2008-09-09

ÉVORA PRECISA RECUPERAR DOS LOGROS AERONAÚTICOS

A localização do cluster aeronáutico português em Évora mereceu do PSD, desde a primeira hora, o mais profundo apoio institucional, na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e na Assembleia da República, não se compreendendo como em três semanas se goraram cinco anos de expectativas criadas aos eborenses em torno do projecto Skylander.

Os factos demonstram que o Governo socialista não fez tudo o que estava ao seu alcance, antes resistindo, para além dos limites toleráveis pelos empresários, no financiamento de um projecto que geraria 3.000 postos de trabalho, directos e indirectos, e serviria de âncora ao desenvolvimento de um sistema de ciência e tecnologia regional que praticamente não existe.

Também a Câmara de Évora ficou muito aquém do que poderia ser a sua iniciativa na concertação, envolvimento e mobilização do tecido empresarial e financeiro regional com vista ao financiamento de um projecto estruturante para o futuro do Alentejo. Ao contrário do que aconteceu com as entidades locais francesas, a Câmara de Évora não foi capaz de estar à altura da exigência das negociações, pelo que não podem os eborenses deixar de imputar responsabilidades políticas ao executivo camarário.

Resta a Évora a esperança de que o projecto das anunciadas duas fábricas da Embraer se concretize efectivamente. De especial importância para uma região onde o desemprego qualificado floresce a um ritmo bem maior que os projectos de criação de emprego, os eborenses têm agora legitimidade para só acreditar quando estas abrirem as portas, não podendo continuar a acreditar em vendedores de sonhos, repetidamente anunciados em campanha eleitoral mas nunca concretizados.

O PSD e os seus eleitos, no Município de Évora e na Assembleia da República, numa atitude de oposição responsável, continuarão, como o têm feito, a procurar intervir e colaborar de forma empenhada para apoiar o desenvolvimento do concelho de Évora e da região.

Porém, mas não podem deixar de alertar os eborenses para a perda de oportunidade de constituição do cluster aeronáutico em Évora: ao contrário da GECI, a Embraer não se propõe construir aviões em Évora, mas tão só alguns dos componentes (asas e caudas) posteriormente montados no Brasil.

Passados oito anos de fantasiosas promessas, desejaríamos que o Presidente da Câmara de Évora tivesse aprendido com este caso que não pode continuar a prometer, apenas para ganhar eleições, aquilo sobre o que não dispõe do domínio suficiente garantir a concretização. Infelizmente, pelo seu silêncio em todo este caso, nenhuma evidência dispomos de que o seu comportamento possa vir a mudar.

Pela nossa parte, porque temos para Évora um projecto real, continuaremos a tentar atenuar os sucessivos impactos negativos de quem promete o que sonha, mesmo quando não sonha concretizar o que promete.

Évora, Setembro de 2008

2008-09-05

A EXCELÊNCIA TEIMA EM NÃO POUSAR EM ÉVORA

Está confirmado e parece difícil dar a volta, infelizmente, como muitos receavam, aconteceu o pior.

Já vão duas passagens de aviões por Évora, sem aterragem que não seja nos outdoors da campanha eleitoral do PS.

O que resta de credibilidade ao executivo municipal do PS? Não voa por certo, antes cai mais um pouco a cada dia.

Na mesma linha do comunicado no site da Geci, a nota de imprensa do Gabinete do Ministro de Estado Francês relata que:

Jean-Louis BORLOO et Hubert FALCO - soutiennent l’implantation d’un nouvel avionneur civil (groupe GECI International) avec la création de plus de 300 emplois en Lorraine

Jean-Louis BORLOO, ministre d’État, ministre de l’Écologie, de l’Énergie, du Dévlopepemnt durable et de l’Aménagement du Territoire, a reçu aujourd’hui Jean-Pierre MASSERET, sénateur de la Moselle et président du Conseil régional de Lorraine, Gérard LONGUET, sénateur de la Meuse, ainsi que les représentants du groupe GECI International, société d’ingénierie spécialisée dans le domaine des transports.

Le Ministre d’État et Hubert FALCO, secrétaire d’État chargé de l’Aménagement du Territoire, se sont félicités de la décision prise par le conseil d’administration de GECI International de s’implanter à Chambley-Bussières (54) en Lorraine.

Ce projet aboutira à la création en France d’un nouvel avionneur civil positionné sur les marchés du fret, de l’humanitaire et du transport courte distance. Il conduira à la création d’une unité de conception et de production de turbopropulseurs légers dont la mise en place sera achevée fin 2011. Le projet industriel sera couplé à un important programme de recherche et développement.

Ce projet représente un engagement financier d’environ 100 M€.

