2009-11-20

NOVO CICLO AUTÁRQUICO NO ALENTEJO: A DESILUSÃO VEM A CAMINHO

Iniciou-se recentemente um novo ciclo autárquico no Alentejo a vigorar até 2013, marcado pelo recuo da CDU em várias autarquias que os eleitores trocaram pelo PS, sendo unicamente possível proceder por enquanto a uma avaliação “ex-ante” do que nos espera, em função dos discursos proferidos pelos novos protagonistas, aquando da sua tomada de posse.
Ora, os elementos de preocupação que é possível identificar a partir dessa análise prendem-se com a verificação de um tom de discurso concertado, cinzento, impreciso e mesmo acusatório, proferido por vários dos novos autarcas que, na senda dos seus congéneres já instalados, deixam antever que a desilusão já antes verificada em muitos concelhos se estenderá como uma mancha a outros agora conquistados pela mesma força política.
Boa parte desses discursos apontam como prioridades do mandato autárquico preocupações tão despropositadas e distantes das prioridades do seu próprio programa eleitoral, como a construção de novas instalações da GNR em concelhos onde os registos anuais da criminalidade cabem num 1/4 de página dum bloco de formato A5, como se tal constituísse o pilar central e imprescindível da acção autárquica em prol do desenvolvimento local durante os próximos 4 anos.
Queiram desculpar, mas mais não consigo vislumbrar em tal discurso outro propósito que não seja o desviar das atenções para a falta de soluções, de competência ou de coragem política para agarrar os problemas principais que requerem a concentração quase exclusiva da acção autárquica neste mandato, entre elas a prestação de ajuda às famílias e às empresas para enfrentarem a crise que assola este país e agrava a débil situação dos concelhos de uma região pobre como o Alentejo, através dos instrumentos fiscais na esfera autárquica como a redução do IRS para as famílias, do IMI e da Derrama para as empresas.
Mas, curiosamente, sobre isso, nem uma palavra dos novos autarcas alentejanos, como se a crise tivesse sido banida do país em consequência do milagre das rosas observado nas urnas da maioria dos concelhos alentejanos em 11 de Outubro.
Tal não é verdade, porque a crise está aí e afecta mais população e empresas alentejanas a cada dia que passa, bastando recordar que os números do desemprego relativos a Setembro de 2009 dão conta de um crescimento do desemprego (no Alentejo) em quase 20% desde o início do ano, havendo concelhos, mais industriais como Vila Viçosa onde o mesmo cresceu quase 60%, ou mais terciários como Évora onde o crescimento do desemprego registado foi de 32% em igual período.
Esquecendo ou tentando iludir a crise económica e a crise de soluções de governação nacional e local para enfrentar a mesma, os discursos de alguns dos novos autarcas viram-se para a suposta complicação da “situação financeira” que encontram nos municípios onde iniciam o mandato, enquanto desculpa e justificação para o eventual condicionamento (abandono seria o termo mais adequado) dos planos de actividades que aí vêm e dos milagrosos investimentos que irresponsavelmente prometeram ao eleitorado durante a campanha eleitoral.
Ora, esta música já nós ouvimos antes em iguais circunstâncias, com os resultados que bem conhecemos, infelizmente. Quem não se recorda da mesma invocação de dívida usada em Évora a seguir à eleições autárquicas de 2001 para se desculpar da não concretização do ilusório rol de promessas feitas aos eleitores e impossíveis de concretizar, como bem constatámos durante os últimos 8 anos?
Tal como em Évora, muitos eleitores dos concelhos de vários cantos do Alentejo sofrerão durante este ciclo variadas desilusões sobre as promessas feitas durante a campanha eleitoral, mas não cumpridas pelos autarcas vencedores, que não se contiveram em devido tempo. Cabe aos mesmos eleitores afinarem a audição e refinarem a concentração, na próxima vez que ouvirem os vendedores de ilusão, chamando-os à razão, através do voto.

MAS QUE SURPRESA !!!







2009-11-18

UM CASO DE ISENÇÃO A RECONHECER


Guilherme de Oliveira Martins, Presidente do Tribunal de Contas, um surpreendente caso de isenção e sentido de Estado, que merece ser louvado. A excepção no mar da incontrolável degradação socialista.






