2007-10-19
2007-10-18
ÉVORA PERDE REGIÃO DE TURISMO???
EM DEFESA DE ÉVORA
Apesar de não ter representação parlamentar eleita pelo distrito de Évora, o PSD não deixa, ainda assim, de defender os interesses deste e das suas populações.O conteúdo da moção segue abaixo:
A Cidade de Évora assenta a sua estrutura económica no sector terciário, com relevância para os serviços desconcentrados da Administração Central.
Ao longo de décadas a centralidade geográfica de Évora foi aproveitada para dinamizar a Cidade como capital administrativa do Alentejo.
Nenhum governo, de nenhuma força política, ousou até hoje destruir esta centralidade administrativa por se entender que isso constitui um factor de diferenciação e desenvolvimento de Évora.
Constitui, aliás, um dos pilares do novo PDM, que se encontra em discussão.
A Câmara Municipal de Évora, condenando a destruição do aparelho administrativo da Cidade, que se evidencia pela extinção dos Serviços Distritais de Finanças, transferência dos serviços do IFADAP e da Autoridade para as Condições de Trabalho, vem publicamente manifestar a sua discordância pela acção do Governo, que por sucessivas decisões políticas, põe em causa o desenvolvimento e sustentabilidade do concelho de Évora.
Évora, 10 de Outubro de 2007
2007-10-17
O DÉFICE VAI DEIXAR-NOS VIVER?
PS FALHOU REORGANIZAÇÃO DA CÂMARA DE ÉVORA
O executivo municipal do Partido Socialista decidiu reorganizar profundamente os serviços da Câmara de Évora, criando a expectativa de que tal servisse para agilizar substancialmente o seu funcionamento, respondendo melhor e em menos tempo aos munícipes eborenses. 2007-10-16
Ó ÉVORA QUE NÃO TENS RIO

Veja-se o conteúdo da notícia:
A Câmara do Porto vai levar às escolas do concelho 10 pessoas com percurso universitário para que as crianças deixem de ver nos futebolistas e cantores os seus modelos de referência, noticou a Lusa.
«O objectivo é mudar o modelo de referência das crianças, que se vira muito para o mundo do futebol e do espectáculo», disse o vereador da Educação, Juventude e Inovação, Vladimiro Feliz.
O autarca falava à margem da apresentação do plano de acções para 2007/2008 do projecto «Porto de Futuro», lançado em Abril pela autarquia, em parceria com 17 empresas e instituições públicas, para aproximar as comunidades escolar e empresarial.
Vladimiro Feliz referiu que as universidades do Porto, a Católica e o Instituto Politécnico do Porto vão convidar 10 pessoas para relatar as suas histórias de vida, quer presencialmente, deslocando-se a algumas escolas, quer através da gravação de um vídeo a exibir em todos os estabelecimentos de ensino. Além de «chamar os heróis locais às escolas», a autarquia, em parceria com a Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), vai desafiar pais e encarregados de educação a apresentarem as suas histórias de vida nas escolas.
Veja-se também como a concordância com a iniciativa não é de oportunismo, antes decorre de perspectiva concordante já aqui defendida por diversas vezes.
2007-10-14
2007-10-13
REFORMA DO ESTADO?
Os Governos Civis que o PS prometeu extinguir em campanha eleitoral, continuam aí, em forma e cada vez mais reforçados de poderes. A sua extinção, ditada por razões de ordem administrativa com vista a obter ganhos e melhorias no funcionamento da máquina administrativa do Estado, esbarrou desde cedo após as eleições, nos interesses políticos dos ocupantes do cargo e também nos ganhos de influência quotidiana da máquina partidária do PS e das suas estruturas locais e regionais. O resultado é que, afinal, o Estado não passou a funcionar melhor nas áreas de intervenção dos GC, pois a reorganização não aconteceu por aquelas bandas.
Em contrapartida, em áreas em que o Estado, embora com necessidade de correcções e ajustamentos, ainda funcionava, como é o caso da gestão das contra-ordenações rodoviárias, o Governo decidiu alterar as coisas de forma a que deixassem de funcionar por completo, suprimindo estruturas operacionais por outras inoperantes.
O resultado é que se torna necessário recorrer agora aos GC para operacionalizar funções das quais se vinham libertando há décadas.
