2008-07-12

O ESTADO DA NAÇÃO EXIGE SOLUÇÕES DIFERENTES

O PS ganhou as eleições legislativas prometendo melhorar a qualidade de vida dos portugueses, mas os preços não pararam de subir desde então, o endividamento das famílias continua a crescer para fazer face à crise e para além dos cortes nas férias, os portugueses vêem-se obrigados a cortar cada vez mais nos bens essenciais.

Os salários reais caem continuamente, a classe media está em vias de extinção, os níveis de pobreza aumentam exponencialmente e pressionam as instituições de solidariedade social a quem o Governo apoia cada vez menos financeiramente.

A despesa do Estado e o défice público diminuem sacrificando a componente social, cortando o investimento público nas regiões do interior, aumentando a receita através de uma carga fiscal quase insustentável para particulares e empresas. As PME’s são diariamente desprezadas pelo Governo, afogadas nos pagamentos ao fisco e à segurança, nas garantias bancárias que o Estado não liberta e nos pagamentos de aquisições de serviços que o mesmo Estado não paga atempadamente.

O desemprego continua em escalada ascendente e sem dar sinais de abrandamento, a justiça sem mudanças substanciais e a educação, agora facilitadora na avaliação dos alunos, empurra para cima os níveis de escolaridade sem garantir as correspondentes competências profissionais, sacrificando o futuro da produtividade do trabalho e da economia. No ensino superior não há frutos da anunciada reforma reorganizadora e as Universidades do interior continuam ameaçadas pela ruptura financeira.

Na linha do anterior governo socialista, também o actual não aproveitou o período de expansão económica para executar as reformas necessárias à diminuição das ameaças da actual crise económica internacional, apesar da demagogia constante de anúncio do contrário pelo ministro das finanças.

Até mesmo a principal reforma que o Governo considera ter feito (a do Estado), resultou num verdadeiro descalabro com o encerramento de serviços que não transitaram as suas competências para outros, bloqueando o funcionamento que deveria ter resultado em melhorias (veja-se o exemplo da ex-DGV e das multas de trânsito). O encerramento de escolas, centros de saúde, postos da GNR e outros serviços públicos no interior do país apenas serviu para criar instabilidade e prejuízo nos funcionários públicos que tão maltratados têm sido.

Como se tudo isto fosse virtual e fruto da imaginação dos portugueses, o Governo, indiferente aos estragos provocados pela sua acção, empreende a fuga em frente, insistindo na realização de grandes obras públicas insuficientemente sustentadas no efeito multiplicador e de duvidosa oportunidade no actual contexto económico.

Não admira que a confiança dos portugueses esteja em queda, antevendo a dificuldade da sua recuperação com as soluções actuais que já mostraram não resultar.

Resta ao país que o PSD saiba capitalizar o descontentamento e o descrédito no actual Governo, em torno de um programa de governação mais responsável e ajustado às necessidades actuais e futuras do país.

2008-07-10

O FACILITISMO É GERMINADOR DA MEDIOCRIDADE

Com a aproximação às eleições, o Governo socialista sente-se pressionado a aliviar dos “maus-tratos” que tem infligido aos portugueses e a mostrar resultados de pseudo-reformas que inicialmente anunciou para justificar a dureza da governação.

Assim se compreende a ânsia de mostrar resultados da noite para o dia em áreas em que tal menos será possível (a educação), a não ser com batota. Vai daí, o Ministério da Educação nem ensaiou o esquema, pondo-o imediatamente em prática, ordenando que se baixasse o nível de exigência dos exames nacionais de Matemática do secundário para conseguir boas estatísticas para apresentar a Bruxelas e aos portugueses, enquanto supostos resultados das reformas do Governo nesta área.

A Sociedade Portuguesa de Matemática denunciou desde logo as facilidades concedidas, por se estar a passar para o extremo oposto em relação a anos anteriores, desvalorizando o esforço dos alunos e professores ao longo do ano, antes premiando o laxismo. Os resultados parecem confirmar uma boa parte das denúncias.

A taxa de reprovação a matemática A do 12º ano baixou para 7%, contra 18% em 2007 e 29% em 2006, ao passo que as médias subiram consideravelmente. Na matemática B, a média das classificações subiu igualmente mais de 50% relativamente a 2007, enquanto a taxa de reprovação também caiu para 7% contra 24% e 30%, respectivamente em 2007 e 2006.

Depois da legitimação da rebaldaria generalizada na assistência às aulas, com evidentes consequências na aprendizagem, não poderia deixar agora o Governo de estender o facilitismo e o laxismo à avaliação, cada vez menos rigorosa, alimentando uma decepcionante progressão do nosso sistema educativo face aos objectivos da Estratégia de Lisboa, porque apesar de se traduzir em resultados estatísticos imediatos, transfere para o futuro os efeitos negativos em matéria de literacia, de responsabilidade, de esforço e empenho na aprendizagem ao longo da vida.

Em algum momento das suas vidas, os alunos vão-se confrontar com a exigência e o rigor que só se conseguem com esforço e trabalho, valores que este governo riscou da sua acção, antes os trocando pelo facilitismo eleitoralista e ilusório para os próprios alunos que dele são vítimas e sofrerão na pele já amanhã, na Universidade a que terão um acesso facilitado. Bastará confrontar as estatísticas de abandono e reprovação no ensino superior, nomeadamente nos cursos alicerçados na matemática para comprovar que este tipo de batota não beneficia os alunos, no seu percurso académico.

O PS sacrifica assim a cultura de exigência e de mérito que deveria começar a ensinar-se na escola pública, por modelos onde o rigor é substancialmente reduzido, quando devia sim ser aumentado.

O resultado não será difícil de prever, pois os alunos formados num ambiente que é cada vez mais laxista e facilitista, revelarão menor preparação para enfrentar com sucesso as necessidades do mundo profissional cada vez mais exigente, pelo facto de não terem desenvolvido hábitos de assiduidade, de rigor, de exigência.

Trata-se de uma mensagem com consequências desastrosas para o futuro do país e das suas instituições, pois tende a germinar sentimentos de inveja para com os que conseguem com o seu esforço, trabalho e dedicação, cumprindo as regras e sem batota, vencer na vida e ter sucesso no que fazem.

A inveja, ao contrário da admiração, em vez de gerar níveis acrescidos de esforço próprio, traduz-se na procura do nivelamento por baixo, do encerramento de portas aos que andam a um ritmo mais rápido do que aquele a que estamos decididos a imprimir à nossa vida, recorrendo a todos os jogos sujos que seja possível, para passar à frente daqueles que não conseguiríamos ultrapassar pela via formal e transparente.

Num país em queda permanente dos níveis de produtividade, esta mensagem que se dá às futuras gerações de que a bandalhice não é inimiga do sucesso, traduz-se crescentemente nas atitudes perante a escola, no desempenho profissional, nos partidos políticos, no exercício do poder em várias organizações sociais, angariando, infelizmente, cada vez mais adeptos.

2008-07-04

FEIRA DE S. JOÃO PODIA MELHORAR, APESAR DE TUDO

São sobejamente conhecidas as condições pouco adequadas em que a Feira de S. João decorre actualmente em Évora, apesar das repetidas promessas da sua requalificação, naquele ou noutro local, ainda não concretizadas até agora e que tenderão cada vez mais para uma miragem.

