2006-12-02

A SEGURANÇA SOCIAL REFORMADA, ATACA DIREITOS ADQUIRIDOS DOS PORTUGUESES

Foi aprovada na AR, com os votos de apenas um dos partidos políticos com assento na mesma, a “Reforma da Segurança Social”. Tratando-se de uma área da governação que é essencial para o futuro destas e das próximas gerações, deveria ter sido procurado um entendimento alargado entre Governo e Oposição, justificando mesmo, pela importância do seu impacte, a celebração de um pacto de regime, ao que parece, insuficientemente promovido pelo Presidente da República.
Trata-se de uma reforma de grande alcance, que afecta os direitos e os interesses de todos os cidadãos e que atravessa várias gerações. Por essa razão, é inconcebível que subsistam dúvidas sobre as sustentabilidade do sistema, no futuro, apesar da reforma aprovada unilateralmente, a qual pode apenas adiar a falência do sistema por mais 15 ou 20 anos.
Tive oportunidade de ouvir recentemente Bagão Félix em Évora apresentar, sobre este tema, a fundamentação de uma posição de crítica à reforma aprovada, demonstrando através dos seus cálculos que a minha geração já não terá direito a pensões da segurança social, para a qual desconta todos os meses, continuando ainda assim sem direito de opção pela aplicação de parte desse montante em produtos alternativos ou complementares, em consequência da teimosia e arrogância de um governo que se julga detentor da verdade, pelo facto de ser detentor de uma maioria política.
Não me surpreendeu a demonstração de Bagão Félix, apenas me convenceu em definitivo, do não retorno da situação, a partir deste ponto, dado o incontornável envelhecimento da população, o extraordinário aumento da esperança de vida e de gozo do período de pensões das gerações que agora estão a retirar-se da vida activa de forma antecipada, a ausência de mecanismos de retiro gradual da vida activa e de manutenção de actividade parcial nos primeiros anos (talvez mesmo décadas) de benefício de pensões.
Se a isso juntarmos as tendências de um mercado de trabalho que todos os meses vê crescer o número de desempregados licenciados, que passarão cada vez mais tempo à procura de empregos que já se deslocalizaram para outras regiões do globo e que, por isso, entrarão mais tarde na vida activa, em actividades desqualificadas relativamente às suas competências e habilitações, com salários mais baixos daqueles que hoje vigoram, então o quadro de sustentabilidade da segurança social agora reformada, será um perfeito desastre e uma total erosão do sistema.
A desvalorização de opiniões e propostas divergentes com o Governo, da opinião de reputados especialistas (com maior credibilidade do que os que calcularam a sustentabilidade financeira do modelo SCUT), é revelador de grande arrogância por parte do Governo. Governar exige responsabilidade na tomada de decisões e, se necessário, arrepiar caminho quando este se revela errado. Para perceber isso, a humildade é fundamental, traduzida numa atitude de audiência alargada e sem recurso a preconceitos de natureza ideológica.
A ideia de que só há uma solução e um caminho para reformar a segurança social, não faz sentido, pois o interesse nacional exigiria um debate sério, despido de demagogia política, na procura da melhor solução. O país merecia mais informação e aprofundada discussão sobre quais as medidas que contribuem para a sustentabilidade da segurança social e quais as que são políticas avulsas de saneamento financeiro as quais, sendo necessárias para reduzir a despesa pública a curto prazo (redução de pensões e de direitos), provocam no entanto perdas financeiras e sociais significativas para os futuros pensionistas, em particular para as gerações mais novas.
A solução escolhida pelo Governo apenas garante a certeza de que serão inevitáveis no futuro mais cortes de pensões combinadas com aumento de impostos, perante uma mais que previsível inevitável ruptura financeira do sistema.

2006-12-01

ÉVORA CIDADE QUÊ?