O desafio que se enfrenta é o de perceber e se trata efectivamente de uma solução de recurso e emergência, ou se as manobras levadas a cabo são mais reflectidas e servem efectivamente para justificar a existência de serviços cujo destinho se pretende inverter face às promessas eleitorais.
Relatava a notícia referente à imagem acima:
ESCRITA CERTEIRA
No Jumento:
- Sobre a arrogância no exercício das funções públicas e a contaminação na cadeia hierárquica de comando;
- Sobre a impunidade da demagogia e a irresponsabilidade da acção governativa não sustentada;
2007-10-03
VALE A PENA LER
2007-09-30
PS DE ÉVORA E SEUS DEPUTADOS INSENSÍVEIS AOS ERROS DO GOVERNO

Através da Lei nº 53/2006 de 7 de Dezembro, o XVII Governo criou o regime comum de mobilidade entre serviços públicos dos funcionários e agentes da administração directa e indirecta do Estado, pela qual foram definidos instrumentos que teriam como objectivo favorecer a mobilidade do pessoal, com vista a que daí resultasse um melhor funcionamento da máquina administrativa do Estado, serviço e resposta aos cidadãos contribuintes.
No caso da mobilidade especial, o processo foi desenhado em três fases, alargando a possibilidade de «o pessoal colocado em situação de mobilidade especial reiniciar funções, a título transitório ou por tempo indeterminado em associações públicas e entidades públicas empresariais, assegurando a Administração uma parte da remuneração devida ao trabalhador, e em instituições particulares de solidariedade social, mediante a celebração de protocolos para o efeito.»
Neste âmbito, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) assumiu esta reforma, tendo o Sr. Ministro feito declarações públicas sobre a sua aplicação no Ministério que tutela, assegurando a redução de cerca de 3.500 funcionários que transitariam para a situação de “mobilidade especial”, correspondendo a cerca de 30% dos funcionários daquele Ministério.
Em consequência, foi publicada em DR no passado 10 de Agosto, uma lista com o nome de 177 funcionários da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo, que passaram imediatamente ao regime de mobilidade especial. No primeiro dia útil seguinte, aqueles funcionários já não compareceram no respectivo serviço, perdendo de imediato o direito ao subsídio de almoço, mas mantendo o salário base durante 60 dias. Findo este prazo, os trabalhadores dispensados passarão à designada fase de requalificação, que tem como contrapartida o corte de um sexto da sua remuneração base mensal.
Tal é o que dita a legislação produzida, no pressuposto de que o Governo promova em tempo útil a formação sustentadora da requalificação de tais funcionários, para que os mesmos possam ser mobilizáveis para outros serviços da Administração Pública com manifesta falta de pessoal.
Ora, nenhuma destas duas condições está em condições de ser assegurada, nem a formação dos funcionários em mobilidade especial nem a possibilidade da sua requisição por outros serviços e transferência para os mesmos a partir da Bolsa de Emprego Pública onde deveriam figurar desde já, o que não acontece.
Aumenta por isso a cada dia que passa, o temor de que venham a decorrer para os funcionários afectados sérios prejuízos para a sua vida, consequência da pressa com que o Senhor Ministro da Agricultura pôs em marcha um processo que ainda não tinha pernas para andar, contrariamente a todos os restantes seus colegas de Governo.
Ora, o Governo não está a tomar o objectivo do PRACE como prioritário, permitindo que vários ministérios se tenham desleixado no cumprimento dos prazos, tendo-se mesmo admitido publicamente há pouco tempo adiar um dos elementos centrais da reforma da administração pública por mais um ano (novo regime de carreiras e remunerações), depois de se terem andado a alimentar expectativas irrealistas aos funcionários públicos.
A falta de concretização das medidas do PRACE está há meses a gerar ansiedade entre os funcionários públicos, que desde 2005 vivem sob tensão permanente, assistindo a muito anúncio, muitas promessas de cortar a direito e poucas decisões efectivas, a não ser em casos esporádicos como o MARDP, mas com prejuízo para os funcionários afectados pelo facto de serem dos poucos em tal situação.
Daqui resulta a necessidade de recomendação ao Governo que suspenda a aplicação da mobilidade especial aos funcionários do MADRP, até que estejam criadas as restantes condições previstas no âmbito do PRACE para a mobilidade efectiva dos funcionários afectados para outros serviços do Estado.