Neste contexto, resta reflectir sobre como pode a feira funcionar melhor e proporcionar momentos de maior satisfação aos eborenses, nas circunstâncias actuais, havendo desde logo a destacar, pela positiva, na realização deste ano, um melhor arranjo do espaço e organização das actividades. Do ponto de vista global, a feira estava este ano mais agradável no conjunto, relativamente a edições anteriores, do meu ponto de vista.

A organização conseguida para o espaço da Horta das Laranjeiras contribuiu igualmente de forma positiva para uma melhoria das condições de acolhimento aos visitantes que ali podiam desfrutar das tradicionais tasquinhas, apesar dos discutíveis critérios de distribuição dos espaços pelas entidades candidatas.

Em contrapartida, a definição dos horários da feira e dos seus espaços, como a Horta das Laranjeiras, funcionam em sentido contrário, retirando aos eborenses a possibilidade de uma fruição mais solta de um dos poucos períodos de animação nocturna da cidade que ocorrem durante todo o ano, além do mais com tradição, mas cada vez mais afrontada. Se é aceitável o argumento de que a limitação de horários da feira se prende com a sua localização no seio de um perímetro urbano residencial ao qual causa perturbações, já mais discutível será a aplicação de semelhante rigidez a espaços de lazer como o do Jardim das Laranjeiras.

Não será leviano considerar que o funcionamento daquele espaço até mais tarde perturbasse sem significado maior os moradores da envolvente, tratando-se apenas de barulho humano sem acréscimos musicais. Maior perturbação ao Centro Histórico causou sim o seu encerramento compulsivo diário à hora determinada, por um cordão policial acompanhado de ameaçadores cães como se da dispersão de uma manifestação anti-regime da América Latina se tratasse, despejando nas ruas da cidade milhares de pessoas a contra gosto.

Os danos resultantes deste despejo maciço sobre o mobiliário urbano, os automóveis, montras e edifícios do Centro Histórico, apenas contribuem para aumentar o deprimente carácter de um espectáculo que não dignifica a cidade nem contribui para a melhoria da sua qualidade de vida, antes pelo contrário.

Repensar este modelo em próximas edições contribuirá certamente para um melhor funcionamento e intensidade de fruição da feira enquanto tradicional instituição do espaço de lazer eborense.

2008-07-01

COMO PODE O ESTADO FUNCIONAR MELHOR?

Numa altura de desenvolvimento do processo de avaliações de desempenho ao abrigo de um SIADAP nunca suficientemente afinado e mais que mal implementado por um Governo com uma desmedida ânsia de esmagar os funcionários subalternos usando certas chefias intermédias nomeadas sem concurso mas antes pela propensão para a obediência cega em alguns casos (sublinhe-se que não é uma crítica generalizada), é natural que a arrogância venha ao de cima em alguns destes casos, nestas alturas, de forma de evitar discussões do que deveria ser discutido e acerto do que deveria ser acertado em benefício de um melhor funcionamento da A.P. e dos seus utentes, que pagam alguns vencimentos nem sempre merecidos e certas mordomias nem sempre justificadas.
Sobre esta matéria, dois blogs merecem ser referidos:
  • O Papa-Açordas, vizinho algarvio, numa fábula sobre o elefante e a cobra;
  • O Jumento, num post sobre gerir dirigentes;

Nenhum deles tocou ainda assim em questões mais profundas como:

  • Por um lado, as tendências de continuada quebra da produtividade da AP e do peso desta na economia, quando se esperava o contrário, que o Estado funcionasse melhor e que por isso tivesse um efeito multiplicador e ampliado na economia do país;

  • Por outro lado, a diminuição da incidência de formação profissional interna da AP sobre os seus funcionários, em sentido contrário ao que seria de esperar (uma maior aposta na formação profissional para aquisição, melhoria e reforço de competências, necessárias à melhoria do desempenho profissional dos funcionários do Estado), já para não falar nas contradições com o Código do Trabalho nesta matéria;

NOVAS OPORTUNIDADES OU OPORTUNIDADES ÚNICAS?

O Jumento já o havia detectado, antes mesmo da comunicação social, num post intitulado "Temos Doutor". Referia que:

Acontece de tudo a esta administração fiscal, depois de termos tido um director-geral dos Impostos a fazer o doutoramento agora temos um secretário de Estado, o primeiro ficou famoso por ter ilibado os carros do Estado de multas de estacionamento, o segundo por se ter esquecido que estava no cargo para cobrar acabando por ter uma entrada de leão em defesa dos incumpridores que estavam a ser molestados pelos funcionários do fisco.

Imagino que para o dr. Lobo o dia tenha mais de 24 horas, conseguindo acumular as exigentes funções de governante e defensor dos contribuintes descuidados com as de doutorando. Não vou questionar se isto é ético, cada um sabe de si e Deus sabe de todos.

Só que para que o fisco tenha tido sucesso nos últimos anos foram muito os funcionários que se esforçaram ao máximo, chegando a trabalhar para além do horário, enquanto isso o secretário de Estado parece dedicar-se ao estudo. Enquanto isso, o secretário de Estado que teve uma entrada de leão ao criticar os abusos dos funcionários, teve tempo para governar e concluir o doutoramento.

Da mesma forma que não vou estranhar que no júri façam parte dois colegas de (Eduardo Paz Ferreira e Luís Morais) que são sócios da mesma sociedade de advogados (Paz Ferreira e Associados) do candidato a doutor, para não referir outros jusirsconsultos fiscais da praça cujo nível de rendimentos depende da disposição com que está o governante no momento de emitir despacho sobre os seus doutos pareceres.

Enfim, o secretário de Estado não tem culpa do facto de o mundo do direito fiscal não passar de um aquário onde todos os peixinhos se conhecem. Não acreditamos que seja possível governar bem e preparar um doutoramento ao mesmo tempo, dentro em breve saberemos o que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais andou a fazer estes meses. Como o seu desempenho no fisco tem sido um zero, esperemos que conclua o doutoramento com distinção

Quando um Ministro de Guterres termina a licenciatura, Secretários de Estado de governos desse ex-ministro fazem doutoramentos em exercício e por aí fora, resta saber se se trata efectivamente da extensão das novas oportunidades ou de oportunidade única que foi aproveitada, em benefício próprio, à custa dos nossos impostos.

A dúvida é mais que legítimia, porque as situações são despudoradamente escandalosas.

O PARTIDO SOCIALISTA PREJUDICA A IMAGEM DE ÉVORA

Os desenvolvimentos do caso do suposto “Príncipe da Transilvânia” vieram por a nu a cegueira do PS no seu apego ao poder autárquico em Évora, deitando mão a tudo o que lhe possa servir de bandeira eleitoral, mesmo que vindo de paragens incertas e principados virtuais, para anunciar miraculosos investimentos e empregos a criar das trevas para o dia.

A mediatização do caso, nos órgãos de comunicação nacionais, acarreta um inevitável efeito de debilitação da imagem de Évora enquanto potencial destino de investimentos nacionais e estrangeiros que possam ter colocado o concelho entre as suas opções.

Enquanto os eleitos municipais do PSD reforçam, pela sua acção, a imagem de Évora, o Presidente da Câmara, eleito pelo PS, encarrega-se de deitar pelo cano a imagem da cidade e do concelho perante potenciais investidores nacionais e estrangeiros. Para os que se têm deixado confundir por artistas da propaganda é hoje clara a verdade de que há em Évora uma distinção profunda entre estas duas forças políticas.

