Do Jumento.
2008-03-31
2008-03-30
UE: CADA SURPRESA MAIOR QUE A ANTERIOR



A reflexão que deverá ser feita é a seguinte: com que argumentação poderão tais entidades continuar a pedir a mobilização dos actores sociais, económicos e políticos regionais em defesa da resolução da sua difícil situação financeira (cujas raízes merecem reflexão sobre os actos de gestão interna e a afirmação externa de utilidade no contexto regional), com vista à garantia da sua existência?DERIVA NA GESTÃO ADMINISTRATIVA DO TERRITÓRIO
Nada contra a criação de novos municípios em Portugal, desde que compensada com a extinção de outros que não se justificam, com vista a equilibrar (em termos populacionais, medido pelo número de eleitores) a prestação de um serviço público aos munícipes que seja racional e financeiramente sustentável.2008-03-29
2008-03-26
ARRANCOU A CAMPANHA ELEITORAL DO PS
2008-03-22
UM GOVERNO CANALHA


2008-03-17
ENSINO PÚBLICO: A FALTA DE CRÉDITO DO GOVERNO
A elevação do tom de contestação social e profissional a que se assistiu em Portugal nas últimas semanas, no sector da educação, não pode deixar indiferentes as autarquias locais, entre elas a Câmara de Évora, tendo em conta que:
- As opções políticas feitas pelos governos, em matéria de educação, são mais decisivas para a competitividade futura do país e para uma sociedade mais justa e equilibrada, do que noutras áreas da actividade política;
- O sistema de ensino público português absorve mais recursos que a média da OCDE com inferiores resultados na frequência e sucesso escolar;
- Um sistema integrado, justo e consensualizado de avaliação do sistema de ensino público português é necessário para conseguir uma elevação na qualidade do ensino, para a qual concorrem a melhoria do desempenho dos professores, os ganhos de eficácia e a eficiência dos estabelecimentos escolares e os melhores resultados escolares dos alunos;
- A escola pública deve pautar a sua missão e o seu funcionamento pelo modelo de serviço público, devendo a melhoria da qualidade do serviço constituir uma constante preocupação;
Diminuir o abandono escolar e melhorar as aptidões dos alunos deverá estar no centro das preocupações políticas do Governo, tal como acontece com as autarquias, mas há que ter consciência que nenhuma reforma no sector da educação terá sucesso se não dignificar os actores do sistema de ensino público, cujo apoio e envolvimento são determinantes.
Com vista à preparação adequada e atempada do próximo ano lectivo pelas autarquias locais, a Câmara de Évora apela à flexibilidade de posições do Governo e dos profissionais da educação, com vista a que a avaliação de desempenho destes, bem como das restantes componentes do sistema de ensino público, contribuam efectivamente para a melhoria da qualidade do serviço público.
2008-03-12
A FANTOCHADA DA MISSÃO DO ESTADO E DO SERVIÇO PÚBLICO
O RESULTADO PRÁTICO QUE ATESTA O DESASTRE E A INCOMPETÊNCIA:
A FALSA GESTÃO RACIONAL DE RECURSOS HUMANOS DO ESTADO:
OFERTA ADEQUADA?

As opções das Universidades (ainda que a braços com situações financeiras preocupantes) quanto à estruturação da sua oferta, são determinadas maioritariamente pela procura dos alunos?
O objectivo volta a ser, como erradamente aconteceu durante a década de 1990, o de encher a todo o custo algumas universidades de alunos, apenas para assegurar o financiamento necessário ao seu funcionamento, indiferente e até mesmo em contra-ciclo com as tendências e as solicitações dos mercados de trabalho?
E a responsabilidade pelos níveis de desemprego de jovens licenciados, é apenas dos Governos?

