2007-12-08

EU DIRIA AINDA ...

Eu acrescentaria que:

  • O PS anda há 6 anos a inventar desculpas para não cumprir as promessas que repetidamente fez ao eleitorado eborense (em 2001 e 2005), invocando por um lado as forças de bloqueio da santa-aliança CDU/PSD (que mais uma vez e em definitivo, se provou agora não existir) e, por outro lado, o desajustamento do PDM;
  • Se a revisão do PDM era tão impeditiva para a excelência que o PS prometeu concretizar em Évora, a partir deste momento não há mais desculpas para que tal não aconteça, sendo o PSD a partir de agora substancialmente mais exigente com o desempenho de um executivo municipal que deixou de ter condições para invocar impedimentos para conseguir e mostrar resultados concretos da governação municipal, quebrando o marasmo de 6 anos;
  • O PSD, ainda assim, não acredita que a gestão autárquica do PS seja melhor daqui para frente, relativamente ao que tem sido o desastre das promessas eleitorais vãs e não cumpridas, da demagogia e do show-off quotidianos, da inércia da autarquia, da falta de visão para o futuro, ...
  • Só um milagre permitiria ao PS melhorar a gestão da Câmara de Évora pois, apesar de criadas as condições exigidas pelo próprio PS, são fracas as expectativas de que os seus eleitos tenham capacidade para conduzirem Évora para além da estagnação e degradação com que brindaram os eborenses ao longo dos últimos 6 anos.

2007-12-06

PDM DE ÉVORA POUCO AMBICIOSO E SEM ESTRATÉGIA

  1. O processo de revisão do PDM de Évora que agora terminou, não responde à ideia de futuro e de desenvolvimento que o PSD defende, mas sim à visão (não suficiente) do Partido Socialista para Évora, que ao recusar organizar em simultâneo um processo de planeamento estratégico para o concelho, não permitiu ancorar e sustentar coerentemente o processo de revisão do PDM;
  2. O resultado final é um instrumento que não reflecte as preocupações e prioridades do PSD para Évora, que compromete boa parte do seu potencial de resolução dos problemas que afectam Évora hoje e dos desafios que o concelho enfrentará no futuro. No fundo, trata-se de um instrumento assente em demasiadas incertezas, fechado sobre o concelho, sem estratégia nem ambição para um futuro de sucesso;
  3. Apesar de ficarmos com um PDM insuficiente e que está longe do óptimo, pior seria que Évora continuasse na incerteza e paralisia dos últimos 10 anos, cujo PDM já deveria efectivamente ter sido revisto. O PSD considera essencial estabilizar um mínimo de referência orientadora para a vivência de pessoas, entidades e empresas de Évora;
  4. O PSD não impediu o processo de revisão e, ao contrário do PS que não permitiu a participação durante a feitura do documento, estimulou a discussão pública como única forma de os eborenses participarem efectivamente no mesmo mas, não pode ainda assim o PSD aprovar algo que é manifestamente frágil e insuficiente para o que Évora merece e precisa;
  5. O PSD foi um partido responsável durante o processo de discussão do PDM, expressando as suas posições sobre o conteúdo do documento sem preocupações propagandísticas, não se aproveitou publicamente das preocupações dos eborenses, escutou-as com atenção e pugnou para que as suas opiniões fossem consideradas no documento final procurando assim o mínimo de melhoria participada;
  6. A partir de agora, acabaram-se as desculpas do Partido Socialista para os problemas que continuam por resolver em Évora, para as promessas eleitorais não cumpridas, para os investimentos anunciados e que tardam, para os milhares de postos de trabalho prometidos e não criados, para a especulação imobiliária que teima em continuar;
  7. Criadas as condições exigidas e invocadas pelo PS, depois da aprovação da revisão do PDM, o PSD será criteriosamente exigente com o executivo socialista na Câmara de Évora, mas acreditamos que só um milagre poderia fazer recuperar o marasmo e atraso de 6 anos em Évora;
  8. É urgente estimular e preparar um novo ciclo de vida para a cidade e para o concelho de Évora enfrentarem com sucesso um futuro exigente face às oportunidades do QREN 2007/-2013 e às transformações em curso nos domínios do desenvolvimento urbano e do ordenamento do território, designadamente no Alentejo;
  9. O reforço da atractividade e do papel de Évora, enquanto pólo de desenvolvimento regional, na sociedade e economia do conhecimento, a valorização económica do património histórico e cultural da Cidade, o desenvolvimento equilibrado das componentes urbana e rural, com qualidade de vida e sustentabilidade económica, social e ambiental, serão opções incontornáveis no caminho do futuro de Évora;
  10. Esse caminho consistente e de consolidação gradual pressupõe instrumentos tecnicamente credíveis e politicamente legitimados que suportem as intervenções de médio e longo prazo para fortalecer e qualificar os argumentos competitivos da Cidade: bem-vindo seja o exercício de planeamento estratégico que em breve se iniciará; Reunião Publica Extraordinária da Câmara Municipal de Évora – 05 de Dezembro de 2007