Subscritores: José Joaquim Palma Rita, Nuno Leão, Florival Pinto
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA: DEPUTADOS DO PSD INTERPELAM GOVERNO SOBRE DISPONÍVEIS
REQUERIMENTO apresentado pelos Dep.s José Manuel Ribeiro e Luís Rodrigues (PSD) na Assembleia da República
ASSUNTO: Mobilidade especial de funcionários públicos (Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas)
Através da Lei nº 53/2006 de 7 de Dezembro, o XVII Governo criou o regime comum de mobilidade entre serviços públicos dos funcionários e agentes da administração directa e indirecta do Estado.
Foram, assim, definidos instrumentos que teriam como objectivo favorecer a mobilidade do pessoal. Em caso de mobilidade especial o processo foi determinado em três fases, alargando a possibilidade de “o pessoal colocado em situação de mobilidade especial reiniciar funções, a título transitório ou por tempo indeterminado em associações públicas e entidades públicas empresariais, assegurando a Administração uma parte da remuneração devida ao trabalhador, e em instituições particulares de solidariedade social, mediante a celebração de protocolos para o efeito”.
Neste âmbito, o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas (MADRP) assumiu esta reforma, tendo o Sr. Ministro feito declarações públicas sobre a sua aplicação no ministério que tutela, assegurando a redução de cerca de 3.500 funcionários que transitariam para a situação de “mobilidade especial”.
Este número correspondia a cerca de 30% dos funcionários. Porém, declarações recentes do Sr. Ministro apontam que o número de funcionários em situação de mobilidade especial seria “apenas” de dois mil. Constata-se que nenhum destes números teve por base qualquer justificação pública.
Aparentemente este “corte” apenas tem como objectivo a diminuição de custos. Apesar disso, ainda está por provar que as medidas definidas para a redução de pessoal conduzam a uma diminuição de custos, pois o encerramento de serviços implicou o aumento de encargos e apoios a associações para desempenhar essas mesmas funções. Assim, o balanço final obriga a acréscimos de custos globais das despesas.
Por outro lado, o processo de avaliação de desempenho dos funcionários públicos não tinha subjacente a lei da mobilidade nem a passagem para o quadro de supranumerários.
O Governo do Partido Socialista não foi nem transparente, nem sério, pois utilizou a avaliação dos funcionários para fins distintos daqueles para que tinha sido elaborada.
Aquando da avaliação, o Governo já pressuponha a sua utilização para mandar os trabalhadores para a situação de mobilidade especial, enganando desta forma todos os parceiros sociais.
Entretanto, no decorrer deste processo, surgiram na comunicação social, diversas denúncias no sistema de avaliação dos funcionários, e no cumprimento da Lei da Mobilidade. Sindicatos e representantes de trabalhadores alegam irregularidade no cumprimento da legislação.
Algumas destas denúncias públicas vão no sentido de partidarizar a dispensa de funcionários, promovendo a administração pública como uma coutada do PS enquanto outras referem casos em que a avaliação é feita por familiares próximos, muitas vezes entre cônjuges.
Considera-se que a atitude do Governo não dignifica a administração pública e coloca em causa o profissionalismo de muitos trabalhadores há décadas dedicados à causa pública.
Neste sentido,
Os deputados abaixo-assinados requererem ao Governo, através do Ministro Agricultura do Desenvolvimento Rural e das Pescas ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais aplicáveis as seguintes informações:
- Qual o estudo em que o Governo se baseou para definir o n.º de 3.500 funcionários a colocar na situação de mobilidade especial no MADRP? Qual o outro estudo em que este número é reduzido para 2.000?
- Quais os critérios que presidiram à avaliação dos funcionários públicos? Quais os mecanismos disponíveis para aferir o cumprimentos da legislação referente à classificação dos funcionários? O Governo considera correcto a avaliação entre familiares directos, eventualmente cônjuges?
- No que respeita às Direcções Regionais de Agricultura e Pescas foi assegurada a equidade na atribuição de procedimento e actividades, de cada um dos serviços?
- Caso exista necessidade de reforçar uma equipa de trabalho com recursos humanos, os ministérios devem recorrem aos funcionários que se encontram em mobilidade especial. Neste sentido, como se justifica a eventual existência de concursos externos para recrutar pessoal?