Em mais uma iniciativa da CM de Óbidos de animação do seu Centro Histórico (que não tem dimensão de comparação com o de Évora), esperam-se cerca de 80.000 visitantes dos vários cantos do país durante o mês de Dezembro. Para os acolher, foram construídas infra-estruturas, entre elas os parques de estacionamento (mais de 3.000 novos lugares).
Em Évora, no ano de comemoração dos 20 anos de elevação do seu estatuto a património da humanidade, o natal de 2006 será ... igual aos outros anteriores.
Valha-nos ainda assim a animação proposta pela Associação Comercial do Distrito de Évora, em cuja notícia não se vislumbra qualquer apoio por parte da Câmara de Évora, como se pode observar:
A Associação Comercial do Distrito de Évora, no âmbito do projecto MODCOM, pretende levar a efeito um Programa de Animação de Natal, no Centro Histórico de Évora, entre os dias 1 e 23 de Dezembro de 2006.
Do programa de actividades previsto consta:
- Espectáculo de dança, dia 1 e 8 de Dezembro, pelas 16:00 horas na Praça do Giraldo: danças sevilhanas pelo IPJ, uma apresentação pelo ginásio Ritmus Health Club, capoeira e hip-hop pela Sociedade Harmonia Eborense, acordeon pelo Instituto Musical Patrício, Lda; apresentação pelo grupo B1; grupo de saxofones, grupo de clarinetes e grupo de trompetes, trompa e bombardino pelo Conservatório Regional de Évora - Eborae Musica. Nesta iniciativa contámos com o apoio da ÓPTICA HAVANEZA.
- Criaturas endiabradas (dia 2 de Dezembro, por diversas ruas do comércio tradicional): actores que através dos seus gags temáticos interagem com o público, realizando acrobacias, danças e belíssimas combinações de malabarismo. Chegam para criticar, caracterizar e ridicularizar a nossa sociedade através de divertidas rábulas. Fazem as delícias dos presentes.
- Animação pela G.A.T.U.É (Grupo Académico de Teatro da Universidade de Évora), no dia 9 de Dezembro, pelas 16:00 horas, na Praça do Giraldo, na qual fazem parte um pequeno número de palhaços, com malabarismo e música ao vivo.
- Animação e entretenimento das crianças pelas alunas do 3.º ano da licenciatura em Educação de Infância (dia 12 a 16 de Dezembro, numa tenda montada na Praça do Giraldo). Esta iniciativa tem o apoio da papelaria NAZARETH E FILHO, LDA PAPELARIA SALESIANA DOM BOSCO, LDA e da UNIVERSIDADE DE ÉVORA.
- Chegada do Pai Natal na charrete de cavalos (dia 18 de Dezembro). O Pai Natal sai do Rossio pelas 10:00 horas, chega à Praça do Giraldo pelas 10:15 horas, onde permanecerá até às 11:00 horas.
- 2 Pais Natais percorrem as ruas do comércio tradicional, distribuindo guloseimas, balões e punch balls a todas as crianças. Algumas das guloseimas são oferta do supermercado CASÃO.
- Ateliers: atelier de enfeites de Natal, carta ao Pai Natal e face painting, para os mais pequenos. A criança com a melhor carta ao Pai Natal será premiada com um brinquedo surpresa, oferta da CASA MILHO.
- Passeios na locomotiva animada, durante os dias 18 a 23 de Dezembro, com o seguinte percurso: Praça do Giraldo, Rua Serpa Pinto, Volta à Muralha, Rua Cândido dos Reis, Rua José Elias Garcia, Rua do Menino Jesus, Portas de Moura, Rua Dr. Eduardo Nunes, Rua da República e Praça do Giraldo.
- Animação de Rua, durante os dias 21, 22 e 23 de Dezembro: modelador de balões e personagem em andas.
- Mini-Praça das brincadeiras (de 18 a 23 de Dezembro): Insuflável (na Rua João de Deus, no Largo junto à Farmácia Ferro); Cama elástica (no Largo Álvaro Velho); 4 carrinhos a pedais (a circular por diversas ruas do comércio tradicional);
- Pai Natal oferece pipocas (dia 20 de Dezembro, na Praça do Giraldo e Rua João de Deus);
- Entrega de brinquedos, livros e computadores usados a crianças carenciadas;
- Concurso de Montras, com prémios para os 3 primeiros classificados, uma oferta da agência de viagens TURALENTEJO (1.º prémio), POUSADAS DE PORTUGAL - Região Alentejo: Alcácer do Sal, Arraiolos, Évora, Alvito, Beja, Torrão e Santiago do Cacém (2.º prémio) e agência de viagens RAINHA SANTA ISABEL (3.º prémio). Serão ainda atribuídas menções honrosas ao 4º ( 1 Kit de Telesegurança Homeguard Plus, oferta da PT COMUNICAÇÕES) e 5º classificado (1 telefone sem fios PT ONE).
- Concurso Melhor Ementa de Natal, com prémios para os 3 primeiros classificados, oferta da PT COMUNICAÇÕES, a saber: 1 Kit de Telesegurança Homeguard Plus e um telefone sem fios PT ONE(1.º prémio); 1 Kit de Telesegurança Homeguard Plus (2.º prémio) e um telefone sem fios PT ONE (3.º prémio).
Nestas iniciativas tivemos o apoio da PT COMUNICAÇÕES.
Convidamos toda a população, principalmente os de palmo e meio, a participarem esta iniciativa.O comércio tradicional deseja-vos BOAS FESTAS.

2006-11-30

O DISTRITO DE ÉVORA ELEGEU ALGUM DEPUTADO?

