2009-06-16

ELEIÇÕES EUROPEIAS: OPORTUNIDADE DE CORRIGIR UM ENORME ERRO E RECUPERAR O TEMPO PERDIDO

Nos finais de 2004, na sequência da substituição de Durão Barroso por Santana Lopes na chefia do Governo, essa misteriosa e incompreendida personagem supostamente importante na construção de um país moderno que hoje (mal)vivemos, que é Jorge Sampaio, decidiu cometer um dos mais violentos, contra-producentes e incompreendidos actos políticos da nossa democracia.

A leviandade de Jorge Sampaio, pouco digna de tão alto representante do Estado, acabaria por acarretar a Portugal uma verdadeira calamidade, cujas consequências estamos hoje a pagar e, pior ainda, restarão avolumadas para os nossos filhos.

Bastaram poucos anos para confirmar o fiasco político de Jorge Sampaio e o mal que causou ao país, por ter pretendido deixar o PS no Governo a qualquer custo, sobrepondo os interesses partidários aos de Portugal. O país chegou no entanto rapidamente à conclusão que o homem dos Prada e dos fatos caros adquiridos nas lojas da moda dos EUA poderia ser quanto muito um sofrível porteiro da Presidência do Conselho de Ministros, mas nunca um razoável Primeiro-Ministro.

Os portugueses sentiram-se traídos pelo PS e disseram nas eleições europeias que não estão disponíveis para aguentar governantes bem vestidos frente ao teleponto mas ocos e sem substância interior, ainda por cima arrogantes e prepotentes, fruto dessa falta de essência mínima que seria exigível e que conduz, pelo contrário, ao medo da aproximação ao mais comum dos eleitores como nós.

Não é a primeira vez que o afirmo quanto aos membros deste Governo, a começar pelo Primeiro-Ministro e descendo por aí fora em toda a cadeia hierárquica da Administração Pública de confiança do actual Governo: a arrogância demonstrada ao longo deste últimos 4 anos significa, no mínimo, uma elevada dose de incompetência técnica e política, para além de uma enorme falta de carácter e de formação valorativa de base de quem no fundo tem medo de ser contestado, contrariado, de discutir e defender as suas (supostas)ideias e opções políticas.

Simplesmente porque as mesmas não têm defesa, a não ser pela força do exercício da autoridade governativa, que mais cedo ou mais tarde, cai por terra, tal como aconteceu a todo o exercício abusivo de autoridade, não legitimada.

O primeiro erro do PS foi desde logo o de desvalorizar os resultados eleitorais europeus, por razão da elevada abstenção. Ora, não poderiam os socialistas encontrar mais medíocre argumento, porquanto, em 2009, votaram mais 153.570 eleitores no país, ou seja, mais 5% que em 2004, devido ao crescimento verificado no volume de eleitores recenseados, em consequência de actualização deste registo.

É bem verdade que o número de eleitores cresceu 10%, mais que o volume de participação eleitoral, mas também é verdade que o PS perdeu mais de 570.000 votos, ou seja, quase 40% dos votos que tinha obtido nas últimas eleições europeias. Em contrapartida, o PSD e o PP, que nas últimas eleições tinham concorrido em coligação, cresceram quase mais 300.000 votos, correspondendo a mais 26% de votação que em 2004.

Pode o PS tentar desvalorizar o que quiser, mas trata-se de um derrota e um cartão bem laranja ao Governo do PS, mais ainda porque a escolha dos cabeças de lista às eleições europeias foi de Sócrates e de Manuela Ferreira Leite, tendo o Primeiro-ministro estado envolvido de corpo e alma na campanha eleitoral e dando a cara em nome do Governo nestas eleições.

Neste sentido, a derrota do PS é a do Governo e do PM Sócrates.

Ao nível distrital de Évora, o resultado não foi muito diferente, tendo em conta que o PSD conseguiu superar em 2009 os votos que tinha obtido em 2004 num cenário em que o número de votantes foi de 39.06% contra 39.25% em 2004 mas com mais 2.647 eleitores inscritos (+2%). O PSD e o PP subiram, em conjunto, no distrito de Évora, cerca de 30% em relação à votação que tinham obtido em 2004, enquanto o PS perdeu mais de 10.000 votos, decrescendo cerca de 40% na sua votação.

