2011-05-16

O GOVERNO DEU O SEU MELHOR E DEFENDEU O INTERESSE NACIONAL?

Soubemos esta semana quais as taxas de juro que Portugal pagará ao FMI e às instâncias financeiras europeias pelo resgate financeiro do país: uma taxa média de 5,5% ao ano por 52.000M€ e de 5,25% por 26.000M€, o que ainda assim parece um favor que nos fazem, comparativamente aos juros superiores a 10% que Portugal pagaria para se financiar no mercado, na ausência do resgate.

Daqui resulta o valor de 4,22 mil milhões de €uros para pagar por ano, só em juros (sem contar com a amortização do empréstimo, a 13 anos, que faria subir o valor para 6.000M€), o equivalente a 8 submarinos que Portugal poderia adquirir por ano.

Olhando para estes valores assustadores a suportar por uma economia sem perspectivas de crescimento económico nos próximos anos, percebe-se a justificação da barreira de 7% apontada por Teixeira dos Santos em Novembro de 2010 e, mais ainda, percebe-se claramente que as elevadas taxas de juro que agora somos obrigados a aceitar, são o preço a pagar pelo atraso no pedido de ajuda, que Portugal deveria ter formulado mais cedo, quando ainda tinha algum poder negocial com os actuais prestamistas.

Vários especialistas da economia e das finanças acompanharam o PSD nos alertas ao Governo para a iminente ruptura financeira do Estado, que acabaria por acontecer, não por desejarem a vinda do FMI que Sócrates diabolizou e que hoje abraça e elogia, mas sim porque se exigia ao governo socialista uma atitude responsável de defesa do interesse nacional e não o esbanjamento em juros dos recursos que não temos e que agora sufocam os portugueses, só para que Sócrates tentasse salvar a sua carreira política.

Por isso é que causará náuseas a muitos portugueses que se preparam para sofrer dia a dia com as suas famílias as enormes dificuldades que se avizinham, ouvir os socialistas repetirem que ninguém poderá acusar o governo de não ter feito tudo para combater a crise e defender o interesse nacional, começando desde logo pela declaração pública de Sócrates sobre o plano da troika, numa mensagem eleitoralista e demagógica, que causou apreensão na Comissão Europeia e perplexidade em vários Estados-Membros, nomeadamente na Finlândia, um dos mais renitentes em alinhar na ajuda financeira a Portugal, que ouviam assim um irresponsável chefe de governo tranquilizar os portugueses perante um plano de austeridade de consequências sociais devastadoras.

Quem chama a isto defender o interesse nacional, apenas segue a linha da mentira repetida pelo governo socialista que diz tudo ter feito, mas que apenas conduziu Portugal à bancarrota. O descrédito do governo no exterior é, em consequência, bastante significativo e prejudicial para a imagem externa de Portugal, com reflexos negativos a vários níveis no plano económico e financeiro, traduzido por Wolfgang Munchau no jornal Finantial Times onde é colunista, na reserva sobre o sucesso da gestão da união monetária com os contributos de governantes como Sócrates.

Para Sócrates, continuar a insistir na construção do TGV como se nenhuma crise financeira ou económica tivesse afectado Portugal, é ser patriótico e defender o interesse nacional, indiferente à incredulidade dos nossos credores que não compreendem as opções de um país em ruptura financeira. É o mesmo Sócrates que ainda há poucas semanas acusava de traição à independência financeira nacional todos aqueles que aconselhavam o recurso ao FMI e ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira, ao mesmo tempo que fazia negócios obscuros com três ou quatro Estados “amigos” para que eles nos comprassem dívida pública em leilão, a juros que duplicavam os que os portugueses irão pagar nos próximos anos.

A culpa da ruptura financeira do Estado não é, tal como Sócrates continua apostado em fazer crer, da Europa, nem das agências de rating, nem dos especuladores, nem da crise internacional, nem da Alemanha, nem do contágio da Grécia e da Irlanda, nem dos submarinos, nem da banca, nem do BPN, nem das contas da Madeira, nem do Passos Coelho. Nem tampouco será das exigências e condições impostas pela troika a culpa por aquilo que o PS tinha obrigação de ter feito enquanto governo nos últimos 15 anos.