Le Ministre d’Etat soutenant ce projet, a déclaré : «l’implantation de ce projet à 30 km de Metz permettra la création de 310 emplois directs et 700 emplois indirects en Lorraine, dans une région fortement touchée par les restructurations de défense. Elle viendra en outre consolider un tissu industriel solide et performant».

Il salue également à cette occasion l’engagement et l’implication des élus locaux et nationaux lorrains, notamment Nadine MORANO, secrétaire d’Etat chargée de la Famille, et Laurent HENART, député de Meurthe et Moselle, qui se félicitent d’une telle réalisation.

Jean-Louis BORLOO et Hubert FALCO ont confié à la Délégation Interministérielle à l’Aménagement et à la Compétitivité du Territoire (DIACT) la responsabilité de la coordination de tous les acteurs publics appelés à accompagner le projet. Elle est chargée d’animer un groupe-projet, composé de la Direction Générale de l’Aviation Civile (DGAC), d’OSEO-Innovation, des collectivités locales concernées, de la préfecture de région Lorraine et de la préfecture de Meurthe-et-Moselle avec la société GECI International, qui devrait, dans un premier temps, installer ses premiers salariés dès novembre prochain.

No site da EspacialNews, podemos ler:

A GECI International anunciou ontem, ao final da tarde, em comunicado à bolsa de Paris, o lançamento oficial na Região da Lorena do programa Skylander, após uma reunião entre o presidente da GECI, Serge Bitboul, e Jean-Louis Borloo, ministro de Estado, da Ecologia, da Energia, do Desenvolvimento Sustentável e do Ordenamento do Território.

“Perante a oportunidade proposta pelo Estado [francês] e pela Região da Lorena de instalar esta nova indústria aeronáutica em Chambley-Bussières e a vontade de respeitar o nosso calendário de projecto, procedemos à relocalização do programa.

A GECI Internacional conta apoiar-se numa rede de parceiros industriais e espera integrar franceses, portugueses e outros europeus”, afirma Serge Bitboul.“Estamos orgulhosos do apoio oferecido pelo Estado e pela Região da Lorena para o lançamento do programa Skylander.

Com a tomada de participação na Reims Aviation Industries, a GECI Internacional reforça a sua lógica industrial e afirma vontade de se tornar o novo actor no mercado do turbo propulsor ligeiro”, conclui o presidente da GECI.

Jean-Louis Borloo e o secretário de estado responsável pelo Ordenamento do Território, Hubert Falco, já felicitaram a decisão tomada pelo conselho de administração da GECI International.

Para o ministro de Estado, "este projecto permitirá consolidar um tecido industrial sólido e com grande desempenho, entre outros aspectos". França ganha “guerra económica”, com inteligência.

O voo do Skylander para França é um claro sinal da falta de inteligência competitiva de uma burocracia de estado, sem inteligência e, portanto, sem estratégia e sem capacidade de decisão para o desenvolvimento económico e que não só não sabe o que quer fazer como não deixa fazer.

As "dúvidas" portuguesas (de facto, manifestações de ignorância pura e dura) sobre a importância e qualidade do projecto não as teve Nicolas Sarkozy. A Espacialnews sabe que o governo francês contactou a GECI no início de Agosto e em três semanas resolveu o assunto que em Portugal as autoridades não conseguiram tratar em mais de quatro anos, perdendo assim esta “guerra económica”.

A "guerra económica" é isto: a região da Lorena e o Estado Francês conseguiram 'sacar' a Portugal e a Évora um excelente projecto económico... Não por falta de boa vontade do investidor francês que tem adiado sucessivamente o projecto face aos atrasos portugueses, fiel à decisão de concretizá-lo em Évora.

Assim fica provado, mais uma vez, aquilo que a Espacialnews tem defendido, desde há anos: não é possível qualquer "choque tecnológico" sem estruturas de inteligência competitiva e sem a existência de "fundos" especificamente alocados à inovação e geridos por profissionais competentes... Sem isso, o "choque tecnológico" é uma miragem.

Ao que a Espacialnews pôde apurar, esta decisão da GECI deve-se ao facto de o desenvolvimento do projecto em Évora, nos prazos definidos, se ter tornado impossível face aos entraves e outras questões absurdas colocadas pela burocracia portuguesa, encarregue de dar seguimento ao projecto, já há muito classificado como Projecto de Interesse Nacional.