2008-03-11
2008-03-06
ALENTEJO: TURISMO E DESENVOLVIMENTO SUSTENTADO
2008-03-05
GESTÃO CAÓTICA DO QREN
2008-03-04
É URGENTE A CONCRETIZAÇÃO DO INVESTIMENTO AERONÁUTICO EM ÉVORA
O PSD de Évora congratula-se com as recentes notícias que referem estar no bom caminho a desde há muito anunciada construção de uma fábrica de produção aeronáutica em Évora e que todos eborenses esperam ansiosamente há vários anos, especialmente os desempregados jovens altamente qualificados, cujo número cresce todos os dias a olhos vistos. Neste sentido, o PSD apresentou em 22 de Fevereiro na Assembleia da República mais um requerimento sobre esta matéria, dirigido ao Ministério da Economia e Inovação pelo Deputado Luís Rodrigues, cujo teor se segue:
- As enormes dificuldades que a Universidade de Évora atravessa são reflexo deste clima de desconfiança no presente e falta de esperança num futuro melhor.
- O PSD desde sempre tem apoiado projectos que considera estruturantes para o Alentejo, onde se inclui, evidentemente, o Projecto Skylander.
- O arranque concreto deste projecto tem vindo a ser pré-anunciado diversas vezes, mas até agora, infelizmente, tudo não tem passado de meros anúncios.
- Em Janeiro do presente ano, o Governo, através do Ministério da Economia, respondeu a um requerimento que lhe dirigi em 7 de Novembro passado, afirmando que até aquela data não existia nenhuma candidatura entrada no AICEP.
- Em 14 de Fevereiro de 2008 veio a público a possibilidade de ser celebrado um protocolo entre a empresa promotora do projecto SkYLANDER e a Universidade de Évora.
- Esta iniciativa, a par do projecto de instalação da fábrica de aviões, tem de ser acarinhada por todos os poderes públicos, pois pode ser uma alavanca para a consolidação de Évora como um dos pilares de desenvolvimento do Alentejo.
- Na altura, o Reitor da Universidade de Évora disse que a celebração deste protocolo, para desenvolver novos cursos de engenharia, estava “dependente da conclusão do “envelope” financeiro do projecto do SKYLANDER”.
- Continuando a constatar-se que a questão do “envelope” financeiro é o que parece estar a atrasar o avanço global do SKYLANDER e considerando que veio a público que uma empresa, ou empresas de capitais públicos, poderiam entrar no capital do projecto, é oportuno questionar o Governo, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais em vigor, através do Ministério da Economia e Inovação, o seguinte:
- » O Ministério da Economia sabe se o promotor da Projecto Skylander já garantiu as fontes de financiamento?
- » O promotor já formalizou a candidatura junto da AICEP? Existe alguma formalização por parte do promotor da intenção de concretizar este investimento, ou não?
- » Qual o modelo definido para a empresa de capitais públicos entrar no projecto?
- » Qual é a empresa?
Évora, Março de 2008
A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD O VEREADOR DO PSD NA CÂMARA MUNICIPAL DE ÉVORA O GRUPO MUNICIPAL DO PSD NA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE ÉVORA
2008-03-03
2008-03-02
ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS E AQUECIMENTO GLOBAL
- «O problema das alterações climáticas e dos seus efeitos mais imediatos, nomeadamente o aquecimento global, revela-se e por isso deve ser assumida como uma questão pertinente e mesmo urgente, decorrente da sua concretização num exigente desafio para um futuro cada vez mais presente, num quadro de aprofundamento incipientemente regularizado das tendências de globalização do mundo.
- Uma visão diferente do mundo e dos modelos de desenvolvimento em curso, deve ser levada mais a sério, pois as alterações climáticas estão intimamente ligadas às preocupações que dispensamos à produção e consumo de energia e à preservação ambiental, enquanto componentes do modelo de sociedade em que vivemos.
- Parece evidente que a importância económica do sector energético condiciona em boa medida as políticas ambientais dos vários Estados, relegando o seu papel mais para a complementaridade do que para o suporte aos processos de desenvolvimento verdadeiramente sustentável.
- Portugal não foge à regra, nem a esta lógica e não será difícil a qualquer observador minimamente atento, deparar-se com uma profunda contradição entre os programas eleitorais dos partidos de poder e a prática da sua governação do país, as promessas politicamente correctas e a falta de empenho ou mesmo o seu propositado esquecimento.