2009-11-17

PAI OU PADRASTO DA DEMOCRACIA PORTUGUESA?



BRINCAR AOS COMBOIOS COM O NOSSO DINHEIRO

Excertos da notícia:
«A ferrovia de Évora será fechada, passados apenas três anos desde a reabertura da linha, para obras de melhoramento e electrificação. A REFER informou que o corte acontecerá em Maio de 2010. A CP está a estudar as alternativas de transbordo. [...]
O troço entre Casa Branca e Évora foi reinaugurado em Novembro de 2006 pela secretária de Estado dos Transportes. Agora necessita de intervenções que permitam uma melhoria das condições de circulação no transporte de passageiros e mercadorias.»






2009-11-16

OFERTAS DE TRABALHO PUBLICADAS EM DIÁRIO DA REPÚBLICA

· Aviso n.º 20645/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de três postos de trabalho na carreira de técnico superior - REF.ª A15 - Rede de Centros de Formação Profissional da Delegação Regional do Centro

· Aviso n.º 20646/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico - abertura de procedimento concursal comum para o preenchimento de quatro postos de trabalho na carreira de técnico superior - ref.ª A16 - rede de centros de formação profissional da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo

· Aviso n.º 20647/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de Procedimento concursal comum para preenchimento de três postos de trabalho na carreira de técnico superior - REF.ª A2 - Assessoria Jurídica e de Auditoria

· Aviso n.º 20648/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para o preenchimento de dois postos de trabalho na carreira de técnico superior - ref.ª A4 - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico

· Aviso n.º 20649/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Procedimento concursal comum para preenchimento de dois postos de trabalho da carreira de técnico superior - assessoria de sistemas de informação

· Aviso n.º 20650/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de um posto de trabalho na carreira de técnico superior - Ref.ª A8 - Serviços de Coordenação da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo - Direcção de Serviços de Gestão

· Aviso n.º 20651/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de um posto de trabalho na carreira de técnico superior - referência A7 - Serviços de Coordenação da Delegação Regional do Centro - Direcção de Serviços de Emprego e Formação Profissional

· Aviso n.º 20652/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de 70 postos de trabalho na carreira de técnico superior - Ref.ª A9 - Rede de Centros de Emprego da Delegação Regional do Norte

· Aviso n.º 20653/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de dois postos de trabalho na carreira de técnico superior - referência A5 - Departamento Financeiro e de Controlo de Gestão

· Aviso n.º 20654/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de Procedimento concursal comum para preenchimento de 3 postos de trabalho na Carreira de Técnico Superior - REF.ª A12 - Rede de Centros de Emprego da Delegação Regional do Alentejo

· Aviso n.º 20655/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de um posto de trabalho na carreira de técnico superior - referência A6 - Centro de Emprego e Formação Profissional de Arganil, da Delegação Regional do Centro

· Aviso n.º 20656/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de Procedimento concursal comum para preenchimento de cinco postos de trabalho na carreira de técnico superior - REF.ª A13 - Rede de Centros de Emprego da Delegação Regional do Algarve

· Aviso n.º 20657/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de Procedimento concursal comum para preenchimento de 2 postos de trabalho na Carreira de Técnico Superior - REF.ª A14 - Centro de Formação Profissional para o Sector Terciário da Delegação Regional do Norte

· Aviso n.º 20658/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de 21 postos de trabalho na carreira de técnico superior - referência A10 - Rede de Centros de Emprego da Delegação Regional do Centro

· Aviso n.º 20659/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de 39 postos de trabalho na carreira de técnico superior - referência A11 - Rede de Centros de Emprego da Delegação Regional de Lisboa e Vale do Tejo

· Aviso n.º 20660/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de dois postos de trabalho na carreira de técnico superior - ref.ª A17 - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE)

· Aviso n.º 20661/2009. D.R. n.º 222, Série II de 2009-11-16
Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - Instituto do Emprego e Formação Profissional, I. P. - Departamento de Desenvolvimento Organizacional e Estratégico
Abertura de procedimento concursal comum para preenchimento de três postos de trabalho na carreira de técnico superior - ref.ª A18 - Centro de Formação Profissional de Faro da Delegação Regional do Algarve

2009-10-18

O PP EM ÉVORA É UM EMPATA ....

