2007-03-30

CURIOSIDADES

SOCIALISTAS AGRAVAM DOENÇA DA SAÚDE

A anunciada reforma da saúde, que o PS e o Governo não se cansam de elogiar apesar dos constantes e repetidos protestos das populações, revelou-se afinal um verdadeiro desastre, oferecendo cuidados de saúde de pior qualidade e menor acessibilidade para os cidadãos.
Chegamos ao ponto de os operadores privados empresariais e de natureza social (ex. Misericórdias) se prepararem para abrir unidades de cuidados de saúde nas localidades onde o Governo encerrou urgências e Centros de Saúde, por considerarem que aí existem necessidades não satisfeitas pelo Estado, em matéria de cuidados de saúde, ao ponto se revelarem bastantes para viabilizarem economicamente a iniciativa privada.
Ao contrário da propagandeada melhoria da qualidade da prestação de cuidados, as medidas tomadas pelo Governo em matéria de saúde (tal como parece acontecr em tudo resto, afinal) submetem-se única e exclusivamente a critérios economicistas de diminuição de despesas.

2007-03-21

OPORTUNIDADE PERDIDA

Ao que parece, já terminaram as comemorações dos 20 anos de elevação de Évora a Património Cultural da Humanidade, pela UNESCO, sem que os eborenses o tenham sentido e sem que o país tenha sido recordado de tal marco, tão importante para Évora.

O estatuto internacional alcançado em 1986, distintivo no cluster do turismo urbano e cultural, pelo qual tantas cidades e vilas lutam em várias regiões de Portugal e do mundo, deveria estimular a Câmara de Évora a desencadear iniciativas de oportunidade com maior frequência.

Infelizmente para Évora, a Câmara Municipal perde a todo o momento oportunidades de iniciativa.

Apesar de as forças vivas do concelho se terem disponibilizado e empenhado junto da Câmara Municipal, esta revelou-se incapaz para aproveitar as competências institucionais locais em benefício da promoção de Évora, através da comemoração dos 20 anos de património da humanidade.

Évora não pode adormecer à sombra de um estatuto passivo de “cidade-museu”, urgindo ampliar a classificação da UNESCO enquanto vantagem para aumentar a atracção e a fixação turística, através de iniciativa municipal própria, a qual não tem sido suficiente em Évora: criação de condições de acolhimento, melhoria da informação e sinalização turística, dinamização de animação urbana e cultural.

2007-03-17

2 ANOS DE GOVERNAÇÃO SOCIALISTA

A NOVA MINISTRA SOMBRA DE SÓCRATES

TVI, Televisão Independente «Marques Mendes voltou a ouvir críticas de Manuela Ferreira Leite à proposta de baixar o IVA e o IRC, no Conselho Nacional do PSD, realizado na sexta-feira à noite.
A ex-ministra das Finanças diz que defender a descida de impostos é dar trunfos ao PS para vencer as próximas eleições.
Manuela Ferreira Leite entende que o país não tem saúde financeira para baixar impostos e que ao defendê-lo o PSD comete também um erro político, porque está a dar trunfos eleitorais ao Governo.
A intervenção crítica de Ferreira Leite no Conselho Nacional obrigou mesmo Marques Mendes a dar um murro na mesa dizendo que é a ele que compete definir a linha do partido. O líder social-democrata puxou pelo exemplo de Eduardo Catroga e Miguel Cadilhe, outros ex-ministros das Finanças do PSD que apoiam uma descida de impostos».
Notícia interessante que revela não ter ainda terminado a OPA de Sócrates sobre os ex-dirigentes e ex-Ministros dos partidos que governaram antes dele. Apesar do falhanço revelado no caso de Freitas do Amaral, parece que alguns candidatos
ainda permanecem interessados em testar a compatibilidade.
Alguns ex-Ministros do ex-Governo PSD/PP sabem bem do que falam e fazem-no com autoridade. Tal é bem visível no caso da saúde financeira do país, embora não fique bem a um recente ex-Ministro das Finanças referi-lo, recordando ao país e ao eleitorado os resultados do seu desempenho.
Também não parecerá bem que se desencadeie tal reflexão, de forma propositada, suscitando a questão de saber em que medida certos resultados de anteriores governações terão contribuído para a vitória eleitoral do PS nas últimas eleições legislativas.
É sem dúvida mais que pertinente a questão, tendo em conta os resultados de todas as sondagens eleitorais durante o reinado (desde o primeiro ao último dia) de certos ex-Ministros das Finanças de anteriores governos do PSD/PP.
Parece que há malta empenhada em não deixar que outros possam contribuir mais do que eles para as vitórias eleitorais do PS.

