2011-01-24
2011-01-21
ROTA DOS SABORES TRADICIONAIS É IMPORTANTE PARA O CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA
Os eleitos pelo PSD às Freguesias do Centro Histórico de Évora congratulam-se com a decisão da Câmara Municipal de Évora (por proposta do PSD) em retomar a realização da 8ª edição da Rota dos Sabores Tradicionais, pela importância que a mesma representa para a hotelaria e restauração do concelho bem como para tantos outros estabelecimentos comerciais que continuam assim a beneficiar da única iniciativa local de dinamização comercial e turística do concelho e em particular do Centro Histórico da cidade.
Depois da recente redução drástica da tradicional animação comercial de Natal decidida pela Câmara Municipal do Partido Socialista e vivendo o Centro Histórico um processo de desertificação populacional, de degradação habitacional e completa ausência de animação cultural ao longo de todo o ano, seria incompreensível o cancelamento da única iniciativa pública de promoção da gastronomia de Évora, decidida unilateralmente pela autarquia eborense a poucos dias do início do ano de 2011, sem consulta nem discussão prévia com os agentes da hotelaria e restauração do concelho.
Os eleitos do PSD às Freguesias do Centro Histórico de Évora fazem agora votos para que, apesar dos atrasos verificados nas actividades previstas no âmbito da Rota dos Sabores Tradicionais, consiga a Câmara Municipal retomar as mesmas já a partir de Fevereiro por forma a desenvolver a iniciativa conforme o previsto no Plano de Actividades da Câmara Municipal para 2011 e, dessa forma, reforçar a atractividade turística e o valor económico do nosso Centro Histórico, Património Cultural da Humanidade.
Évora, Janeiro de 2011
Os Eleitos pelo PSD às Freguesias de Santo Antão (Évora), S. Mamede (Évora) e Sé e S. Pedro (Évora)
2011-01-17
ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS: UMA CAMPANHA REVELADORA DOS CANDIDATOS
Cavaco Silva promete continuar vigilante e ser exigente com o Governo, imagina-se que seja quanto ao desempenho e quanto à verdade do discurso. Óptimo, é mesmo isso que os portugueses esperam e o que desejam como atitude do próximo Presidente da República, em relação a qualquer Governo, indiferente à cor política do mesmo. Ao assumi-lo, Cavaco Silva confirma o elevado sentido de responsabilidade e espírito de serviço público que se lhe conhecem.
Para o bem e para o mal, Cavaco cumpre sempre o que promete nas suas campanhas eleitorais, indiferente aos que esperavam mudanças não anunciadas. Não há margem para enganos e ilusões. Claro e objectivo, para que conste.
Dos outros candidatos, nada se ouve sobre a função e o exercício do cargo, que vá para além dos ataques pessoais, do discurso cerrado em torno de cada passo e cada palavra de Cavaco. Uma total ausência de ideias, de propostas, mas também de decoro e vergonha em bastantes situações, têm marcado uma campanha que só descredibiliza alguns dos seus actores principais.
Nem merece palavras aquela palhaçada do rally pelos buracos mais escondidos de uma ilha, que o nosso generoso sistema político financia ainda assim com dinheiro dos contribuintes portugueses. Os mesmos incómodos aos contribuintes geram outros candidatos que se acantonam no seu concelho como se de uma eleição autárquica se tratasse, visitando creches, jardins-de-infância, lares de idosos e centros de dia, explorando indecorosamente imagens de meninos e velhos para fins eleitorais, incluindo jovens deficientes.
O mais surpreendente tem vindo, no entanto, do candidato oficialmente apoiado pelo PS, a quem nenhuma ideia se tem ouvido sobre coisa nenhuma, quando tanto havia para referir sobre o estado a que a governação recente conduziu o país, seja na educação, no desemprego, nas falências das empresas, na fuga do investimento directo estrangeiro, na dívida pública, no desperdício do Estado, no buraco do Serviço Nacional de Saúde, no encerramento dos centros de saúde, e por aí fora.
Em vez disso, entretém-se aquele candidato na deriva diária sem sentido definido, a não ser o do ataque pessoal a Cavaco Silva: o episódio do presidente Checo, o Estado social que acusa Cavaco de debelar, as escutas que trouxeram a tensão com o Governo, o BPN e as explicações em falta, a entrada do FMI que Cavaco deve travar, até à forçada instabilidade política que jura ter adivinhado.
Algumas dessas tiradas revelaram-se mesmo inesperadas e incompreensíveis, como a da ideia peregrina de aconselhar Cavaco a suspender a campanha para que possa ajudar Portugal. Por um lado, parece reconhecer que o Governo se revela incapaz de cumprir com sucesso a sua missão e que a entrada do FMI no país estará mesmo iminente. Por outro lado, a proposta do candidato da pouco santa aliança PS/BE acaba também por assumir que Cavaco Silva pode efectivamente ajudar o país nos moldes em que o próprio o tem vindo a anunciar aos portugueses durante a campanha, confirmando assim a autenticidade e eficácia da mesma.
Cavaco Silva ganhará assim à primeira volta estas eleições tal como aconteceu antes, pelo facto de fazer uma campanha positiva, dizendo ao que vem e o que se pode esperar dele, sem ataques aos seus adversários, e sem atropelos a ninguém, incluindo ao trabalho que o Governo deveria estar a fazer para tentar evitar que o fundo de estabilização europeu seja accionado ou que a vinda do FMI seja necessária.
Quem sabe, sabe, mas nem os repetentes aprendem.
2011-01-14
PSD VOLTA A COLOCAR OS SABORES TRADICIONAIS DE ÉVORA NA ROTA DO TURISMO
(Foto roubada aqui)
A Câmara Municipal de Évora aprovou por maioria na sua reunião ordinária de ontem (12 de Janeiro), contando com os votos contra do PS, a proposta do Vereador do PSD para retomar a realização da 8ª edição da Rota dos Sabores Tradicionais, cujo cancelamento havia sido comunicado nos últimos dias de Dezembro pelos serviços do município acerca de duas dezenas de restaurantes do concelho de Évora.
O cancelamento da única iniciativa pública de promoção da gastronomia de Évora, decidida unilateralmente pela autarquia eborense a poucos dias do início do ano de 2011, sem consulta nem discussão prévia com os agentes gastronómicos do concelho, não só se afigurava incompreensível pelo abandono de uma actividade constante em Plano e Orçamento para o corrente ano, como preocupante, pelo facto de a autarquia invocar “dificuldades financeiras impossíveis de superar à data”.
O PSD entende que, de entre as opções de investimento municipal a eleger no quadro da difícil situação das finanças municipais, se justifica o apoio às iniciativas que promovam a identidade do concelho, por via da valorização da sua gastronomia e dos seus produtos regionais e típicos, apreciados pelos turistas nacionais e estrangeiros que Évora tão bem sabe e quer continuar a acolher.
Para conhecimento da população, transcrevemos abaixo a proposta apresentada pelo PSD e que foi aprovada pela CME:
«RP CME, 12/JANEIRO/2011 - ROTA DOS SABORES TRADICIONAIS
A par da sua monumentalidade e da capacidade de receber das “nossas gentes”, a gastronomia constitui um património único e inimitável do Alentejo e de Évora em particular. A capacidade de promover e atrair constitui uma vertente essencial do desenvolvimento turístico de Évora.
A Rota dos Sabores Tradicionais é e poderá ainda mais constituir-se como importante mostra da nossa terra, reforçando a nossa identidade e acrescentando valor à nossa actividade económica de Turismo. Foi nesse pressuposto que foi integrada no Plano de Orçamento 2011 .
Os Agentes Económicos criaram por isso a expectativa da sua realização e naturalmente prepararam os meios próprios necessários para tal.
Entendeu a Vereação Executiva e/ou os Serviços suspender ou anular a sua realização sem acautelar expectativas, prazos mínimo e outros aspectos mas, ainda mais a relevância potencial da iniciativa em termos de Identidade e Valor Económico.
Dito isto, proponho à Câmara Municipal de Évora que, reforçando a deliberação já tomada aquando da aprovação do Plano de Actividades e Orçamento, delibere dar instruções aos serviços para, de imediato, desenvolver todas as acções necessárias para iniciar a Rota dos Sabores Tradicionais no prazo das próximas semanas (Fevereiro), de acordo com a calendarização temática definida.
Compreendemos que este atraso prejudicou alguns “itens” do evento; contudo é possível garantir todos os outros. Aceitamos que alguma redução eventual possa verificar-se nos custos de realização, mas nunca que se cancele a iniciativa ou que esta seja concretizada sem garantia dos meios adequados para a satisfação dos objectivos que se procuram.
Trata-se de Identidade e Valor Económico para o Concelho de Évora.
António Costa Dieb - Vereador do PSD»
Évora, Janeiro de 2011
A Comissão Política Concelhia de Évora do PSD
LIGAÇÃO FERROVIÁRIA LISBOA/ÉVORA/BEJA
Deputado Luis Rodrigues - Nota de Imprensa do Grupo Parlamentar do PSD - 14 de Janeiro 2011
Considerando que as obras em curso na linha ferroviária de Évora estão atrasadas, que a interrupção do serviço intercidades Lisboa Évora Beja se mantém neste período e tendo em conta que se adivinham alterações ao respectivo serviço que pode prejudicar os utentes, solicitei ontem reuniões à REFER e à CP que espero se realizem com a maior brevidade possível.
Nestas reuniões serão abordados também o futuro da rede ferroviária no Alentejo, a sua ligação com Espanha e a preocupante situação do património ferroviário abandonado e degradado.
Intervenção Dep. Luís Rodrigues na AR - Linha ferroviária de Évora
Link para vídeo:
Intervenção Dep. Luís Rodrigues (PSD) no plenário AR - Linha Ferroviária de Évora (2011-01-11)
http://www.youtube.com/watch?v=uZAM-SGvkZ4
2011-01-09
CAVACO VENCEDOR DAS ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS
Cavaco Silva ganhará as próximas eleições e continuará a ser o Presidente da República portuguesa por mais 5 anos, porque os portugueses valorizam a verdade, a honestidade, integridade, dedicação e, acima de tudo, a responsabilidade que ele revelou possuir no exercício de um cargo de tão grande importância.
Será mesmo de esperar que a distância a que ficarão os seus opositores seja nestas eleições bem mais dilatada do que aconteceu nas últimas, em boa parte por consequência de uma valorização acrescida do eleitorado relativamente àquelas características, observadas no decurso do primeiro mandato, por um lado e, por outro lado, pelo facto de essas mesmas características serem consideradas e sentidas como determinantes para os que têm influência no futuro do país, num período tão delicado como serão os próximos 5 anos.
Eleger um Presidente que não iluda os portugueses, que não mascare a realidade que é a degradação da economia nacional em consequência da desastrosa governação socialista, que chame a atenção para as consequências das erráticas e eleitoralistas opções do governo, que mobilize as forças políticas na procura de soluções próprias e adequadas que defendam o interesse nacional, que denuncie e sinalize o crescimento do desemprego e da pobreza e a necessidade de que a governação sobre elas se concentre, que apele à verdade como ponto de partida para a construção de quadros realistas de mobilização e confiança no futuro, é uma garantia que os portugueses querem assegurar perante o permanente circo da governação socialista.
Por isso elegerão um Presidente íntegro e transparente no diagnóstico da situação portuguesa, sem iludir problemas, dificuldades, ou a gravidade da situação, imparcial e determinado na defesa do interesse nacional, preocupado com todos os portugueses e não apenas com certos eleitores, atento aos que passam por maiores dificuldades, exigente na repartição equitativa dos sacrifícios necessários, marcas que os portugueses já conhecem bem do desempenho de Cavaco Silva como Presidente.
Mas os portugueses pretendem também ver na Presidência da República uma referência de justiça, equidade, empenho, honestidade, que Cavaco já demonstrou igualmente como Primeiro-Ministro, período durante o qual o país mais se aproximou dos níveis médios de desenvolvimento da União Europeia, apesar de todas as dificuldades e dos sacrifícios então pedidos aos portugueses, dos quais resultaram no entanto benefícios bem visíveis.
Ao contrário, a governação socialista descontrolou as contas públicas e conduziu o país à pré-falência, pelo que, por si só, merecia ter sido demitida pelo Presidente da República que, apesar disso, foi íntegro no respeito pela vontade dos portugueses que decidiram, eles próprios, não o fazer em 2009 quando tiveram oportunidade para tal.
2011-01-07
PORTUGAL PRECISA DE UM GOVERNO MAIS COMPETENTE, SÉRIO E CREDÍVEL EM 2011
Portugal iniciou o novo ano a pagar 5 vezes mais juros pela dívida de curto prazo do que há um ano, fruto do aumento do risco que os investidores sentem relativamente à capacidade do país pagar as suas dívidas, o que é mais que compreensível, a partir da divulgação, pela revista britânica “The Economist” das previsões de crescimento económico para 2011, segundo as quais, Portugal será o terceiro país a crescer menos, com uma recessão prevista superior a 1%, situando-se assim no “top 5” dos países mais arriscados do mundo no cumprimento das obrigações para com os seus credores.
Só o Governo socialista permanece indiferente a esta percepção de risco, antes vendo na subida dos juros da dívida um reconhecimento positivo dos investidores às medidas de consolidação das finanças públicas do país, apesar do descontrolo das contas públicas que a comunicação social todos os dias identifica a partir dos orçamentos insuficientes para as despesas com a justiça, dos desperdícios da gestão dos hospitais, dos abusos nas viagens e automóveis do sector empresarial do Estado, dos prémios e as mordomias injustificados, das consultadorias, seminários e da publicidade que crescem sem regra, da acumulação de vencimentos entre os gestores públicos, dos prejuízos observados em mais de metade das empresas municipais e na maioria das empresas públicas sem monopólio de mercado, do crescimento das progressões salariais (apesar do seu congelamento) no Estado depois da apresentação do PEC III através do reposicionamento remuneratório, das promoções retroactivas na Segurança Social e na GNR, do sufocante crescimento dos encargos públicos com as PPT (que supostamente se pagavam a si próprias).
É o próprio Tribunal de Contas que, nos relatórios dos últimos dias de Dezembro, dá conta das trapalhadas governativas contributivas para o descontrolo orçamental e para o consequente descrédito na capacidade de recuperação da economia nacional junto dos investidores, como a proliferação de entidades públicas que deixaram de figurar na conta geral do Estado por já não pertencerem à categoria da Administração Central (84 entidades só entre 2005 e 2009), bem como a concentração dos benefícios fiscais em poucas e grandes empresas com desprezo para as PME’s, com os consequentes prejuízos para a competitividade do tecido empresarial mais volumoso que estas representam.
Até a desculpa do combate à crise que Sócrates usou para justificar o buraco de 6,4% aberto no défice das contas públicas de 2009 (subiu de 2,9% para 9,3%), o Tribunal de Contas denuncia claramente, pois as medidas de combate à crise que o Governo socialista adoptou contribuíram apenas em 22,4% para o aumento do défice, ou seja, com apenas 1,4% para aquele buraco, acrescentando ainda que as ajudas públicas para combater os efeitos da crise foram absorvidas em 2/3 pelo sector bancário, sendo a menor fatia destinada às empresas e ao tecido produtivo e, só uns míseros 1% das ajudas serviram para apoio ao emprego.
Face a tão evidente errância governativa no momento em que o país mais necessita de competência, seriedade e credibilidade que assegurem a realização de reformas estruturais e a disciplina orçamental indispensáveis a colocar Portugal no rumo do crescimento económico sustentado e gerador de emprego, não será difícil prever a ocorrência de uma crise política durante o ano que agora começa.
Seja no final do ano por ocasião de discussão do próximo Orçamento de Estado, seja a meio do ano por agravamento das condições económicas ou mesmo por intervenção de emergência do FMI, seja pela iniciativa parlamentar dos partidos mais à esquerda, ou dos que estão mais à direita, ou mesmo por iniciativa do Presidente da República, certo é que ela parecerá mais que justificada e até algo atrasada, pois este governo não tem emenda.
2011-01-06
2011-01-05
2011-01-04
2011-01-03
2010-12-29
PS E CDU “AFOGADOS” EM CONTRADIÇÕES SOBRE FORNECIMENTO DA ÁGUA EM ÉVORA
O Partido Socialista e a CDU, que em conjunto aprovaram na Câmara Municipal a cessação da concessão existente com a Águas do Centro Alentejo SA, decidiram retirar o ponto da Ordem de Trabalhos da Assembleia Municipal realizada no dia 17 de Dezembro, inviabilizando, dessa forma, que pudesse vir a ser consumada a deliberação tomada por larga maioria no órgão executivo municipal.
Fica, desta forma, evidenciado que a deliberação tomada pelos eleitos do PS e CDU na Câmara Municipal não foi assente em quaisquer estudos sérios e fundamentados sobre a qualidade da água mas, tão só, para uns numa mera questão financeira e, para outros, por meros princípios de oposição ao modelo empresarial de exploração da água, ainda que por empresas de capitais exclusivamente públicos.
Entre a realização da reunião pública da Câmara de Évora e a da Assembleia Municipal, os eleitos da CDU multiplicaram-se em declarações sobre a alegada má qualidade da água fornecida à população do concelho de Évora. Ao contribuírem de forma decisiva para a retirada do ponto na Assembleia Municipal os eleitos da CDU deixaram claro que ou andaram a falar do que não sabem ou sabem que o que disseram não corresponde à verdade. O alarme social que criaram em torno do consumo de um bem essencial apenas se pode justificar pela irresponsabilidade de quem a tudo deita mão para alcançar o poder.
Na Assembleia Municipal de Évora os eleitos do PS e da CDU fizeram tábua rasa sobre a informação dos serviços municipais, que enuncia um conjunto de irregularidades no funcionamento da concessão e que, dias antes, tinha alicerçado o sentido de voto dos respectivos eleitos na Câmara Municipal. Ao primeiro contratempo, socialistas e comunistas decidiram não confiar nas opiniões técnicas dos serviços municipais, em favor do entendimento de entidades externas, facto não contribui para a credibilidade e respeito que os técnicos da Câmara Municipal devem merecer junto dos munícipes.
Por último, importa salientar que este vaivém, desorientado, sem rumo, sem estratégia nem planeamento nas decisões, agravado com tudo o que foi dito no entretanto sobre a qualidade da água, em nada contribui para a confiança a que os consumidores têm direito no fornecimento de um bem essencial como é a água.
Évora, Dezembro de 2010
A Comissão Política Concelhia de Évora do PSD
O Vereador do PSD na Câmara Municipal de Évora
O Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Évora
2010-12-22
A REGIONALIZAÇÃO NÃO SE LEGITIMA SEM RESPONSABILIDADE POLÍTICA REGIONAL
Na p. 12 da edição do jornal “Diário do Sul”, no passado dia 09 deste mês, um curioso anúncio da Câmara Municipal de Alandroal chamava a atenção, pela dimensão e pelo conteúdo: a alienação de Comboio Turístico. Trata-se da venda em hasta pública de comboio turístico com 28 lugares, partindo da base de licitação de 40.000€.
Desconheço o estudo de viabilidade económica que fundamentou a aquisição de tal equipamento pelo executivo municipal de um dos territórios mais pobres de toda a União Europeia e acredito que a operação possa até ter sido financiada pelos fundos estruturais comunitários. Mas, tal não retira, em qualquer das situações, o carácter de exemplaridade deste caso no âmbito da crescente desconfiança que se vai avolumando sobre a instrumentalização política dos investimentos locais e regionais, mais do que a sua subordinação ao interesse de um desenvolvimento responsável e sustentado do Alentejo.
Basta querer e, os estudos podem fundamentar a viabilidade económica de todo e qualquer equipamento que se pretenda adquirir, sendo os estudos do Aeroporto Civil de Beja um exemplo bem fresco na nossa memória. Por outro lado, o recurso ao financiamento comunitário não deveria induzir ao facilitismo na análise das candidaturas ao mesmo, à luz da necessidade de complementar a fatia de cerca de 2/3 dos fundos comunitários com cerca de 1/3 de comparticipação nacional, paga pelo Orçamento do Estado, logo, pelos nossos impostos.
Que se possa considerar bonito, moderno e ousado a aquisição de um comboio turístico por qualquer município do país, não duvido. Mas que as hipóteses de rentabilização (o que implicaria uma intensa utilização diária para fazer face à amortização e aos encargos de manutenção) deveriam ser acauteladas à partida, duvido ainda menos. Na mesma linha, resta ainda elencar em quantas áreas de intervenção do município, um dos mais envelhecidos, pobre e carenciado de toda a União Europeia, poderia o mesmo volume de investimento ter sido aplicado com maior rentabilidade, quer económica, quer social.
Bem, mas como este tipo de apostas locais mais arrojadas costumam resultar bem em termos eleitorais, todos os responsáveis políticos e governativos fecharam os olhos, ao nível local, regional e nacional. Quem se atreveria a contestar aquilo que pode vir para a nossa região ou para o nosso concelho? A futura que alguém pagará mais tarde não interessa no momento, onde reina a conquista eleitoral imediata. O sonho só acaba quando algum Presidente do Município faz soar a campainha de alarme ao descobrir que já não dispõe de recursos financeiros suficientes para suportar pagar vencimentos a todos os funcionários do município, quanto mais para manter os devaneios do seu antecessor.
A questão que se me levanta, a propósito deste caso e de outros que recentemente vieram à estampa, é a dificuldade de entender como podem os socialistas alentejanos com responsabilidades partidárias e governativas desde há 16 anos, invocar a necessidade de se fazer urgentemente a regionalização para que o Alentejo e o país saiam da crise.
Ao invés de se preocuparem com a reflexão sobre os efeitos que este tipo de opções, exigidas, tomadas e assumidas regionalmente pelo PS, possam ter tido sobre a crise financeira que o país atravessa, nomeadamente sobre o défice das contas públicas e o endividamento público, parecem os socialistas alentejanos muito mais interessados em, numa fuga para a frente, descobrirem novos bodes expiatórios para os seus erros, procurando diluir as suas responsabilidades no que toca ao (não)desenvolvimento do Alentejo.