- De um momento para outro, de um governo para o seguinte, de uma posição no elenco governativo para outra, alteram-se as regras reguladoras da preservação ambiental da orla costeira, da REN e da RAN e o que antes era fundamentalismo na defesa, passou a uma total permissividade em nome de uma suposta modernidade quase terceiro-mundista, apesar das décadas passadas sobre o apogeu dessas “modas” noutros continentes, de cujos efeitos devastadores sobre o ambiente global, hoje começamos a pagar uma elevada factura.
- Das competências científicas e tecnológicas existentes num sistema de Investigação e Desenvolvimento consolidado, não se dá conta de serem levadas em conta pelos governantes. Elaboram-se Planos bem desenhados no papel, como o PNAC, que no sector da energia pretende promover a utilização das energias renováveis e uma utilização mais racional da energia, cujas medidas e acções apenas numa ínfima e quase imperceptível parte são concretizados, por falta de empenho dos seus próprios mentores.
- Os incentivos ao desenvolvimento de eficientes sistemas energéticos são escassos e complexos, desincentivando o recurso aos mesmos e diminuindo ou aniquilando mesmo a eficácia de qualquer política energética que queira fazer justiça à sua designação.
- As recomendações e directivas comunitárias que visam promover e incentivar a utilização racional da energia e o recurso às renováveis, nem sempre são levadas a sério por todos os Estados-Membros, sendo que a adopção de muitas das orientações comunitárias mais pela via impositiva do que pelo voluntarismo próprio, evidencia claramente a fraca relevância do posicionamento das questões ambientais nas preocupações políticas desses mesmos Estados.
- Não basta aos responsáveis políticos apregoar a sustentabilidade ambiental enquanto princípio, se o mesmo não for efectivamente transversal e integrado nas práticas quotidianas de toda a sociedade, relativamente às quais os próprios Governos deverão dar o exemplo, desenvolvendo boas práticas e disseminando as mesmas, enquanto promoção incentivadora pelo efeito de demonstração conseguido.
- No plano regional, a reflexão deve ser conduzida e concentrada em torno das vulnerabilidades naturais do Alentejo, de onde resultam substanciais ameaças sobre o sistema produtivo territorial e a qualidade de vida.
- Trata-se não apenas de reflectir sobre formas e modos de minimização dos efeitos previsíveis das alterações climáticas sobre o potencial económico regional decorrente de uma das suas maiores esperanças de futuro que é o turismo, mas também e essencialmente mediante uma abordagem pró-activa numa lógica de gestão interventiva de uma prevenção sistemática.
- Com o previsível aumento da temperatura global ocorrerão maiores problemas de desertificação do território, dificuldades de abastecimento de água a populações e a empreendimentos turísticos, aumento do nível de água e avanço do mar pela faixa costeira que tanto distingue o Alentejo face a outros destinos turísticos.
- A gestão do contributo de projectos turísticos para a sustentabilidade do Alentejo enquanto destino turístico original, típico e preservado, não massificado, deverá ser acautelada a partir das próprias autarquias e não por elas pressionada, quer no que respeita ao número de projectos, quer quanto às condições a garantir por cada um deles.
- A recente tomada de posição dos órgãos municipais de Óbidos, deve, pela originalidade da iniciativa, pelo exemplar sentido de responsabilidade e pela incontestável coragem política, servir de base a que reflictamos sobre a margem de acção, os instrumentos e os deveres que são inerentes ao poder local, na missão de contribuir para um desenvolvimento sustentável do nosso concelho, do Alentejo, de Portugal, da Europa e do mundo.
- A pergunta que nos devemos colocar, enquanto autarcas, prende-se com o que estamos efectivamente a fazer de contributo para a diminuir a ameaça global, ou como podemos contribuir para a construção de soluções construtivas.
- O que estamos a fazer como autarcas para incentivar um maior aproveitamento da energia solar nas novas construções em curso no nosso concelho? Nos edifícios do próprio Estado em pleno Centro Histórico? Nos empreendimentos turísticos em projecto? Nos espaços desportivos? Nos edifícios escolares? Nos edifícios municipais?
- Numa cidade património da humanidade a quem se exige a construção e afirmação de uma imagem de marca turística elevadamente distintiva no segmento do turismo urbano, a ideia de “cidade amiga do ambiente” é acessível e gratificante às iniciativas locais no seu sentido.