É sim do Governo do Partido Socialista a responsabilidade pelo descrédito de Portugal nos mercados financeiros internacionais que exigiram juros cada vez mais elevados perante a insegurança quanto à (falta de) vontade política de redução da despesa pública (traduzida no falhanço consecutivo de 3 PEC’s no espaço de 1 ano, tal como Nouriel Roubini destacava há já um ano, em finais de Maio de 2010), o que nos empurrou para a necessidade de pedir ajuda financeira de emergência.

Tudo isso em defesa do interesse nacional? Os portugueses dispensam de boa vontade.

2011-05-08

ACORDO COM A TROIKA SILENCIOU OS PAVÕES DE SÃO BENTO E TEIXEIRA DOS SANTOS



Aquele que não estava disponível para (des)governar com o FMI porque tal seria o fim do mundo em Portugal, veio ontem anunciar ao país que afinal o FMI não é o apocalipse e que desta vez é que a crise acabou, podendo os portugueses continuar a viver como se nada de grave ocorresse e a esbanjar o crédito que poderão continuar a pedir aos bancos que agora recebem nova injecção de capital.



Como se estivesse a anunciar o pacote de financiamento a fundo perdido de um novo Quadro Comunitário de Apoio, Sócrates nada disse sobre qual o programa do resgate financeiro do Estado que permitirá a Portugal evitar a bancarrota à beira da qual o PS nos colocou, reduzir o endividamento público (151.700 M€ - 92,4% do PIB em 2010, que o PS duplicou desde 2005) para valores sustentáveis, pagar os compromissos assumidos com as PPPs e reconstruir as bases do crescimento da economia nacional.



A responsabilidade pelos resultados da governação socialista não fez parte do discurso ao país, apesar dos insistentes pedidos de transparência e clarificação da real situação do país formulados pelos Presidentes da República e por toda a oposição.

Teria merecido a ocupação do tempo de antena a referência a alguns dos indicadores compilados por Álvaro Santos Pereira: o pior crescimento económico (desde há 90 anos), a mais elevada dívida pública em % do PIB (desde há 160 anos, sem contar com as empresas públicas, os compromissos das PPPs e as dívidas contraídas para a requalificação das escolas), a maior dívida externa (desde há 120 anos), a pior taxa de poupança (desde há 50 anos), a maior taxa de desemprego de sempre (atingindo 11,1%, contra 6,6% em 2005), o maior tempo de permanência no desemprego de que há registo, a segunda maior vaga de emigração (desde há 160 anos), uma devastadora fuga de cérebros, o colapso do sistema judicial, a pior rentabilidade do investimento no sistema de educação-formação.


A grande responsabilidade por estes indicadores não é a crise financeira internacional, da qual a quase generalidade dos países europeus já recuperou através da retoma do crescimento económico, apesar de não terem beneficiado como nós de 4 Quadros Comunitários de Apoio, mas sim das dezenas de Parcerias Público Privadas, dos milhares de organismos públicos, entidades administrativas independentes e empresas públicas criadas ao longo das mais recentes governações socialistas, aumentando todos os dias a despesa pública e o endividamento do Estado para alimentar a clientela partidária do PS. O pacote financeiro de 80.000 M€ agora contratado com a EU/FMI representa o valor acumulado desse devaneio governativo.

Resolver o problema da falta de liquidez da economia portuguesa, após o falhanço (nunca assumido pelo governo) da aplicação de 3 PECs, exigia o pedido de auxílio financeiro externo, contratualizado a uma taxa de juro aceitável (em torno dos 4,5%) e não o permanente recurso ao mercado da dívida suportando taxas superiores a 10% para o financiamento do Estado.

Neste sentido, é verdade que o acordo conseguido com a troika internacional é um bom acordo, pecando apenas por ser tardio, como denunciou Estela Barbot, a portuguesa no FMI, que a dureza das medidas a adoptar agora se deve ao adiamento do pedido de ajuda financeira externa que, por teimosia e estratégia política do PS e do Governo, custou aos portugueses 387 M€, ou seja, o equivalente as vários hospitais regionais como aquele que está projectado para Évora e que não passa do papel desde 2006.

Isso, Sócrates não disse ontem aos portugueses, tal como não explicou que a diferença entre estas medidas e as do PEC IV, que apenas representavam a 4ª vaga de sacrifícios para os portugueses (mas sem suspender as grandes obras públicas como o Aeroporto de Lisboa e o TGV), é que estas acompanham a vinda de dinheiro para Portugal, assegurando os vencimentos e subsídios de férias aos professores, aos agentes das forças de segurança, aos médicos, enfermeiros e a todos os funcionários do Estado, para não se repetirem os atrasos de que os militares foram vítimas no passado mês de Abril.

