2007-12-24

(DES)INFORMAÇÃO E (DES)ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL ou A aposta certa no cavalo errado?

A análise periódica da OCDE em 2007:

O DN publicava em Abril de 2007 notícia sobre os resultados de um estudo revelando que, em Portugal, a Formação dos pais decisiva no sucesso escolar dos filhos

Um estudante oriundo de uma família com um nível cultural elevado tem dez vezes mais oportunidades de chegar ao ensino superior do que os que não têm essa mais-valia. E, entre os que entram, os antecedentes culturais e económicos - dois factores quase sempre interligados - pesam decisivamente no tipo de curso que se consegue alcançar.
A área da Saúde, ainda hoje uma das mais valorizadas pela sociedade portuguesa, é disso o exemplo absoluto. Entre a totalidade dos estudantes que entraram no curso de Medicina, no ano lectivo de 2004/05, 73,2% têm pais com formação de nível superior. Já os cursos de Enfermagem e Tecnologias da Saúde (dos institutos politécnicos) revelam uma proporção exactamente oposta, com 73% das famílias abaixo desse nível de formação.
"São dados que nos deixam a pensar se, de facto, a nossa sociedade está tão democratizada como julgamos", diz Diana Amado Tavares, do Centro de Investigação de Políticas do Ensino Superior (CIPES) e uma das autoras do estudo "Preferências dos estudantes". Um trabalho que deverá ser publicado em breve pelo European Journal of Higher Education.
A matéria-prima para a pesquisa, explica a investigadora, foram as chamadas "fichas ENES", questionários que todos os alunos preenchem quando entram no ensino superior pela primeira vez mas que, até agora, nunca tinham sido tratados.
Docência atrai classes baixas
Uma das conclusões mais controversas do estudo prende-se com a qualidade das opções dos estudantes. Os dados parecem demonstrar que os antecedentes culturais e económicos não se limitam a afectar "a probabilidade de ingresso no ensino superior" mas também as próprias "escolhas de curso e instituição". Por outras palavras, o estudante acaba por "fazer uso dos critérios de escolha apreendidos e integrados pelo seu background social".
A percepção familiar do que é uma boa formação poderá ajudar a explicar dados aparentemente pouco plausíveis: a maioria dos alunos que optam por cursos de formação de professores (preparação para a docência), 39%, e de gestão, 20%, são oriundos de famílias que têm no máximo o primeiro ciclo de escolaridade (a antiga quarta classe).
Por outro lado, o Direito (Ciências Humanas e Sociais), as Belas- -Artes e as Ciências (nomeadamente a Medicina) "são cursos maioritariamente preferidos pelos filhos das famílias com capital cultural mais elevado".
Ainda assim, se compararmos estes dados com as estatísticas do desemprego entre licenciados, que afecta cerca de 42 mil pessoas, parece claro que não há fórmulas infalíveis. Por um lado, os cursos de Educação revelam-se uma má escolha, com cerca de 31% dos desempregados. Por outro, as Artes e Humanidades vêm logo a seguir com 12%.
O estudo revela também que o nível económico dita a escolha do sector do ensino superior. Quanto maior o rendimento das famílias, mais evidente é a opção pelas universidades, em prejuízo dos politécnicos, apesar de este último sector ser tradicionalmente encarado com mais profissionalizante. "Há diferenças, mesmo ao nível do financiamento, que levam as pessoas a encararem o politécnico como uma via pior", diz Diana Tavares.
Isto apesar de os dados acabarem por demonstrar que não há diferenças substanciais entre os filhos de licenciados por um ou outro sector. "Tentámos encarar algum factor de distinção, mas o que se verifica é que, desde que os pais cheguem ao ensino superior, universitário ou politécnico, os filhos têm melhores oportunidades", diz.

2007-12-19

A QUE FUNDO CHEGAREMOS EM 2013?

O Jumento dá destaque, na sua rúbrica "Coices na Imprensa", ao mais que vergonhoso caso UGT/FSE.
CHEGOU AO FIM O "CASO UGT" «O colectivo de juízes do Tribunal da Boa-Hora considerou ontem não ter ficado provada a existência de um plano criminoso de desvio de verbas do Fundo Social Europeu pela UGT, tendo absolvido os 36 arguidos envolvidos. No culminar de um processo que se arrastou pelos tribunais durante 15 anos, apenas a um dos arguidos, José Veludo, foi atribuído o crime de burla na forma tentada, que entretanto prescreveu.» [Jornal de Notícias]
Parecer: Com o fim deste processo encerra-se o capítulo mais vergonhoso do processo de integração na UE, o esbanjamento das verbas do FSE.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Mandem-se os parabéns a todos os trafulhas que enriqueceram com as ajudas comunitárias desviadas dos fins a que estavam previstas.»

Na verdade, este é um caso bem negro da nossa mais recente história, não só pela morosidade da justiça (15 anos) e pelos impostos consumidos sem consequência, mas, principalmente, pelo sinal que pode ser percebido pela sociedade portuguesa para o período em que vigorará o actual QREN.

Pode a mesma sociedade avaliar a actuação de certos parceiros sociais responsáveis pela gestão dos fundos comunitários, como compensatória, pelo facto de a impunidade declarada ou por prescrição ser o mais frequente e quase predominante resultado que sobre eles acaba por recair.

Em 2013 logo se verá em que fundo estará Portugal. Responsáveis é que não haverá certamente, a avaliar por este exemplo ...

2007-12-16

FUNCIONAMENTO DO MERCADO DE EMPREGO ACTUAL

UMA ANÁLISE DOBRE TENDÊNCIAS DO MERCADO DE TRABALHO

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TERRENO POUCO FÉRTIL

O que se poderia esperar de um país cujos canais televisivos passam novelas de produção nacional ilustrando condições escolares virtuais e correspondentes a um quadro de luxo, claramente contrastante (à maneira das novelas brasileiras) com as condições escolares efectivas dos alunos que, no interior deste país, em cidades capitais de distrito como Évora, onde a "excelência" vendida pelo PS em campanha eleitoral se traduz concretamente, em pleno séc. XXI, na ausência de papel higiénico nos wc das escolas públicas desde o 1º ciclo escolares até ao secundário?
Imagine-se, conjugado com todos os restantes factores mais que identificados para a fraca performance do sistema escolar, a particular predisposição para a frequência escolar interessada e proveitosa de qualquer aluno que, quotidianamente deslocado durante todo o dia de concelhos limítrofes e freguesias rurais, se vê privado de ir ao wc por falta de condições da escola que, até elogia frequentemente o Plano Tecnológico e já recebeu um novo computador, mas não consegue desenvolver um Plano de Abastecimento de Papel para os wc.
Os resultados da OCDE são, nesta perspectiva, bem benevolentes para Portugal.

INVESTIMENTO PÚBLICO EM ÉVORA NÃO PÁRA DE CAIR

(Clique na image para ampliar e ler os valores)

AO FIM DE 3 CHEIAS DE EURO BILIÕES

A VEZ DOS JOVENS APANHAREM DO GOVERNO

O resto da notícia:

Estes limites máximos - designados como Renda Máxima Admitida (RMA) - variam segundo a dimensão do apartamento e as regiões do País em que se situam. Para a região da Grande Lisboa, por exemplo, a renda máxima admitida para apartamentos T0 ou T1 é de 340 euros. Acontece que na base de dados do portal Casa Sapo não existe na cidade de Lisboa qualquer casa que cumpra esse critério.

Isto mesmo pode ser confirmado em casa.sapo.pt, através de uma simples pesquisa no motor de busca. O DN fez isso e confirmou as suas conclusões com fonte institucional do portal que adiantou ainda que para aquela tipologia a renda mais baixa disponível no mercado é de 400 euros, mais 60 do que o RMA.

Assim, em Lisboa, dos 1863 apartamentos disponíveis para arrendamento (com renda anunciada), só 31 têm preços dentro dos intervalos definidos pelo novo programa. São 27 T2 ou T3 e quatro T4 ou T5 (ver tabela). Na cidade do Porto, as conclusões são ainda mais impressionantes: Dos 487 apartamentos para arrendamento na cidade invicta, só um cumpre estes requisitos.

O DN fez ainda o mesmo exercício para duas cidades de menor dimensão: Coimbra e Setúbal. Em nenhuma delas havia sequer um apartamento que cumprisse as con- dições do novo programa.

Vale a pena lembrar, contudo, que os limites para a renda máxima apoiável pelo Porta 65 aplicam-se a regiões mais amplas do que as cidades. Por exemplo, não há limites específicos para a capital, mas sim para a Grande Lisboa, para a qual o DN não fez uma pesquisa. É natural que nas localidades limítrofes a Lisboa se encontrem casas com rendas mais baixas, mas seria de esperar que um programa como o Porta 65 promovesse a fixação dos jovens nos centros das cidades onde trabalham e passam a maior parte do seu tempo.

2007-12-11

Mobilidade Especial na DRAPAL e MAPDR

(Para ler a notícia da imagem, que não faz parte do texto seguinte, clique para ampliar)

Texto assinado recebido via e-mail, dos funcionários do Ministério da Agricultura que, no Alentejo, foram objecto de aplicação da medida Mobilidade Especial:

Exmos Senhores,

POR FAVOR NÃO NOS ENGANEM MAIS

O que está a ser feito aos Funcionários Públicos em geral e, especialmente, àqueles que estão a ser colocados na chamada situação de mobildade especial não enobrece os decisores/interventores, constitui uma indignidade para os atingidos e contrbui, significativamente, para o empobrecimento de Portugal.
Portugal não se pode dar ao luxo de ser o Governo da Nação, o qual tem por dever, promover mais e melhor bem estar para os Portugueses, a promover e concretizar situações de desemprego. Mais, quando as decisões de remeter Funcionários zelosos e dedicados à causa pública para uma situação de inactividade, ou melhor, o Governo está a impedí-los de trabalhar. Ora como só o trabalho é que cria riqueza o Governo está a promover o empobrecimento de Portugal, logo, dos Portugueses.
Não será já suficiente a existência de 2 000 000 (dois milhões) de Portugueses abaixo do limiar de pobreza? É para melhorar o nível e a qualidade de vida dos Portugueses que se colocam, talvez os melhores Funcionários Públicos, numa situação ainda mais desvantajosa que o próprio desemprego?
É para isto que o Governo existe? Ou será antes para promover a dignidade Humana e a dignidade dos trabalhadores?
Será importante, fundamental mesmo, que o Governo reflita sobre o que promoveu e que tome consciência que com medidas como é exemplo a mobilidade especial, está a atingir, profundamente, a diginidade dos Homens.
É tempo de arrepiar caminho. Tendo consciência que os prejuízos já causados a estes cidadãos, de pssado irrepreensível, são, parte deles, irrecuperáveis. A mácula já causada no seu espírito e dignidade, dificilmente, serão recuperáveis. Mas ainda assim, o Governo deveria reflectir sobre o que promoveu e que foi concretizado por alguns dos seus membros e tomar as medidas que a situação impõe.
De entre estas e porque é a mais fácil de tomar e não acarretará nenhum encargo suplementar para o erário público, será: promover o regresso imediato, aos serviços de origem de todos os funcionários já colocados em situação de mobilidade especial.
Todas as medidas tomadas relativas aos Funcionários Públicos só têm servido para gerar instabilidade no seio da Administração Pública. Para uma desmotivação genaralizada. Para um diminuição significativa do empenhemento.
Será bom que o Governo e, nomeadamente, o Primeiro Ministro tome consciência que o sucesso das políticas públicas depende única e exclusivamente do bom desempenho da generalidade dos funcionários. Ora se estes só sentem que o Governo só toma medidas que os prejudicam, pode-se imaginar o seu empenhemento e motivação para o sucesso. Com o que tem estado a ser feito no âmbito da Adminsitração Pública poderá estar a ser colocada em causa a nossa própria identidade enquanto Nação e a Administração Pública enquanto sector estratégico.
É tempo de reflexão de quem tem responsabilidades governativas. E quanto mais rapidamente o fizer menores serão o prejuízos que as medidas já tomadas estão a causar a Portugal e aos Portugueses.
Ana Simeão
João Carrilho
M. João Caldeira

ESTE NÃO É O PDM QUE ÉVORA PRECISAVA E MERECE

São vários os estudos e reflexões técnicas, provenientes do Ministério da Economia que, ao longo do tempo, têm vindo a identificar a necessidade de, aos níveis local e regional, conceber e implementar acções estratégicas que possam atingir objectivos qualificadores e diferenciadores do produto turístico, entre elas, a compatibilização dos Planos Regionais de ordenamento territorial com os Planos Directores Municipais (PDM’s) e também com os Planos Estratégicos.

A equipa técnica que procedeu à revisão do PDM de Évora, alimentada pela visão egocêntrica do Presidente da Câmara (recorde-se Esta Cidade e Eu), desenvolveu logo desde a primeira apresentação pública do documento, um arrogante e incoerente discurso de defesa e justificação das opções contrárias que tomou, ao arrepio das recomendações da metodologia de planeamento.

O resultado só poderia ser a falta de lógica para a criação das novas centralidades propostas, a insuficiente credibilidade das projecções demográficas, a arbitrariedade posta na expansão do perímetro urbano em vez da requalificação das zonas já construídas, a não opção pela reconstrução, como se faz em toda a Europa monumental.

  • O PDM agora aprovado não serve para Évora, pois define uma ideia de futuro que cabe de igual forma em qualquer outro local de Portugal ou do mundo, sem afirmar nem distinguir as suas especificidades;
  • O PDM agora aprovado não serve para Évora, pois não encara a cultura e o património enquanto elementos estruturantes da afirmação do turismo e âncoras da sua base económica;
  • O PDM agora aprovado não serve para Évora, porque se baseia em pressupostos eleitoralistas que apenas pretendem responder às promessas fantasiosas com que o PS conquistou a Câmara e que ainda não cumpriu ao fim de 6 anos;
O PDM que o Presidente da Câmara de Évora apresentou para discussão pública e que aprovou em reunião de Câmara apenas com os votos do PS, é pobre de opções, carente de visão e errático na estratégia de desenvolvimento, à semelhança e imagem do exercício autárquico a que o Presidente da CM de Évora nos habituou ao longo de 6 anos e que conduziram Évora à estagnação.

MANTER O PODER ... SACRIFICAR O PAÍS!

2007-12-10

PDM DE ÉVORA?

Na página 10 do Relatório (Volume I - Diagnóstico), pode ler-se:

Estrategicamente devem ser desenvolvidas condições para que o concelho aproveite as oportunidades que hoje se lhe deparam e que se podem sintetizar em três grandes domínios, a saber:

  • Aplicação de uma política de solos na cidade e outros aglomerados urbanos que, “tendo como padrão a qualidade e sustentabilidade, permita baixar significativamente os custos de habitação e dos espaços dirigidos ao acolhimento empresarial”(1);
  • “Definição da estratégia de afirmação das vantagens e oportunidades para Évora, que resulta da consolidação do eixo Lisboa-Madrid, como primeira prioridade”(2) entre o Norte e o Sul do país e, por fim, com o eixo oriundo da faixa atlântica, visando o reforço da internacionalização da região;
  • Dinamização de “uma política que posicione e prepare Évora e o seu concelho para acolher a procura da excelência e da qualidade numa relação de proximidade com a Grande Lisboa”(3).

Ficam, desta forma, sintetizadas as grandes linhas de força que presidem à revisão do Plano Director Municipal e que deverão sustentar a política territorial a implementar no espaço concelhio por forma a criar uma nova dinâmica de Évora.

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(1) Oliveira, J.E. “Esta cidade e eu”. Évora, 2001. Ed. Editorial Bizâncio; (2) idem; (3) ibidem

Equacionar o futuro de um concelho com base em linhas de força definidas não pelos agentes locais e forças vivas, nem por nenhum dos variados estudos existentes, mas sim pelo actual Presidente da Câmara quando andava em campanha em 2001 (nem sequer do programa eleitoral se trata, mas sim de um livro escrito pelo então candidato à presidência da autarquia), não me parece tecnicamente sustentado, antes resulta bastante inquinado pela visão (ou falta dela) utilizada.

Em consequência, afigura-se legítimo afirmar que o PDM que agora foi aprovado, não seja tanto de Évora quanto do actual Presidente da Câmara de Évora.

2007-12-09

A FALTA DE VERGONHA CHEGOU A ALGUNS SOCIALISTAS DE ÉVORA

O sempre mais que atento Jumento, dá conta da notícia do jornal Expresso sobre a falta de vergonha de certos socialistas de Évora que, sem o mínimo de pudor, não olham a meios para elevar a sua incompetência a algum suposto grau positivo à custa da acusação infundada relativa ao exercício de outros anteriores a eles.
Veja-se a notícia abaixo, sobre a qual os eborenses se devem questionar quanto à responsabilidade política pela situação:
  • Se o próprio, que pela incompreensível atitude, pode ou não ter sido de iniciativa própria e vingança pessoal usando para isso o cargo de dirigente na Administração Pública, ou a pedido de outrém;
  • Se os seus superiores directos que consentiram e calaram os abusos que o mesmo levou a cabo;
  • Se as estruturas locais do PS que, tal como em Felgueiras, na DREN e tantos outros locais deste país, consentem a perseguição política e se preparam para, com o silêncio, sancionar positivamente atitudes prepotentes e persecutórias de dirigentes da Administração Pública cuja necessidade verdadeira reforma é mais que evidente.

Eis o "post" do Jumento:

MAIS UM A DRENAR «O Tribunal de Instrução Criminal de Évora pronunciou o antigo director de Serviços da Administração-Geral da extinta sub-região de Évora da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, António Godinho Ramos, pela autoria material de 26 crimes cometidos por via informática com a intenção de denegrir a imagem de outros profissionais ali em serviço por estes pertencerem ao PSD.
De acordo com o despacho - a que o Expresso teve acesso - o arguido vai responder por sete actos ilícitos de violação de sigilo, outros tantos de não cumprimento de obrigações relativas à protecção de dados, seis crimes de difamação e igual número de devassa por meio informático.
Militante socialista, Godinho Ramos foi promovido a director de serviços em 1 de Agosto de 2005 pela novel presidente do Conselho de Administração da ARS do Alentejo, Rosa Matos Zorrinho, mulher do dirigente do PS, Carlos Zorrinho.
Recorrendo aos ficheiros informáticos da Sub-Região de Évora, Ramos elaborou um mapa de redução de custos de pessoal. Ampliou o documento para cartaz e afixou-o na sala do café da Sub-Região, à vista de funcionários e utentes.
O documento dizia que a nova equipa de funcionários era menos onerosa que a que havia cessado funções. Nomes e vencimentos eram discriminados e ao lado dos mesmos, o arguido acrescentou a filiação partidária no caso, o PSD. Na véspera fizera sair do seu computador um «e-mail», de igual conteúdo, dirigido a uma colega de confiança e onde concluía: “Nem todos são iguais e pela boca morre o peixe ”.» [Expresso assinantes]
Parecer: Começo a achar que há muita falta de educação cívica e ética entre muitos dos que partilham o poder, é o vale tudo quando chegam aos pequenos tachos, são verdadeiros pitbulls. Não é aceitável que alguém com o estatuto de director de serviços envolva o Estado em lutas politico-partidárias. Se Sócrates respeitar os princípios de gestão da Administração Pública deve demitir de imediato o director de serviços abusador.
Despacho do Director-Geral do Palheiro: «Demita-se a pobre alma.»