Face a estas dificuldades (que eram do conhecimento do gabinete de Sarkozy em todo o seu detalhe...), a GECI Internacional não teve outra opção... O conselho de administração da GECI, face à proposta escrita e calendarizada do governo francês (com um prazo de resolução de três semanas, até ao fim de Agosto!), decidiu aproveitar a oferta do governo Sarkozy e transferir o projecto para a Região da Lorena, até para não pôr em causa as mais de 600 intenções de compra do Skylander já registadas.Quanto ao modo como o mercado recebeu esta decisão, bastará ver a evolução em bolsa, hoje, das acções da GECI e a evolução nos últimos dois dias da sua participada Reims Aviation.Como epílogo desta triste história, registe-se que a burocracia de estado, com Basílio Horta à cabeça, tem aqui um excelente episódio para descobrir o que é isso da "guerra económica global" e como essa "globalização" exige inteligência competitiva e impõe tempos de decisão muito curtos...

Agradeçam, se fazem favor, esta lição de Sarkozy...."Uma notável oportunidade para o tecido industrial da Lorena".

O presidente do Conselho Regional da Lorena, Jean-Pierre Masseret, salientou ontem que o Skylander “constitui para a nossa região uma notável oportunidade para estimular o seu tecido industrial, nomeadamente no domínio da construção aeronáutica”.

A Região da Lorena ajudará à instalação, em Chambley, das actividades do gabinete de estudos e actividades industriais do projecto e mobilizará o tecido industrial e financeiro regional.Um grupo-projecto, dirigido pela Direcção do Ordenamento do Território (DIACT), a Região Lorena e a sociedade GECI International, foi já constituído e os primeiros trabalhadores vão chegar a Chambley antes do fim do ano, a partir de Novembro.

Sobre a GECI International - Há mais de 25 anos que o grupo exerce as suas actividades de consultadoria e desenvolvimento de engenharia de alta tecnologia, com uma presença privilegiada no universo dos transportes e da aeronáutica.

Aliando conhecimento, excelência e inovação, o grupo, constituído por 700 trabalhadores e presente em mais de 10 países, participa em todo o mundo nos maiores programas aeronáuticos. Parceiro privilegiado dos maiores construtores, a GECI International capitaliza a sua experiência e know-how técnico para oferecer ao mercado conceitos e produtos próprios inovadores.

A GECI Internacional possui a certificação de “Empresa Inovadora” pelo OSEO/ANVAR.

2008-08-31

PREFERÊNCIAS NÃO SE DISCUTEM? BEM PELO CONTRÁRIO ...

Depois de mais um verão ao abandono de actividades culturais de animação urbana, qual cidade fantasma diariamente percorrida pelos turistas, Évora vê-se agora palco de uma iniciativa inédita, amplamente mediatizada, com impacto na imagem do concelho.
Mesmo os moderados que não sejam particularmente adeptos da causa nem fundamentalistas à sua objecção total, reconhecerão que fica por demonstrar tratar-se de um evento que contribua propriamente para a promoção da imagem de uma Évora de cultura junto dos turistas que a vistam e dos potenciais mercados de penetração do turismo cultural, numa altura de retracção da procura.

Ficará por demonstrar igualmente o benefício do evento para a necessidade de captação de investimento directo estrangeiro na instalação de fábricas aeronáuticas prometido diariamente pelo PS (especialmente durante as campanhas eleitorais).

Ficará por demonstrar o contributo do evento para a diminuição do custo da habitação prometida pelo PS para ancorar a fixação de quadros jovens que encontram hoje dificuldades acrescidas na compra de casa, pela especulação imobiliária que o PS não travou e antes ampliou.

Ficará por demonstrar o contributo do evento para a melhoria da qualidade de vida na cidade (fundamental para atrair população jovem, qualificada, que suporte aos investimentos previstos, que contrarie a continuada perda de população sentida) em matéria cultural onde a erosão prevalece com a extinção dos mais elementares serviços como o cinema, as inexistentes condições de prática desportiva, a degradação dos espaços públicos de lazer nos bairros, o definhamento do comércio, ...

Não havendo benefícios palpáveis para Évora, não se percebe o envolvimento de estruturas do PS no mesmo, com a já mediatizada vinda do líder da JS, concentrado no evento, em vez de outras preocupações que os eborenses prefeririam ver abordadas pelo ilustre visitante e pelo PS local.

As preferências de muitos eborenses e dos 551 desempregados que perderam o seu emprego entre o passado Julho e Dezembro de 2001, seriam pela explicação do aumento de 41% do desemprego em Évora, crescimento que é mais do dobro da descida verificada no Alentejo.

As preferências de muitos eborenses e dos 521 desempregados que, em Julho, contabilizam mais de um ano na procura de emprego, seriam pela explicação do porquê de serem hoje mais 50% que em Dezembro de 2001, quando no Alentejo são menos 39%.