Que credibilidade atribuirão as instituições financeiras a futuras intenções de investimento apadrinhadas por uma Câmara Municipal que é ludibriada pelo mais amador vendedor de banha da cobra a quem é oferecido de mão beijada terreno no Parque Industrial e acolhimento de Estado?

Que credibilidade atribuirão os eleitores eborenses ao Presidente da Câmara de Évora quando este voltar a anunciar, pela enésima vez, que será no próximo mês o início da construção de uma fábrica de aviões que criará milhares de postos de trabalho, repetidamente prometida há 5 anos?

Que credibilidade pode ter o Presidente de uma Câmara Municipal que se revela incapaz de separar o trigo do joio em matéria de intenções de investimento, sacrificando a imagem de um concelho à sua ânsia de aproveitamento eleitoral de promessas que muda em todas as campanhas eleitorais sem concretizar nenhuma?

A derrocada eleitoral do PS em Évora não podia ser mais certa nem mais necessária, a bem da salvação do futuro do concelho.

Évora, Junho de 2008 - A Comissão Política Concelhia de Évora do PSD

Repare-se na forte presença do assunto na comunicação social.
Na SIC:
No jornal Correio da Manhã:
No jornal Público, um artigo com o título PJ prendeu "Príncipe da Transilvânia" belga que se preparava para cometer burla de 20 milhões, na edição de 28.06.2008, por José Bento Amaro.
No Jornal de Notícias, uma peça intitulada Burlão preso pela PJ queria ajudar Sampaio - Duo queria instalar uma fábrica de aviões para conseguir financiamentos, de Carlos Varela.

2008-06-28

O FACILITISMO NÃO FACILITA O LONGO CAMINHO A PERCORRER

O DN mostrava recentemente perspectivas perante a educação bastante diferentes e, com melhores resultados obtidos:

Imigrantes dizem que o seu ensino é exigente e com muitos TPC

Uma folha de papel a circular pelas carteiras é algo que nos habituámos a ver nas escolas portuguesas. Não é o hábito das crianças oriundas de países da Europa do Leste. A folha deixa de circular no preciso momento em que o professor inicia a aula. É uma questão de atitude, de cultura, de educação, da importância que se atribui ao ensino?

É seguramente diferente e para melhor, dizem os professores portugueses. Os alunos também não se queixam dos nossos educadores, mas pedem uma maior exigência na sala de aula. Um pedido que passa a reivindicação junto dos pais desses mesmos alunos.

Matemática do 3.º ano, mas com o programa de uma escola que fica numa ponta da Europa, no Leste da Europa. Crianças dos oito aos dez anos seguem a matéria em ucraniano como se estivessem no país de origem. É sábado e este é o sexto dia de aulas de alunos que frequentam durante a semana a escola portuguesa. E, assim, prosseguem os estudos nos dois sistemas de ensino. É uma conquista da comunidade ucraniana em Portugal e que está bem expressa no nome da escola Milagre do Mundo. Interrompemos a aula, fazemos perguntas, os alunos atropelam-se para responder. Deixamos duas folhas de papel para escreverem o nome, a dade, há quantos anos aqui estão e o que querem ser quando crescerem. Meia hora depois, as folhas continuam intactas. Faz sentido, quando começamos a perceber estas comunidades. Na aula, é impensável fazer outra coisa que não seja ouvir a professora. "Ainda não escrevi o meu nome, a professora começou logo a aula", sussurra Daryd Yarova, ucraniana, nove anos, há oito em Portugal.

Um papel a circular pela sala é algo que nos habituámos a ver nas salas de aula e em todos os graus de ensino portugueses. Os imigrantes dizem-nos que não é assim nas escolas da Europa do Leste. "A aula é para aprender. A professora não precisa de levantar a voz. Na escola portuguesa, a professora tem que ralhar para os alunos fazerem as coisas", diz em tom de crítica Bohdan Fedoryshyn, nove anos, há quatro em Portugal. Quer ser futebolistas e engenheiro.

É uma questão de atitude, de cultura, da importância que se atribui à educação. Bem diferentes do comportamento dos nossos alunos. "São realmente diferentes, muito trabalhadores e disciplinados. E sentem vergonha quando têm maus resultados, até porque vão logo para a via profissional. E são os próprios a dizer que os alunos portugueses têm uma atitude de desrespeito para com os professores", explica Isabel Policarpo, professora de Português na Escola 2, 3 de Delfim Santos, em Lisboa. As crianças do Leste estão entre os seus melhores alunos.

Meninos como a Daryd, o Bohdan, a Júlia, o Solomiyo, a Maria, o Mykhoylo, o Aleksandr, a Anastasya, a Marina, a Tetyana e o Dimytro, e que conhecem o sistema de ensino português e ucraniano. Sentem que o ensino "lá [Ucrânia]" é mais difícil, sobretudo nos primeiros níveis. "Lá", não têm mais horas de aulas, mas têm mais trabalhos para casa. Tantos que o tempo de estudo em casa chega a ser superior ao da escola. E tanto elogiam os professores nacionais como os portugueses, com uma ressalva para estes últimos: "Deviam ser mais exigentes!" Já os professores portugueses não lhes poupam elogios. "O facilitismo mete-lhes confusão, não gostam. Enquanto que para nós é um pouco ao contrário, o nosso ensino está cada vez mais nivelado por baixo", diz Renato Costa, formado em Biologia e professor de Saúde e Socorrismo na Escola Secundária Anselmo de Andrade, em Almada.

Ana Parra dá aulas na Escola Secundária da Amora a alunos que não têm o português como língua materna. Elogia os ucranianos, os moldavos e os russos, que diz terem "capacidades de trabalho invejáveis". E que até as ilustrações dos livros escolares lhes fazem confusão por serem um factor de distracção. É esta capacidade de trabalho que os faz ultrapassar as dificuldade para com a aprendizagem da língua portuguesa.

"Já é português" Uma forma de estar que não encontra eco entre os portugueses. Pelo menos, na maioria. A tal ponto que os imigrantes do Leste quando vêem os filhos a resvalar para o desleixo, logo afirmam: "Já é português!" É a conclusão do estudo "Entre o Rural e o Urbano: Estratégias de Integração de Famílias de Imigrantes da Europa do Leste", das sociólogas Alexandra Castro, Ana S. Marques, Joana Afonso e Maria José L. Antunes. E sublinham: "No caso de muitos imigrantes, e isto é absolutamente novo no contexto da imigração em Portugal como insuficiente face às expectativas que nela se depositam."

Irina Deuysyuk, 14 anos, Nastia Isasenko, 14, e e Ulyana Varyvoda, 15, dizem o mesmo mas por outras palavras: "Quando viemos, as notas eram baixas por causa da língua. Depois, levantaram e, agora baixaram. Já aprendemos com os vícios dos portugueses. Quem fica mais tempo apanha os vícios e, se regressar à Ucrânia, vai sentir muita diferença." Os vícios que dizem ter aprendido são "estudar pouco ou nada; ir à escola sobretudo para encontrar os colegas; falar na aula". Expansivas e com ar de estarem sempre prontas para a brincadeira, têm dificuldades em dizer se gostariam de regressar definitivamente ao seu país. Andam no 8.º e 9.º ano na escola portuguesa e no 9.º na escola ucraniana. Os cursos que pretendem seguir dividem-se entre o jornalismo, marketing ou publicidade e designer ou estilista.