Por isso é que é condenável a encenação da comunicação do acordo do governo com a troika internacional, depois de se ter adiado por tanto tempo o pedido de auxílio externo que, afinal, mesmo com o FMI, não aprece para já acabar com o 13º mês, reduzir o salário mínimo ou os despedimentos na função pública, ao contrário do que Sócrates ameaçava em 15 de Março de 2011, com o mesmo ar com que agora anuncia o contrário.


2011-05-07

POSIÇÃO DO PSD SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DA CÂMARA DE ÉVORA RELATIVA A 2010

O PSD de Évora pretende através da presente nota dar conhecimento à população em geral, através dos órgãos de comunicação social, do empenhado trabalho desenvolvido pelo seu Vereador na Câmara de Évora, António Costa Dieb, neste caso sobre a Prestação de Contas de 2010 pela CME. Segue-se a posição adoptada pelo Vereador do PSD na reunião da CME, reveladora de que, mais uma vez, a mesma respeitou a sobreposição do interesse do concelho à lógica partidária do interesse corporativo que tanto marca e de que enferma a política eborense.

Posição do Vereador António Dieb:

«Numa primeira nota, saliento a melhoria na apresentação do Relatório que nos é presente. Evidencia esforço dos serviços na produção do documento, não apenas para os eleitos, mas também para os munícipes. O meu reconhecimento, por isso, aos serviços.

Depois, e porque a análise do relatório de gestão e dos documentos contabilísticos de 2010 não é o momento para se fazer política particular, entendendo eu que antes deve ser o tempo de avaliar onde estamos e para onde vamos, faço os seguintes comentários, procurando seguir a estrutura do documento apresentado, sem que a ordem da abordagem dos temas constitua maior ou menor valorização de uns sobre os outros:

  • Desde logo, quanto aos Recursos Humanos, a existência ainda de 18% dos funcionários da Câmara numa situação de contrato de trabalho a termo, que não para a execução de tarefas pontuais, constitui uma preocupação, a qual já tinha expresso aquando da aprovação do quadro de pessoal para 2010, pelo que não posso deixar de exortar o Sr. Presidente e Vereação Executiva para que rapidamente seja resolvida a situação. A Precariedade laboral é, seguramente, uma situação difícil para qualquer trabalhador, sendo esta uma área que gostaríamos de ver rapidamente resolvida;
  • Sobre a actividade municipal e as várias iniciativas públicas tivemos oportunidade de nos pronunciar ao longo do ano, detalhadamente. Por isso, não irei repetir o que sobre cada uma delas já referi, em tempo oportuno. Ainda assim, não podemos deixar de referir a existência de desarticulação entre várias actividades desenvolvidas, a falta de um fio condutor ou linha de rumo em que se apoiam e promovem iniciativas, que num plano global poderiam ser preteridas, enquanto se deixam de fora outras que talvez fossem merecedoras desse apoio. Este navegar à vista espelha-se depois no relatório de actividades, onde uma leitura atenta deixa clara a falta de interligação entre muitos projectos, em áreas diversas;
  • Refira-se o muito reduzido investimento feito na acção social, equivalente a apenas 1% do total das grandes opções do plano, ainda mais se comparados com os 32% consumidos pelas operações de dívida autárquica. Em plena crise, esta é uma área para a qual teremos num futuro próximo que canalizar um esforço superior, procurando apoiar as famílias mais desfavorecidas e as que o desemprego empurrou para estados de necessidade;
  • Permitam-me, ainda, que assinale com satisfação a recolha selectiva, em 2010, de 1.713 toneladas de materiais para reciclar, o que bem demonstra o esforço da maioria da nossa consciência colectiva em matéria ambiental, estando também, por isso, de parabéns os nossos munícipes e as escolas onde este tema tem sido profusamente debatido, numa tentativa que agora começa a ser bem sucedida, ao sensibilizar os mais jovens e assim chegar às famílias;
  • Em matéria de desenvolvimento económico, justifica-se o destaque para o início das obras da Embraer em Évora, um projecto que sempre procurámos incentivar. Esperamos que o seu início de laboração permita inverter o crescimento do desemprego no nosso concelho, uma situação que começa a alastrar casa a casa, transformando-se num flagelo social, com os reflexos negativos que tem em muitas outras áreas, desde a perda económica ao aumento indisfarçável da pequena criminalidade;
  • Relativamente à situação financeira, continua a verificar-se a tendência para o decréscimo das receitas correntes, tendo neste último ano a redução ultrapassado os 4 milhões de euros. Apesar do relatório agora apresentado evidenciar uma redução nas despesas de funcionamento, temos este ano que continuar com uma forte determinação na implementação de medidas de gestão que permitam reduzir drasticamente despesas de comunicação, consumíveis, deslocações, publicidade, entre muitas outras. Só estas alterações de comportamento na realização de despesas nos permitirão reduzir a muito preocupante dívida a fornecedores, que no final do exercício ultrapassa os 39 milhões de euros. Não é possível continuar a gastar, ou sequer a orçamentar, mais do que será possível vir a receber. Se a este valor acrescentarmos mais de 28 milhões de dívida bancária, depressa se concluirá, sem necessidade de nenhum estudo detalhado, que a actual dívida da câmara ultrapassa os 68 milhões de euros. Em 4 anos, de 2007 a 2010, a dívida do município de Évora, passou de 45 para 68 milhões de euros, crescendo 23 milhões de euros neste período. Se a tudo isto se acrescentar que o total da dívida actual da Câmara ultrapassa as receitas correntes arrecadadas em 2 anos, somos forçados a perguntar para onde vamos e se será possível continuar neste caminho;
  • Ainda umas breves notas, sobre o relatório da ROC: torna-se já comum, nos seus relatórios, verificar referências à necessidade de adoptar procedimentos de controlo interno e de contabilização de compromissos futuros. Este ano destacamos, em particular: a) o facto do relatório anual sobre os riscos de gestão incluindo os de corrupção e infracções conexas não estar elaborado; b) o facto de, em 31 de Dezembro, haver um conjunto de facturas e outros compromissos não comunicados ao orçamento; c) o facto de não terem sido constituídas provisões para os riscos relacionados com os processos judiciais em curso. O primeiro e o terceiro pontos aqui referidos foram já discutidos, analisados e regularizados durante a discussão deste ponto, nesta mesma reunião, o que nos apraz registar;
  • A finalizar, registamos que as nossas preocupações e alertas vieram a verificar-se. A continuação das orientações da gestão da Câmara Municipal resultou na necessidade assumida na prestação de contas de 2010, de recorrer a um processo de saneamento financeiro. Lamentamos o desfecho, lamentamos não se ter reconhecido o facto em tempo útil, lamentamos que após tantas expectativas, e tempo, se tenha chegado ao ponto de início. Acreditamos que seja possível corrigir a trajectória no futuro, e satisfazer as necessidades das populações do nosso concelho;
Caberá ao Sr. Presidente esclarecer e aos eborenses avaliar.»

Évora, Maio de 2011
A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

O admirável show

O admirável show de José Sócrates, o ilusionista que nunca falha* « BLASFÉMIAS

2011-05-03

Apresentação dos Candidatos às Legislativas 2011 - Évora

(Discurso do Professor Doutor Pedro Lynce)


Portugal vive hoje uma das crises mais graves da sua história recente, por exclusiva responsabilidade dos últimos seis anos de governação socialista.

De facto, o modelo de desenvolvimento pelo qual os Socialistas optaram só poderiam trazer mais pobreza, com base no aumento do consumo público e das famílias e forte investimento público.

Os factos comprovam a opção errada: uma situação social preocupante (cerca de 600.000 desempregados), um crescimento económico negativo e uma crise financeira especialmente grave, caracterizada por um agravamento exponencial do endividamento externo que atinge níveis insustentáveis (170.000 M€), a ponto de afirmarmos que hoje os portugueses vivem bem pior do que em 2005!

Não só a opção foi errada, como o Governo do PS pautou a sua Governação por uma enorme incompetência, onde o Alentejo foi um dos grandes sacrificados.

A taxa de execução do QREN e do PRODER tem níveis próximos dos 30% quando deveriam ter uma taxa de execução de 60%, a que se junta um atraso de implementação de 3 anos que é largamente responsável pelas dificuldades que atravessam as empresas e as autarquias do Alentejo. O PS aumenta deste modo as assimetrias regionais, castigando o Alentejo e os Alentejanos.