Mais que a exigência da regionalização expiatória, antes conviria ao Alentejo, a bem da transparência política e democrática e do reforço de legitimação do processo de regionalização, que os socialistas assumissem publicamente a responsabilidade por todas as consequências das suas opções ao nível regional e local.
Por certo terão muito com que se entreter, por muito tempo.
2010-12-20
A ABSTENÇÃO RESPONSÁVEL DO PSD NA CÂMARA DE ÉVORA
A Assembleia Municipal de Évora, no passado dias 17 de Dezembro, parece ter confirmado a trapalhada política do PS e da CDU em torno de um tema tão importante para o concelho e para o distrito de Évora, como a água.
Da importância do assunto, decorre desde logo a necessidade de ponderar e fundamentar profundamente as decisões que devam ser tomadas pelo vários actores políticos, o que justifica, por si só, a surpresa que constituiu para alguns, como é o caso do PSD, que o PS tivesse agendado a Cessação da concessão existente a favor da Águas do Centro Alentejo, SA., assim, de um momento para o outro, pouco tempo depois da votação do Orçamento da CME para 2011 onde nunca se falou da água nem das dificuldades financeiras da CME em assumir os compromissos com a AdCA, invocando aí, nessa reunião, razões de natureza económica e financeira da prestação do serviço.
Apanhado de surpresa, o PSD absteve-se na reunião da CME, considerando a proposta pouco fundamentada pela CME, face à sensibilidade da matéria e aos riscos da decisão, precipitada a intenção de abandono imediato do sistema por não acautelar as condições de transmissão das competências para os serviços e para os funcionários do município e, bastante estranha e pouco transparente a proposta do PS, ao arrepio do que sempre foi a defesa daquela força política sobre o tema.
Outros assim não o entenderam, tendo a proposta sido aprovada pelo PS e pela CDU, na Câmara Municipal de Évora.
Mas, ainda nem o tempo suficiente para publicar a acta tinha decorrido e já o PS invocava que afinal as razões de ordem financeira não eram as únicas, mas também as da falta de qualidade da água fornecida, o que viria a ser desmentido com fundamento pela entidade reguladora e, a CDU, viria também a levantar várias dúvidas sobre a capacidade dos serviços municipais para abraçarem a tarefa com sucesso, logo a partir do início de 2011.
A trapalhada criada pelo PS e pela CDU viria a confirmar-se na Assembleia Municipal de Évora em 17 de Dezembro, quando, a pretexto do avanço de uma proposta da AdCA para a procura de soluções de natureza económica e financeira, a CDU volta a apoiar o PS na decisão de adiar a discussão para a próxima reunião, que se deverá realizar dentro de 3 meses.
Novamente surpreendido pela proposta de arrastamento de uma decisão que o PS e a CDU consideraram em conjunto tão urgente, o PSD votou contra tal proposta de adiamento da discussão, em Assembleia Municipal, não tendo conhecimento de que tal facto tivesse motivado qualquer reconhecimento de aliança "mais que natural" entre duas forças políticas que, em Évora, tanto partilham na sua génese e protagonistas: o PS e CDU.
É bem difícil entender esta trapalhada e os métodos pouco transparentes a que o PS e a CDU nos habituaram, em matérias tão delicadas como a da água, fruto de uma escola política comum, que muitos daquelas duas forças políticas frequentaram, sendo certo que ainda nenhuma delas esclareceu suficientemente as suas mudanças de posição sobre o tema, a saber:
- O PS, com a maioria de que beneficiava nos vários órgãos autárquicos, fez aprovar em 2002, a entrada de Évora na AdCA, argumentando que essa seria a solução milagrosa para os problemas do abastecimento, preço e qualidade da água em Évora, tendo sido forte a contestação da CDU. Hoje, 6 anos depois de o PS reconhecer a incapacidade dos serviços municipais para assegurarem satisfatoriamente aquelas funções, tais preocupações já não se justificam, como se tivessem desaparecido da noite para o dia;
- A CDU, por seu lado, que se opôs ao PS em 2002, invocando precisamente os perigos de aumento do preço e perda de qualidade da água com a transferência de competências municipais de captação e tratamento para a AdCA, parece não saber muito bem o que defende, para além de se aliar ao PS em tudo o que antes servia de discordância. Por um lado, vota com o PS a saída das AdCA e o regresso das funções de captação e tratamento aos serviços municipais, mas por outro lado, considera que estes não estão preparados para aquelas funções. Como se isso não bastasse, a CDU também vota com o PS na AME o contrário do que ambos votaram na Câmara, o adiamento da saída das AdCA, dando a entender estar disponível para, em função da proposta daquela entidade em matéria económica e financeira, concordar com a continuidade do município no sistema multimunicipal, do qual sempre discordaram e não apenas por razões dessa ordem.