A escola " Milagre do Mundo" funciona na Escola 2,3 Pedro Santarém, em Lisboa e segue o programa curricular da Escola Universal de Kiev. Tem uma turma por cada um dos 11 anos exigidos para completar o ensino secundário na Ucrânia (vai passar para 12). É a escola ucraniana em Portugal que tem mais alunos, 130. Vêm de várias concelhos da Grande Lisboa. Todos os sábados, entre as 9.00 e as 17.00.

"Não queremos que a nossa descendência esqueça a língua materna. Estão integrados na escola portuguesa, mas é importante que aprendam a sua cultura", explica Vitaliy Miaailiz, presidente da Associação de Ucranianos de Portugal. A associação é responsável pela maioria das 14 escolas ucranianas no País e que têm o apoio da Embaixada da Ucrânia: três em Lisboa e uma em cada destas cidades: Aveiro, Braga, Gondomar, Paredes, Águeda, Leiria, Faro, Portimão, e, em breve, nas Caldas da Rainha.

Igor Korinnyv, o director da escola, já deixou de se indignar com "a falta de exigência" das escolas portuguesas. "Os alunos, tanto os portugueses como os nossos, andam muito livres. Aqui, os professores não os apertam tanto para melhorar a situação", diz, exemplificando: "Na Ucrânia, se um aluno se atrasa, a administração escolar chama de imediato os pais. Se provoca algum desacato, chamam logo os pais, se não querem estudar, chamam os pais. E os alunos têm medo!"

Medo e vergonha. Medo das represálias em casa. Vergonha, por não cumprirem as metas, estudar e passar de ano. "Mesmo para se trabalhar numa loja é preciso um diploma. Sem diploma, ninguém fala consigo", diz Igor. É professor de Educação Física e chegou a Portugal há sete anos. Trabalhou como serralheiro na construção civil, ofício para o qual tirou um diploma na Ucrânia. "É para estudar, é para estudar"

"Estranho. Estranho o comportamento dos meus colegas. Pensam que é tudo brincadeira, mas não. Quando é para se divertir, é para se divertir. Quando é para estudar, é para estudar", atira a Georgina Trincu, 11 anos, romena, há três anos em Portugal e a frequentar o 4.º ano na escola portuguesa e na romena. Está na Escola Romena da Associação Fratia (fraternidade) que funciona aos sábados na Escola Secundária de Bocage, em Setúbal. Tem 60 alunos entre os 5 e os 15 anos, da Roménia, Moldávia e Ucrânia.

"Na Roménia, uma colega minha olhou para o relógio e só por isso a professora mandou-a para a rua e disse-lhe: 'Se já estás farta da aula, vais embora!", conta. E continua: "Temos mais regras na Roménia, até na ginástica." Em Portugal só fazem as coisas "quando o professor ralha".

Daniela Madesco, a amiga, expressa o que a surpreende: "Há rapazes e raparigas da minha sala que chumbaram e os pais dizem que não querem saber, que repetem o ano. Na Roménia não é assim... Há um moldavo que era bom aluno, mas foi atrás dos outros que não estudam e, agora, só tem negativas." A Daniela tem dez anos, veio para Portugal há menos de um e frequenta o 4.º ano, tanto na escola portuguesa como romena. Conta outro episódio. "A professora faltou na sexta-feira, mas nós fomos à mesma. Um colega meu faltou. Quando vinha para casa vi que me tinha esquecido das chaves na sala dos professores e voltei à escola. E vi aquele rapaz que tinha faltado com a mochila e só pensei: disse aos pais que veio para a escola e não apareceu!'"

Com a resposta sempre na ponta da língua, a Daniela fala num português irrepreensível e com pronúncia setubalense. "Não sabia falar português no início e sentia-me inferiorizada. Agora, já falo muito bem. Fui a uma visita e estudo e uma professora só percebeu que eu não era portuguesa quando chamou pelo nome." É que antes de vir para Portugal, os pais comparam um dicionário de romeno/português. "Com as palavras como se escrevem e como se lêem."

Quando Bogdan Litkovets chegou a Portugal tinha 5 anos. Na Ucrânia, onde nasceu, nessa idade os meninos já sabem ler. E ele sabia, ucraniano. Por isso a mãe, que era professora de música lá, ensinou-lhe a ler português em casa antes de ele entrar na 1.ª classe num colégio em São Pedro do Estoril, onde a família morava.

"Foi fácil", conta Alla Litkovetz, que se desdobra entre vários trabalhos como mulher a dias, dá aulas de piano e ainda ensina na escola ucraniana de Cascais. Mas teve mau resultado: a professora do filho mandou chamar Alla à escola e passou-lhe um raspanete. Bogdan era o único a saber ler e isso perturbava os colegas. "Uma história surreal".

Foi por histórias como esta, e porque consideravam o ensino português muito brando, apesar do (excelente) percurso escolar de Bogdan, que Alla e o ex-marido resolveram mandar o filho para viver com a avó em Lutsk, cidade ucraniana perto da fronteira com a Polónia e ali fazer o 6.º ano. A mãe acha que valeu a pena a opção. "Queria que ele soubesse o que é a escola , a disciplina, fazer trabalho sério." Isto apesar das fortes pressões dos professores ucranianos que, depois de saberem que a família era emigrante, queria que lhes "pagassem" notas melhores para Bogdan.

E Bogdan, gostou? O miúdo, agora com 12 anos e de volta a Benfica, em Lisboa, onde moram, diz sempre que "sim", de forma evasiva. Mas a sua opinião real sobre as diferenças do ensino, lá e cá, está numa carta que escreveu à mãe e que ela ainda guarda. Estou sempre a comparar a Ucrânia com Portugal. Em Portugal não há farda como aqui. A farda é bonita, mas eu gosto mais de vestir livremente. Aqui as pizzas são mais pequenas e bebe-se chá, não há coca-cola e há mais variedades de massas e de iogurtes. Em Portugal tinha uma hora para comer, aqui são 10 minutos. E tenho de comer, fazer limpeza na classe, abrir as janelas, limpar os papéis do chão, trazer giz novo. Gosto mais da escola em Portugal porque é mais fácil. Aqui, em meio ano gastei dois cadernos, em Portugal era meio por ano. Temos de nos levantar cada vez que o professor nos faz uma pergunta. E eles dão-me notas piores do que em Portugal. Eu não percebo. E aí as crianças ajudam-se umas às outras, aqui são avarentos e não ajudam. Agora eu também sou assim.

Os gémeos Rostyslav e Kostyantyn Romaschuk têm 17 anos e são naturais da Ucrânia. Chegaram ao País com 11 anos, acabando por fixar residência em Sines. A mãe é enfermeira (levou dois anos para concluir o processo de equivalências) e o pai é mecânico. São alunos do 1.º ano de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas, em Lisboa, curso onde entraram com uma média obtida no país de origem, 18,9 valores. Também estudaram em Portugal, mas não conseguiam melhor classificação do que 16 (média). Os gémeos sempre estudaram nos dois sistemas de ensino: o português e o ucraniano. "O 7.º ano foi difícil na escola portuguesa, mas as notas melhoraram quando começámos a saber a língua", conta o Rostyslav.

No final de cada ano lectivo, faziam os exames na Ucrânia, até que decidiram frequentar lá o último ano do secundário, onde este nível de ensino tem apenas 11 anos (vai passar a 12), razão pela qual os Romaschuk têm menos idade que a generalidade dos colegas da faculdade. Depois, só tiveram que pedir a equivalência das habilitações. "O ucraniano é a nossa língua materna e era mais fácil estudar na Ucrânia", explicam. Provocação: Não haverá também uma diferença de atitude nas escolas ucranianas, que faz com que os alunos obtenham melhores classificações?

"Não acho que exista uma diferença de atitude. O problema é a vontade de estudar", resume Rostyslav. Quase a concluir o 1.º ano de Medicina (estão em exames), limita-se a dizer que "os estudos estão a correr mais ou menos". É que persiste a dificuldade linguística. "Não conseguimos perceber bem as terminologias. Estudamos a matéria, mas é difícil. Para os nossos colegas portugueses é mais fácil!"

ÉVORA CAPITAL NACIONAL DO RIDÍCULO E DO DESCRÉDITO?

Destacado pelo Jumento com esperança de que não inspire mais anedotas sobre os alentejanos:

O "PRÍNCIPE DA TRANSILVÂNIA" NÃO ENGANOU O "MAIS ÉVORA"

Normalmente cai quem é parvo ou quem quer:

«Muito foi aqui publicado sobre este príncipe e os vultuosos investimentos anunciados para a nossa cidade. Recordamos dois posts: «Príncipe da mentira e da ilusão», com informação chegada do Brasil, e «Da terra do Drácula para o Alentejo», artigo de Luís Maneta, no 24Horas, onde se dá conta da notável conferência de imprensa, realizada no aeródromo municipal com a presença do adjunto do presidente da Câmara, Monarca Pinheiro e Sua Alteza Real O Príncipe da Transilvânia.»

Aos investigadores que agora procuram clarificar todo o percurso do personagem, convinha espreitarem o site onde alegadamente se lamenta o Pobre mais Rico do Mundo, através de várias acusações a personalidades dos meios político, económico e financeiro de Évora e de outras paragens.

ISTO NÃO É UMA REFORMA, MAS UMA CRETINICE

O REGRESSO DO PSD À SUA MATRIZ

«O país, já se sabe, não anda bem. Como se diz na gíria, “estamos a divergir da Europa”. Sócrates foi obrigado a uma política de contenção intensa, para controlar “o monstro”. Conseguiu-se que as contas batessem certo, mas a economia real degradou-se, cresceu o desemprego, as coisas pioraram para quase todos. E, quando parecia que havia luz ao fundo do túnel, a economia internacional pregou-nos uma partida. O preço do petróleo disparou para a estratosfera, bem como os preços dos bens alimentares. A inflação já espreita, e portanto o BCE, grande guardião da estabilidade dos preços, já avisou: as taxas de juro podem subir.

Há apenas seis meses atrás, Menezes era líder do PSD e ninguém apostava nele. Sócrates estava à vontade, com o ‘deficit’ controlado e até uma pequena folga para baixar, simbolicamente, o IVA. Seis meses depois, a política deu uma pirueta. Ninguém acredita já em maiorias absolutas, temese o pior cenário, e há quem fale já abertamente de soluções de salvação nacional, como o Bloco Central (PS aliado a PSD), ou uma frente de esquerda (PS aliado ao BE, sem Sócrates). Os ventos mudaram. O ciclone que varre o mundo ocidental, e que leva o petróleo a uma carestia absurda, começa a provocar estragos, que só têm tendência a agravar-se no próximo ano.

Perante este horizonte, Manuela Ferreira Leite anuncia um PSD com “preocupações sociais”, fala nos “novos pobres”, e rejeita as “grandes obras”. O PSD dela vai não só recuperar a “credibilidade” que o partido perdeu com a fuga de Barroso, a balbúrdia de Santana e a tontaria de Menezes, como vai também recuperar a sua matriz tradicional, “social-democrata”.

Social-democrata? Na verdade, devíamos dizer “democrata-cristão”, pois é disso que se trata. Tirando uma breve época de agitação e confusão, após o 25 de Abril, o PSD sempre foi mais democrata-cristão do que social-democrata. É certo que nunca o pôde dizer pois essa era a marca do antigo CDS, mas as suas políticas, de Sá Carneiro a Cavaco, sempre foram mais democratas-cristãs do que sociais-democratas. Num país que tinha vindo de uma ditadura de direita e de uma revolução de esquerda, era oportuno não o assumir, o que revelou a esperteza do PSD. Mas hoje, 34 anos depois da revolução dos cravos, devíamos alinhar as ideologias com a Europa e não fugir delas.

Manuela Ferreira Leite propõe uma conquista do poder pela via da democracia-cristã tradicional europeia. Quer ajudar os pobres, quer o Estado atento ao flagelo social, aos que sofrem. E quer fazê-lo dentro de uma disciplina fiscal apertada. É a receita da democracia-cristã europeia, a ideia de um Estado Providência que intervém e não deixa ficar ninguém para trás.

Com este discurso, Manuela Ferreira Leite abandona o liberalismo que alguns defendiam no PSD, e abandona também o populismo atrevido da linha Santana Lopes. Não quer revoluções nem tontarias. Ao ouvi-la, temos a dúvida sobre se o PSD está ou não a virar à esquerda, mas é apenas uma dúvida momentânea. Nada disso. O PSD está é a recuperar o discurso de um centro-direita mais social, mais caridoso, mais solidário. Um discurso que no centro-direita há muito foi abandonado. O CDS-PP abandonou-o com a linha Monteiro/Portas, e o PSD abandonou-o com Cavaco, Barroso e Lopes.

É certo que os anos 90 foram uma época diferente, mais expansiva, mais ambiciosa, mais capitalista. Contudo, passada a farra e a bonança económica, o centro-direita regressa agora, com Ferreira Leite, a um discurso mais contido, mais solidário, mais preocupado. Longe vão os tempos da libertação, da privatização, da reforma do Estado. Agora, com as sombras que para aí vão no mundo, Ferreira Leite percebeu que o Estado vai ter de voltar a ser porto de abrigo, mão amiga, pilar da terra. Ao estilo autoritário de Sócrates, ela responde com a solidariedade de uma avó que já viveu muito e se preocupa com todos. Pode ser que resulte. ____ Domingos Amaral, Director da revista “GQ”»

O 14º CONGRESSO ALENTEJO XXI

O Congresso do Alentejo tem vindo a perder importância regional e nacional, de forma continuada ao longo do tempo, por desgaste da mensagem e falta de oportunidade da mesma.

Os tempos áureos da contestação autárquica comunista esmagadora no Alentejo, contra uma governação nacional de direita supostamente omissa ou mesmo prejudicial ao desenvolvimento do Alentejo, conferiam-lhe o estatuto de fórum do bastião.

As coisas mudaram com a governação Guterres, despejando milhões dos fundos comunitários no Alentejo com objectivos de conquista autárquica e desvalorizando totalmente, através do exercício político hipocritamente dialogante corporizado por uma administração pública regional partidarizada, a contestação organizada.