PDM DE ÉVORA - REVISTO E APROVADO

Na Rádio Diana, a notícia refere:
O novo Plano Director Municipal de Évora, foi aprovado ontem à noite pela autarquia, depois de mais de 8 anos desde o início da sua revisão.
Apesar de não ter maioria, o executivo socialista conseguiu que o novo documento não fosse chumbado por toda a oposição, tendo beneficiado da abstenção do PSD.
Após três meses de discussão pública, o Presidente da Câmara de Évora considera que esta é uma proposta melhor que a inicial. “A proposta não foi desvirtuada” disse José Ernesto Oliveira, entendendo que “os contributos que recebeu resultaram numa proposta final francamente melhor”.
Opinião diferente têm os vereadores comunistas, que votaram contra.
“No conjunto de participações públicas, houve uma pesadíssima parte que não foi considerada” disse Andrade Santos, considerando a situação “inadmissível”. O vereador da oposição não viu as pretensões do PCP, de se continuarem os trabalhos de revisão do PDM, serem aceites pela restante vereação. Lamenta que não haja um consenso alargado e que desta forma não se beneficia a população. “Quando um PDM é aprovado assim, com 3 votos em 7, acha que esta votação lhe dá muita saúde?”, questiona Andrade Santos.
O autarca José Ernesto Oliveira contraria esta posição, acusando “algumas pessoas e forças políticas estavam apostadas em fazer atrasar o processo, ao proporem retirar propostas, a proporem repetir o debate público, sem fundamentos”. É clara a distância de opiniões entre o PCP e o executivo PS.
No PSD, António Dieb diz que persistem dúvidas que o levaram a não votar favoravelmente, mas afirma que era necessária uma decisão. “O documento não reflecte aquilo que são, para o PSD, as estratégias adequadas para o concelho” afirmou o vereador social democrata. Contudo, para António Dieb, “ninguém iria compreender que continuássemos neste limbo”.
O vereador do PSD diz que o seu partido sai vitorioso, porque ficou reforçada a sua proposta de elaboração de um Plano Estratégico para o Concelho.
Já o início de revisão do Plano de Urbanização da cidade de Évora foi aprovada com 4 votos favoráveis do PS e do PSD. A CDU votou contra.