As preferências de muitos eborenses e dos 321 desempregados qualificados em Julho, seriam pela explicação das razões pelas quais, apesar de habilitados com qualificação de nível superior, terem visto o seu número aumentar em 81% desde Dezembro de 2001, altura em que o PS ganhou a Câmara de Évora.

Preferências não se discutem? Bem pelo contrário.

2008-08-30

A GESTÃO DO ESTADO PARA BENEFÍCIO DO PS

O PS continua fiel à sua tradição de governar para os amigos fazerem negócios à conta do Estado, neste caso através do "outsourcing" dos serviços desmantelados.

Actualizando, basta acrescentar a recente ideia-negócio dos "chip" nas matrículas dos veículos automóvel e imaginar quantos milhões de € pouco justificados em necessidade de funcionalidade social a não ser pela invocação da vanguarda tecnológica a cujo "podium" europeu Portugal supostamente acede, mais importante para este partido socialista ainda hoje arvorado com preocupações sociais, do que a falta de preparação dos jovens que saem das escolas e das universidades onde a qualidade do ensino se degrada a cada dia que passa, onde a saúde é cada vez mais inacessível à classe média que por sua vez é cada vez mais diminuta, ... por aí fora, até chegarmos a indicadores de comparação com a América Latina, longe de receber por dia os milhões de € que nos caem em cima da UE.

As admissões para a Administração Pública parece que continuam a ocorrer com a arbitrariedade conhecida ao PS, as nomeações de chefias, o mesmo, os prometidos concursos para os lugares de dirigentes, nem vê-los na maior parte dos serviços, desde o falhado ensaio do Jorge Coelho, já lá vai muito e, por vários anos se mantêm sem sustentação legal e de forma continuada como definitiva, em regime de substituição, as chefias nomeadas pela confiança da total sumissão aos canones do comissariado político à frente da AP.

Diminuição do défice?

Certamente que sim, mas pela moderação salarial e pela dispensa de funcionários que vão para casa e, deixando de produzir mas continuando a receber o vencimento, contribuem certamente para que, por via de uma pseudo-reforma e uma falsa mobilidade funcional, os prémios de boa-gestão das chefias da Administração Pùblica e das empresas públicas possam progredir a bom ritmo, apesar da crise que, nem por sombras pode ser em parte alguma atribuída ao Governo Socialista.

Mais facilmente será a oposição por ela responsável que o Governo.

NOVO ANO LECTIVO, OS MESMOS PROBLEMAS ...

Os números variam de ano para ano, mas apenas para pior.

O número de cursos via ensino autorizados nas Universidades e Politécnicos em funcionamento, bem como o número de vagas que abrem anualmente, também pouco parece variar.

A que tipo de planeamento assistimos?

Quem responsabilizar: Governo ou estabelecimentos de ensino?

2008-08-26

AUTÁRQUICAS À PORTA

A posição de partida do PSD, no distrito de Évora, para as eleições autárquicas de 2009 não é em nada confortável, pois o partido continua sem dispor de conquistas de executivos municipais que possam servir de bandeira, por um lado e sustentar um crescimento político entre os actos eleitorais, pela via do exercício do poder local, por outro.

O Presidente da Distrital de Évora, António Dieb referiu recentemente a necessidade de um virar de página na realidade político partidária do distrito de Évora, nomeadamente no que se refere ao PSD.

Neste sentido, a conquista de municípios no distrito de Évora, realidade que escapou por reduzido número de votos nas últimas eleições autárquicas, não pode deixar de constituir um foco de forte concentração das atenções e dos esforços internos do PSD nas autárquicas de 2009.

Mas o caminho faz-se devagar quando se parte com uma desvantagem enorme num contexto historicamente adverso. Por isso, o desempenho dos eleitos locais em listas do PSD ao longo deste mandato contitui uma mais valia que merece ser ampliada e valorizada para continuar o processo de crescimento de implantação política do PSD no distrito.

O crescimento do número de vereadores eleitos nos executivos municipais, o reforço da presença de membros eleitos às assembleias municipais e de presenças nas assembleias de freguesia, figuram entre as metas do PSD de Évora nas próximas eleições autárquicas.

2008-08-23

O EMBUSTE DO EMPREGO DO GOVERNO

No Sol:

A PT Contact, empresa à qual José Sócrates se associou esta semana no anúncio de 1200 novos postos de trabalho, já foi alvo de vários processos por suspeitas de violação da Lei do Trabalho. O Ministério do Trabalho, de Vieira da Silva, reconhece situações de precariedade nos call centers da PT.

Os processos levantados pela Autoridade das Condições de Trabalho (ACT) chegaram a tribunal, mas a PT não perdeu nenhum deles.

Os casos mais graves prendem-se com a contratação de trabalhadores no Porto. O vínculo laboral destes trabalhadores é com empresas de trabalho temporário e nunca com a PT Contact, que gere a atribuição de recursos humanos aos call centers da PT.

