2010-01-27

QUE ORDENAMENTO?

Depois de um estudo sobre a viabilidade dos espaços comerciais ter apontado uma proximidade ao Centro Histórico como a mais adequada para um (e apenas um) futuro espaço comercial e de lazer a criar em Évora, promovendo dessa forma, por via da complementaridade, a revitalização do pequeno comércio daquela área e a requalificação urbana da Rua de Avis e Rua do Muro; 
Depois de estudos sobre o ordenamento urbano da área envolvente da futura estação de Alta Velocidade de Évora terem previsto, para a zona nordeste da cidade: um novo aglomerado urbano com vários milhares de fogos e habitantes; núcleo turístico; serviços complementares ao turismo; rede de equipamentos com Pólo desportivo / Parque Urbano, Pólo Tecnológico, Parque Temático.

Assistimos agora à notícia de licenciamento de uma grande superfície comercial a sul da cidade, junto à zona industrial, no lado oposto da cidade à residência do maior volume de população, indiferente ao trânsito que faz qualquer um desesperar nas filas que consomem tempos frequentemente superiores a 30 minutos para fazer esse percurso entre os bairros a norte e os já existentes espaços comerciais a sul.

Que ordenamento é este? Que contributo para a (degradação) da qualidade de vida de Évora?








ACOMPANHAMOS OS OUTROS NA CRISE, NÃO NA RETOMA



2010-01-16

HONORABILIDADE NA POLÍTICA. A TRADIÇÃO JÁ NÃO É O QUE ERA

A cada dia que passa, amigos e conhecidos questionam-me sobre a insistência no exercício de um direito entendido por mim como dever, de participação e envolvimento nas decisões que afectam não só o quotidiano da nossa comunidade e sociedade, mas também e, nomeadamente por esta razão, o seu futuro e o futuro dos nossos filhos. Muitos desses reparos insistem na constante perda na luta por uma causa cada vez mais arrasada pela degradação da vida política a que se chegou em Portugal, alucinante em ritmo durante a década de 1990, mais ainda no rompante da primeira década deste século.
Para além da forte consciência de um dever de participação na influência de construção do futuro dos nossos descendentes que já referi, tendo invariavelmente a invocar personalidades de Évora que me influenciaram enquanto estudante, algumas infelizmente já ausentes, sob os auspícios valorativos e referenciais de um grande e incomparável HOMEM que a política portuguesa conheceu durante as décadas de 1970 e 1980, que foi o General Ramalho Eanes, cujas provas de seriedade e desprendimento ainda recentemente reiterou com a recusa do vultuoso montante financeiro atribuído retroactivamente pelo Estado português.
Concorde-se ou não com as suas decisões e posições, era dotado de uma estrutura de valores cuja comparação com muitos dos actuais actores políticos faria corar de vergonha (se alguma vez a tivessem conhecido) muitos daqueles que todos os dias nos invadem a sala nas horas nobres da televisão, enchendo a boca sobre a ética do exercício da representação pública dos eleitores que neles confiaram. Seguiu-se Cavaco que, a seu tempo, procurou garantir até ao limite, o máximo possível de continuidade na garantia da honorabilidade associada ao desempenho das suas funções públicas.
Outros tempos, quando dificilmente se admitia a mínima suspeita sobre a honorabilidade das referências políticas da nação, enquanto âncoras da estabilidade política e de respeitabilidade da estrutura social que aquela sentia por missão assegurar enquanto garantia de respeitabilidade das instituições de referência da democracia.
Impossível compreender hoje, para quem iniciou a sua participação cívico política nesses tempos, que os governantes nacionais e locais se desculpem com os erros dos anteriores ocupantes dos seus cargos para justificarem a inércia e as suspeitas sobre os erros da sua acção, procurando assegurar apenas a manutenção do poder a todo o custo e a distribuição de dividendos para os elementos da sua família política, hoje bem mais vasta, interessada, interferente e dependente desses exercício político do que então.
Ao nível local, a transparência da gestão municipal (à semelhança dos exemplos pantanosos que vêm dos governantes nacionais), parece hoje um valor cada vez mais em erosão, conduzindo a um avolumar de (legítimas) dúvidas dos eleitores sobre a acção daqueles que procuram a fuga para a frente com ataques a uma oposição que deveriam agradecer como construtiva e benéfica para completar a incompetência do que as maiorias absolutas (entretanto perdidas) não justificaram.
É caso para dizer que, a tradição, na política, já não é o que era, sendo de todo legítimo estabelecer a hipótese de que a falta de confiança que alguns governantes geram nos seus eleitores, em consequência das promessas repetidamente anunciadas e rapidamente esquecidas, associados ao desrespeito pela pluralidade democrática dos representantes das várias correntes políticas, em nada contribuirão para o bem-estar e a modernização social (mesmo que se aprovem os casamentos gay enquanto pseudo-expoente da mesma), para o desenvolvimento económico, nem mesmo para a excelência de qualquer cidade, por muito que se faça anunciar como tal.
Resta saber qual o limite político para um clima de suspeição e desconfiança dos eleitores nos seus governantes, resultado de uma reiterada solicitação de transparência política não correspondida nem assegurada. Cabe aos governantes questionarem-se sobre o limite de resistência da corda que estão a esticar porque, se a mesma partir, serão os principais prejudicados, parecendo não ter aprendido a lição na continuada perda de base eleitoral que, certamente não se deverá apenas ao mau feitio da oposição, por sinal em crescimento igualmente continuado.