- Porque é que neste momento o Governo não integra muitos dos trabalhadores em situação de mobilidade especial noutros serviços/ministérios, em vez de recorrer com muita frequência ao IEFP/Centros de Emprego? Será apenas com o objectivo de reduzir o desemprego registado nos Centros de Emprego, sabendo o Governo que esta medida tem um efeito de muito curto prazo, não reduzindo efectivamente a taxa de desemprego? Palácio de São Bento, 26 de Setembro de 2007
EQUÍVOCOS A ESCLARECER
- Trata-se de uma reflexão puramente política, centrada nas questões de teor político, resultantes da minha condição de activista político e partidário no concelho e distrito de Évora, nomeadamente cabeça de uma lista de 30 pessoas que, sob a sigla do PSD se candidataram à Assembleia Municipal de Évora;
- Tratando-se de uma reflexão puramente política, não teve quaisquer outras motivações ou intenções, nomeadamente de provocação, acusação ou levantamento de suspeição sobre alguém ou alguma empresa, como está bem explícito no texto da peça;
- Tal como refere toda a peça em causa, não se trata de qualquer ataque ou afronta deliberadamente prejudicadora de pessoas ou empresas, nem da empresa “Messias & Irmão” que tenho por idónea e sobre a qual não levantei qualquer suspeita, devendo a utilização da foto que figura na peça ser entendida como meramente ilustrativa, decorrente da sua natureza de obrigatória exposição e afixação pública;
- Sendo uma peça de teor político, escrita por quem tem actividade e responsabilidade política e partidária, pretendeu sim transmitir aos eleitores eborenses e a todos os candidatos do PSD a órgãos autárquicos do concelho de Évora, o respeito por um princípio de transparência na elaboração das listas do PSD e na actuação autárquica quotidiana, que reduza ao máximo a probabilidade de ocorrer qualquer dúvida ou interrogação sobre os candidatos do PSD ou sobre o processo de elaboração das listas.
- Atento o sobredito, endereço à sociedade Messias & Irmãos, Ldª as minhas sinceras desculpas por todos os inconvenientes, danos e prejuízos, decorrentes da publicação do artigo aludido no intróito do presente esclarecimento;
- Em suma, em momento ou circunstância alguma, quis adiantar que existiria falta de transparência nas relações entre a CME e a sociedade Messias & Irmãos, Ldª;
- Reitero, a sociedade Messias & Irmãos,Ldª é uma empresa conceituada e respeitada, merecendo o meu total respeito e consideração.
2007-09-26
REACÇÃO INTRIGANTE
- Desde logo pelo facto de ter sido ele próprio e não a estrutura concelhia de Évora do PS a responder a uma nota de imprensa da estrutura local do PSD. Aguardamos para ver em futuras situações, se o senhor Presidente da CME não se revê nem tem confiança na estrutura local socialista para o defender, ou se é esta que já não tem confiança no senhor Presidente da CME e por isso não se dá ao trabalho de vir defender um presidente de câmara que ainda deveria representar o PS;
- Depois, porque o senhor Presidente da CME refere que não sabe se terá o mensageiro (José Palma Rita, presidente da secção de Évora do PSD) legitimidade para falar em nome do PSD, sobre a matéria tratada na nota de imprensa daquela estrutura do PSD. Ora, como seria de bom senso esperar do senhor Presidente, se não sabe, não fala, informa-se primeiro e depois então se pronuncia;
Um aspecto verdadeiramente intrigante é o facto de se sentir nas palavras do senhor Presidente da CME uma tentativa de aproximação ao eleitorado do PSD, o que leva a aguardar por novos desenvolvimentos para perceber se se trata de um sinal de continuidade política do senhor Presidente da CME enquanto candidato a mais um mandato na CME e, a confirmar-se essa hipótese, se o senhor Presidente anda à pesca no eleitorado do PSD, talvez para compensar as baixas que tem vindo a sofrer no eleitorado do PS;
Por fim, resta a congratulação com as palavras do senhor Presidente que vem dar ao PSD inteira razão relativamente à nota de imprensa que tanto o incomodou, pois dizendo aquela que várias são as promessas por cumprir ao fim de 6 anos de gestão socialista na CME, vem o senhor Presidente reconhecer a inteira veracidade dos factos, indicando que vai fazer, que vai executar e vai avançar em várias dessas promessas, daqui para a frente. Já não era sem tempo, pois a preocupação do PSD de Évora mais não foi do que denunciar as promessas não cumpridas pelo senhor Presidente da CME, com vista a que a sua concretização resulte efectivamente numa melhoria para a qualidade de vida dos eborenses.
2007-09-24
MINISTRO DA AGRICULTURA MAIS PAPISTA QUE O PAPA
- Que esta é uma falsa reforma da Administração Pública: a qual urge fazer para agilizar o funcionamento da mesma, mas que implica racionalizar e diminuir as estruturas que estão a mais, que têm competências sobrepostas ou cuja existência já não se justifica (muitas dessas estruturas criadas pelo primeiro Governo Guterres , sem necessidade aparente a não ser encaixar os boys do PS que ainda hoje lá perduram);
- Que a Administração Pública não melhorará o seu funcionamento: porque os serviços regionais são os mais castigados pela dispensa de funcionários ao contrário dos serviços centrais dos Ministérios, distanciando-se dos cidadãos utentes em vez da aproximação, não melhorando o serviço prestado, antes pelo contrário, apesar da carga fiscal aumentar todos os dias;
- Que a Administração Pública não reduzirá a sua despesa de funcionamento: nem mesmo com a cega redução de pessoal, não planeada nem pensada racionalmente, levando a contratar avençados para as mesmas tarefas, a abrir diariamente concursos de admissão para a Administração Pública sem recorrer aos disponíveis, a dispensar sem critérios objectivos apenas alguns e não outros;
- Que o Governo traiu os funcionários públicos afectados: porque não permite a sua mobilidade para outros serviços, não promove a prevista formação profissional de reconversão para os mesmos, antes fomentando o despedimento sem justa causa e sem indemnização, de forma arbitrária e sem qualquer lógica justificativa que beneficie a Administração Pública ou o país.
- Que o Governo é irresponsável perante a Administração Pública e o país: já que este não toma o objectivo do PRACE como prioritário, permite que cada ministério de desleixe no cumprimento dos prazos e que, por isso, alguns ministros prejudiquem impunemente os funcionários dos ministérios que tutelam, sem que daí venha mal ao mundo. Ou o Primeiro-Ministro é conivente com esta irresponsabilidade, ou permite a irresponsabilidade dos seus ministros por não conseguir impor-se a eles, ou então, estão todos de acordo sobre a pouca importância desta matéria e das suas consequências.
Uma coisa é certa: para os funcionários, incompreensível e inexplicavelmente colocados na situação de mobilidade especial (pela falta de transparência do processo ainda agora reiterada pelos visados e pelas estruturas sindicais), as consequências são desastrosas e não devem ser desvalorizadas nem esquecidas.
MARQUES MENDES TEM MUITO PARA MUDAR DEPOIS DE 28 DE SETEMBRO
2007-09-23
2007-09-19
MARQUES MENDES TINHA RAZÃO
ERA MAIS DO QUE ÓBVIO

Relata agora o jornal Correio da Manhã:
«O Estado está a reduzir o número de funcionários públicos, mas depois adquire os serviços a empresas privadas, acabando por não cumprir o objectivo de reduzir as despesas. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) fez as contas e concluiu que as despesas com aquisições de serviços aumentaram 19 por cento no primeiro semestre deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.»
PRACEmana de mês e ano por definir
«Venderam-nos a reforma da Administração Pública como a mãe de todas as reformas: um tripé, que inclui o famoso PRACE (a reforma da administração central) e os novos sistemas de avaliação e reformulação de carreiras, além da mobilidade dos funcionários para o quadro de supranumerários.
Todas estas medidas têm sido sucessivamente anunciadas e a realidade é que todas as metas prometidas têm sido ultrapassadas.
O último caso, hoje noticiado pelo Jornal de Negócios, é o do sistema de vínculos e carreiras, que chegou a ser prometido para 2007, mas está adiado para 2009. Este ano trabalhou-se com o objectivo de aplicar o novo regime em 2008 e ainda em Julho o secretário de Estado da Administração Pública, João Figueiredo, reafirmava ao Jornal de Negócios que o objectivo seria cumprido.
Este processo é exemplar do modo de funcionamento do Governo. Em Junho de 2005, nomeou uma comissão técnica de revisão do sistema de carreiras e remunerações da Administração Pública, presidida por Luís Fábrica. Há um ano, despachou a comissão e chamou a si o processo, alegadamente devido aos atrasos dos trabalhos. Mas logo no início do ano apresentou aos sindicatos uma proposta de novas regras que retomava o essencial do trabalho da comissão.
O processo negocial com os sindicatos arrastou-se e a versão final só chegou em pleno Verão. Pelo que a aprovação dos diplomas, para que as novas regras entrassem em vigor no próximo ano, exigia celeridade no Parlamento.
Ao deixar cair os braços, e adiar um dos elementos centrais da reforma por mais um ano, das duas uma: ou o Governo andou a alimentar expectativas irrealistas, e está agora a dar a mão à palmatória; ou há manifesta falta de vontade política em concretizar medidas que estão há meses a gerar ansiedade entre os funcionários públicos. Mas 2009 é um ano fatídico para as reformas. Com as eleições à porta, duvida-se que as faça.
Sócrates estará a tentar fazer-nos acreditar que vai romper com a lei de que as reformas impopulares se fazem na primeira metade da legislatura e que o seu desapego aos votos é tal que se propõe avançar a poucos meses da ida às urnas?
Este adiamento vale o que vale. Um homem sábio e experiente dirá que, conhecida a dimensão do problema e o seu carácter estrutural, mais vale uma boa reforma feita devagar do que uma má reforma feita à pressa. O problema é se temos uma má reforma (leia-se insuficiente) feita devagar.
Quem acumula capital de queixa, por esta altura, são os funcionários públicos. Desde 2005, vivem sob tensão permanente. É o “modus operandi” do Governo. Muito anúncio, muitas promessas de cortar a direito e poucas decisões efectivas. E depois queixam-se de que o sentimento geral é de perda de ímpeto reformista.
Até agora o Governo tem feito a consolidação orçamental pelo lado da receita. Para breve, conta com o feito do QREN para promover o aumento do investimento e contribuir para o crescimento da economia. Mas não se vê como se propõe atacar a despesa.
Com os efeitos do PRACE ainda limitados, com a marcha lenta da concretização das novas leis orgânicas dos ministérios, falta saber por onde vai prosseguir a consolidação orçamental. Onde pára a autoridade do primeiro-ministro para que os ministérios concretizem a reforma?»
MARQUES MENDES - RAZÕES DE CANDIDATURA
- O PSD quando está na oposição, sempre teve, e hoje não é excepção, uma cultura de pouca União e de desfazer Lideranças, fossem elas brilhantes, fossem elas sofríveis; Hoje, pela primeira vez, estamos na oposição a uma maioria absoluta do PS, o que tem tornado a nossa actuação ainda mais difícil; Tarefa dificultada, quando temos uma sistemática Oposição Interna à Oposição Externa que queremos fazer;
- O PSD não pode continuar a fazer oposição ao PSD; Liberdade de Opinião e Pensamento não podem ser desculpa para actos que enfraquecem o Partido aos Olhos dos Portugueses; Principalmente, quando esta Oposição à Acção do Líder do Partido não resulta do conteúdo da mesma, mas sobretudo de tentar promover uma política interna de «Terra Queimada» com vista, apenas, à tentativa de promoção de um projecto pessoal de poder;
- O PSD precisa de clarificação; Com este acto eleitoral, ao escolhermos o candidato a Primeiro Ministro em 2009, estamos a dar ao partido oportunidade de se acalmar, pacificar, e procurar unir em torno de um projecto que desejamos estruturante, cativante e entusiasmante;
- O PSD precisa de Estabilidade, de Serenidade, de Sentido de Estado, de Sentido de Responsabilidade, de Competência, de Exigência, de Excelência;
- O Dr. Marques Mendes tem conseguido, neste cenário, e apesar de tudo, seguir um caminho de oposição e de reorganização do partido muito importante; Na questão interna, a aposta na Formação e na Revisão do Programa do Partido; Na questão externa, a questão da Ota (onde estaria já a sua execução se não fosse o PSD?), do Pacto para a Justiça, o Programa de Apoio às PME´s, a reforma do Sistema Político, a Proposta de Baixa Progressiva de Impostos como Alavancagem do Crescimento Económico, entre outras;
- O PSD tem, neste cenário, no Dr. Marques Mendes o melhor protagonista para liderar este projecto e este caminho que nos vai guiar até às Eleições de 2009; Porque sabemos que com ele, existirá Coerência, Credibilidade, Linha de Rumo, Responsabilidade;
- E depois de Pacificado o Partido e extinto o ruído de fundo interno, É Tempo de Puxar pelos Portugueses e de voltar a dar Chama Intensa a Portugal;
- É por isso que Apoiamos o Projecto “Governar em 2009”, liderado pelo Dr. Luis Marques Mendes. Junte-se a Nós! Pelo PSD, e sempre, em Nome de Portugal!