Ao fim de alguns meses, as pessoas passam para outra empresa de trabalho temporário, continuando a trabalhar no call center, e assim sucessivamente.

Dessa forma, conseguem estar vários anos a trabalhar no call center, mas sem nunca pertencer ao quadro da PT.

2008-08-17

O EMBUSTE TECNOLÓGICO DO GOVERNO

Ao que parece, aquilo a que o Governo chama Plano Tecnológico, não mereceria destaque nem na América Latina.

Diz o Correio da Manhã que:

O primeiro computador português, afinal não é português, é apenas montado em Portugal. A JP Sá Couto, empresa responsável pela montagem do portátil ‘Magalhães’, apresentado pelo primeiro-ministro, José Sócrates, como o primeiro computador nacional, admitiu ontem que o portátil é baseado na segunda versão do ‘Classmate’ da Intel.

Aliás, o modelo não é exclusivo para Portugal. Também é vendido em países como o Brasil, Itália, Índia e até Indonésia. O que muda? Apenas os nomes dos portáteis.

Demagogia pura e dura ao mesmo tempo que cresce a desigualdade social em Portugal como nunca aconteceu em qualquer governo "dito de direita". Apesar dos milhões de € que o país recebe há 20 anos da UE.

Como confiar neste governo?

Alguma coisa que envolva o símbolo do PS português merece confiança? Baseada em quê? Em resultados desastrosos, em demagogia permanente, em arrogância inigualada?

Merece referência quem já antes tinha desmascarado a palhaçada que enexplicavelmente os portugueses aguentam, toleram e, mais perigoso ainda, parecem aplaudir.

Publicidade enganosa - Zero de Conduta

2008-08-08

PELA ELEVAÇÃO DO NÍVEL - DESTAQUE DE UMA BOA INICIATIVA DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

A iniciativa do Ministério da Educação de atribuir prémios aos melhores alunos do ensino secundário merece um louvor público, pelo facto de representar um estímulo e afirmar uma atitude contrária (e no bom caminho) ao descalabro que tem vindo a constituir o elogio da mediocridade protagonizado pelos governos socialistas mais recentes, cada vez mais premiadores das até agora não publicitadas oportunidades de contorno do esforço para a obtenção de um qualquer titulo, ainda de possa este ser desprovido das competências que a ele deveriam estar associadas.

A elevação da exigência, nomeadamente no ensino secundário, poderá constituir um estímulo, que cada vez mais merece prémio no deserto do laxismo reinante, contributivo para estimular os jovens a procurarem destacar-se daquilo que é o padrão reinante do ensino português: o facilitismo, o desprezo do trabalho e do esforço, o nivelamente por baixo e, mais tarde na vida profissional, a inveja e a procura de "fechar portas" aos que se destacam, como se de uma "anormalidade sofressem".

O sempre atento O Jumento não deixou passar em vão a discussão sobre as ruas da amargura em que o mérito cada vez está mais afogado, e de dar um coice certeiro na cretinice dos supostos "normais" críticos da medida, vá-se lá saber porquê? Quem tem confiança em si e adquiriu espírito competitivo para dar sempre o melhor que pode, não tem medo de se por à prova.

Ainda alguém ousa perguntar se deve "O mérito deve ser premiado?"

Será uma graçola? Ou será mais uma infeliz banalidade e já não parece envergonhar os mediocres que alguém num país supostamente desenvolvido e moderno faça perguntas que desvalorizem o mérito em benefício sabe-se lá do quê? Eis uma razão constributiva em algum grau para que vários estudos sociológicos em Portugal continuem a destacar crescentemente o factor "cunha" entre os principais mecanismos mobilizados na procura de emprego ... e não só.

Poderemos chamar a isto um país a sério? Sim, porque esta é a nossa matriz cultural, estruturada ao longo de muitos séculos, claramente identificada na década de 1970 e que não muda facilmente, antes se mantendo bastante pujante em presença nas várias áreas e domínios da sociedade portuguesa, desde a política à economia, consubstanciada nos correntes dítames populares do "quem vier atrás que feche a porta" ou no "quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ...", ou ainda "não importa saber, mas ter o número de telefone de quem sabe", ou ainda o cada um "desenrrasca-se como pode".

Do ponto de vista da ética e do respeito pela competição clara e regrada, aprendi, nos meus tempos de escola primária em Vila Viçosa, onde alegadamente concebido cresci desde tenros meses e estudei até ao final do secundário, o valor do esforço individual, sem passar por cima de ninguém e mobilizando apenas os recursos próprios, em benefício da conquista de um lugar cimeiro.