DESTA VEZ NÃO FALHAMOS, É MESMO A VALER ...












OS PIORES? LONGE DISSO ...

Há coisas em que até somos bem melhores, por exemplo nos valores conhecidos para os vencimentos no Banco de Portugal, estamos bem melhor que os outros países da Europa.
Que o diga Constâncio, ainda assim insatisfeito e em constante procura de aumento, julga-se que pelo brilhante desempenho em Portugal, por todos notado... Basta recordar como MFL o deixou continuar, pressupondo que tenha sido por esse motivo, ou talvez não?




INTEIRAMENTE DE ACORDO



Há muito que considero lamentável que um país pobre em recursos e parco em capital intelectual verdadeiramente activo, se permita o desperdício do génio e brilhantismo que Marcelo tem, cuja utilidade perante a crise que Portugal atravessa é indesmentível, pelo respeito que merece a honorabilidade sem mácula e a competência inquestionável.
Quando a inteligência assusta a mediocridade envolvente, parece mais que certo um futuro suicida.
E ao PSD, não se aplica o mesmo raciocínio? Sem dúvida e em primeira instância.

2010-01-03

A HONESTIDADE POLÍTICA DEVE IMPERAR NA DIMENSÃO LOCAL





O tema já tinha sido debatido no final do mandato anterior, clarificadas as posições e verificada a ausência de fundamentos que não sejam a demagogia da diversão e procura da dispersão daquilo que deveriam constituir as verdadeiras preocupações de quem governa e se deveria preocupar com a resolução dos problemas locais, a cada dia agravados, vai para 9 anos do PS em Évora.