Tais resultados, não podem ser desvalorizados, por várias razões.

A primeira, desde logo pelo facto de que, sendo verdade que a CDU foi a vencedora das eleições no distrito de Évora, a verdade é que a mesma apenas cresceu 12% na sua votação, correspondente a 1.845 votos. Isto apesar de a CDU deter no distrito de Évora quase tantas autarquias locais como o PS, o que nos leva a uma questão fulcral à luz da qual os resultados eleitorais devem ser lidos.

O sinal mais importante que as eleições europeias vieram dar e transmitir às forças políticas nacionais, regionais e locais é que está em marcha o início do fim de um ciclo político que foi um verdadeiro erro e se traduziu num fiasco, tanto no Governo da nação, como nas autarquias locais.

Se o primeiro-ministro se envolveu na campanha eleitoral e perdeu as eleições de forma tão expressiva e se os autarcas do PS se envolveram igualmente na mesma e obtiveram tão expressiva derrota (veja-se o exemplo do concelho de Évora que tanto pesa na lista de candidatos do PS e onde o mesmo perdeu 45% de votos, ou seja, quase metade dos votos obtidos nas últimas eleições europeias), tal só pode significar que esses actores políticos perderam a confiança do eleitorado que antes neles confiou.

Quando a relação de confiança entre eleitos e eleitores é quebrada, como agora parece ter acontecido com o PS, torna-se difícil a sua recuperação num curto espaço de tempo até aos próximos actos eleitorais. O PSD sabe-o bem.

Por outro lado, os autarcas da CDU, dominando no distrito de Évora quase tantas autarquias locais como o PS, não conseguiram capitalizar suficientemente o descontentamento da governação do PS e a desilusão eleitoral em seu benefício e, também os autarcas da CDU andaram na rua em campanha eleitoral.

O PSD andou menos pelo distrito de Évora que o PS e a CDU nestas eleições, por não ter a mesma implantação autárquica que aquelas duas forças, mas, o resultado obtido é bem superior, sendo exemplificativos os resultados eleitorais no concelho de Évora.

Tal só pode significar, a meu ver, que o capital político acumulado pelos protagonistas locais e regionais do PSD ao longo destes 4 anos germinou uma relação de respeito por parte do eleitorado dos concelhos e do distrito de Évora que cresceu para uma plataforma de confiança, resultado da seriedade, da responsabilidade, da verdade e do espírito de verdadeiro serviço público que os mesmos protagonistas souberam emprestar a essa missão.

Se o resultado das eleições europeias for o prenúncio de que uma mudança de paradigma e de ciclo político está em curso com tradução nos próximos actos eleitorais, bem podemos assegurar, por parte do PSD, que estamos preparados para receber esse depósito de confiança política, assegurando o compromisso de total respeito face à vontade de dar ao PSD a justa oportunidade de alternativa à governação séria e responsável deste país e à gestão local empenhada e desinteressada das autarquias locais no distrito de Évora.

2009-05-28

UM GRANDE HOMEM PARA UMA GRANDE CIDADE

PSD DE ÉVORA CONFIANTE QUE ANTÓNIO COSTA DIEB É
A ÚNICA ALTERNATIVA PARA A MUDANÇA COM SEGURANÇA

Os militantes do PSD de Évora reuniram-se em plenário para aprovarem a recandidatura do vereador António Costa Dieb à Câmara Municipal. Considerando essencial a continuidade do trabalho de grande qualidade desenvolvido, o PSD recorda que, se alguma coisa de positivo foi feito pela Câmara de Évora nos últimos anos, tal se deve à estabilidade garantida pelo vereador do PSD nos últimos 4.

Com sentido de responsabilidade, o PSD não se limitou a criticar ou a rejeitar as propostas do partido maioritário na Câmara, mas antes as ajuizou com seriedade e propôs as alterações necessárias ao futuro do concelho, por todos aceites e reconhecidas.

O vereador do PSD na Câmara de Évora soube ao longo do mandato concentrar-se no essencial, sem pensar em interesses partidários ou em votos, mas apenas no dever de dedicação ao serviço público, pondo o interesse comum acima do individual ou de grupos, colocou coerência e independência numa voz de que há muito Évora precisava.