2007-12-04

GOVERNO INSENSÍVEL AOS DRAMAS DOS PORTUGUESES

Perante as calamitosas notícas, o Governo, ao invés de reflectir em profundidade sobre a eficácia das suas medidas e as causas reais do que está a contecer, reage de forma indiferente e com a única e exclusiva preocupação de evitar danos eleitorais. Repare-se na notícia do jornal Correio da Manhã:
Números Eurostat - Doutores sem trabalho
O Eurostat, gabinete de estatística da União Europeia, lançou ontem o pânico entre os governantes portugueses ao anunciar que a taxa de desemprego em Outubro era de 8,5 por cento, colocando assim o nosso país no terceiro lugar entre os 27 Estados da UE.
Apesar da “correcção” anunciada ao início da noite, a verdade é que o desemprego continua a aumentar em Portugal, com particular incidência entre os jovens licenciados.
Segundo os números do terceiro trimestre divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), 64 700 portugueses com formação académica superior estavam no desemprego no final de Setembro. Mais 10 700 sem trabalho do que no mesmo mês de 2006 e mais 14 mil do que no trimestre que findou em Junho.
A taxa de desemprego entre os indivíduos com habilitações académicas superiores era, no terceiro trimestre, de 8,3 por cento (que compara com 6,5 por cento registado no segundo trimestre), com as mulheres a serem mais penalizadas – há uma taxa de desemprego de 9,6 por cento entre as universitárias.
Em relação aos números divulgados ontem pelo Eurostat – e depois de corrigido o erro – a taxa de desemprego em Portugal em Outubro foi de 8,2 por cento.
Fonte comunitária explicou à Lusa que o “desvio” de 0,3 pontos percentuais se terá devido a erro humano, designadamente ao facto de não ter sido tomado em conta o inquérito sobre as forças de trabalho. Deste modo, ao contrário do anunciado anteriormente, a taxa de desemprego não aumentou 0,2 pontos percentuais em Outubro face ao mês anterior, tendo, pelo contrário, descido ligeiramente (0,1 por cento). Este erro, precisou a mesma fonte, não altera os valores globais para a Zona Euro, onde a taxa de desemprego, corrigida das variações sazonais, estabilizou nos 7,2 por cento em Outubro, face aos 7,3 por cento verificados em Setembro.
O valor avançado pelo Eurostat relativamente a Portugal levou todos os partidos da oposição a pedir explicações ao Governo sobre o aumento da taxa de desemprego que se teria verificado em Outubro.
(...)
PSD QUER MUDANÇA
Hugo Velosa, do PSD, defende que só com “outra política” o número de desempregados poderá começar a descer
PCP ACUSA GOVERNO
Jerónimo de Sousa, líder do PCP, acusou o Governo de ter uma política “desastrosa” e centrada na redução do défice
CDS APONTA EMPRESAS Paulo Portas disse as empresas é que criam os empregos, sublinhando que “hoje o clima não é favorável ao investimento”
BE EXIGE EXPLICAÇÕES
Francisco Louçã exigiu ontem a José Sócrates que discuta no Parlamento os números do desemprego
EUROSTAT VAI REVER O ministro da Presidência, Silva Pereira, congratulou-se pela revisão dos dados do desemprego realizada pelo Eurostat

A posição do Ministro da Presidência é inacreditável e bem esclarecedora da insensibilidade do Governo. Daí que surja bastante adequada, na mesma edição do Correio da Manhã, a reacção do jornalista e as interrogações que levanta:

Satisfeitos porquê?

O Governo manifestou-se ontem “satisfeito” com a correcção feita pelo Eurostat em relação aos números do desemprego.
A taxa já não era de 8,5 por cento... passou para 8,2. Mas existem razões para tanta satisfação quando mais de 64 mil jovens licenciados não encontram ocupação para as sua habilitações?
Existem razões para satisfação quando foi o próprio Governo que prometeu a criação de 150 mil novos empregos e tem mais de 440 mil desempregados registados?
Não podemos rejubilar porque um organismo comunitário errou e em vez de nos colocar como campeões do desemprego da Zona Euro nos colocou atrás da Grécia, que tem uma taxa de 8,4 por cento. O erro de ontem pode ser a certeza de amanhã. Então ninguém manifestará qualquer satisfação.

2007-12-02

LIXO ACUMULADO DEBAIXO DO TAPETE

No passado dia 29 de Novembro de 2007, podia consultar-se no site do Expresso a seguinte notícia, relativa ao relatório anual "Educação para todos" da UNESCO:
Portugal: desenvolvido, mas pouco - Portugal é o único país desenvolvido com taxa de repetentes a atingir 10% nos primeiros ciclos.
Portugal é o único país desenvolvido onde a taxa de alunos repetentes no primeiro e segundo ciclos atinge os 10%, de acordo com dados da UNESCO divulgados esta quinta-feira.
Segundo o relatório anual "Educação para todos" da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), um em cada dez alunos portugueses (10,2%) a frequentar a antiga primária e o 2.º ciclo chumbaram e estão a repetir o ano de escolaridade.
Em Espanha e na Alemanha estes valores situam-se nos 2,3 e 1,4%, respectivamente, enquanto em países como Finlândia, Grécia, Irlanda e Itália a taxa não atinge sequer um por cento.
Com repetências inferiores a Portugal estão ainda países menos desenvolvidos como o Botswana (4,8%), o Paquistão (3,1%) ou o Bangladesh (7%), por exemplo.
De acordo com os dados do relatório, referentes a 2005, a percentagem de alunos repetentes nestes níveis de escolaridade atinge valores recorde na República Centro Africana e no Burundi, ambos com 30%, seguidos do Brasil (21,2%), Nepal (20,6%) e Cabo Verde (15,4%).
No documento, a UNESCO ordena 129 países de acordo com indicadores como o acesso universal ao primeiro ciclo, a literacia entre a população adulta, a qualidade da educação e a paridade de género, quatro dos seis objectivos traçados pela organização para cumprir até 2015.
Nesta tabela, na qual Noruega, Reino Unido e Eslovénia ocupam o pódio, Portugal figura na 40.ª posição, estando incluído no grupo de 51 países que a UNESCO classifica como tendo um elevado nível de cumprimento daqueles objectivos.

2007-12-01

CÂMARA DEVE INFORMAR REGULARMENTE EBORENSES SOBRE A QUALIDADE DA ÁGUA

A Comissão Política da secção de Évora do PSD em reunião desta semana, analisou o recente caso da água para consumo humano em Évora, lamentando que Évora volte a estar em destaque no plano nacional mais uma vez pelas piores razões, com prejuízos para a imagem da qualidade de vida percebida no exterior por potenciais turistas, visitantes, investidores e casais jovens que o concelho necessita atrair e fixar para inverter a continuada perda de população que se faz sentir desde 2001.
Não foi esta a excelência prometida pelo PS aos eborenses, em particular na qualidade de uma água que tão cara nos custa.
Embora possa não haver razões para alarme, a verdade é que se trata de um problema de saúde pública que afecta cidadãos consumidores residentes no concelho de Évora, devendo por isso merecer a maior atenção por parte das autoridades públicas com responsabilidade, nomeadamente a Câmara Municipal, face a uma situação anómala que ocorreu.
Sem alarmismo nem aproveitamento político, não pode ainda assim o PSD, pugnando pela melhoria da qualidade de vida dos eborenses, deixar de alertar a Câmara Municipal para a necessidade de um reforço dos meios técnicos de análise, monitorização e intervenção sobre a qualidade da água fornecida em Évora.
Da Câmara de Évora, espera-se além do mais o cumprimento de uma obrigação de transparência perante os eborenses, informando-os de imediato, logo que sejam detectadas anomalias como a recente (o que sabemos agora ter vindo a acontecer sem conhecimento da população), única forma de garantir a tranquilidade pública e a confiança dos eborense nos órgãos autárquicos.
Évora, Novembro de 2007 A COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE ÉVORA DO PSD

VERGONHA AUTÁRQUICA EM TONS ROSA

JOVENS PORTUGUESES DE MÉRITO RECONHECIDO

INICIATIVA INTERESSANTE NA IGREJINHA, CONCELHO DE ARRAIOLOS

2007-11-25

DEVOLVER A AMBIÇÃO MOBILIZADORA AOS PORTUGUESES

O treinador da selecção nacional de futebol, indisposto com as perguntas que os jornalistas dos vários órgãos de comunicação social lhe faziam terminado o jogo com a Finlândia, referia agastado que Portugal está mal habituado.
Tenho dificuldade em concordar na totalidade com essa afirmação, identificando mesmo alguns sinais de Portugal está (infelizmente) a ficar por demais habituado ao nivelamento por baixo, à resignação, à desresponsabilização pelos resultados programados e não conseguidos, à falta de exigência e à perda de ambição.
Ao contrário de outros países europeus, bem próximos de nós, que estabeleceram um ideal de sociedade vencedora, o nosso país parece caminhar para a resignação com a sobrevivência, pouco honrosa, na cauda das estatísticas. Essa resignação nacional é visível quanto aos índices de desenvolvimento económico da União Europeia e da OCDE, de rendimento per capita, da estagnação da produtividade da economia, do aumento da carga fiscal sem contrapartidas de melhor funcionamento do Estado, da degradação continuada dos sistemas de saúde, do abandono escolar, do crescente facilitismo do sistema educativo, dos elevados gastos dos governantes e gestores públicos em tempo de crise, do constante aumento do desemprego qualificado, da gestão autárquica judicialmente acusada mas reeleita, das promessas eleitorais não cumpridas ou mesmo invertidas, entre muitos outros indícios.
A tudo isto parece o país ter-se rendido, impotente na responsabilização dos autores, descrente na capacidade activa de travar ou alterar a prática quotidiana de exercício de um poder que cada vez se sente mais distante, apesar de as dificuldades serem crescentes, os direitos diminuírem, os deveres e as obrigações aumentarem.
Vai-nos restando, aos olhos do mundo, uma esperança de recuperação da grandeza outrora ostentada, que é o futebol, pelo que se compreende a expectativa generalizada de que a exibição da selecção nacional tivesse mais brilho (não em resultados, mas sim em espectáculo) por se considerar que a mesma tem competências para tal.
Tal perspectiva de exigência, de querer mais do que o simples apuramento para a fase seguinte, argumentada pelos jornalistas em representação de uma boa parte da opinião pública nacional, não parece ter agradado ao seleccionador nacional, que considera que nos devemos acomodar ao mínimo, ao suficiente, como se exigir a excelência fosse algo condenável.
Scolari percebeu já que uma boa parte dos portugueses deixou de ser exigente com o Estado, com o Governo, com as autarquias, com a quase generalidade das instituições. Ora, deixando de ser exigentes consigo próprios, como podem vir exigir ao seleccionador nacional uma elevação do nível de desempenho?
Talvez Scolari tenha razão. O problema está do nosso lado, porque um país resignado, sem ambição, que tem pavor a exigir a excelência e banaliza a mediocridade, terá dificuldades em construir um futuro risonho.
Aos políticos cabe, a vários níveis de exercício do poder, devolver ao país a ambição, em diferentes domínios.

2007-11-20

RESULTADOS DO TRABALHO DO PSD

A elaboração de um Plano Estratégico para Évora resulta de uma iniciativa do PSD que propôs a inscrição de tal acção no Plano de Actividades e Orçamento de 2007 da Câmara de Évora.
Trata-se de uma iniciativa que responde à necessidade mais que justificada pela observação da falta de rumo do PS na CME, que desde a moda ao futebol, passando pelas novelas televisivas, já atirou vezes sem conta a excelência ao ar sem acertar em nada e nada acertar naquela.
A pobreza de fundamentos e inconsistência de opções patentes no processo de revisão do PDM, atestam, se dúvidas houvesse, a ausência de visão estratégica para a cidade e para o concelho, de um executivo preso apenas ao poder conquistado à CDU e instrumentalizado em benefício das lutas intestinas à estrutura partidária local.
Só a elaboração de um Plano Estratégico permitirá ao concelho de Évora ver devolvidas para discussão, as opções de construção de um futuro desejado, partilhado e participado.
Resta agora esperar por um milagre: que a clareza e objectividade das opções para o futuro do concelho, enquadrem e legitimem a falta de nexo do instrumento de planeamento de inferior ordem que entretanto já estará decidido.
Parece-me pequena a probabilidade de tal acontecer, a avaliar pelo que foi possível observar com os compromissos relativamente à localização das putativas superfícies comerciais, que viriam ser denunciados como pouco convenientes pelo estudo que (só mais tarde) a CME decidiu encomendar.
Para que a irresponsável regra do atira primeiro e lança o prato depois acabe de vez, o Plano Estratégico é fundamental.

2007-11-09

MANTER VIVAS A ESPERANÇA E A MEMÓRIA

A par do Notícias Alentejo, também a Rádio Diana destacou a notícia do requerimento formulado ao Governo pelo Deputado do PSD (Luis Rodrigues) pelo círculo de Setúbal sobre o andamento do projecto Skylander.
Das declarações do próprio àquela rádio, resulta que:
O deputado social-democrata Luís Rodrigues pediu recentemente esclarecimentos ao governo sobre o projecto da fábrica de aviões Skylander, através de um requerimento dirigido ao Ministro da Economia.
Considerando que o projecto tem sido utilizado pelo PS para propaganda política, o deputado entende que a informação dada sobre a matéria tem sido contraditória.
“Recebi agora a resposta, a dizer que ainda não existia garantia de financiamento, que o promotor ainda não tinha garantido o financiamento total, e que não estava ainda formalizada a candidatura aos fundos. Eu estranhei porque o Sr. Secretário de Estado Adjunto da Economia, Castro Guerra, quando esteve em Évora em Setembro, disse que o processo estava todo encaminhado e que durante o mês de Outubro estaria concretizado”, relatou Luís Rodrigues.
“Não podemos continuar a enganar a sociedade civil de Évora e internacional”, sustenta o deputado social-democrata.O Projecto Skylander está classificado como de Potencial Interesse Nacional, prevendo um investimento de 125 milhões de euros na construção de uma fábrica em Évora.
Ora, sobre esta matéria, há que destacar alguns elementos de consideração, na perspectivas das estruturas locais e regionais do PSD, nomeadamente:
  • Um primeiro destaque para o facto de o deputado do PSD eleito pelo círculo eleitoral de Setúbal, Luis Rodrigues, se ter revelado ao longo desta legislatura como um político particularmente atento ao Alentejo em geral e ao distrito de Évora em particular, disponivel e empenhado na colaboração com o distrito e com o concelho de Évora. O caso do projecto de investimento SKYLANDER é prova e evidência dessa atenção e empenho, tendo este deputado sido por várias vezes porta-voz das preocupações do vereador do PSD na Câmara Municipal de Évora e do Grupo Municipal do PSD na Assembleia Municipal de Évora;

  • Nos vários órgãos da autarquia eborense, os representantes e eleitos em lista do PSD têm desde o início do mandato sido fiéis à sua postura e posições sobre esta e outras matérias de interesse para a vida local: procurar servir as populações sem excessos de clivagens politicas ou partidárias, apoiando o executivo municipal quando se entendem por adequadas as suas propostas e opondo-se quando a isso são levados pelas ideias próprias.

  • No que respeita ao projecto de investimento Skylander, o PSD de Évora considera-o de fulcral importância para o Concelho, Distrito e Região e, por isso, têm os seus eleitos locais referido, desde a primeira hora em que o mesmo foi publicitado, que se trata de uma oportunidade única que deve agregar todas as vontades em seu torno, de modo a procurar a sua concretização;

  • Os eleitos locais do PSD já manifestaram por diversas vezes em sede de Câmara e Assembleia Municipal a sua total disponibilidade e vontade de ajudar à concretização daquele investimento no concelho de Évora, sendo disso testemunho as várias iniciativas parlamentares como esta levadas a cabo de forma repetida, para além dos contactos e sensibilização dos representantes do PSD em comissões especializadas, apenas como exemplos;

  • No PSD de Évora continua-se a acreditar que o projecto é demasiado importante para o futuro do Évora, pelo que dificilmente se aceitará que o seu anúncio tenha constituído apenas uma "arma" de propaganda politica e menos ainda que viessem a encontrar uma desculpa para a sua não concretização;

  • Se tal viesse a acontecer, os responsáveis por esse logro teriam necessariamente que ser responsabilizados pelas consequências negativas de tal facto para o desenvolvimento do Concelho, pela frustração das expectativas criadas junto dos cidadãos e pelo descrédito que localmente a política e os seus actores irremediavelmente sofreriam;

  • Da parte dos eleitos do PSD, continua o empenho em tentar esclarecer as dúvidas que a todos vêm sendo colocadas pela contradição das afirmações dos responsáveis locais e nacionais, pelo constante anúncio do investimento e seu desmentido com promessa de futuro, sempre firmes e empenhados na vontade colectiva de apoiar a concretização desta oportunidade há muito anunciada.