- Que historial de boas práticas no domínio da eficiência energética tem a autarquia eborense desenvolvido e apresentado enquanto incentivo mobilizador aos munícipes particulares, às empresas e aos actores da sociedade civil, com vista à generalização de uma consciência ambientalmente responsável ao nível local?
- Aos diferentes níveis, quase tudo está ainda por fazer, porque vai ser necessário bastante mais e incentivar muitos outros através da nossa acção, o que deverá necessariamente ir além dos discursos públicos ocasionais e de circunstância, ou das sessões de reflexão e sensibilização.
Mãos à obra, por um futuro com futuro.»
Texto da intervenção do Grupo Municipal de Évora do PSD na sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Évora sobre este tema, em 2008.03.01E já vamos na segunda sessão extraordinária da AME realizada no mesmo local, a primeira delas, mais gritante ainda pelo facto de ter sido dedicada precisamente, imagine-se, aos problemas das pessoas portadoras de incapacidades físicas.
2008-02-24
PS CONTRA EMPENHO DA CÂMARA NA DEFESA DA UNIVERSIDADE DE ÉVORA
- Surgindo todos os dias sinais de agravamento da situação financeira da Universidade de Évora, na qual já se admite o despedimento de funcionários e docentes;
- 2. Sendo a existência saudável e competitiva da Universidade de Évora vital para o Alentejo em geral e para o concelho de Évora em particular, no contexto da sociedade e da economia do conhecimento;
- Constatando-se que à aparente dificuldade da Universidade de Évora em racionalizar e controlar custos de funcionamento e em ajustar a oferta às necessidades previsíveis da economia regional e às tendências dos mercados de trabalho, se junta a redução do financiamento público que o Governo está a levar a cabo;
Preocupada com eventuais efeitos negativos que a visível debilidade da Universidade de Évora possa ter sobre projectos de investimento de forte componente tecnológica em fase de instalação no concelho de Évora, tendo em conta os protocolos de colaboração para desenvolvimento de actividades de I&D já assinados;
A Assembleia Municipal de Évora recomenda à Câmara Municipal de Évora que tome a liderança no desenvolvimento de acções de defesa dos interesses de Évora e do distrito junto do Governo do PS, conduzindo e concertando parcerias mobilizadoras de agentes económicos e sociais locais e regionais, com vista a garantir o apoio do Governo socialista no reforço das condições atractividade de Évora (entre elas a capacidade de I&D) para fixar projectos de investimento estruturantes e de elevada incorporação tecnológica.
2008-02-20
MUNICÍPIO DE ÉVORA DEVE ENFRENTAR A POLÍTICA NEGRA DO GOVERNO SOCIALISTA
Face à aparente dificuldade que a Universidade de Évora vem revelando em racionalizar e controlar custos de funcionamento e em ajustar a oferta às necessidades previsíveis da economia regional e às tendências dos mercados de trabalho, o PSD receia que o garrote financeiro que o Governo PS está a aplicar à mesma, possa ter efeitos negativos sobre projectos de investimento de forte componente tecnológica em fase de instalação no concelho de Évora, tendo em conta os protocolos de colaboração para desenvolvimento de actividades de I&D já assinados.
Face ao silêncio dos deputados socialistas eleitos à Assembleia da República pelo Distrito de Évora, caberá a Câmara de Évora empreender uma atitude mais interventiva e liderante na defesa dos interesses de Évora e do distrito junto do Governo do PS, desenhando, conduzindo e concertando acções e parcerias mobilizadoras de agentes económicos e sociais locais e regionais, ancorados na Universidade de Évora, com vista a reforçar a atractividade de Évora na fixação de projectos de investimento estruturantes e de elevada incorporação tecnológica.
À Câmara de Évora cabe igualmente um papel liderante no estímulo e orientação dos vários agentes ligados à educação, formação, ciência e tecnologia, através da clara definição de um rumo para o futuro para Évora, a defender firmemente junto do Governo, cujo apoio e empenho deverão ser inequívocos.
Évora, Fevereiro de 2008 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD




