

A elevação do tom de contestação social e profissional a que se assistiu em Portugal nas últimas semanas, no sector da educação, não pode deixar indiferentes as autarquias locais, entre elas a Câmara de Évora, tendo em conta que:
Diminuir o abandono escolar e melhorar as aptidões dos alunos deverá estar no centro das preocupações políticas do Governo, tal como acontece com as autarquias, mas há que ter consciência que nenhuma reforma no sector da educação terá sucesso se não dignificar os actores do sistema de ensino público, cujo apoio e envolvimento são determinantes.
Com vista à preparação adequada e atempada do próximo ano lectivo pelas autarquias locais, a Câmara de Évora apela à flexibilidade de posições do Governo e dos profissionais da educação, com vista a que a avaliação de desempenho destes, bem como das restantes componentes do sistema de ensino público, contribuam efectivamente para a melhoria da qualidade do serviço público.
O RESULTADO PRÁTICO QUE ATESTA O DESASTRE E A INCOMPETÊNCIA:
A FALSA GESTÃO RACIONAL DE RECURSOS HUMANOS DO ESTADO:

As opções das Universidades (ainda que a braços com situações financeiras preocupantes) quanto à estruturação da sua oferta, são determinadas maioritariamente pela procura dos alunos?
O objectivo volta a ser, como erradamente aconteceu durante a década de 1990, o de encher a todo o custo algumas universidades de alunos, apenas para assegurar o financiamento necessário ao seu funcionamento, indiferente e até mesmo em contra-ciclo com as tendências e as solicitações dos mercados de trabalho?
E a responsabilidade pelos níveis de desemprego de jovens licenciados, é apenas dos Governos?