Em que ficamos afinal?
Segue-se, a propósito a declaração de voto do PSD na AME de 17 de Dezembro de 2010:
Aqui está a “santa aliança”.
O Partido Socialista e a CDU, que em conjunto aprovaram na Câmara Municipal a cessação da concessão existente com a Águas do Centro Alentejo SA, decidiram hoje retirar o ponto da Ordem de Trabalhos da Assembleia Municipal, inviabilizando, dessa forma, que seja consumada a deliberação tomada por larga maioria no órgão executivo municipal.
Fica, desta forma, evidenciado que a deliberação tomada pelo PS e CDU na Câmara Municipal não foi assente em quaisquer estudos sérios e fundamentados sobre a qualidade da água e, tão só, para uns numa mera questão financeira e, para outros, por meros princípios de ser contra o modelo empresarial de exploração da água, ainda que por empresas de capitais exclusivamente públicos.
Foi feita tábua rasa sobre a informação dos serviços municipais, que enunciam um conjunto de irregularidades no funcionamento da concessão e que alicerçaram a decisão da vereação. Não confiar nas opiniões técnicas dos serviços municipais, em favor de entidades externas, não contribui para a sua credibilidade e respeito junto dos munícipes.
Este vaivém, desorientado, sem rumo, sem estratégia nem planeamento nas decisões, agravado com tudo o que foi dito no entretanto sobre a qualidade da água, em nada contribui para a confiança a que os consumidores têm direito no fornecimento de um bem essencial como é a água.
O Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Évora
2010-12-14
ALIANÇAS QUE A ESCOLA MOLDOU
Lemos e ficamos pasmados com esta conversa de que há em Évora um acordo secreto entre o PSD e o PCP.
Isto porque, não é preciso ir muito longe para confirmar a tradicional sintonia entre a CDU e o PS que está na Câmara de Évora, os quais em nada se esforçam para negar as suas origens comuns em matéria de escola política.
Ora vejam lá se adivinham que forças políticas se juntaram contra a proposta do PSD, revivendo a escola política comum dos seus protagonistas?
2010-12-13
GOVERNO SOCIALISTA E CÂMARAS MUNICIPAIS AGRAVAM EFEITOS DA CRISE NO DISTRITO DE ÉVORA
O PSD teme que o desprezo do governo socialista pelo distrito de Évora e o desequilíbrio financeiro a que o PS e a CDU irresponsavelmente conduziram as Câmaras Municipais no distrito, agrave nas famílias e nos residentes os efeitos negativos da crise que se prevêem devastadores em 2011.
O PSD de Évora reprova a política do Governo Socialista, o qual transfere cada vez mais competências para as autarquias mas não cumpre com elas os seus compromissos financeiros, antes reduz cada vez mais as transferências que tão necessárias são ao distrito de Évora no auge da crise que o Governo Socialista criou. Mas as Câmaras Municipais geridas pelo PS e pela CDU no distrito de Évora são igualmente responsáveis pela calamitosa situação orçamental que vivem hoje e que as estrangula financeiramente, limitando a sua capacidade de apoio social aos munícipes, quando estes mais dele necessitam.
É urgente mudar o rumo desta política desastrosa por parte do Governo Socialista e das câmaras do distrito de Évora, cabendo ao PS e à CDU a assunção de responsabilidades pela situação financeira dos municípios, mas também é urgente a tomada de medidas que corrijam a situação a que nos conduziram.
O Partido Social Democrata fez ao longo do tempo, nos órgãos autárquicos onde está presente, repetidos alertas sobre o rumo que vinha sendo seguido pelos Municípios do Distrito, quanto aos investimentos de duvidoso retorno económico-social, ao crescimento exagerado dos quadros de pessoal e à ausência de politicas diferenciadoras que atraíssem investimento para os concelhos e para o distrito de Évora.
Apesar disso, a situação a que chegámos é deveras preocupante, espelhada nas manobras orçamentais dos Municípios para 2011, procurando corrigir em desespero os desequilíbrios financeiros decorrentes dos exercícios anteriores, numa altura em que se esperam dos municípios medidas bem mais enérgicas de apoio social para responder às crescentes necessidades de uma população cujas condições de vida se degradam com o agravamento da crise económica.
É notória a incapacidade do Governo Socialista e das Câmaras do distrito de Évora na resposta ao desafio que lhes é colocado, não correspondendo a sua acção às necessidades da população, nem dando sequência aos projectos que o PS e a CDU se propuseram realizar quando foram sufragadas em Setembro de 2009.