2007-09-17
MARQUES MENDES EM CAMPANHA EM ÉVORA:
Notícia de cobertura da RÁDIO DIANA :
2007-09-12
O TURISMO PODE MUDAR O ALENTEJO
Não será fácil a mudança duma região pobre da Europa, com deficientes estruturas, poucos trabalhadores e quadros qualificados, sem atractivos ambientais e turísticos diferenciadores (com excepção do lago criado pela albufeira da barragem), na sua transfiguração em área de turismo de alta qualidade, em pouco tempo, daí o atraso dos supostamente “miraculosos” efeitos das valências de Alqueva (EFMA) para o Alentejo.
Um novo destino turístico que se pretenda posicionar nos mercados nacional, ibérico, europeu e mundial, partindo e surgindo do nada, levará anos a lançar e décadas a posicionar, segundo muitos especialistas do sector. Além disso, toda a área de influência do Alqueva, é uma área rural, território de baixa densidade em várias dimensões, sem investimento de raiz e cariz local durante várias décadas, mesmo com 3 QCA’s.
Por um lado, urge uma correcta identificação do tipo de incentivos ou acções de base local necessários para que a região desenvolva e fertilize a emergência de iniciativas empresariais de pequena dimensão, negócios de natureza familiar, com vista ao fornecimento e complementaridade dos grandes investimentos e projectos turísticos previstos para o regolfo do Alqueva.
Por outro lado, ao nível da geração de emprego e sua relação com a disponibilidade de recursos humanos locais, será importante determinar de que forma a região pode beneficiar de alguma complementaridade e construção de capacidade de abastecimento local, de forma activa, agressiva e antecipada na oferta.
Não menos importante será desenvolver estratégias locais de adaptabilidade a um conjunto de iniciativas empresariais externas que possam servir ao escoamento e ocupação profissional de uma parte do maioritário perfil de RH que não será certamente absorvido pelos modernos e exigentes empreendimentos turísticos a construir, dada a sua natureza de marcado e adiantado envelhecimento demográfico, com elevado atraso e desfasamento no que se refere às qualificações profissionais e às habilitações escolares.
Para além de ter de contornar a previsível dificuldade de encontrar capacidade de resposta para preencher os milhares de postos de trabalho que se prevê sejam criados em resultado dos investimentos turísticos previstos para a área do EFMA (nos próximos 10 anos, o turismo alentejano poderá vir a precisar de, pelo menos, o dobro da mdo que neste momento trabalha no sector (cerca de 11.000 trabalhadores), o Alentejo terá ainda um dilema de diferente natureza: garantir uma estratégia de turismo sustentável, que deverá obrigatoriamente ter em linha de conta a necessidade de promoção das actividades tradicionais e de cariz local, que permitam valorizar a identidade regional e preservar os valores culturais e a sua salvaguarda para as gerações vindouras.
2007-09-07
DESCOORDENAÇÃO E DESPERDÍCIO DE RECURSOS
2007-09-02
QUANDO A ESMOLA É GRANDE ...
O que aconteceu? Que uma coisa é a demagogia de dizer sim a tudo durante a campanha eleitoral, outra coisa, bem diferente, é a racionalidade decorrente da fundamentação técnica. O estudo encomendado pela Câmara de Évora sobre a viabilidade das novas superfícies comerciais a instalar diz que:
- Nenhum dos 5 projectos serve a cidade e a sua vocação turística, em termos de localização;
- Dificilmente Évora terá capacidade para viabilizar alguma delas (perda de população, desemprego, etc) e, a acontecer, será no máximo uma.
E agora, como descalça o Presidente da Câmara esta bota, perante aqueles que adquiriram os terrenos e iniciaram mesmo as obras, incentivados pelo mesmo? Vai decidir em função dos compromissos assumidos pessoalmente face aos investidores, ou em função do interesse do município a cujos destinos preside e que estão claramente identificados no estudo que a Câmara encomendou e pagou?
Aguardemos pelos próximos capítulos.

