Esses valores, adquiridos no ensino básico primário, fundamentais, no estímulo da mobilização dos recursos em benefício da conquista pelo mérito, nunca mais se esquecem e guiam-nos ao longo da vida por caminhos de ambição que os covardes e os incompetentes, incapazes de nos enfrentarem com os seus (exíguos) recursos de raciocínio, não compreendem e que tentam contronar pela malícia, pela traição, pela intriga, pela inveja, pelo boato, por todos os meios que lhes compensem nivelar pelo seu baixo nível a elevação a que nunca chegariam por meios próprios.

Os meios políticos e partidários de nível intermédio, são um dos maiores focos destes sintomas, em consequência e como reflexo de uma matriz cultural que o sistema educativo reproduz, em consequência da hipócrita igualdade de acesso e sucesso de todos, cujo resultado, na vida prática, está longe de corresponder a tal fantasia, antes mobilizando as cunhas resultantes do capital social (incluindo as teias de relações com forte componente política) para compensar a ausência de esforço e de empenho pela meritocracia, que a aparência quotidiana ilude. Mas as empresas privadas e Administração Pública, bem como outras organizações, funcionam sob igual influência.

Voltando à minha escola primária de Vila Viçosa, que frequentava no 3º ano quando o 25 de Abril de 1974 ocorreu, recordo que o já malogrado e boa pessoa Prof. Martins dispunha a sala em 3 filas classificadas da esquerda para a direita como "campeões", "pimpões" e designação que por ser menosprezadora não refiro.

O professor não distribuía os alunos pelos lugares, antes este deveriam escolhê-los, mas, com regras. Cada aluno da turma tinha a sua posição, conquistada pelo seu esforço e reconhecida pelo mérito alcançado, sem batotas, sem cunhas, nem as vigarices que todos os os dias encontramos hoje por parte dos incompetentes e dos mandraços. Cada posição era válida apenas por uma semana.

A disputa conducente à repartição dos lugares da sala estava reservada às manhãs de sábado, dedicadas aos "combates" em que qualquer aluno poderia desafiar um outro colega, posicionado em lugar privilegiado face a ele, com vista a que, sob a égide do professor árbitro, devesse responder a perguntas relativas à matéria aprendida durante a semana transacta, a qual, se estudada e respondida adequadamente, resultava na manutenção do lugar do desafiado, ou, em caso contrário (e demonstrando o desfiador que a dominava), tinha como desfecho a troca de posições.

Lutar pelos lugares cimeiros e, especialmente, conservá-los perante os ataques dos ambiciosos conquistadores, obrigava a uma preparação constante de todos aqueles que se empenhavam por se preparar para fazer brilhar as suas competências e sentirem a recompensa do seu esforço.

O mérito era o único valor incontestado na sala, sempre presente mas nunca pronunciado porque disso não havia necessidade. A batota, a intriga e a cunha não existiam, apenas a transparência assegurada pelo professor árbitro que aplicava as regras que todos conheciam e que eram obrigados a respeitar.

Algumas pessoas a quem já contei esta passagem da minha formação escolar e pessoal procuram identificar as supostas brechas educativas na formação humana sujacente a um modelo educativo de uma esquerda hipocritamente igualitária, denunciando que os menos capacitados intelectualmente ou reiteradamente fracassados na sua procura por um lugar cimeiro, restam vulneráveis ao abandono escolar.

Aceito o argumento pela parte que possa ter de influência no resultado final, mas nunca deixei de vincar que nivelar por baixo ou pela medianidade riscando a palavra mérito e esforço em detrimento do facilitismo, não conduz a resultados mais satisfatórios, antes pelo contrário, faz baixar o nível geral que, no seu conjunto, perde capacidade de competição em contextos mais amplos. Porter tinha razão quando afirmava que só a competição interna nos torna mais fortes para disputarmos mercados com outros, em contextos mais amplos, a níveis mais complexos e exigentes.

Mas, a ausência de competição regrada (e de estímulo, seja ele monetário, de prestígio, ou outro), conduz ainda à procura, pelas via mais sinuosas, de formas de ultrapassagem dos que seguem o precurso transparente e regrado, o que, constituindo o germe da mediocridade, procura na cunha o que por mérito próprio desprezamos, a maior parte das vezes sem nunca termos sequer tentado. Tal representará certamente um total desperdicio de recursos pelo abandono da capacidade de mobilização de nós próprios e das nossas competências em prol de uma meta que sempre deveremos ter e periodicamente renovar e/ou substituir.