As repetidas edições do Congresso do Alentejo contribuem para analisar os problemas da região e apontar soluções, mas não para resolver os problemas do Alentejo, por falta de capacidade reivindicativa, assente numa limitação da participação a um nível autárquico, cuja visão local não é de todo compatível nem integrável nos modelos de desenvolvimento concebidos para o país.

A maré contra a qual o Congresso do Alentejo rema, promove a concentração populacional no litoral, a desertificação e o desprezo total do Alentejo, abandonado à iniciativa privada estrangeira, fomentando um ordenamento territorial virado para a exploração passiva dos recursos turísticos, mas sem audácia nem liderança regional (basta ver a confrangedora fragilidade institucional da actual CCDRA) fertilizadora de políticas ajustadas à sua especificidade.

Os objectivos do PS de conquista autárquica ao que resta da CDU, quer através da instrumentalização das políticas públicas, quer através o aliciamento de autarcas e quadros regionais, aliados a uma arrogância nunca vista em intensidade e em extensão hierárquica, apenas contribuirão para a continuidade do seu definhamento e mesmo uma apropriação do evento por domínio socialista dificilmente inverterá a tendência instalada, antes se limitará a alterar o papel, de contestatário a aclamatório da governação nacional.

2008-06-17

PARTIDO SOCIALISTA VOLTA A DESILUDIR ÉVORA

A CPS de Évora do PSD congratula-se que a autarquia de Évora tenha sido distinguida por boas práticas na mobilidade para todos, para o que contribuiu certamente o facto de o PSD ter proposto repetidamente no presente mandato, o reforço das verbas do orçamento municipal destinadas pelo PS à mobilidade.
Ainda assim, um ano depois de inaugurada, continua a Arena de Évora a evidenciar lacunas na acessibilidade daqueles que, tendo dificuldade de mobilidade, pretendam assistir aos espectáculos que ali se realizam, o mesmo acontecendo no Palácio de D. Manuel.

A CPS de Évora do PSD lamenta que o Primeiro-Ministro se tenha deslocado a Évora 2 vezes em pouco tempo apenas com objectivos eleitoralistas, sem dar resposta às dificuldades que o concelho e o distrito de Évora atravessam, nem resolver os assuntos que se vêm arrastando com a Câmara e o Governo do PS, nomeadamente:

  • O impasse do projecto Skylander, há 5 anos usado como bandeira eleitoral do PS, sem o mínimo resultado até agora quanto a novos empregos para jovens qualificados;
  • O garrote financeiro imposto às universidades do interior, entre elas a Universidade de Évora em risco de colapso financeiro, continuando sem ver cumprido o saneamento prometido pelo Governo;
  • A ameaça de ruptura financeira que paira sobre as Associações Humanitárias dos Bombeiros Voluntários de vários concelhos do distrito de Évora, em boa parte criada pelo incumprimento dos compromissos assumidos com os serviços prestados a organismos da Administração Pública central e local, como o INEM, a ARS e o HESE.

Ao invés da resolução de problemas concretos que estão a acarretar estagnação económica e degradação demográfica para Évora, o Governo e a CM do PS, enchem salas de hotel com “show-off” propagandístico e eleitoralista, anunciando mais projectos e investimentos, sem que tenham cumprido algum daqueles com que iludiram os eborenses nos últimos 8 anos.

Évora, Junho de 2008 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

2008-06-06

TEMPO DE UNIÃO, EMPENHO E MOBILIZAÇÃO NO PSD

O PSD perdeu um tempo precioso com as recentes disputas internas. Não tivesse Marques Mendes sido pressionado à demissão e o partido estaria hoje em muito melhores condições enquanto alternativa ao PS.

Há que recuperar tempo, depois de o mesmo se ter encarregado de dar razão a quem, seriamente e com rigor procurou denunciar as erradas opções de fundo do Governo PS desde o seu inicial estado de graça.

Os frutos eleitorais, não poderiam surgir logo, só os gananciosos do poder o esperariam, pois a confiança do eleitorado tenderia a ganhar-se sim a prazos mais dilatados, a partir da revisão do programa do PSD e seu ajustamento às novas realidades da sociedade e economia.

Em consequência da revisão do programa de partido, um novo programa do governo com que o PSD estaria neste momento a validar internamente para apresentação ao eleitorado em 2009, daria hoje razão ao profundo trabalho de participação interna e mobilização externa que vinha sendo levado a cabo de forma paciente e consistente, denunciando sempre que a um prazo mais curto que o PS imaginava, a realidade económica e social do país seriam pior do que a virtualidade em que o governo PS vive desde o início.

Este modelo de trabalho foi seguido aos níveis regional e local, tendo por consequência, no distrito e concelho de Évora, a oposição sistemática à governação nacional e local da CDU e do PS. Poderia ter sido mais profundo e mais difícil este trabalho? Sem dúvida. Falta contabilizar quantas (à excepção das actuais) comissões políticas concelhias e distritais do PSD tiveram o privilégio de, num mandato de 2 anos, receberem orientações de 3 presidentes do partido e assistirem a 2 eleições directas dos mesmos? Já não conto os repetidos congressos. É obra.

Mobilizando autarcas e militantes, as estruturas concelhias e distritais do PSD em Évora procuraram e conseguiram ainda assim reflectir sobre as principais necessidades do territórios e das pessoas, de forma a poderem passar, numa segunda fase do ciclo de preparação para o crescimento autárquico, à discussão com populações e entidades mais amplas, a envolver e mobilizar para as grandes ideias já traçadas. Em breve, embora com atraso justificado, esse trabalho virá à superfície e será partilhado em plataformas já desenhadas.

Após o tempo já irremediavelmente perdido, é chegado o momento de união do PSD para, aos níveis local e regional, se consolidarem as opções trabalhadas até agora e que necessitam ser apresentadas ao eleitorado a breve prazo.

É tempo de empenho de todos os militantes na discussão interna das opções das estruturas regionais e locais do PSD, com vista a que, com elevado grau de exigência, se validem as ideias e propostas mais ajustadas ao eleitorado.

É tempo de participação dos militantes do PSD na construção das soluções e na personificação das mesmas junto do eleitorado, nos vários espaços que exigem mobilização de competências internas e externas no próximo acto eleitoral autárquico, sem afastamentos ou retracções calculistas que os militantes e eleitores tendem a rejeitar.

Não tenho a menor dúvida de que este desígnio será assumido empenhadamente por todos os militantes do PSD, porque outra forma não há para o crescimento autárquico em 2009 que não seja o trabalho de continuação e aprofundamento, não sendo esperadas, por incompreensíveis ou inexplicáveis, outras posturas, nomeadamente afastamentos ou contestações perturbadoras do caminho traçado.

QUAL O FUNDAMENTO?

No Jumento, um bom comentário, que poderia mesmo ser mais duro.

2008-05-29

AS ESCOLHAS NO PSD

À beira da eleição do novo líder do PSD, visitados que foram os militantes de Évora pelos 4 candidatos, já terão certamente feito a sua escolha, após ouvirem as propostas e ideias chave para o futuro do partido, à falta de outros desejados, como Rio ou Marcelo.

Manuela Ferreira Leite parece-me a escolha mais acertada na actual conjuntura, tendo em conta que os próximos tempos serão difíceis para a economia portuguesa e agradecerão a sua experiência governativa em matéria de controlo das finanças públicas, que se ressentirão certamente do abrandamento da colecta fiscal decorrente da diminuição do consumo privado e do arrefecimento da economia.