Repare-se como a não eleição de mais 1 vereador do PSD para a Câmara de Évora em 2009 (que seria roubado à CDU), se deve ao CDS/PP.

A pergunta é: para que serve um partido que só empata e nada faz de bem nem para o bem de Évora? Não teria sido melhor não terem apresentado lista de candidatos à Câmara Municipal, tal como aconteceu para a Assembleia Municipal de Évora, permitindo ao PSD crescer, podendo ter integrado membros do PP?

O que ganhoo o PP em Évora? Alguém do PP foi eleito para algum órgão autárquico em Évora?

Até o Bloco de Esquerda conseguiu mais que o PP, em votos e eleitos, o que deveria levar o PP a reflectir seriamente sobre a sua estratégia.

O PP de Évora vai continuar a actuar assim? Qual o objectivo e qual a estratégia? Expliquem-me que eu não entendo. Admito que seja só eu a não entender ...

PORQUE CONTINUAM OS PORTUGUESES A VOTAR NESTES SENHORES? NÃO SE APROVEITA UMA SÓ ...

2009-10-17

A VITÓRIA DO PS É POLITICAMENTE CONTROVERSA, POR SER UMA DERROTA ATRAVÉS DA QUAL GANHA ELEIÇÕES

Dos resultados eleitorais de 27 de Setembro de 2009, há um claro perdedor que é o Partido Socialista (PS), o qual vê fugir mais de meio milhão de votos (505.309), retrocedendo de um peso eleitoral de 45% para 36,5%, castigado pelo deficiente exercício de mandato com uma maioria absoluta.

Esta é uma questão determinante para a análise e a percepção da dimensão do falhanço do PS, pois o facto de ter beneficiado de condições excepcionais para exercer o seu mandato de governação, associado a uma total cooperação estratégica da Presidência da República, conduz a que só a incapacidade do PS em governar seja a única explicação plausível para o decréscimo de votação observado.

Convém aliás aqui proceder a alguma comparação do que foram os 2 mandatos do PSD em maioria absoluta, reeditada do primeiro, apesar das circunstâncias desfavoráveis que constituíram a falta de cooperação institucional do então Presidente da República Mário Soares, cuja actuação acabaria mesmo por degenerar em fase de hostilidade e guerra aberta ao Governo, instrumentalizando um órgão de soberania em benefício dos interesses particulares de um partido político que é o PS. Sócrates não conseguiu reeditar uma maioria absoluta de que beneficiou em condições excepcionalmente favoráveis, o que o torna desde logo, face a Cavaco, um governante diminuído.

Ao contrário da quebra de 20% na votação do PS, todos os restantes partidos vêem subir a sua votação e o seu peso eleitoral: o PSD é o que menos cresce dos maiores partidos com representação parlamentar (crescimento de 0,4% correspondendo a pouco mais de 6.000 votos); a CDU cresce também apenas 3% (em 14.163 votos) e que representa agora cerca de 8% da expressão eleitoral; enquanto o Bloco de Esquerda cresce 53% (mais 192.661 votos), representando agora quase 10%, contra os 6,4% anteriores e, por último o PP, que crescendo mais de 176.000 votos (+43%), vê o seu peso eleitoral subir acima dos 10% quando antes era de 7,3%.

Apesar de o PSD não conseguir capitalizar em seu benefício o descontentamento do eleitorado com o PS, ganha ainda assim 3 deputados dos 25 que o PS perdeu, enquanto a CDU ganha apenas 1 deputado, mas o Bloco duplica os seus (de 8 para 16) e o CDS de 12 para 21.

No distrito de Évora, o PS sofre uma quebra de votos de -33% muito superior à descida nacional e vê o seu peso eleitoral perder o posicionamento que tinha acima do nível nacional para uma posição inferior à do PS no país. Curiosamente, a CDU beneficia muito pouco desta perda do PS e vê os seus votos crescerem apenas 1%, enquanto que a estrondosa subida de 128% do Bloco e de 63% do PP se revelam totalmente desperdiçadas face ao objectivo que é a eleição de deputados no círculo distrital de Évora.

Ao contrário, o PSD, subindo 7% da sua votação no distrito de Évora, bem mais que o que cresceu no país, consegue recuperar o deputado perdido em 2005, sendo no fundo o único partido que ganhou alguma coisa com as mesmas eleições ao nível regional.

Daí que seja difícil entender e vislumbrar a suposta “esmagadora vitória” do Partido Socialista no distrito de Évora, quando os 3 deputados que havia para eleger foram distribuídos em partes iguais pelo PS, PSD e CDU, estando agora as mesmas forças igualmente representadas no parlamento.

Ao nível nacional e distrital de Évora, o PS assume assim um estatuto de partido perdedor que ganhou as eleições. Resta saber para quê e em benefício de quem? Enquanto a resposta à segunda questão se pode adivinhar, quanto à primeira será por certo mais difícil, sendo de conjecturar que mesmo ao PS seja difícil responder.

2009-10-02

ANTÓNIO DIEB, UM HOMEM À ALTURA DE UMA GRANDE CIDADE

http://antoniodieb2009.com/

Conheci António Dieb na Universidade de Évora, como eu, estudante atraído de outro concelho e com ele comecei a privar no início das nossas carreiras profissionais. Brilhante estudante, pensador e activista do crescimento da Universidade de Évora, em prestígio, a ele se deve muito do contributo para a abertura das portas do então bem reticente tecido empresarial regional à experiência de integração profissional dos diplomados daquela casa, nomeadamente na sempre difícil área das ciências sociais.

Nunca me arrependi da avaliação positiva que então fiz sobre o potencial profissional e político que já na Universidade revelava António Dieb, para quem a política mais não foi do que o veículo mais adequado para afirmar a sua capacidade de gestão bem evidenciada no domínio empresarial privado, irradiando a afirmação de uma visão regional de desenvolvimento, em benefício do futuro dos alentejanos e dos eborenses.

Os mais marcantes traços do perfil de competência profissional e política aqui elencados surgiram, naturalmente, à vista dos eborenses, no mandato autárquico que agora termina, no qual António Dieb assumiu o lugar de vereador para que foi eleito na Câmara de Évora, compensando com o grau de qualidade de desempenho de tal papel, a única marca de excelência (por outros prometida e nunca avistada) de que a autarquia de Évora se recordará na última década.

Com permanente sentido de responsabilidade, o vereador Dieb não se limitou apenas a criticar ou a rejeitar as propostas do partido maioritário na Câmara, mas antes as ajuizou com seriedade e propôs as alterações necessárias ao futuro do concelho, por todos aceites e reconhecidas. António Dieb soube na Câmara de Évora ao longo do mandato concentrar-se no essencial, sem pensar em interesses partidários ou em votos, mas apenas no dever de dedicação ao serviço público, pondo o interesse comum acima do individual ou de grupos, com a coerência de uma voz que Évora há muito manifestava sentir.

A competência que António Dieb revelou na gestão autárquica do acumulado défice de conservação e recuperação de fogos habitacionais para habitação social, a preparação para encontrar soluções que invertam a agonia comercial do Centro Histórico que é património da humanidade, em acelerada degradação e desertificação, configuram exemplos simples de como foi possível aproximar a Câmara dos eborenses. Essa aproximação foi determinante para construir e consolidar os consensos necessários à garantia do empenho na construção de condições para promover a animação cultural e comercial do concelho, que precisa de acolher dignamente visitantes e turistas, mas que continua sem organizar o caótico trânsito, regular minimamente o estacionamento e travar efectivamente o crescimento da especulação imobiliária que outros prometeram estancar.

A motivação já demonstrada pelo vereador António Costa Dieb constitui um património de confiança e esperança para que Évora volte a ser atractiva para empresas e famílias, a quem os serviços municipais devem garantir uma prestação de qualidade, que só se consegue a partir de um executivo municipal capaz, preparado, competente e mobilizador.

Mas, a maior responsabilidade que sobre António Dieb recai é a de o eleitorado considerar hoje estar ele preparado para conduzir a mudança que Évora não pode adiar mais. A honestidade e capacidade reconhecidas a António Costa Dieb garantem aos eborenses a certeza de que quebrar o ciclo político socialista é possível com o PSD, que será o porto seguro de uma mudança em que se pode ter confiança.