2007-11-01

A EQUACIONAR EM BREVE

Que dimensão de competivividade ibérica, europeia e mundial, ganhariam as regiões portuguesas que resultassem de um processo de regionalização, perante estes resultados que atestam a nossa verdadeira dimensão económica enquanto país (face às regiões espanholas) no contexto ibérico?
Portugal só é mais rico que uma região espanhola
Tem o terceiro PIB, mas ocupa o penúltimo lugar na riqueza 'per capita' . Portugal está em penúltimo lugar na criação de riqueza per capita na Península Ibérica, de acordo com um estudo que abrange o país e as 17 regiões autónomas espanholas, ontem divulgado pela Saer, empresa de avaliação de risco liderada pelo ex-ministro das Finanças, Ernâni Lopes.
(...) Nesta tabela que assinala a qualidade de vida dos cidadãos, Portugal - apesar de possuir o terceiro maior PIB da Península - supera apenas a Extremadura espanhola, estando atrás da fronteiriça Andaluzia.
(...) Portugal é a região com mais população mas está em sétima posição na tabela das maiores exportadoras da Península, com a Catalunha - com forte tradição industrial - Valência e Madrid a ocuparem os lugares nobres.
Nesta tabela, à frente de Portugal, estão regiões como a Galiza, o Pais Basco e a própria Andaluzia.
O relatório destaca que, a médio prazo, a "convergência para o nível de poder de compra médio da União Europeia" dependerá "sobretudo do comportamento do PIB real", com a necessidade de Portugal retomar "ritmos de crescimentos bastante superiores à média europeia".

NAVEGAR SEM RUMO TERÁ CUSTOS ... PARA OS ALUNOS!

NA CIDADE DA EXCELÊNCIA...

Algumas partes da notícia, na Rádio Diana:
Uma turma de jovens, em risco de exclusão social, da Escola de Santa Clara, em Évora, está desde o início do ano lectivo sem sala de aula, disse à DianaFm fonte do estabelecimento de ensino. Os jovens, entre os 12 e os 17 anos, estão abrangidos pelo Plano Integrado de Educação e Formação, que pretende combater o abandono escolar e o trabalho infantil.Com o corpo docente definido, os jovens passam os dias em actividades extra-curriculares e em visitas de estudo.
Contactado pela DianaFm, o Director Regional de Educação, garantiu que está a fazer todos os esforço para resolver o problema.“Estamos a tentar providenciar noutras escolas da cidade a criação de um espaço” disse José Verdasca, adiantando que “seguramente esta semana ficará resolvido”.
“O local onde decorriam as aulas no ano passado ficou indisponível”, acrescentou o Director Regional de Educação.
O único comentário que ocorre a quem observa como, na cidade da excelência socialista, ninguém ajuda à mesma, é que alguns organismos da Administração Pública parecem apostados em gastar tempo a criar problemas que sabem ter que resolver em seguida: ou é deliberado e incompreensível, ou é desastrado e resultante da falta de competência, o que é compreensível.

TENDÊNCIAS

2007-10-31

DIVULGAÇÃO: Precisa-se de Sociólogo

BOLSA DE INVESTIGAÇÃO
Vimos por este meio informar que, entre os próximos dias 5 e 20 de Novembro de 2007, se encontrará aberto concurso para atribuição de uma Bolsa de Investigação (BI) no âmbito do Projecto PTDC/SDE/69996/2006, designado por “Ilhas, bairros sociais e classes laboriosas: um retrato comparado da génese e estruturação das intervenções habitacionais do Estado na cidade do Porto e das suas consequências sociais (1956-2006)”, em curso no Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e co-financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e pelo FEDER através do Programa PTDC.
Para mais informações, deverá consultar o sítio na internet do Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto em http://www.letras.up.pt/isociologia, no menu “Notícias”, ou contactar directamente com a Dra. Elizabete Queiroz, através do telefone 226077190.
Elizabete Queiroz
Assessoria do Instituto de SociologiaFaculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica s/n4150-564 Porto
Telf. e Fax 22 607 7190