Pedro Santana Lopes não parece igualmente má escolha, para os que consideram ser necessário combater Sócrates no parlamento com garra e tenacidade e apresentando propostas alternativas à governação no seio parlamentar. Surge como um candidato experiente, empenhado no sucesso eleitoral do PSD e desprendido de compromissos internos com as várias facções e territórios internos.

Pedro Passos não me parece poder ser o melhor líder do PSD nesta conjuntura, em que o excesso de liberalismo económico apenas agravaria a crise social instalada, para além de surgir rodeado de alguns apoiantes que mais não parecem do que mercenários da política ou inqualificáveis personagens como Menezes, a quem quase 70% dos militantes do PSD do distrito de Évora disseram não nas últimas eleições.

Para além da falta de experiência profissional e política, as notícias vindas a público dando conta de uma estratégia concertada entre Menezes, Ângelo Correia e Passos Coelho para o assalto ao poder dentro do partido, não beneficiam as opções deste último, antes pelo contrário, afastarão os votos de muitos militantes que estão na política por princípios e não por interesses pessoais de se servirem do poder.

Patinha Antão não parece contar para as escolhas a fazer mas, nem mesmo assim deixei de estar presente quando ele esteve em Évora, tal como fiz com todos os restantes candidatos, à excepção de Passos Coelho por impossibilidade.

Ainda assim, estiveram na sessão de PPC outros membros dirigentes da secção de Évora do PSD, não registados por alguns retornados comentadores pouco profissionais cuja actividade deveria levá-los a evitar desenvolverem actividade partidária, a bem da isenção e objectividade com que deveriam encarar o seu exercício profissional, mostrando que a ética e a deontologia continuam a não figurar no seu dicionário.

EU NÃO VOU

2008-05-22

AS PRÓXIMAS AUTÁRQUICAS

Fazer oposição na Assembleia Municipal de Évora, com apenas dois eleitos, não será tarefa fácil. Que balanço se pode fazer do mandato em curso?

Na verdade não foi mesmo nada fácil o mandato anterior do PSD na Assembleia Municipal de Évora (AME), com apenas 2 eleitos em 40 membros daquele órgão. Mesmo assim, a atitude de ponderação, de respeito, de dedicação à defesa do interesse das populações, valeu-nos o reconhecimento do eleitorado, que nos brindou com uma subida de 19% nas eleições de 2005 e a eleição de mais um elemento, ao contrário do PS e da CDU cuja votação desceu respectivamente 15% e 22%.

O grupo municipal do PSD é agora constituído por 3 eleitos que continuam a desenvolver um trabalho de grande empenho no acompanhamento da acção da CME, na articulação com as estruturas locais e regionais do PSD e, principalmente com o vereador do PSD e os restantes eleitos à Assembleias de Freguesia.

Sem cair na crítica fácil, ou no “bota-abaixo” gratuito, o grupo municipal do PSD tem procurado ajudar a encontrar soluções para os problemas dos eborenses, sem no entanto abdicar da crítica fundamentada, da discordância assumida e da recusa das propostas que nos parecem não equacionar as melhores soluções, apresentando os nossos argumentos, expondo as nossas ideias e propostas.

Temos acompanhado com atenção redobrada a situação da Universidade de Évora, o projecto industrial Skylander, os investimentos públicos inscritos no PIDDAC, a construção do novo Hospital Regional, a revisão do PDM, a mobilidade dos funcionários dos serviços desconcentrados da Administração Pública, o subsídio ao arrendamento jovem, a situação do comércio tradicional no centro histórico, a constituição de novas empresas municipais, entre outros domínios que afectam a qualidade de vida dos eborenses.

Tendo em conta o trabalho desenvolvido, a que pode ambicionar o PSD no próximo acto eleitoral autárquico em Évora?

O PSD é, aos níveis nacional e local, um partido de poder. Por isso, sempre que se envolve em alguma eleição em Portugal, não o faz apenas com a perspectiva de marcar presença, mas sim de disputar o resultado final e de ganhar. O mesmo se aplica a Évora, onde existe efectivamente a ambição de poder chegar à conquista da Câmara Municipal através da consolidação de uma participação construtiva e determinada.

Isso não nos impede de, democraticamente, aceitar os resultados ditados pela participação popular na consulta eleitoral, procurando responder aos anseios daqueles que nos eleitos do PSD depositaram a sua confiança, defendendo ao longo do mandato as propostas que conquistaram essa confiança, acreditando que, desta forma, a mesma aumentará, por parte das populações, no acto eleitoral seguinte.

Fruto do elevado empenho dos eleitos do PSD nos vários órgãos autárquicos, da fidelidade aos princípios programáticos do PSD, da ponderação e da seriedade na abordagem quotidiana do exercício autárquico, da credibilidade que sentimos ganhar a cada dia perante o eleitorado eborense, alimentamos a esperança de podermos surpreender nas próximas eleições autárquicas.

Na Câmara, o PSD tem reclamado para o vereador António Dieb um papel determinante na construção de soluções. Foi assim em casos como a revisão do PDM e, mais recentemente, no processo que levou à constituição de uma empresa municipal para a cultura e desporto. No entender do presidente da estrutura concelhia, o PSD tem cumprido, na Câmara, os objectivos traçados?

O papel determinante do vereador do PSD na construção de soluções no seio da Câmara de Évora é bem visível no historial recente quanto à eleição para a Região de Turismo de Évora, na gestão do parque habitacional público através da Habévora, no processo de revisão PDM, no que estamos a tentar conseguir na recuperação do Rossio de S. Brás, na concretização do Parque Desportivo e na Recuperação do Salão Central Eborense, no Estudo Estratégico para Évora, na Empresa Municipal para a Cultura e Desporto, entre várias outras questões.

O desempenho do vereador António Dieb neste mandato não me surpreende em nada, mas extravasa em muito as expectativas que dele tinham muitos eborenses menos conhecedores das suas competências técnicas e políticas. O tempo e os resultados do trabalho desenvolvido, de forma regular, coerente e consistente, têm servido para consolidar uma imagem de credibilidade junto do eleitorado e das forças vivas do concelho, que de forma crescente se aproximam do PSD, sentindo que nele podem confiar para procurar encontrar soluções ajustadas às suas necessidades, aos seus problemas e aos seus projectos.

Para isso, muito tem contribuído a atitude construtiva do vereador do PSD, que sem preocupações de aritmética eleitoral, sem procurar o mediatismo e o alarido gratuito, ensaiando o entendimento máximo entre todos os intervenientes, pensando sempre nas populações e colocando o interesse destas acima de interesses pessoais e mesmo partidários, assume a defesa dos compromissos que estabeleceu com os eborenses.

A oferta cultural em Évora tem sido um dos temas mais debatidos ao longo dos últimos anos. Sendo Évora uma cidade com estatuto de «Património da Humanidade», que propostas apresentará o PSD ao eleitorado para a valorização de espaços e da oferta cultural em Évora?

Uma das apostas do último Governo do PSD, subscrita pelo PSD de Évora era a de elevar Évora a Capital Nacional da Cultura, ideia abandonada pelo governo socialista e nunca trabalhada de forma alternativa pela Câmara de Évora, enquanto oportunidade de valorização dos espaços culturais do concelho e da sua oferta cultural.