Mas, porque Évora continua longe da excelência tantas vezes prometida como adiada nas infra-estruturas de apoio ao desenvolvimento da economia, da qualidade de vida e do desporto, justifica-se mais do que nunca o conhecimento e o equilíbrio revelados por António Costa Dieb na Câmara de Évora para garantir confiança à estratégia que Évora urge definir, de forma a que o futuro não continue sistemática e repetidamente adiado, os jovens voltem a ter esperança, o turismo recupere uma trajectória ascendente e a população volte a crescer.

A competência que António Costa Dieb revelou na gestão do acumulado défice de conservação e recuperação de fogos habitacionais para habitação social, a preparação para encontrar soluções que invertam a agonia comercial do Centro Histórico que é património da humanidade, em acelerada degradação e desertificação, mostram que a mudança é possível em Évora, concelho que merece mais do poder local que propaganda e anúncios gratuitos em campanha eleitoral.

O vereador António Costa Dieb aproximou a Câmara dos eborenses com a promoção dos consensos necessários à garantia dos equipamentos e condições para promover a animação cultural e comercial do concelho que precisa de acolher dignamente visitantes e turistas, mas que continua sem organizar o caótico trânsito, regular minimamente o estacionamento e travar efectivamente o crescimento da especulação imobiliária que outros prometeram estancar.

A motivação já demonstrada pelo vereador António Costa Dieb é essencial para que Évora volte a ser atractiva para empresas e famílias, a quem os serviços municipais devem garantir uma prestação de qualidade, que só se consegue a partir de um executivo municipal capaz, preparado, competente e mobilizador.

São muito os desafios que Évora ainda não venceu e só os vencerá com uma nova Câmara Municipal. Estamos preparados para conduzir a mudança que Évora não pode adiar mais.

A referência do Engº Luís Capoulas como Mandatário, aliada à honestidade e à capacidade reconhecidas a António Costa Dieb garantem aos militantes do PSD e aos eborenses a certeza de que quebrar o ciclo político socialista é possível com o PSD, que será o porto seguro de uma mudança em que se pode ter confiança.

Évora, Maio de 2009 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

PS GOVERNA NOUTRO MUNDO

2009-05-09

ANTÓNIO BRITO, EM BOM RITMO.

Trata-se de um livro de ficção inserido naquilo que se convencionou chamar de realismo fantástico. A personagem principal deste romance é um piloto da Força Aérea Portuguesa.

O céu não pode esperar conta-nos a história do tenente Romão, o aviador que enfrenta a morte nos céus de Moçambique durante a guerra, quando o seu avião é atingido por um míssil terra-ar. Na costa oriental de África, durante o cativeiro, vem a tropeçar no rasto de outro português, agente do rei de Portugal, que por ali passou séculos atrás.

A descoberta arrasta-o do passado para o futuro seguindo uma enigmática pista anteriormente perseguida pela Inquisição. Envolve-se numa perigosa cruzada onde se entrelaçam o insólito e o inexplicável, a política de Estado e as intrigas das organizações clandestinas, a procura do sagrado e o conhecimento profano.

Descobre que o mesmo céu que percorreu de avião, foi durante séculos alvo do interesse de outros homens com outros propósitos. Movidos pela força da fé e a curiosidade da razão, esses pioneiros afrontaram os fanáticos dos dogmas e a ordem estabelecida.

Em O céu não pode esperar, cruzam-se a ciência divina do Novo Mundo e o obscurantismo religioso, a Restauração da Independência de Portugal e a herança judaica, os inimigos da Revolução de Abril e a política da Santa Sé. Quando a admirável verdade irrompe, tudo faz sentido, tudo se harmoniza, até o censurável e difícil amor, coisa admirável de acontecer.

É um livro que pode ser abordado pelo leitor sobre diferentes perspectivas: militar, religiosa, histórica, metafísica, política, esotérica, científica, romântica. É um livro com diferentes janelas por onde o leitor pode espreitar, abordando a história do ponto de vista em que se sinta mais identificado e confortável.

http://www.antoniobrito.com/

2009-04-25

O PSD EM MOVIMENTO POR ÉVORA, COM IDENTIDADE E VALOR

ÉVORA: CULTURA COM IDENTIDADE E VALOR

REFINARIA BALBOA

A Barragem de Alqueva, construída para permitir criar o maior lago artificial da Europa, continua a alimentar um vasto conjunto de expectativas quanto às oportunidades de desenvolvimento do Alentejo geradas, nomeadamente nas valências agrícola e turística, sendo conhecidas as intensas perspectivas de investimentos privados de qualidade, alguns deles classificados mesmo como PIN pelo Governo.