2007-12-08

EU DIRIA AINDA ...

Eu acrescentaria que:

  • O PS anda há 6 anos a inventar desculpas para não cumprir as promessas que repetidamente fez ao eleitorado eborense (em 2001 e 2005), invocando por um lado as forças de bloqueio da santa-aliança CDU/PSD (que mais uma vez e em definitivo, se provou agora não existir) e, por outro lado, o desajustamento do PDM;
  • Se a revisão do PDM era tão impeditiva para a excelência que o PS prometeu concretizar em Évora, a partir deste momento não há mais desculpas para que tal não aconteça, sendo o PSD a partir de agora substancialmente mais exigente com o desempenho de um executivo municipal que deixou de ter condições para invocar impedimentos para conseguir e mostrar resultados concretos da governação municipal, quebrando o marasmo de 6 anos;
  • O PSD, ainda assim, não acredita que a gestão autárquica do PS seja melhor daqui para frente, relativamente ao que tem sido o desastre das promessas eleitorais vãs e não cumpridas, da demagogia e do show-off quotidianos, da inércia da autarquia, da falta de visão para o futuro, ...
  • Só um milagre permitiria ao PS melhorar a gestão da Câmara de Évora pois, apesar de criadas as condições exigidas pelo próprio PS, são fracas as expectativas de que os seus eleitos tenham capacidade para conduzirem Évora para além da estagnação e degradação com que brindaram os eborenses ao longo dos últimos 6 anos.

2007-12-06

PDM DE ÉVORA POUCO AMBICIOSO E SEM ESTRATÉGIA

  1. O processo de revisão do PDM de Évora que agora terminou, não responde à ideia de futuro e de desenvolvimento que o PSD defende, mas sim à visão (não suficiente) do Partido Socialista para Évora, que ao recusar organizar em simultâneo um processo de planeamento estratégico para o concelho, não permitiu ancorar e sustentar coerentemente o processo de revisão do PDM;
  2. O resultado final é um instrumento que não reflecte as preocupações e prioridades do PSD para Évora, que compromete boa parte do seu potencial de resolução dos problemas que afectam Évora hoje e dos desafios que o concelho enfrentará no futuro. No fundo, trata-se de um instrumento assente em demasiadas incertezas, fechado sobre o concelho, sem estratégia nem ambição para um futuro de sucesso;
  3. Apesar de ficarmos com um PDM insuficiente e que está longe do óptimo, pior seria que Évora continuasse na incerteza e paralisia dos últimos 10 anos, cujo PDM já deveria efectivamente ter sido revisto. O PSD considera essencial estabilizar um mínimo de referência orientadora para a vivência de pessoas, entidades e empresas de Évora;
  4. O PSD não impediu o processo de revisão e, ao contrário do PS que não permitiu a participação durante a feitura do documento, estimulou a discussão pública como única forma de os eborenses participarem efectivamente no mesmo mas, não pode ainda assim o PSD aprovar algo que é manifestamente frágil e insuficiente para o que Évora merece e precisa;
  5. O PSD foi um partido responsável durante o processo de discussão do PDM, expressando as suas posições sobre o conteúdo do documento sem preocupações propagandísticas, não se aproveitou publicamente das preocupações dos eborenses, escutou-as com atenção e pugnou para que as suas opiniões fossem consideradas no documento final procurando assim o mínimo de melhoria participada;
  6. A partir de agora, acabaram-se as desculpas do Partido Socialista para os problemas que continuam por resolver em Évora, para as promessas eleitorais não cumpridas, para os investimentos anunciados e que tardam, para os milhares de postos de trabalho prometidos e não criados, para a especulação imobiliária que teima em continuar;
  7. Criadas as condições exigidas e invocadas pelo PS, depois da aprovação da revisão do PDM, o PSD será criteriosamente exigente com o executivo socialista na Câmara de Évora, mas acreditamos que só um milagre poderia fazer recuperar o marasmo e atraso de 6 anos em Évora;
  8. É urgente estimular e preparar um novo ciclo de vida para a cidade e para o concelho de Évora enfrentarem com sucesso um futuro exigente face às oportunidades do QREN 2007/-2013 e às transformações em curso nos domínios do desenvolvimento urbano e do ordenamento do território, designadamente no Alentejo;
  9. O reforço da atractividade e do papel de Évora, enquanto pólo de desenvolvimento regional, na sociedade e economia do conhecimento, a valorização económica do património histórico e cultural da Cidade, o desenvolvimento equilibrado das componentes urbana e rural, com qualidade de vida e sustentabilidade económica, social e ambiental, serão opções incontornáveis no caminho do futuro de Évora;
  10. Esse caminho consistente e de consolidação gradual pressupõe instrumentos tecnicamente credíveis e politicamente legitimados que suportem as intervenções de médio e longo prazo para fortalecer e qualificar os argumentos competitivos da Cidade: bem-vindo seja o exercício de planeamento estratégico que em breve se iniciará; Reunião Publica Extraordinária da Câmara Municipal de Évora – 05 de Dezembro de 2007

PDM DE ÉVORA - REVISTO E APROVADO

Na Rádio Diana, a notícia refere:
O novo Plano Director Municipal de Évora, foi aprovado ontem à noite pela autarquia, depois de mais de 8 anos desde o início da sua revisão.
Apesar de não ter maioria, o executivo socialista conseguiu que o novo documento não fosse chumbado por toda a oposição, tendo beneficiado da abstenção do PSD.
Após três meses de discussão pública, o Presidente da Câmara de Évora considera que esta é uma proposta melhor que a inicial. “A proposta não foi desvirtuada” disse José Ernesto Oliveira, entendendo que “os contributos que recebeu resultaram numa proposta final francamente melhor”.
Opinião diferente têm os vereadores comunistas, que votaram contra.
“No conjunto de participações públicas, houve uma pesadíssima parte que não foi considerada” disse Andrade Santos, considerando a situação “inadmissível”. O vereador da oposição não viu as pretensões do PCP, de se continuarem os trabalhos de revisão do PDM, serem aceites pela restante vereação. Lamenta que não haja um consenso alargado e que desta forma não se beneficia a população. “Quando um PDM é aprovado assim, com 3 votos em 7, acha que esta votação lhe dá muita saúde?”, questiona Andrade Santos.
O autarca José Ernesto Oliveira contraria esta posição, acusando “algumas pessoas e forças políticas estavam apostadas em fazer atrasar o processo, ao proporem retirar propostas, a proporem repetir o debate público, sem fundamentos”. É clara a distância de opiniões entre o PCP e o executivo PS.
No PSD, António Dieb diz que persistem dúvidas que o levaram a não votar favoravelmente, mas afirma que era necessária uma decisão. “O documento não reflecte aquilo que são, para o PSD, as estratégias adequadas para o concelho” afirmou o vereador social democrata. Contudo, para António Dieb, “ninguém iria compreender que continuássemos neste limbo”.
O vereador do PSD diz que o seu partido sai vitorioso, porque ficou reforçada a sua proposta de elaboração de um Plano Estratégico para o Concelho.
Já o início de revisão do Plano de Urbanização da cidade de Évora foi aprovada com 4 votos favoráveis do PS e do PSD. A CDU votou contra.

2007-12-04

GOVERNO INSENSÍVEL AOS DRAMAS DOS PORTUGUESES

Perante as calamitosas notícas, o Governo, ao invés de reflectir em profundidade sobre a eficácia das suas medidas e as causas reais do que está a contecer, reage de forma indiferente e com a única e exclusiva preocupação de evitar danos eleitorais. Repare-se na notícia do jornal Correio da Manhã:
Números Eurostat - Doutores sem trabalho
O Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia, lançou ontem o pânico entre os governantes portugueses ao anunciar que a taxa de desemprego em Outubro era de 8,5 por cento, colocando assim o nosso país no terceiro lugar entre os 27 Estados da UE.
Apesar da “correcção” anunciada ao início da noite, a verdade é que o desemprego continua a aumentar em Portugal, com particular incidência entre os jovens licenciados.
Segundo os números do terceiro trimestre divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 64 700 portugueses com formação académica superior estavam no desemprego no final de Setembro. Mais 10 700 sem trabalho do que no mesmo mês de 2006 e mais 14 mil do que no trimestre que findou em Junho.
A taxa de desemprego entre os indivíduos com habilitações académicas superiores era, no terceiro trimestre, de 8,3 por cento (que compara com 6,5 por cento registado no segundo trimestre), com as mulheres a serem mais penalizadas – há uma taxa de desemprego de 9,6 por cento entre as universitárias.
Em relação aos números divulgados ontem pelo Eurostat – e depois de corrigido o erro – a taxa de desemprego em Portugal em Outubro foi de 8,2 por cento.
Fonte comunitária explicou à Lusa que o “desvio” de 0,3 pontos percentuais se terá devido a erro humano, designadamente ao facto de não ter sido tomado em conta o inquérito sobre as forças de trabalho. Deste modo, ao contrário do anunciado anteriormente, a taxa de desemprego não aumentou 0,2 pontos percentuais em Outubro face ao mês anterior, tendo, pelo contrário, descido ligeiramente (0,1 por cento). Este erro, precisou a mesma fonte, não altera os valores globais para a Zona Euro, onde a taxa de desemprego, corrigida das variações sazonais, estabilizou nos 7,2 por cento em Outubro, face aos 7,3 por cento verificados em Setembro.
O valor avançado pelo Eurostat relativamente a Portugal levou todos os partidos da oposição a pedir explicações ao Governo sobre o aumento da taxa de desemprego que se teria verificado em Outubro.
(...)
PSD QUER MUDANÇA
Hugo Velosa, do PSD, defende que só com “outra política” o número de desempregados poderá começar a descer
PCP ACUSA GOVERNO
Jerónimo de Sousa, líder do PCP, acusou o Governo de ter uma política “desastrosa” e centrada na redução do défice
CDS APONTA EMPRESAS Paulo Portas disse as empresas é que criam os empregos, sublinhando que “hoje o clima não é favorável ao investimento”
BE EXIGE EXPLICAÇÕES
Francisco Louçã exigiu ontem a José Sócrates que discuta no Parlamento os números do desemprego
EUROSTAT VAI REVER O ministro da Presidência, Silva Pereira, congratulou-se pela revisão dos dados do desemprego realizada pelo Eurostat

A posição do Ministro da Presidência é inacreditável e bem esclarecedora da insensibilidade do Governo. Daí que surja bastante adequada, na mesma edição do Correio da Manhã, a reacção do jornalista e as interrogações que levanta:

Satisfeitos porquê?

O Governo manifestou-se ontem “satisfeito” com a correcção feita pelo Eurostat em relação aos números do desemprego.
A taxa já não era de 8,5 por cento... passou para 8,2. Mas existem razões para tanta satisfação quando mais de 64 mil jovens licenciados não encontram ocupação para as sua habilitações?
Existem razões para satisfação quando foi o próprio Governo que prometeu a criação de 150 mil novos empregos e tem mais de 440 mil desempregados registados?
Não podemos rejubilar porque um organismo comunitário errou e em vez de nos colocar como campeões do desemprego da Zona Euro nos colocou atrás da Grécia, que tem uma taxa de 8,4 por cento. O erro de ontem pode ser a certeza de amanhã. Então ninguém manifestará qualquer satisfação.

2007-12-02

LIXO ACUMULADO DEBAIXO DO TAPETE

No passado dia 29 de Novembro de 2007, podia consultar-se no site do Expresso a seguinte notícia, relativa ao relatório anual "Educação para todos" da UNESCO:
Portugal: desenvolvido, mas pouco - Portugal é o único país desenvolvido com taxa de repetentes a atingir 10% nos primeiros ciclos.
Portugal é o único país desenvolvido onde a taxa de alunos repetentes no primeiro e segundo ciclos atinge os 10%, de acordo com dados da UNESCO divulgados esta quinta-feira.
Segundo o relatório anual "Educação para todos" da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), um em cada dez alunos portugueses (10,2%) a frequentar a antiga primária e o 2.º ciclo chumbaram e estão a repetir o ano de escolaridade.
Em Espanha e na Alemanha estes valores situam-se nos 2,3 e 1,4%, respectivamente, enquanto em países como Finlândia, Grécia, Irlanda e Itália a taxa não atinge sequer um por cento.
Com repetências inferiores a Portugal estão ainda países menos desenvolvidos como o Botswana (4,8%), o Paquistão (3,1%) ou o Bangladesh (7%), por exemplo.
De acordo com os dados do relatório, referentes a 2005, a percentagem de alunos repetentes nestes níveis de escolaridade atinge valores recorde na República Centro Africana e no Burundi, ambos com 30%, seguidos do Brasil (21,2%), Nepal (20,6%) e Cabo Verde (15,4%).
No documento, a UNESCO ordena 129 países de acordo com indicadores como o acesso universal ao primeiro ciclo, a literacia entre a população adulta, a qualidade da educação e a paridade de género, quatro dos seis objectivos traçados pela organização para cumprir até 2015.
Nesta tabela, na qual Noruega, Reino Unido e Eslovénia ocupam o pódio, Portugal figura na 40.ª posição, estando incluído no grupo de 51 países que a UNESCO classifica como tendo um elevado nível de cumprimento daqueles objectivos.

2007-12-01

CÂMARA DEVE INFORMAR REGULARMENTE EBORENSES SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA

A Comissão Política da secção de Évora do PSD em reunião desta semana, analisou o recente caso da água para consumo humano em Évora, lamentando que Évora volte a estar em destaque no plano nacional mais uma vez pelas piores razões, com prejuízos para a imagem da qualidade de vida percebida no exterior por potenciais turistas, visitantes, investidores e casais jovens que o concelho necessita atrair e fixar para inverter a continuada perda de população que se faz sentir desde 2001.
Não foi esta a excelência prometida pelo PS aos eborenses, em particular na qualidade de uma água que tão cara nos custa.
Embora possa não haver razões para alarme, a verdade é que se trata de um problema de saúde pública que afecta cidadãos consumidores residentes no concelho de Évora, devendo por isso merecer a maior atenção por parte das autoridades públicas com responsabilidade, nomeadamente a Câmara Municipal, face a uma situação anómala que ocorreu.
Sem alarmismo nem aproveitamento político, não pode ainda assim o PSD, pugnando pela melhoria da qualidade de vida dos eborenses, deixar de alertar a Câmara Municipal para a necessidade de um reforço dos meios técnicos de análise, monitorização e intervenção sobre a qualidade da água fornecida em Évora.
Da Câmara de Évora, espera-se além do mais o cumprimento de uma obrigação de transparência perante os eborenses, informando-os de imediato, logo que sejam detectadas anomalias como a recente (o que sabemos agora ter vindo a acontecer sem conhecimento da população), única forma de garantir a tranquilidade pública e a confiança dos eborense nos órgãos autárquicos.
Évora, Novembro de 2007 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

VERGONHA AUTÁRQUICA EM TONS ROSA

JOVENS PORTUGUESES DE MÉRITO RECONHECIDO

INICIATIVA INTERESSANTE NA IGREJINHA, CONCELHO DE ARRAIOLOS

2007-11-25

DEVOLVER A AMBIÇÃO MOBILIZADORA AOS PORTUGUESES

O treinador da selecção nacional de futebol, indisposto com as perguntas que os jornalistas dos vários órgãos de comunicação social lhe faziam terminado o jogo com a Finlândia, referia agastado que Portugal está mal habituado.
Tenho dificuldade em concordar na totalidade com essa afirmação, identificando mesmo alguns sinais de Portugal está (infelizmente) a ficar por demais habituado ao nivelamento por baixo, à resignação, à desresponsabilização pelos resultados programados e não conseguidos, à falta de exigência e à perda de ambição.
Ao contrário de outros países europeus, bem próximos de nós, que estabeleceram um ideal de sociedade vencedora, o nosso país parece caminhar para a resignação com a sobrevivência, pouco honrosa, na cauda das estatísticas. Essa resignação nacional é visível quanto aos índices de desenvolvimento económico da União Europeia e da OCDE, de rendimento per capita, da estagnação da produtividade da economia, do aumento da carga fiscal sem contrapartidas de melhor funcionamento do Estado, da degradação continuada dos sistemas de saúde, do abandono escolar, do crescente facilitismo do sistema educativo, dos elevados gastos dos governantes e gestores públicos em tempo de crise, do constante aumento do desemprego qualificado, da gestão autárquica judicialmente acusada mas reeleita, das promessas eleitorais não cumpridas ou mesmo invertidas, entre muitos outros indícios.
A tudo isto parece o país ter-se rendido, impotente na responsabilização dos autores, descrente na capacidade activa de travar ou alterar a prática quotidiana de exercício de um poder que cada vez se sente mais distante, apesar de as dificuldades serem crescentes, os direitos diminuírem, os deveres e as obrigações aumentarem.
Vai-nos restando, aos olhos do mundo, uma esperança de recuperação da grandeza outrora ostentada, que é o futebol, pelo que se compreende a expectativa generalizada de que a exibição da selecção nacional tivesse mais brilho (não em resultados, mas sim em espectáculo) por se considerar que a mesma tem competências para tal.
Tal perspectiva de exigência, de querer mais do que o simples apuramento para a fase seguinte, argumentada pelos jornalistas em representação de uma boa parte da opinião pública nacional, não parece ter agradado ao seleccionador nacional, que considera que nos devemos acomodar ao mínimo, ao suficiente, como se exigir a excelência fosse algo condenável.
Scolari percebeu já que uma boa parte dos portugueses deixou de ser exigente com o Estado, com o Governo, com as autarquias, com a quase generalidade das instituições. Ora, deixando de ser exigentes consigo próprios, como podem vir exigir ao seleccionador nacional uma elevação do nível de desempenho?
Talvez Scolari tenha razão. O problema está do nosso lado, porque um país resignado, sem ambição, que tem pavor a exigir a excelência e banaliza a mediocridade, terá dificuldades em construir um futuro risonho.
Aos políticos cabe, a vários níveis de exercício do poder, devolver ao país a ambição, em diferentes domínios.