Nos vários domínios da nossa vida adulta, a competição não só é inevitável como é crescente e, sem regras na maior parte dos casos. Ora, quem não aprendeu os valores da justiça e da equidade, do respeito pela norma, da transparência da acção, na sua infância e juventude, não olhará a meios para atingir os fins em várias fases da sua vida. A política é, em Portugal, o mais fértil campo resultante do fracasso de um sistema educativo que não ensina a todos desde o início, o valor do mérito conquistado por iniciativa própria.

Mais ainda, é que a outra modalidade educativa de que vinha falando, formal, na escola primária de então, levou-me a enfrentar, pela via formal, transparente e frontal, os meus objectivos, as minhas metas e os que estão no caminho para os conseguir, que devo ultrapassar em vez de desviar do caminho.

Sem nunca fazer batota nem passar por cima de alguém, sem recurso à cunha mas sempre procurando apenas o mérito resultante do reconhecimento (objectivo e transparente) das capacidades, competências e desempenho alcançado, não podemos deixar de sentir orgulho e satisfação pelo facto de, quando tais circunstâncias garantidas, conseguir disputar as posições cimeiras dos momentos e contextos que nos envolvem. Dificuldade tenho sim com a batota e ausência de regras e escrúpulos da parte de outros para quem a honestidade nada representa.

Arrogância, chamam os incompetentes e medíocres a esta postura. Porquê? Por ser ousada e desconhecida para eles? Por sentirem medo e falta de coragem de enfrentarem quem devem, no momento certo, com medo de perderem com transparência? Não há que ter medo do insucesso temporário, apenas há que melhor as competências e a performance para conseguir os objectivos que nos propomos, pela via do esforço, empenho e ... o mérito será reconhecido, mesmo que não o consigamos uma ou outra vez, por acidente ou por distracção perante a trafulhice dos outros.

Nas Universidades onde estudei, com a mesma dedicação e esforço que aprendi na escola primária, com transparência e apenas dedicação, esforço e empenho, procurei sempre e consegui os lugares cimeiros, alguns deles recompensados monetariamente como o Prémio do benemérito ebonere Eugénio de Almeida atribuido pela Fundação com o mesmo nome aos alunos destacados em algumas áreas da Universidade de Évora.

Dele me orgulho por figurar no meu curricuclum vitae e recomendo a todos os alunos, em qualquer grau de ensino, desde logo em primeiro lugar aos meus filhos. Não fui comprara nenhuma consola de jogos com esse dinheiro, mas se um aluno do secundário de hoje o fizer, não deve ser condenado, porque mereceu fazer com esse prémio aquilo que considere mais adequado. Sem prémio, fará o mesmo com o dinheiro dos pais e, em muitos casos, sem o merecer, por ausência de esforço.

Continuo a acreditar que apenas o esforço próprio compensa ... e nos distingue, mais que não seja dos que não tentaram e que nunca saberão quanto valem por eles próprios.

Mas também começo a acalentar algum pessimismo, quando sinto crescer à volta dos honestos, a condenação pelos seus valores, como se desajustados estivessem já e os tivessem tornado em anormais seres num mundo cada vez mais selvagem e com mais ameaças quanto ao futuro.

Cabe também ao sistema educativo reduzir uma parte dos efeitos de tais ameaças.

2008-08-02

ÉVORA CAPITAL ... DA MÁ GESTÃO SOCIALISTA

AI, AI, AI, AINDA AGORA FOI COLADO E LÁ SE VAI MAIS UM OUTDOOR

PSD APOIA CLUSTER AERONÁUTICO EM ÉVORA

O Partido Social Democrata congratula-se com a expectativa de instalação em Évora de duas fábricas de componentes para aviões, surgidas a par de outra, de capital francês, e que, no devido tempo, mereceu igualmente o nosso apoio.

A localização do cluster aeronáutico português em Évora tem merecido do PSD, desde a primeira hora, o mais profundo apoio institucional, apesar das expectativas criadas em torno destes investimentos continuarem, ainda hoje, por efectivamente se concretizar.

As centenas de postos de trabalho directos e indirectos que poderão ser criados pelo investimento da brasileira EMBRAER, anunciado pela empresa como concretizável num período de seis anos, constituem-se de especial importância para uma região onde o desemprego floresce a um ritmo bem maior que os projectos de criação de emprego.

Por outro lado, não podemos esquecer que um outro projecto, liderado pela Sky Aircraft Industries, uma filial portuguesa da GECI Internacional, apesar dos sucessivos e pouco explicados adiamentos, mantém a intenção de investimento em Évora para a produção da aeronave ligeira Skylander, que poderá criar um número superior de postos de trabalho.

A concretizarem-se estas expectativas, que envolvem a criação de algumas centenas novos postos de trabalho qualificados, o PSD vê com particular preocupação que o Governo não tenha ainda promovido o lançamento das acções de formação profissional que permitam dotar a região de mão-de-obra suficiente e qualificada para estes novos desafios.