A Comissão Política Distrital do PSD de Évora.
Évora, Dezembro de 2010
2010-12-12
ALGUÉM ANDA A ENVENENAR AS ÁGUAS POLÍTICAS DE ÉVORA
No blog Mais Évora, foi colocado em 12 de Dezembro um post com o título A rescisão do contrato com a AdCA ainda vai dar confusão?..., no qual é possível encontrar o seguinte comentário anónimo, publicado em 12 de Dezembro, às 14:13 horas, no qual chamo a atenção para a parte destacada, a qual motiva este post:
Rui M F disse...
Segundo foi posto a circular, existe já uma lista de ex técnicos das águas da CME prontos (será???) a actuar no dia 1 de Janeiro sob a ordens de um Engenheiro;
Existem igualmente os técnicos das AdCA;
Para lançar mais confusão, juntam-se os técnicos contratados por “outsourcing” que são quem na realidade repara e faz a manutenção dos equipamentos. As AdCA pagam seguramente “BALURDIOS” por mês em manutenção vinda externamente. Assim por alto (nas minhas contas evidentemente) 1 técnico externo por dia (8h), deve custar entre 600 a 800€!
Adivinha-se uma “formidável” organização do trabalho para meter toda esta “massa critica” a funcionar.
Os técnicos internos fazem exactamente o quê? Fiscalizam apenas o trabalho dos outros? Ou vão tendo formação para que um dia mais tarde possam ser autónomos? Ao fim de 7 anos os técnicos das AdCA ainda não são autónomos? Há alguma noção de gestão de manutenção no meio desta salganhada?
Chama-se a isto um verdadeiro Regabofe costurado à medida do PS! É o que se chama...deitar dinheiro pelo cano abaixo.
O PSD votou sempre a favor da privatização da água (neste caso é uma meia privatização até ao dia em que uns tipos vindo do “espaço” comprem as Águas de Portugal)! A CDU e o Bloco de Esquerda que fiquem atentos.
Desta o Dr Dieb e o PSD estão enterrados até aos cabelos e não se podem abster como Pilatos.
12 Dezembro, 2010 14:13
Ao administrador do Blog Mais Évora, sugere-se maior atenção e exigência quanto a comentários que, sob CAPA COVARDE DO ANONIMATO, sejam ofensivos para autarcas do nosso município como acontece com o Dr. Dieb, pelo facto de serem TOTALMENTE FALSOS os factos desses comentários.
Um pouco de investigação para quem já não se recorda, conviria, para esclarecimento da situação e das acusações com que muita gente de algumas forças políticas de Évora, desesperadas com a estagnação em torno dos 3 vereadores na CME, desde há 10 anos, pretendem imputar a que não pode ser acusado nem responsabilizado.
Os factos são que:
- A adesão da CME à AdCA é autorizada pela Assembleia Municipal em 28 de Setembro de 2002, logo no primeiro mandato autárquico do PS, bastando para confirmar isso, consultar a respectiva acta, no site da AME, pois nessa sessão ordinária foi votado o ponto sobre Autorização para integração do Município de Évora na Sociedade Anónima Águas Do Centro Alentejo, SA, tendo a votação sido a seguinte, conforme consta da p. 34 daquela acta: Concluída esta dissertação e não querendo mais alguém aflorar o 6º ponto da ordem de trabalhos, o Sr. Presidente pô-lo à votação, que foi aprovado por maioria, com dezanove votos a favor, dez contra e três abstenções.
- Entre as 3 abstenções em Assembleia Municipal, 2 delas foram dos 2 deputados do PSD cujo sentido de voto, como se pode comprovar pela soma dos votos, nunca seria influenciadora de qualquer decisão, pelo facto de o PS deter maioria absoluta naquele órgão, no mandato 2001-2005.
- Nesse mesmo mandato, o PSD não estava representado na Câmara Municipal com qualquer vereador, tendo apenas eleito 2 membros à Assembleia Municipal.
Factos, repostos, à atenção dos anónimos comentadores.
2010-12-10
DESCONTROLO NA GESTÃO DO ESTADO
Orçamentos deficientes e facturas por pagar no núcleo das funções essenciais do Estado:
Desperdícios de funcionamento onde poderiam ser poupados recursos, a canalizar para as funções essenciais do Estado, precisadas de recursos:
Com tanta família a alimentar, é preciso muita receita:
O Governo não deixa em mãos alheias nem poupa esforços no contributo para aumentar a desconfiança dos mercados.
Nem a crise abranda os sinais de festa rija em país rico que somos:
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