A unidade petroquímica Balboa (refinaria de crudes pesados), a instalar em Santos de Maimona (Espanha), a cerca de 60 km da fronteira com Portugal, parece ameaçar as expectativas criadas, a julgar desde logo pela reacção de um empresário português, representando 3 dos maiores projectos turísticos (Parque Alqueva, Herdade do Barrocal e Herdade do Mercador) a instalar na região da albufeira de Alqueva, que já publicamente afirmou serem os mesmos incompatíveis com a construção da refinaria a montante, em Espanha.

O não avanço dos projectos turísticos em questão conduziria a um prejuízo para o Alentejo que rondaria os 1.330 M€ de investimento, para além do impacto sobre o mercado de trabalho regional estimado em cerca de 2.500 postos de trabalho. Diga-se que relativamente a posições como esta, dos investidores, pouco haverá a desenvolver em argumentação por parte do poder político, antes lhe reservando uma intervenção mais activa e preventiva, coisa que parece ainda não ter acontecido e que começa a tardar.

Podendo vir a ser significativos os impactos na albufeira e nas perspectivas de investimento do lado português, para além de graves para Portugal e para o Alentejo, tanto o Ministério do Ambiente, como o da Economia, deveriam desde ter já ensaiado uma tomada de posição pelo Governo português junto do Governo espanhol, a partir da audição dos investidores afectados, das autarquias abrangidas e da avaliação aprofundada dos efeitos e impactos previsíveis do lado de cá da fronteira.

Mas aquilo a que assistimos é a uma total passividade do Governo, deixando instalar a suspeição de concordância com a instalação de uma refinaria que pode impedir o avanço dos investimentos turísticos previstos para a região da Albufeira de Alqueva, contaminar as águas superficiais e subterrâneas da albufeira, do leito e das margens do Guadiana, para além dos impactos sobre a qualidade do ar, numa região que se pretende posicionar em segmentos turísticos de luxo.

DEVEMOS AGRADECER A BOA VONTADE

DE MAL A PIOR

2009-04-18

O ESTADO DA DEMOCRACIA

CÂMARA DE ÉVORA: SITUAÇÃO FINANCEIRA CONTINUA DIFÍCIL E PREOCUPANTE

O PS não conseguiu resolver os problemas financeiros da CM de Évora ao longo de 8 anos em que beneficiou de estabilidade política, de cooperação institucional da oposição e de uma situação económica favorável que permitiu a outros municípios efectuar uma adequada consolidação orçamental.

Depois de ter apresentado um saldo negativo de quase 11 milhões de Euros no encerramento do ano de 2007 (o 4º pior resultado económico entre os municípios portugueses), o PS conseguiu a proeza de agravar tal descalabro em 37% em 2008, apresentando um resultado líquido negativo superior a 15 milhões de Euros.

O problema é que o Centro Histórico continua por requalificar e a perder habitantes (-431 eleitores desde 2005), o Rossio de S. Brás mantém-se pouco ou nada digno no acolhimento aos turistas, os parques de estacionamento junto às muralhas do CH continuam em terra batida e inseguros, o comércio tradicional definha a cada dia, o Salão Central continua por recuperar e a cultura mede-se pela qualidade da nova sala de cinema, o estado dos equipamentos desportivos e de lazer faria corar de vergonha qualquer concelho aspirante a Património da Humanidade, estatuto cuja manutenção periga em Évora.

O resultado de 8 anos de gestão PS em Évora é desastroso, sem obra que não seja o aumento do desemprego de jovens qualificados que anseiam pelos prometidos empregos que viriam com a chuva de investimentos agora ameaçados pela crise financeira e económica internacional, deixando adivinhar que os próximos anos serão bem difíceis para Évora, para os quais o PS não se revela capaz nem competente.

Évora não se preparou em tempo de normalidade e de crescimento económico e, agora, nem o famigerado PDM arrasta o desenvolvimento, que teima em não dar sinais de vida.

