2011-05-03

Apresentação dos Candidatos às Legislativas 2011 - Évora

(Discurso do Professor Doutor Pedro Lynce)


Portugal vive hoje uma das crises mais graves da sua história recente, por exclusiva responsabilidade dos últimos seis anos de governação socialista.

De facto, o modelo de desenvolvimento pelo qual os Socialistas optaram só poderiam trazer mais pobreza, com base no aumento do consumo público e das famílias e forte investimento público.

Os factos comprovam a opção errada: uma situação social preocupante (cerca de 600.000 desempregados), um crescimento económico negativo e uma crise financeira especialmente grave, caracterizada por um agravamento exponencial do endividamento externo que atinge níveis insustentáveis (170.000 M€), a ponto de afirmarmos que hoje os portugueses vivem bem pior do que em 2005!

Não só a opção foi errada, como o Governo do PS pautou a sua Governação por uma enorme incompetência, onde o Alentejo foi um dos grandes sacrificados.

A taxa de execução do QREN e do PRODER tem níveis próximos dos 30% quando deveriam ter uma taxa de execução de 60%, a que se junta um atraso de implementação de 3 anos que é largamente responsável pelas dificuldades que atravessam as empresas e as autarquias do Alentejo. O PS aumenta deste modo as assimetrias regionais, castigando o Alentejo e os Alentejanos.

O Programa eleitoral do Partido Socialista agora apresentado não é mais do que uma farsa, pois esconde a realidade da situação económico - financeira do País, continuando a prometer tudo a todos, visando uma posterior vitimização perante o eleitorado face à impossibilidade do seu cumprimento, culpabilizando de seguida outros. Era tempo de o Governo PS assumir as suas responsabilidades! Uma estratégia já conhecida do passado, que nos conduziu a esta situação desastrosa e simultaneamente a prova acabada de que o PM não tem ideias novas, cujos resultados desta política são mais sacrifícios para os portugueses…

Quando o PM, continua a afirmar que tem “orgulho” naquilo que o Governo por si liderado fêz por Portugal, na continuação daquela frase célebre proferida na Assembleia da República que ainda está para vir o PM que faça melhor do que ele, mostra claramente que toda a sua argumentação tem por base a arrogância, na falta de um projecto para Portugal.

Há muito que o PSD, fiel à sua matriz reformadora, reclama do Governo as reformas necessárias. É, cada vez mais urgente, que assumamos uma vontade de MUDAR, o que aliás será visível no programa que vamos apresentar ao eleitorado, com compromissos de actuação urgente em áreas que exigem uma intervenção prioritária, designadamente obrigações financeiras com o exterior, o combate à exclusão social, a segurança das pessoas e a criação de empregos pela implementação dum novo modelo de desenvolvimento económico, que deverá assentar prioritariamente na iniciativa privada, com recurso à produção de bens transaccionáveis, tanto para exportação como substituição de bens importados, acompanhados de incentivos ao investimento.

Vamos assistir a uma campanha eleitoral por parte do Partido Socialista, em conformidade com a prática política seguida pelos actuais governantes socialistas, que vai valer de tudo para iludir os Portugueses. Uma campanha de discurso escrito, teleponto e muita falta de vergonha!

Nós candidatos do Partido Social Democrata, reafirmamos hoje perante o eleitorado, de que temos valores essenciais na vida e na acção política dos quais não abdicaremos, casos da verdade quando se fala às pessoas, da seriedade no discurso e nos argumentos políticos, do realismo das propostas, da responsabilidade na actuação e caminhos seguidos e sentido de compromisso com o futuro, tão necessários para recuperar a confiança nos eleitos.

Contem connosco para defender para defender um País coeso territorial e socialmente, onde as pessoas se sintam bem e os jovens tenhas as suas oportunidades em função do mérito! 

É imperioso fazer perceber aos jovens que o Governo Socialista lhes roubou a esperança de um Futuro melhor. Esta geração de jovens vive um sério dilema por causa do Governo Socialista : caso não seja invertida a tendência actual de governação, jamais a actual geração atingirá uma qualidade de vida a que têm direito. Os Portugueses presisam hoje, mais do que nunca de esperança, mas de uma esperança sustentável assente na verdade!

Acredito que o que o PSD apresenta aos seus eleitores é uma verdadeira alternativa, de programa, de protagonistas e de prática política.

Dia 5 de Junho vamos ser chamados a escolher entre a manutenção da situação actual, cujo modelo é o Estado omnipresente, sufocante, exigindo mais sacrifícios financeiros às pessoas, para alimentar essa máquina consumidora infernal, sistema protagonizado pelo Eng. José Sócrates ou na MUDANÇA, um Estado moderno, despartidarizado em que os lugares sejam ocupados pelos mais competentes, que reconheça a importância da sociedade civil no desenvolvimento do País, trazendo de novo a esperança às pessoas e famílias portuguesas, liderado pelo Dr. Passos Coelho.


ESTÁ NA HORA DE MUDAR! AO CONTRÁRIO DO PARTIDO SOCIALISTA, NÓS ACREDITAMOS NOS PORTUGUESES!

Viva o PSD! Viva Portugal!

OS RESULTADOS DA GOVERNAÇÃO SOCIALISTA

2011-04-30

O PEC 4 E A CRISE EXPLICADOS AOS PEQUENINOS GOVERNANTES SOCIALISTAS

Contrariando as recomendações do Presidente da República para que se evite a fraude política da campanha eleitoral do PS em 2009 e que, desta vez, se fale verdade aos portugueses sobre a situação económica e financeira do país, o Governo e o PS continuam a insistir na tese de que a crise politica actual foi criada pela oposição ao rejeitar o PEC 4 e que, se tal não tivesse acontecido, Portugal teria evitado o pedido de ajuda externa ao FMI/EU, o qual, vai agora acarretar medidas mais austeras do que as do PEC 4 rejeitado.



Todo o discurso do Governo e do PS é uma MENTIRA pegada, sem ponta de razão.


O PEC 4 destinava-se a reforçar as medidas de consolidação orçamental adoptadas no quadro temporal 2001-2013, ajustando as de 2011 logo no dia 11 de Março, revelando assim os erros do quadro macroeconómico em que o Governo assentou o Orçamento de Estado de 2011, tal como toda a oposição denunciou na Assembleia da República, por se ter sentido claramente iludida por um governo que pouco mais fez do que isso ao longo de 6 anos. Por isso, apenas uma parte do PE 4 incidia sobre 2011, e muito dele ainda agora não estaria a produzir efeitos.


A título demonstrativo, o que o PEC 4 previa de poupanças adicionais com custos administrativos e operacionais na Saúde, de reduções adicionais de custos e imposição de tectos máximos de despesa para o Sector Empresarial do Estado, ou ainda de redução de despesa pública em consequência da recalendarização dos grandes projectos como o TGV, poderia e deveria ocorrer sem necessidade de qualquer PEC, porque essas medidas se destinavam à causas de uma importante quota do endividamento externo da economia portuguesa e da situação das finanças públicas.



Outras medidas previstas no PEC 4 como a redução adicional em 10% das transferências para Serviços e Fundos Autónomos da AP, ou a redução adicional da despesa com prestações sociais, não teriam efeitos imediatos que resolvessem o desequilíbrio das finanças públicas logo no mês de Abril em que estamos, durante o qual soubemos que as Forças Armadas receberam com atraso os seus salários, o MAI não pagou ao Ministério das Finanças o IRS que reteve dos agentes das forças de segurança, os Hospitais públicos não têm medicamentos em armazém devido a dificuldades orçamentais, a Polícia Judiciária persegue suspeitos nas estradas nacionais por falta de verbas para as portagens, vários serviços públicos cortam nas inspecções periódicas dos veículos pondo em perigo a vida dos funcionários que os usam. 



Tudo isto apesar de o governo vir anunciar que a execução orçamental do primeiro trimestre de 2011 foi um sucesso e que o PEC 4 teria resolvido tudo. E quem anuncia esse suposto sucesso da execução orçamental, da qual resulta um superavit das finanças públicas, é o mesmo governante que, em a 5 de Fevereiro de 2011 garantia que «Portugal não precisa de ajuda externa» e a 12 de Abril, declarava sem qualquer resquício de vergonha que «Portugal só tem financiamento até Maio».

Aquele que desencadeou a actual crise política e que colocou os seus interesses políticos e pessoais acima do interesse nacional (ao fabricar a forçar do PEC 4 pela oposição já depois de ter criado o site para as eleições legislativas que preparava), conduzindo Portugal para a falência económica, José Sócrates, dizia em Julho de 2009 «…ainda está para nascer um primeiro-ministro que tenha feito melhor no défice», é o mesmo que começou por prever para 2009 um défice de 2,2% do PIB (Out/2008), depois de 3,9% (Jan/2009), 5,9% (Mai/2009), 8% (Nov/2009) e 9,3% em Janeiro de 2010 e depois corrigido para 10,1%. Para 2010, as coisas foram semelhantes em previsões e anúncios do mesmo governante mentiroso: 8,3%, 7,3%, 8,6% e agora 9,1%, corrigido pelo INE no Sábado de Páscoa dum fim-de-semana prolongado.


A verdade é assim que, em 2010, passámos de um deficit orçamental de 10,1% para 9,1% e não de 9,3% para 6,9% tal como o governo diz, o que significaria um valor superior ao de 2009, não fossem os 2,8% do fundo de pensões da PT. Isto tudo, ao fim de 3 PEC’s que a oposição permitiu, em nome do superior interesse nacional invocado pelo governo, o qual elevou ainda assim a dívida pública para os 160M€, ou seja, 93% do PIB em 2010.

Palavras para quê? Que palavras usará o PS na campanha eleitoral que se aproxima, para além de mentiras, tal como fez em 2009? E estarão os portugueses dispostos a deixarem-se enganar novamente e, pelo mesmo partido?

2011-04-16

COMEÇA A FESTA DAS INAUGURAÇÕES, APESAR DA FALÊNCIA DO PAÍS

Indiferente à chamada de atenção do Presidente da República para a necessidade de uma campanha eleitoral de verdade e rigor, ao contrário da permanente mentira que o PS cavalgou nas eleições de 2009, os socialistas preparam-se para continuar a iludir os portugueses sobre a situação de falência a que conduziram o país, com o permanente foguetório das inaugurações que asfixiará a opinião pública até às eleições.

Controlar o impulso de prometer o impossível, de esconder o inadiável, de explorar o descontentamento dos portugueses, de iludir os custos financeiros suportados pela recusa de pedir ajuda externa mais cedo, de prometer a recuperação económica já para amanhã, não serão de esperar de Sócrates e do PS nesta permanente campanha eleitoral em que o governo está, desde as eleições de 2009.

A comprová-lo está a recente informação de que o domínio Web “Socrates2011.com” foi criado em 24 de Fevereiro, desmascarando assim a estratégia delineada pelo PS de provocar uma crise política que conduzisse o país a eleições. Para os mentores e protagonistas dessa estratégia, a ruína do país e dos portugueses é o custo a sacrificar pelo controle e manutenção do poder. Inadmissível.

Não será de estranhar agora o recurso a tudo o que esteja à mão para inaugurar até às eleições, mesmo que inacabado, não legalizado ou até mesmo já em funcionamento. Por cá, desde o “call center” já operacional em Évora desde 2006, até às escolas secundárias cujas intervenções de requalificação deixaram inúmeros problemas por resolver, tudo serve.

Confiamos que o entusiasmo das inaugurações poupe a Capela dos Ossos e o Templo Romano de Évora, coisa que não aconteceu com o Aeroporto de Beja, cuja monumental derrapagem financeira não permitiu ainda assim obter a necessária certificação para funcionamento, apesar da inauguração para a campanha eleitoral socialista, paga com o dinheiro de muitos contribuintes que o governo socialista conduziu à miséria, apesar dos milhões de €uros recebidos diariamente da União Europeia e esfumados sem rasto.

Nem a presença do FMI no país, tendo na mira a dívida das Câmaras Municipais, substancialmente aumentada antes das eleições legislativas e autárquicas de 2009, bem como as Parcerias Público Privadas (50 delas celebradas pelos governos Sócrates e 30 por Guterres, no total das 88 PPP conhecidas), faz corar de vergonha algumas Câmaras socialistas prontas a organizarem o voo inaugural para o tempo de antena ou a transportarem figurantes para a festa nos autocarros cujo uso pelos agentes culturais e desportivos limitam frequentemente.

O PS prosseguirá num isolamento desesperado que arrasta o país para o precipício, revelando-se aqueles como o verdadeiro problema do país num dos momentos mais delicados da sua história, ao qual chegámos em resultado da incompetência socialista. Não é disto que o país precisa para sair da crise a que os socialistas nos conduziram.

MAIS UMA HERANÇA SOCRÁTICA

FMI: «Portugal visto como país de 3º mundo» agência financeira