DIVULGAÇÃO: Contratação de dois bolseiros de investigação, CES, SOCIUS e CIS

Contratação de 2 bolseiros de investigação (M/F)
O Centro de Estudos Sociais – CES – Laboratório Associado (Universidade de Coimbra) tem aberto um Concurso para contratação de dois bolseiros/as para trabalhar no âmbito do Projecto «Factores de Sucesso e Abandono Escolar no Ensino Superior em Portugal: uma análise comparativa», em colaboração com o Centro de Investigação em Sociologia Económica e Organizações (SOCIUS-Lisboa) e Centro de Investigação e Intervenção Social (CIS-Lisboa), financiado pelo POCI 2010.
Os/As candidatos/as admitidos/as celebrarão um contrato de bolseiro durante um ano, de acordo com o Estatuto de Bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia do Regulamento de atribuição de bolsas do Centro de Estudos Sociais.
São condições preferenciais que os/as candidatos/as possuam as seguintes características:
a) Licenciatura em Sociologia e/ou outras Ciências Sociais
b) Experiência de investigação científica, em especial na área do ensino superior
c) Experiência na análise de dados quantitativos e do programa SPSS
d) Disponibilidade para deslocações dentro do país
e) Dinamismo e espírito de equipa
f) Bons conhecimentos de inglês
A selecção dos/as candidatos/as far-se-á em duas fases:
1ª) Avaliação curricular;
2ª) Entrevista presencial dos candidatos seleccionados na 1ª fase, caso existam candidatos com habilitações idênticas.
O CES promove a igualdade de oportunidades.
Prazo de apresentação de candidaturas: 2 de Novembro de 2007.
Um/a dos/as bolseiros/as a contratar terá o seu posto de trabalho em Lisboa, junto dos Centros parceiros, ficando o/a outro/a bolseira sedeado/a no CES, em Coimbra.
As candidaturas deverão ser enviadas, juntamente com Curriculum Vitae detalhado, uma carta de motivação, com a indicação se preferem trabalhar em Lisboa ou em Coimbra e/ou outros elementos julgados relevantes, para:
CES – Centro de Estudos Sociais
A/c Prof. Doutor José Manuel Mendes
Largo D. Dinis, Colégio de São Jerónimo
Apartado 3087, 3001-401 Coimbra

2007-10-29

GOVERNO SOCIALISTA DEBAIXO DE FOGO EM ÉVORA

ASSEMBLEIA DISTRITAL REPROVA PIDDAC 2008 E DESTRUIÇÃO ADMINISTRATIVA DE ÉVORA
A Assembleia Distrital de Évora do PSD, reunindo os Presidentes das Comissões Políticas do Distrito de Évora e dos seus concelhos, autarcas e demais membros eleitos directamente pelos militantes reprova totalmente o PIDDAC 2008 e a destruição administrativa de Évora pelo Governo do Partido Socialista.
Trata-se de duas acções do governo socialista que contribuem para o agravamento das dificuldades de vida no interior do país, a desertificação humana, o envelhecimento populacional e a fraca capacidade de captação de investimento, pelos cortes no investimento público de 13% no Distrito de Évora, com concelhos sem qualquer investimento pelo segundo ano consecutivo.
Face aos cortes anunciados, a Assembleia Distrital de Évora do PSD receia que o governo, para além do encerramento dos centros de saúde, escolas e postos da GNR, continue a esquecer projectos importantes para o distrito de Évora mas que desde há vários anos vêm sendo adiados: a Biblioteca Pública de Évora, a construção do troço do IP2 entre o nó de S. Manços e Estremoz, as variantes a Vendas Novas e a Montemor-o-Novo, o Hospital Regional de Évora.
A Assembleia Distrital de Évora condena também a destruição do aparelho administrativo do concelho e do distrito de Évora pela governação socialista que se evidencia pela extinção dos Serviços Distritais de Finanças e da Região de Turismo de Évora, transferência dos serviços do IFADAP, da Autoridade para as Condições de Trabalho, do Instituto Português da Juventude, do Instituto do Desporto de Portugal, pondo em causa o desenvolvimento e sustentabilidade do distrito de Évora.
Na sequência das recentes eleições internas e mudança de Presidente do PSD, bem como dos resultados do Congresso, a Assembleia Distrital de Évora aprovou ainda um voto de confiança na actual Comissão Política Distrital, liderada pelo vereador da Câmara de Évora, António Dieb.