2007-03-11

ÉVORA INOVADORA NA MOBILIDADE?

No parecer de certo corpo académico, Évora pode considerar-se inovadora nas questões da mobilidade. Resta saber como chegaram a tal conclusão e, principalmente, se se deslocaram a Évora, observando como decorre a mobilidade quotidiana.

Se tal aconteceu realmente, só pode ter sido por exemplos como este que Évora poderá ser considerada inovadora: dar-se ao luxo de dispor de parques de estacionamento tarifados e integrados na linha azul do SITE, que permanecem vazios dias, meses e anos inteirinhos.

Apesar de vazios os parques de estacionamento tarifados adjacentes à muralha do Centro de Histórico que no passado ano comemorou 2 décadas de classificação como património cultural da humanidade pela UNESCO, do outro lado da rua, os passeios (em terra solta e não arranjados para os peões), estão cheios de viaturas que ali estacionam, por ser grátis.

Sem dúvida inovadora esta gestão municipal.

2007-03-10

O CAOS NO TRÂNSITO DE ÉVORA

As acessibilidades e a mobilidade em qualquer cidade, são um factor fundamental do seu desenvolvimento. Mas, Évora continua longe da excelente mobilidade urbana prometida, com transportes públicos modernos e ecológicos e estacionamento adequado.
Passados 5 nos de gestão socialista, o estacionamento no Centro Histórico de Évora não está melhor, antes pelo contrário. Reduziram-se os lugares disponíveis e não se diminuiu a afluência de carros ao CH: não (re)qualificação dos parques de estacionamento periféricos, desajustamento dos transportes públicos, inércia da Câmara do PS no Rossio de S. Brás;
A Câmara Municipal de Évora falhou o objectivo anunciado de promover uma cultura de estacionamento para descongestionar a cidade e o resultado está à vista: o Centro Histórico de Évora, perdeu mais de metade da sua população nas últimas duas décadas e diariamente perde capacidade de atracção de pessoas e actividades económicas, por várias razões, uma delas é a incapacidade da Câmara em encontrar soluções para o estacionamento dentro e fora do mesmo.
O pequeno comércio do Centro Histórico definha face à concorrência das grandes superfícies, com bons acessos e estacionamento, porque a Câmara de Évora se revelou incapaz de implementar algumas medidas recomendadas nos estudos pagos pela autarquia, como a construção de parques subterrâneos intramuros, prática corrente noutros Centros Históricos em Portugal, em Espanha e na Europa, em geral.
O caos na mobilidade dentro do concelho também está à vista ao fim de 5 anos de gestão socialista, com uma galopante degradação diária do trânsito. Para além da não construção do nó do IP2 pelo Governo Socialista, a inércia da Câmara de Évora na construção das circulares e variantes externas ao Centro Histórico tornam o trânsito na cidade caótico a qualquer hora do dia.

2007-02-27

DO POUCO QUE MUDÁMOS EM 3 DÉCADAS, PARECE TER SIDO PARA PIOR...