O PSD de Évora congratula-se com as recentes notícias que referem estar no bom caminho a desde há muito anunciada construção de uma fábrica de produção aeronáutica em Évora e que todos eborenses esperam ansiosamente há vários anos, especialmente os desempregados jovens altamente qualificados, cujo número cresce todos os dias a olhos vistos. Neste sentido, o PSD apresentou em 22 de Fevereiro na Assembleia da República mais um requerimento sobre esta matéria, dirigido ao Ministério da Economia e Inovação pelo Deputado Luís Rodrigues, cujo teor se segue:
Évora, Março de 2008
A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD O VEREADOR DO PSD NA CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA O GRUPO MUNICIPAL DO PSD NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA
Mãos à obra, por um futuro com futuro.»
Texto da intervenção do Grupo Municipal de Évora do PSD na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Évora sobre este tema, em 2008.03.01E já vamos na segunda sessão extraordinária da AME realizada no mesmo local, a primeira delas, mais gritante ainda pelo facto de ter sido dedicada precisamente, imagine-se, aos problemas das pessoas portadoras de incapacidades físicas.
Preocupada com eventuais efeitos negativos que a visível debilidade da Universidade de Évora possa ter sobre projectos de investimento de forte componente tecnológica em fase de instalação no concelho de Évora, tendo em conta os protocolos de colaboração para desenvolvimento de actividades de I&D já assinados;
A Assembleia Municipal de Évora recomenda à Câmara Municipal de Évora que tome a liderança no desenvolvimento de acções de defesa dos interesses de Évora e do distrito junto do Governo do PS, conduzindo e concertando parcerias mobilizadoras de agentes económicos e sociais locais e regionais, com vista a garantir o apoio do Governo socialista no reforço das condições atractividade de Évora (entre elas a capacidade de I&D) para fixar projectos de investimento estruturantes e de elevada incorporação tecnológica.
Face à aparente dificuldade que a Universidade de Évora vem revelando em racionalizar e controlar custos de funcionamento e em ajustar a oferta às necessidades previsíveis da economia regional e às tendências dos mercados de trabalho, o PSD receia que o garrote financeiro que o Governo PS está a aplicar à mesma, possa ter efeitos negativos sobre projectos de investimento de forte componente tecnológica em fase de instalação no concelho de Évora, tendo em conta os protocolos de colaboração para desenvolvimento de actividades de I&D já assinados.
Face ao silêncio dos deputados socialistas eleitos à Assembleia da República pelo Distrito de Évora, caberá a Câmara de Évora empreender uma atitude mais interventiva e liderante na defesa dos interesses de Évora e do distrito junto do Governo do PS, desenhando, conduzindo e concertando acções e parcerias mobilizadoras de agentes económicos e sociais locais e regionais, ancorados na Universidade de Évora, com vista a reforçar a atractividade de Évora na fixação de projectos de investimento estruturantes e de elevada incorporação tecnológica.
À Câmara de Évora cabe igualmente um papel liderante no estímulo e orientação dos vários agentes ligados à educação, formação, ciência e tecnologia, através da clara definição de um rumo para o futuro para Évora, a defender firmemente junto do Governo, cujo apoio e empenho deverão ser inequívocos.
Évora, Fevereiro de 2008 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD
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Como se esta resposta não fosse já suficientemente confusa, atente-se na informação que a aicep fornece à Câmara de Évora, relativamente aos projectos PIN do concelho.
Porque é que apenas são indicados 350 postos de trabalho a criar pelo projecto Skylander?
Para trás ficam muitas mais promessas feitas ao eleitorado em 2001 e 2005, que é possível elencar com a ajuda de listagem feita em tempos pelo MaisÉvora:
A confiar nesta listagem, serão 24 as promessas eleitorais não cumpridas pelo PS, contra apenas 12 cumpridas, em 6 anos de mandato.
Se assim for, espera-se um substancial aumento da actividade municipal até às próximas eleições autárquicas, pelo que, vai ser difícil circular em Évora, correndo-se o risco de ser atingido a qualquer momento por alguma pedra, tantas se prevê que sejam lançadas durante os meses.
Segundo a Rádio Diana, Cerca de 200 mil livros vão passar do 1º andar do edifício da Biblioteca Pública de Évora para o rés-do-chão, depois de uma recomendação do LNEC. O Laboratório Nacional de Engenharia Civil aconselhou que fosse retirada metade do espólio do 1º andar, por razões de segurança. “O objectivo é retirar 200 mil livros desse depósito e guardá-los no rés-do-chão, em estantes compactas”, revelou à DianaFm o director da BPE, considerando que “o que nós estamos a fazer são resoluções temporárias, que só terão uma resolução definitiva quando for construída uma biblioteca nova”.
“O trabalho já começou” revelou José António Calixto, adiantando que “estamos a retirar uma parte de jornais, revistas e periódicos que entram por depósito legal, que tem muito pouca utilização, e estamos a guardá-los no celeiros”. O mesmo responsável prevê que o processo de transferência de livros fique concluído até final de 2008. Neste âmbito, está ainda prevista a abertura de uma nova sala de leitura para a hemeroteca no rés-do-chão.
O Dário do Sul especifica que Esta operação tem por base recomendações do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), feitas depois de uma vistoria ao edifício há uns anos, em resposta a uma solicitação da própria BPE, tutelada pela Direcção-Geral de Arquivos/Torre do Tombo.
"O LNEC disse que deveríamos proceder à transferência de livros porque a capacidade de resistência da laje do primeiro andar, nessa zona onde está o depósito, com três andares de estantes, estava ultrapassada. Havia peso a mais", explicou. Antes de mudar essa parte do espólio, a BPE teve que encontrar instalações para onde transferir algumas das valências que se encontravam no rés-do-chão, para libertar espaço. "Parte do que estava no rés-do-chão, que estava tão cheio como o primeiro andar, está a ser levado para os antigos celeiros da EPAC", que foram reconvertidos em espaço cultural, referiu José António Calixto.
O orçamento da BPE relativo ao ano passado também foi reforçado com mais cem mil euros, aplicados na aquisição de novo mobiliário, mais compacto e que permite maior arrumação, onde vão ser acondicionados os 200 mil livros. "Com estas alterações, além de aliviarmos o primeiro andar, adquirimos estantes que permitem o dobro da arrumação, os livros ficam melhor acondicionados e a hemeroteca do rés-do-chão, com o mobiliário novo, ganha uma boa sala de leitura, de que não dispunha antes", salientou.
Entre os 200 mil livros a transferir, encontram-se obras "raras e muito valiosas", como é o caso da Biblioteca Manizola, conjunto de "impressos e manuscritos pertencentes ao arquivo do Visconde da Esperança, adquiridos pelo Estado em 1955", segundo dados da Direcção Geral de Arquivos. "É uma biblioteca muito famosa e rica, com 30 a 40 mil livros", acrescentou José António Calixto, revelando que as obras que vão ser transferidas pertencem quase todas à primeira metade do século XX.
Conviria que a comunicação social observasse e descrevesse como estará esse apregoado "espaço cultural" que são os antigos celeiros da EPAC, onde talvez viesse a encontrar caixotes não abertos de volumes publicados todos os dias em Portugal e que ao depósito legal da BPE vêm parar, sem que sejam encaminhados para consulta pública, por culpa da falta de espaço.
Resta saber quando se decidirá este Governo socialista que tanto se ouve apregoar ser muito amigo do Alentejo, a inscrever em PIDDAC a verba necessária à construção da nova Biblioteca Pública de Évora, tal como havia feito o Governo do PSD/PP relativamente ao Orçamento de Estado de 2005 do qual o PS fez tábua rasa.
Também aguardamos ainda uma manifestação defesa de Évora por parte do Presidente da Câmara de Évora, exigindo ao Governo do seu partido que cumpra a promessa feita em campanha eleitoral para as legislativas de 2005, de construção da nova BEP. Ele que tanto bradou em 2005 contra a deslocação da Secretaria de Estado da Cultura para Évora, como se urticária lhe provocasse, não parece agora tão queixoso das dores resultantes dos maus tratos diários do Governo do seu partido (corte de verbas para a Universidade de Évora, abandono de construção da BPE, desresponsabilização pela conservação das muralhas, ...)
A que enormes dificuldades de exercício do poder autárquico na CM de Évora desde Dezembro de 2005 se refere o PS de Évora?
Só pode ser um inadvertido desabafo mas que não deixará de constituir uma forte crítica ao Governo socialista que só tem criado dificuldades aos portugueses.