2009-12-25

UM GOVERNO PROVISÓRIO QUE PREJUDICA DEFINITIVAMENTE O PAÍS

O triste espectáculo a que assistimos nos últimos tempos de confronto parlamentar com a compreensível e já esperada vitimização do Governo e do seu chefe, não pode nem deve ser encarado com leviandade, devido à irresponsável prestação de um chefe de governo que não tem um pingo de perfil para tal.
Já se esperava ainda antes das eleições que, perante o resultado que as mesmas ditaram, esta situação de adiamento da resolução do problemas do país se colocasse, com vista a que o governo minoritário por força da expressão eleitoral dos portugueses que com ele concordam em minoria, procurasse escapar do pântano em que Portugal já se encontra atolado, desde que o PS tomou conta da máquina escavadora em 1995, com todo o elenco que hoje nos continua a (des)governar.
O resultado está à vista do que foram as pseudo-reformas iniciadas em várias frentes e nenhuma delas conseguida até bom termo, antes se assistindo hoje ao desmantelar de todas, revelando (para os papalvos e os conscientes incautos) que o único objectivo do PS é o oportunismo decorrente do exercício do poder a qualquer preço e sem olhar a meios ou ética política para o conseguir. Por isso, as reformas anunciadas mais não constituíram do que propaganda, sem qualquer intenção de resultarem em benefícios para o país:
  • A segurança interna sofreu vários abalos em roubo e criminalidade dos quais o país ainda não se recompôs e que se repetirão a curto prazo, mais agravados certamente, futuro da degradação dos meios das forças de segurança interna, por um lado e, do agravamento da desregulação social e económica a que continuamos a assistir;
  • As nossas pensões, a suportar pela segurança social, já não serão asseguradas, aApesar de nos obrigarem a descontar para as mesmas mas não nos permitirem escolher sistemas de capitalização alternativos, num esquema em tudo semelhante à fraude Madoff, só que desta vez perpetrada pelo Estado e por isso, legal;
  • O Serviço Nacional de Saúde atingiu um volume de défice nunca visto, com perda constante da qualidade do serviço prestado e alargamento dos prejuízos em consequência do novo modelo de Hospitais Empresa;
  • As auto-estradas em modelo SCUT onde circulam a cada dia menos veículos acarretam encargos incomportáveis para quem distraidamente se deixar cair na tentação de governar o país a partir de 2013;
  • A suposta reforma da educação que nada nem ninguém conseguiria demover tal a sua importância para a recuperação de um lugar ao sol, mais não era afinal do que uma teimosia sobre um certo modelo de avaliação de professores que agora se abandonou em apenas 1 mês sem qualquer outra solução alternativa, apesar de os relatórios da OCDE continuarem a mostrar que os quase 15 anos de governação socialista sob o signo da “paixão pela educação” só nos trouxeram retrocessos no ajustamento das qualificações, indisciplina nas escolas e desmotivação dos profissionais da educação, com o consequente aumento do desemprego nos jovens e degradação da produtividade do trabalho;
  • Da anunciada reforma da justiça, julgo que não vale o esforço tecer qualquer comentário, porque os resultados estão, infelizmente, não só à vista de todos como a prejudicar o país inteiro, bastando para compreender esse facto ter em atenção os vários estudos que relacionam a ineficácia da justiça e a produção de riqueza dos países ou a influência do funcionamento do sistema judicial na (não)atracção de investimento directo estrangeiro (IDE); 
  • A tão apregoada reforma da administração pública (PRACE) resultou numa ofensa e humilhação de agentes e funcionários do Estado que só é comparável aos tempos de Salazar, único governante que se atreveria a levar o SIS e o SIED a assinarem protocolos para infiltrar agentes não identificados em alguns serviços públicos, já para não referir que só por milagre ainda não aconteceu algum dos funcionários incompreensivelmente dispensado para a mobilidade especial não ter ainda chegado a irremediáveis e drásticas vias de facto com os dirigentes e governantes responsáveis pelo seu serviço;
  • Na economia e nas finanças então, as reformas foram de arromba, para as multinacionais que todos os dias encerram as suas portas e não mais regressarão, para as micro e pequenas empresas que não recebem pelo serviços prestados ao Estado mas por ele são afogadas em impostos, em nome do suposto equilíbrio das contas públicas que parecia ser o único trunfo dos socialistas mas que como tudo o resto, se revelou em fiasco bem mais doloroso do que seria imaginável, com o maior nível de desemprego e o maior défice das últimas décadas;
Perante tudo isto, como podemos ser contemplativos para com um governo sem rumo nem credibilidade depois de todas as reforças que anunciou mas que abandonou e para as quais não se esforçou minimamente, cujo único interesse é manter-se no poder para distribuir benesses e lugares de poder pelos seus simpatizantes e militantes apesar de assistirmos ao afundamento do país no repetido pântano da governação socialista?