O recente caso da Universidade Independente é extraordinário na revelação de como os portugueses estão dispostos a, pacificamente, ver afundar o seu país e o seu futuro, às mãos da corrupção e do "salve-se quem puder", mesmo que não sejam todos, mas apenas os supostamente mais "espertos", por iludirem os outros, em benefício próprio.
Como se não tivesse já acontecido antes no caso Universidade Moderna, alguma utilização das entidades sem fins lucrativos como as cooperativas de ensino, neste caso, em alguns casos parece que apenas serviram para ludibriar alunos e suas famílias, bem como o Estado, à conta dos nossos impostos (pelo que não pagaram).
Isso mesmo reconhecia o ex-Vice-Reitor demitido da UI perante as câmeras da SIC-Notícias ao admitir que, não sendo uma entidade com fins lucrativos (e não podendo distribuir lucros pelos seus associados, neste caso cooperantes), não via como invulgar ou reprovável que a mesma entidade tivesse, dos excedentes financeiros amealhados, proporcionado algum conforto ao senhor reitor (com uma piscina) e ao seu filho (com uma vivenda, sem especificar se, neste caso, incluía piscina ou não).
Como reagiram os portugueses em geral? Mais uns a roubarem: o nosso fado diário. Já é vulgar, cada vez mais normal e aceitável.
Neste país, infelizmente, parece começar a desenhar-se a tendência de que, socialmente desviante é aquele que, estando dentro da norma, se desvia por essa normalidade do comportamento geral que foge à norma e que, apesar de cumprir as suas obrigações fiscais, as suas obrigações para com o Estado e com o sistema fiscal ou mesmo judicial, está efectivamente cada vez mais fora da norma (sentindo que aumenta a cada dia a probabilidade de vir a fazer parte dos 5% de margem de erro dos testes estatísticos, que confirmam a regra geral).
Pior ainda é que, nem a um indulto presidencial se arriscará alguma vez, por este andar, porque é cumpridor.
Mais Évora: Like a virgin «Fátima Felgueiras considerou que «é normal e habitual que os partidos tenham contas paralelas» para as campanhas eleitorais.
De facto, parece que não só são normais os sacos azuis como também o “loteamento partidário” das autarquias por boys (como refere, hoje, no “Público” Vital Moreira), adjudicar obras a amigos ou ao próprio (como aconteceu com o presidente da junta de freguesia de Arcas, Macedo de Cavaleiros), alterar planos directores municipais em conformidade com os interesses de quem patrocina campanhas políticas (como acontece em muitas autarquias), etc., etc.
Nesse ponto a Fatinha tem razão.
Só os politicamente incompetentes respeitam a lei e querem a transparência nas suas actividades políticas.
Mas esses não são espectaculares nas campanhas, não dão vitórias ao seu partido, nem têm sucesso político. Obviamente, são completamente anormais! 27 Fevereiro, 2007 22:14»
É esta uma sociedade moderna ou uma anarquia em potência?
Aceitamos como normal que quem tem a mão na massa tenha que meter parte ao bolso?
Aceitamos hoje pacificamente que autarcas eleitos democraticamente gozem com toda a nação, exilados em férias no Brasil e recebendo o seu vencimento mensalmente, à custa dos nossos impostos e da degradação do sistema judicial?
Aceitamos pacificamente que autarcas eleitos democraticamente digam em tribunal coisas como as que constam nesta peça, como se fosse inevitável a corrupção dos autarcas pelos vários agentes económicos com interesses nos concelhos, com vista à alimentação das campanhas eleitorais?
Sim, porque os tais sacos azuis, mesmo que alimentados por beneméritos, dificimente se desvincularão de interesses latentes!
Aceitamos pacificamente que autarcas eleitos democraticamente para gerir o futuro dos destinos dos nossos concelhos comprometam este em troca da especulação imobiliária promovida por grupos económicos que alimentam os cofres dos partidos políticos e as suas campanhas eleitorais?
Permitimos aos partidos de poder como o PS que (contrariamente ao PSD de Marques Mendes) tenham sancionado este tipo de modelo de autarca? Foi Jorge Coelho a fazer campanha no local já com fortes suspeitas conhecidas e foi Sócrates a calar-se pelo PS nas últimas eleições?
VALE A PENA SER SÉRIO EM PORTUGAL?
Digam-me, por favor, O QUE RECOMENDO AOS MEUS FILHOS COMO MODELOS?
Que país é este? Moderno? Europeu? Desenvolvido? Tecnologicamente avançado?
Mas, sendo assim, quantos países da África sub-saariana e da América Latina não estaremos a promover à categoria de modernidade?
Será esse o desígnio português para o presente século?