Com riscos industriais acrescidos, não menos importante é conhecer-se a calendarização da obra do novo hospital central do Alentejo, bem como da rede viária prevista no Plano Rodoviário Nacional para garantir as acessibilidades do concelho.

À Universidade de Évora, inquestionável centro de saber e investigação, caberá um importante e determinante papel na formação das novas gerações para este exigente e competitivo mercado de trabalho, aguardando-se com natural expectativa pelo anúncio dos novos cursos na área da engenharia aeronáutica.

A criação de um cluster aeronáutico não é feita por decreto nem por anúncios à distância e não será possível envolver na sua dinâmica o concelho e a região se for mantido o secretismo no seu planeamento e apenas por alguns, poucos, o conhecimento das exactas contrapartidas locais e nacionais que serão dadas a estes investimentos de indústrias estrangeiras.

O PSD e os seus eleitos, no Município de Évora e na Assembleia da República, numa atitude de oposição responsável, continuarão, como o têm feito, a procurar intervir e colaborar de forma empenhada para apoiar o desenvolvimento do concelho de Évora e da região, esperando que lhes seja facultada a informação relevante sobre o andamento dos projectos que permitam concretizar aquele desígnio.

Évora, 28 de Julho de 2008

TGV - SIM OU NÃO NESTE MOMENTO?

Ao contrário de muita da intoxicação mediática em torno do tema "obras públicas" que temos vindo a observar nos últimos tempos, a que não serão indiferentes os interesse de empresas de contrução de grandes obras públicas agora presididas por ex-ministros do ramo e ainda homens fortes do PS, convém distinguir desde logo 2 tipos de investimentos públicos que estão em causa: os fundamentais e os acessórios.

Nunca o PSD pôs em causa a importância da construção do novo aeroporto de Lisboa, mas sim a sua localização, logo com Marques Mendes, que conseguiu a inegável proeza de ter feito o Governo recuar numa localização que não tinha fundamentos maiores do que a que agora parece acordada.

Quanto ao TGV, a coisa afigura-se bem diferente.

A análise custos-benefícios do TGV, especialmente no que concerne ao troço Lisboa-Porto (para poupar meia hora de viagem), não está suficientemente consolidada, para além de que cada vez mais se avolumam as duvidas sobre a determinação espanhola em construir a rede Madrid-Lisboa neste momento.

Interessante é verificar como a linha Madrid-Barcelona só agora começou a funcionar, muitos anos depois da linha Madrid-Sevilha (a 4ª maior cidade espanhola), daí devendo ser tirados alguns ensinamentos para os planeadores da rede de alta velocidade portuguesa.

Sobre o carácter reprodutivo do investimento em grandes obras públicas, não podem os portugueses coinfiar em alguém que, como Mário Lino, não tem o mínimo de credibilidade nesta matéria que há muito se mantém no governo apenas para enriquecimento do anedotório nacional.

Mas também se poderia recordar a tradição dos Governos socialistas em fugir para a frente em vez de resolverem os problemas estruturais do país. De fogachos de rosa murcha, estão os portugueses fartos e a pagarem bem caro hoje.

Basta recordar a construção dos 10 estadios do Euro 2004, quando 6 chegavam, e sobravam. José Sócrates era ministro do governo Guterres e nunca se lhe ouviu uma palavra contra.

Porquê confiar agora?

Circula pela Web um mail com o seguinte teor, sobre esta matéria, intitulado: A QUEM VAI SERVIR O TGV ... ?

  1. AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
  2. ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E ...CLARO,
  3. AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...

OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS - ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.

Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoioaos passageiros.

A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder devista, demorou cerca de cinco horas.

Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos,emblemáticos pelos superavites orçamentais,seriam mesmo uns tontos.

Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantesrecursos resultantes da substantiva criação de riqueza.

A resposta está na excelência das suas escolas, na qualidade do seu Ensino Superior, nos seus museus e escolas de arte, nas creches e jardins-de-infância em cada esquina, nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.

Percebe-se bem porque não construíram estádios de futebol desnecessários, não constroem aeroportos em cima de pântanos, nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.

O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.

É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos quefornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha(com pequenas extensões a países vizinhos).

É por razões de sensatez que não o encontramos na Noruega, na Suécia, na Holanda e em muitos outros países ricos.

Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.

Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.

Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:

  • 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
  • mais 1.000 (mil) creches(a 1 milhão de euros cada uma);
  • mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos(a 1milhão de euros cada um).
  • E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de eurospara aplicar em muitas outras carênciascomo, por exemplo,na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.

Cabe à Oposição contrapor.

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