O Programa eleitoral do Partido Socialista agora apresentado não é mais do que uma farsa, pois esconde a realidade da situação económico - financeira do País, continuando a prometer tudo a todos, visando uma posterior vitimização perante o eleitorado face à impossibilidade do seu cumprimento, culpabilizando de seguida outros. Era tempo de o Governo PS assumir as suas responsabilidades! Uma estratégia já conhecida do passado, que nos conduziu a esta situação desastrosa e simultaneamente a prova acabada de que o PM não tem ideias novas, cujos resultados desta política são mais sacrifícios para os portugueses…

Quando o PM, continua a afirmar que tem “orgulho” naquilo que o Governo por si liderado fêz por Portugal, na continuação daquela frase célebre proferida na Assembleia da República que ainda está para vir o PM que faça melhor do que ele, mostra claramente que toda a sua argumentação tem por base a arrogância, na falta de um projecto para Portugal.

Há muito que o PSD, fiel à sua matriz reformadora, reclama do Governo as reformas necessárias. É, cada vez mais urgente, que assumamos uma vontade de MUDAR, o que aliás será visível no programa que vamos apresentar ao eleitorado, com compromissos de actuação urgente em áreas que exigem uma intervenção prioritária, designadamente obrigações financeiras com o exterior, o combate à exclusão social, a segurança das pessoas e a criação de empregos pela implementação dum novo modelo de desenvolvimento económico, que deverá assentar prioritariamente na iniciativa privada, com recurso à produção de bens transaccionáveis, tanto para exportação como substituição de bens importados, acompanhados de incentivos ao investimento.

Vamos assistir a uma campanha eleitoral por parte do Partido Socialista, em conformidade com a prática política seguida pelos actuais governantes socialistas, que vai valer de tudo para iludir os Portugueses. Uma campanha de discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha!

Nós candidatos do Partido Social Democrata, reafirmamos hoje perante o eleitorado, de que temos valores essenciais na vida e na acção política dos quais não abdicaremos, casos da verdade quando se fala às pessoas, da seriedade no discurso e nos argumentos políticos, do realismo das propostas, da responsabilidade na actuação e caminhos seguidos e sentido de compromisso com o futuro, tão necessários para recuperar a confiança nos eleitos.

Contem connosco para defender para defender um País coeso territorial e socialmente, onde as pessoas se sintam bem e os jovens tenhas as suas oportunidades em função do mérito! 

É imperioso fazer perceber aos jovens que o Governo Socialista lhes roubou a esperança de um Futuro melhor. Esta geração de jovens vive um sério dilema por causa do Governo Socialista : caso não seja invertida a tendência actual de governação, jamais a actual geração atingirá uma qualidade de vida a que têm direito. Os Portugueses presisam hoje, mais do que nunca de esperança, mas de uma esperança sustentável assente na verdade!

Acredito que o que o PSD apresenta aos seus eleitores é uma verdadeira alternativa, de programa, de protagonistas e de prática política.

Dia 5 de Junho vamos ser chamados a escolher entre a manutenção da situação actual, cujo modelo é o Estado omnipresente, sufocante, exigindo mais sacrifícios financeiros às pessoas, para alimentar essa máquina consumidora infernal, sistema protagonizado pelo Eng. José Sócrates ou na MUDANÇA, um Estado moderno, despartidarizado em que os lugares sejam ocupados pelos mais competentes, que reconheça a importância da sociedade civil no desenvolvimento do País, trazendo de novo a esperança às pessoas e famílias portuguesas, liderado pelo Dr. Passos Coelho.


ESTÁ NA HORA DE MUDAR! AO CONTRÁRIO DO PARTIDO SOCIALISTA, NÓS ACREDITAMOS NOS PORTUGUESES!

Viva o PSD! Viva Portugal!

OS RESULTADOS DA GOVERNAÇÃO SOCIALISTA

2011-04-30

O PEC 4 E A CRISE EXPLICADOS AOS PEQUENINOS GOVERNANTES SOCIALISTAS

Contrariando as recomendações do Presidente da República para que se evite a fraude política da campanha eleitoral do PS em 2009 e que, desta vez, se fale verdade aos portugueses sobre a situação económica e financeira do país, o Governo e o PS continuam a insistir na tese de que a crise politica actual foi criada pela oposição ao rejeitar o PEC 4 e que, se tal não tivesse acontecido, Portugal teria evitado o pedido de ajuda externa ao FMI/EU, o qual, vai agora acarretar medidas mais austeras do que as do PEC 4 rejeitado.