O PS já revelou, ao longo de 8 anos, não ser uma alternativa credível à anterior gestão da CDU, cabendo aos eborenses a escolha de uma verdadeira alternativa à condução dos destinos do concelho, responsável, competente, protagonista de uma rejuvenescida e promissora visão para um futuro de sucesso em Évora, nas próximas eleições autárquicas.

Évora, 16 de Abril de 2009

A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

2009-04-06

ENFRENTAR A CRISE COM VERDADE, RIGOR E SERIEDADE

O Governo socialista que agora fez 4 anos, procura a cada momento vender a ideia de que a situação de crise económica e social que Portugal atravessa é inteiramente derivada da crise financeira internacional, sacudindo assim a água do capote sobre os 3 anos em que governou antes e que importa avaliar para fins eleitorais.

Na verdade, o PS dispôs de condições ímpares ao longo da legislatura para transformar a sociedade portuguesa: uma maioria parlamentar absoluta, uma conjuntura económica favorável, a cooperação institucional do Presidente da República. Qual é então o balanço que os portugueses devem fazer, à luz do programa eleitoral e das promessas do PS? Viverão hoje melhor os portugueses do que em 2004?

Determinar o grau de confiança que os portugueses podem depositar no Governo, ou o nível de esperança que se possa ter na competência do mesmo para lidar com um clima de grave crise nos próximos 4 anos, obriga a avaliar se o Governo teve capacidade para transformar o país em tempos de normalidade. Em meu entender, NÃO.

NÃO pela economia, em declínio, com Portugal a afastar-se da Europa e a empobrecer em termos relativos, através da deterioração do PIB “per capita” português em relação à média da União Europeia (Portugal está hoje abaixo de países como a República Checa e a Eslovénia e prevê-se que seja ultrapassado em 2009 pela Eslováquia e pela Estónia), bem como do poder de compra, que em Portugal é inferior a muitos países de Leste e continua a degradar-se;

NÃO pelo insustentável agravamento do endividamento externo do país, fruto da degradação das contas públicas iniciada com Guterres e agora continuada por um PS que governou o país durante 11 dos últimos 14 anos;

NÃO pela opressão do Estado sobre a sociedade e degradação da sua prestação aos contribuintes, que passa pelo falhanço da reforma da Administração Pública (PRACE), hoje mais concentrada em Lisboa, mais distante dos cidadãos, menos presente no interior de um país em desertificação (encerramento de escolas, postos da GNR, Centros de Saúde), mais despesista, asfixiadora das micro e pequenas empresas pelo peso da carga fiscal e pelo não pagamento dos serviços adquiridos;

NÃO pelo maior crescimento da desigualdade social em Portugal que nos restantes países da OCDE, com a educação pública cara, deficiente e a perder qualidade, o SNS está caótico e a saúde é mais cara, cresce a criminalidade e a violência, o plano tecnológico falhou e o facilitismo do Governo apenas adia o presente e compromete o futuro.

Perante este “pré-pântano” que a crise apenas veio agravar, o Primeiro-Ministro que jurou não subir os impostos, criar mais 150 mil empregos e referendar o Tratado europeu e nada cumpriu, continua a anunciar diariamente pacotes anti-crise, prometendo aumentos nas pensões sociais, bolsas de estudo aos montes, 40.000 estágios profissionais, mais promessas, promessas … ao mesmo tempo que as falências e o desemprego sobem igualmente todos os dias e ameaçam pressionar a situação social.

Por causa disso, o Governo acrescenta um programa de investimentos públicos que deixam um encargo dramático durante os próximos 30 anos e consumem recursos que hoje fazem falta no apoio às micro e pequenas empresas, para sustentarem os níveis de emprego, como sejam as novas auto-estradas, em vez de uma aposta da reabilitação urbana através de pequenas obras para pequenas empresas, que gera crescimento rápido e sustentável, preenchendo ainda necessidades de reabilitação do território.

Ora, a propaganda diária de medidas anti-crise pelo Governo não chega para enfrentar com sucesso a crise, se as mesmas se apresentarem irrealistas, resultado do isolamento e autismo do Governo, que menospreza as propostas e contributos do PSD. A crise exige antes nos próximos anos, um Governo capaz ouvir, de perceber a realidade, protagonista de um projecto alternativo portador de esperança, mas viável e assente no realismo, única via para conseguir mudar essa realidade.