Valorizar os espaços culturais e a oferta cultural em Évora obriga a garantir a coexistência de uma diversidade de agentes culturais, de uma oferta cultural multifacetada e a complementaridade de meios e espaços.

Torna-se necessário encontrar formas de articulação entre uma parte da oferta dos agentes que deve ser suportada pela Câmara, uma parte da oferta que pode ser apoiada pela sociedade civil e ainda outra que pode ser garantida pelos próprios agentes culturais. Esta será uma das formas de envolver toda a comunidade local na construção de uma oferta cultural típica e fortemente ligada ao potencial de uma cidade património da humanidade, sem cair em situações que condicionem a tipologia da oferta cultural ou a sua diversidade ou ainda a vontade dos agentes e mesmo a procura, que não deixará também de ser determinante da oferta a construir.

A promoção da diversidade da oferta e da complementaridade articulada dos agentes contribuirá para ampliar a valorização de actividades potenciadoras da identidade distintiva do nosso Concelho, colhendo da cultura benefícios sustentadores de processos de desenvolvimento económico ao nível local, através da estruturação de um “cluster” de indústrias culturais.

No ainda recente processo de constituição da empresa municipal para a cultura e desporto, um dos pontos mais polémicos foi a possibilidade de colocar o CENDREV em novas instalações, libertando o Teatro Garcia de Resende. Concorda com esta solução?

Trata-se a nosso ver de uma polémica alimentada com a intenção de dificultar o entendimento político entre as forças partidárias representadas na Câmara de Évora, procurando desviar a atenção pública e o centro da discussão daquilo que estava verdadeiramente em questão.

Prova disso é o facto de o próprio CENDREV ter vindo publicamente a assumir que não se opunha à mudança do espaço físico, impondo apenas que estivessem garantidas as condições adequadas para o seu trabalho, mostrando que toda a discussão foi empolada e polemizada propositadamente com objectivos político-partidários, colocando outros interesses acima da necessidade mais básica de consensualizar soluções que ultrapassem os obstáculos, conduzindo por vezes a bloqueios que apenas prejudicam as populações.

A instalação em Évora de uma fábrica de aviões Skylander tem sofrido sucessivos atrasos. O PSD tem acompanhado a questão, em iniciativas locais mas também em sede parlamentar. Que balanço de um processo que demora a concretizar-se?

Desde a primeira hora que a intenção de investimento foi apresentada, apesar do excessivo aproveitamento eleitoral que foi feito do tema, pelo Partido Socialista, o PSD sempre se colocou ao lado da Câmara Municipal, assumindo publicamente a grande importância deste projecto, enquanto estruturante no desenvolvimento do concelho.

ARRANQUE DA SKYLANDER É FUNDAMENTAL E URGENTE PARA ÉVORA

É URGENTE A CONCRETIZAÇÃO DO INVESTIMENTO AERONÁUTICO EM ÉVORA

SKYLANDER - PROCESSO CADA VEZ MAIS CONFUSO

MANTER VIVAS A ESPERANÇA E A MEMÓRIA

AVIÕES NÃO CHOCAM COM PATRIMÓNIO

Kemet e Skylander

O PSD de Évora tudo fez e continua a fazer para que a fábrica de produção aeronáutica se instale em Évora, incentivando e apoiando a Câmara a pressionar o Governo no apoio empenhado ao projecto, requerendo periodicamente informação ao Governo, levando o assunto á Assembleia da República. Continuamos a pensar que ainda será possível e continuamos a acreditar na sua concretização.

Estamos conscientes que não será a panaceia para todos os males e problemas de desenvolvimento do concelho, mas não deixará de constituir um sinal importante de estímulo às pessoas e aos investidores, numa cidade do interior abandonada pelo governo socialista que repetidamente diminui o investimento público anual inscrito em PIDDAC, onde urge estancar a continuada diminuição de população e promover a revitalização demográfica, bem como inverter a galopante escalada do desemprego que afecta principalmente os jovens recém-licenciados.

Mas a verdade é que a informação institucional por parte da Câmara Municipal tem sido escassa e por vezes pouco clara nos 5 anos já decorridos em que se fala no assunto, o que gera naturalmente alguma apreensão que resulta dos sucessivos adiamentos de arranque do projecto, a que se juntam as notícias da comunicação social regional relativas a eventuais ameaças que pairam sobre o mesmo.

Nada disso facilita a colaboração que o PSD possa emprestar à concretização do projecto, mas continuaremos a tentar ajudar, esperando que não se tenha tratado apenas de mais uma promessa eleitoral do PS como tantas outras feitas desde 2001 e não concretizadas.

O QUE NASCE TORTO, TARDE OU NUCA …

O Governo socialista vive da gestão imagem que inicialmente criou (a coragem reformista), mas, sem consequências práticas.

Com as eleições à vista, tudo o que parecia importante ao início, parou e ficou adiado sem data:

  • Na educação, a qualidade e os resultados do sistema de ensino não colheram benefícios da guerra aberta com os professores, cuja avaliação acabaria por ser abandonada e assim sacrificadas todas as restantes componentes do sistema a avaliar para empreender a reforma. O facilitismo tomou conta da lógica de aplicação dos fundos comunitários destinados à suposta qualificação dos portugueses e vamos gastar o último quadro comunitário de apoio a atribuir diplomas de habilitações sem competências profissionais associadas, o que acarretará consequências desastrosas do ponto de vista da produtividade do factor trabalho e da economia.

  • Na Administração Pública, a suposta reforma partiu de cima com a determinação arbitrária do número de funcionários a abdicar em nome de um controle do défice público, mas sem preocupação com a melhoria do funcionamento e resposta do Estado perante os contribuintes nem pelas pessoas que, apesar de excedentários e fazendo falta noutros serviços, se vêem preteridos face ao recrutamento arbitrário de externos nos serviços regionais e locais serviços de saúde, educação, nas câmaras municipais e por aí fora. O resultado é uma Administração Pública que funciona pior com mais impostos que arrecada e que espanta o investimento estrangeiro, que detesta este tipo de serviço público.

  • O desemprego, é o que se vê, com a deslocalização de empresas multinacionais em todo o país, sem que em contrapartida se vejam frutos de algum apoio à criação de emprego nas actividades desde há muito identificadas como valorizadoras de recursos endógenos que sustentem processos de desenvolvimento equilibrado e harmonioso do país. O equilíbrio financeiro da segurança social é conseguido a prazo, em função dos ciclos eleitorais do partido do governo, as reformas futuras estão comprometidas e os contribuintes do sistema vêem diminuídos diariamente os seus direitos sem contrapartida na redução da carga contributiva.

  • O ordenamento do território é um desastre com um interior rural em franca erosão (diminuição da população, diminuição do investimento público através do PIDDAC, encerramento de escolas, postos da GNR, maternidades e Centros de Saúde) e um incomportável adensamento do litoral urbano onde se esgotam os investimentos públicos na construção de grandes projectos de betão (aeroporto, pontes e outros tantos …).

Portugal está sem rumo, o Governo não tinha antes nem ganhou entretanto qualquer ideia de fundo para o futuro de Portugal e a consequência é o perigo que sempre ocorre quando a navegação se faz à vista: o afundamento por causas múltiplas e imprevistas.