Todo o discurso do Governo e do PS é uma MENTIRA pegada, sem ponta de razão.


O PEC 4 destinava-se a reforçar as medidas de consolidação orçamental adoptadas no quadro temporal 2001-2013, ajustando as de 2011 logo no dia 11 de Março, revelando assim os erros do quadro macroeconómico em que o Governo assentou o Orçamento de Estado de 2011, tal como toda a oposição denunciou na Assembleia da República, por se ter sentido claramente iludida por um governo que pouco mais fez do que isso ao longo de 6 anos. Por isso, apenas uma parte do PE 4 incidia sobre 2011, e muito dele ainda agora não estaria a produzir efeitos.


A título demonstrativo, o que o PEC 4 previa de poupanças adicionais com custos administrativos e operacionais na Saúde, de reduções adicionais de custos e imposição de tectos máximos de despesa para o Sector Empresarial do Estado, ou ainda de redução de despesa pública em consequência da recalendarização dos grandes projectos como o TGV, poderia e deveria ocorrer sem necessidade de qualquer PEC, porque essas medidas se destinavam à causas de uma importante quota do endividamento externo da economia portuguesa e da situação das finanças públicas.



Outras medidas previstas no PEC 4 como a redução adicional em 10% das transferências para Serviços e Fundos Autónomos da AP, ou a redução adicional da despesa com prestações sociais, não teriam efeitos imediatos que resolvessem o desequilíbrio das finanças públicas logo no mês de Abril em que estamos, durante o qual soubemos que as Forças Armadas receberam com atraso os seus salários, o MAI não pagou ao Ministério das Finanças o IRS que reteve dos agentes das forças de segurança, os Hospitais públicos não têm medicamentos em armazém devido a dificuldades orçamentais, a Polícia Judiciária persegue suspeitos nas estradas nacionais por falta de verbas para as portagens, vários serviços públicos cortam nas inspecções periódicas dos veículos pondo em perigo a vida dos funcionários que os usam. 



Tudo isto apesar de o governo vir anunciar que a execução orçamental do primeiro trimestre de 2011 foi um sucesso e que o PEC 4 teria resolvido tudo. E quem anuncia esse suposto sucesso da execução orçamental, da qual resulta um superavit das finanças públicas, é o mesmo governante que, em a 5 de Fevereiro de 2011 garantia que «Portugal não precisa de ajuda externa» e a 12 de Abril, declarava sem qualquer resquício de vergonha que «Portugal só tem financiamento até Maio».

Aquele que desencadeou a actual crise política e que colocou os seus interesses políticos e pessoais acima do interesse nacional (ao fabricar a forçar do PEC 4 pela oposição já depois de ter criado o site para as eleições legislativas que preparava), conduzindo Portugal para a falência económica, José Sócrates, dizia em Julho de 2009 «…ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice», é o mesmo que começou por prever para 2009 um défice de 2,2% do PIB (Out/2008), depois de 3,9% (Jan/2009), 5,9% (Mai/2009), 8% (Nov/2009) e 9,3% em Janeiro de 2010 e depois corrigido para 10,1%. Para 2010, as coisas foram semelhantes em previsões e anúncios do mesmo governante mentiroso: 8,3%, 7,3%, 8,6% e agora 9,1%, corrigido pelo INE no Sábado de Páscoa dum fim-de-semana prolongado.


A verdade é assim que, em 2010, passámos de um deficit orçamental de 10,1% para 9,1% e não de 9,3% para 6,9% tal como o governo diz, o que significaria um valor superior ao de 2009, não fossem os 2,8% do fundo de pensões da PT. Isto tudo, ao fim de 3 PEC’s que a oposição permitiu, em nome do superior interesse nacional invocado pelo governo, o qual elevou ainda assim a dívida pública para os 160M€, ou seja, 93% do PIB em 2010.

Palavras para quê? Que palavras usará o PS na campanha eleitoral que se aproxima, para além de mentiras, tal como fez em 2009? E estarão os portugueses dispostos a deixarem-se enganar novamente e, pelo mesmo partido?

2011-04-24

POR UM NOVO SERVIÇO PÚBLICO

DESMITOS: POR UM NOVO SERVIÇO PÚBLICO: "Como às vezes se pensa que uma reforma do Estado, tem de ser feita contra os funcionários públicos, aqui está um pequeno excerto do meu novo..."