadamente o Governo atual, alguma vez tivessem dado algum sinal em contrário de uma coisa obvia, natural e aceite logo na base da reforma do poder local feita pelo atual governo.
O que já não se pode aceitar, por falta de seriedade, é a proposta do PS de reforçar o quadro de pessoal das Freguesias, a começar pelo Bacelo, sabendo o PS que tal lhe está vedado por lei e, mais ainda, pela falência a que conduziu o município, nos últimos 12 anos, com reflexos financeiros na capacidade de ação das Freguesias.


Os eborenses mereciam mais seriedade e menos demagogia de alguns candidatos, que não se limitassem a dizer que vão fazer melhor, quando já vimos o mau desempenho das suas forças políticas na desgovernação de Portugal e a inércia e o marasmo no endividamento do concelho de Évora, durante os últimos 12 anos.

2013-08-27

Recuperar a formação profissional Agricola no Alentejo


POR UMA ESTRATÉGIA DE DINAMIZAÇÃO COMERCIAL DO CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA

As notícias sobre as dificuldades de exploração (até agora a 60%) do novo espaço comercial de Badajoz, permitem-me voltar à carga com a minha defesa desde há mais de uma década: nem aquele modelo, nem o fórum eborense (à moda do Montijo) com construção parada e que será mais um elefante branco da gestão socialista, são  adequados a Évora, cidade que tem um centro histórico classificado como património da humanidade pela UNESCO. 
O pior é que a CME, presidida pelo PS, teve a oportunidade de, por iniciativa do PSD, implementar a solução adequada, depois de ter prometido 5 centros comerciais a todos os possíveis e imaginários promotores de projetos comerciais durante as 3 campanhas eleitorais dos últimos 12 anos, resultando na perda de milhões de € dos mesmos, devido à ilusão criada pelo PS de Évora.
Foi em tempos solicitado pela CME, por iniciativa do PSD, a um Centro de Estudos associado a uma Universidade portuguesa, a elaboração do estudo de "Avaliação dos Impactos dos Centros Comerciais na cidade de Évora", com vista a ajuizar politicamente mas com algum fundamento técnico e científico, os pedidos de instalação dos 5 projetos de investimento comercial para Évora que entretanto lhe chegaram à mão.
A principal preocupação era a de perceber se seria possível sustentar, em Évora, tal quantidade de intenções de investimentos, com formatos e dimensões disparatadas logo à vista desarmada e, mais ainda, a de equacionar a melhor localização para os empreendimentos, à luz da necessidade harmonia com a valorização turística do comércio tradicional e genuíno (e não os chineses) em pleno Centro Histórico, de forma a dar escoamento aos produtos regionais associados a uma marca Évora e Alentejo, de cariz local e regional, porque Évora é a mais importante cidade do Alentejo.
Infelizmente, como em tudo o resto durante as últimas décadas, a inteligência não foi visível nos paços do município PS, embrulhado nas promessas/compromissos assumidos de forma leviana com os potenciais investidores durante a campanha eleitoral, os quais eram pura ilusão e, por isso, uma vigarice eleitoral.
O estudo elaborado sobre a viabilidade dos espaços comerciais em Évora, apontou uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada para um (e apenas um) espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua do Muro. 
E o que fez o PS na CME? Não aproveitou para negociar a deslocalização da intenção de investimento comercial da zona industrial de Almeirim, para o espaço que tinha ficado vago (por devolução de terreno da Universidade de Évora) entre as rotundas da Lagoa e de Avis, onde acabou por fazer aquela coisa hibrida das hortas urbanas com uma vergonhosa taxa de abandono e, antes insistiu em deixar continuar a construção do fórum comercial que sabia não seria viável nem servia os interesses de Évora, pela sua localização.

Criar um polo de animação comercial numa ponta do Centro Histórico e requalificar o Rossio (na outra ponta), continua a ser urgente para dinamizar todo um corredor que inclui as ruas da Lagoa, de Avis, da República, o Jardim das Canas, a Praça do Girado, o Mercado 1º de Maio. O PSD sempre o defendeu e… continuará a lutar por essa solução.

2013-08-19

O JUSTO ELOGIO E RECONHECIMENTO À COMPETÊNCIA GOVERNATIVA

O Ministro Poiares Maduro anunciou que o Governo português entregará brevemente à Comissão Europeia a proposta de estratégia para o desenvolvimento do país e das suas regiões, entre as quais o Alentejo, no horizonte 2020, ou seja o documento para o Quadro Estratégico Comum (QEC) que agora terá como balizas enquadradoras os objetivos do crescimento inteligente, sustentável e inclusivo.
 
Seria de bom-tom e bom senso, que toda a oposição elogiasse publicamente o resultado bem conseguido deste esforço do governo, pelo cumprimento dos prazos de preparação da estratégia de desenvolvimento do país, onde se pretende verter os fundos comunitários de apoio financeiro a receber entre 2014 e 2020, bem como pela condução interna da discussão, preparação, desenho, acerto, estabilização e construção das matrizes regionais dessa estratégia, partilhadas exaustivamente entre os agentes políticos, sociais, económicos e empresariais, culturais e voluntários, por iniciativa das CCDR’s, por comparação governo socialista e àquilo que se passou no anterior Quadro comunitário, designado QREN.
 
Diz o ministro Poiares Maduro que no segundo semestre de 2014 estaremos a receber esses fundos comunitários do próximo QEC. É obra! Basta pensar na carga burocrática de regulamentação que se segue à entrega da proposta portuguesa para contratualização do QEC.
 
E, pensar que com o primeiro governo de Sócrates, demorámos 2 anos a receber os primeiros fundos do atual QREN, ou, pior ainda, que quando o atual governo tomou posse, os processos concorrentes a certos programas regionais (como é o caso do INALENTEJO) eram de tal monta, por analisar, por decidir, por pagar, por executar, que a execução financeira do mesmo programa era de 22% em 2011, tendo num só ano duplicado essa taxa para 44% mas correndo mesmo assim o risco de não conseguir beneficiar de toda a verba financeira disponível devido ao tempo perdido na governação socialista.
 
Posto isto, resta-me desafiar os eleitores a avaliarem os sumptuosos gastos do PS de Évora num jornal de elevada qualidade para passar uma única mensagem: votar no PS para derrubar este governo. Não se compreende, pois poderíamos pedir também o voto no PSD para derrubar este executivo municipal que arruinou Évora, da cor do mesmo partido (PS) que levou Portugal à beira da bancarrota. Será esta a campanha que poderemos esperar do PS em Évora, a que se junta a utilização do PAEL para limpar a cidade e abrir um balcão isolado (não único), em vez de se pagar aos fornecedores locais a quem a CME deve há anos? Que os eleitores eborenses nos ajudem a construir um futuro melhor para os nossos filhos e que seja bem melhor que o encargo de dívidas irresponsáveis contraídas por incompetentes.