Obrigado Luis Rodrigues, deputado eleito pelas lista do PSD no distrito de Setúbal, à Assembleia da República
Exm.º Senhor Presidente da Assembleia da República
Requerimento
Assunto: Equipamentos Culturais em Évora
O património cultural e arquitectónico é um traço fundamental da nossa idiossincrasia, constituindo-se como um factor distintivo e afirmativo, de outros povos e outras culturas.
A importância da preservação dos monumentos constitui uma obrigação do Governo e dos Municípios.
Um País sem passado é um País sem futuro, sem capacidade de se promover como povo e como cultura.
Évora, no que respeita a equipamentos fundamentais à sua afirmação, enquanto cidade de cultura não tem merecido o investimento adequado, porquanto a biblioteca pública continua obsoleta e o museu encerrado para obras, mas sem obras.
A Cidade de Évora, Património Mundial, merece mais consideração e empenho do Governo na recuperação e requalificação dos equipamentos culturais necessários à construção de um destino turístico com potencial de valorização do seu património, enquanto factor distintivo.
Por ser do interesse público o Deputado abaixo-assinado, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais em vigor, vem requerer ao Ministério da Cultura e à Câmara Municipal de Évora, que informem:
1. Para quando a construção da nova biblioteca pública municipal e do novo arquivo distrital, contratualizados em legislaturas anteriores e agora abandonados, retirando as verbas do PIDDAC para 2007?
2. Para quando as obras do Museu de Évora, encerrado há 3 anos para obras?
3. Pondera o Governo distinguir Évora como Capital Europeia da Cultura? Quando?
Assembleia da República, 29 de Novembro de 2006
O Deputado
Luis Rodrigues

GOVERNO PREJUDICA ÉVORA NOS EQUIPAMENTOS CULTURAIS

A situação de Évora quanto a equipamentos fundamentais à sua afirmação enquanto cidade de cultura é ridícula: uma biblioteca pública obsoleta e adiada e um museu encerrado para obras, mas sem obras.
Como pode a Ministra da Cultura considerar que Évora tem potencial mas não reúne as condições ideais para ser Capital Europeia da Cultura, ao contrário de Guimarães, se o desprezo do Governo por Évora é mais que gritante?
Como pode a Ministra da Cultura advertir Évora para o desafio de manter a classificação de património da humanidade, explorando rotas turísticas associadas ao património, se o desprezo do Governo pelos equipamentos culturais de Évora cresce a cada dia que passa?
Para quando a construção da nova biblioteca pública municipal e do novo arquivo distrital, contratualizados nos Governos PSD e agora abandonados pelo PS, retirando as verbas do PIDDAC para 2007?
Para quando as obras do Museu de Évora, encerrado há 3 anos para obras pelos Governos PSD, mas não tendo ainda sido terminado o concurso para tais obras nos 2 anos de Governo PS?
Évora merece mais consideração e empenho do Governo socialista na recuperação e requalificação dos equipamentos culturais necessários à construção de um destino turístico com potencial de valorização do sue património, enquanto factor distintivo.

2006-11-29

O SECTARISMO SOCIALISTA

Durão Barroso pode ter e terá certamente muitos defeitos. Mas, não fugiu do Governo após uma derrota eleitoral como fez Guterres, deixando o país num pântano por ele criado, por incapacidade de corrigir o rumo que erradamente tomou, cujas consequências desastrosas hoje estamos a sofrer na pele e na carteira.
Barroso assumiu um lugar numa das mais importantes instituições mundiais, prestigiando Portugal com a sua nacionalidade e com o seu desempenho, como se vê agora, porque, de diplomacia (enquanto competência fundamental à construção europeia), ele percebe realmente.
Pelo contrário, Guterres assumiu um lugar adequado ao seu estatuto e de muitos outros socialistas que entretanto também desertaram do país, para não serem chamados à responsabilidade pelos males que aqui causaram (basta recordar o último relatório sobre economia, da CE).
No entanto, aquilo a que assistimos de toda a imprensa nacional, por influência e controle socialista, é a uma valorização do estatuto de "refugiado" de Guterres e a uma desvalorização do estatuto altamente prestigiante de Barroso, para Portugal.
Não consegui ver até hoje a mínima iniciativa socialista de valorização do trabalho de Barroso na CE, o que é lamentável, a avaliar pelo que vamos sabendo da avaliação de outros, não portugueses.

2006-11-27

É doloroso mas fundamental reformar a Administração Pública

Um partido político responsável e de poder, nunca poderá, ao mesmo tempo, acusar o Governo de pouco ou nada fazer e, atacá-lo sempre que este tenta fazer alguma coisa.
A reforma do Estado é a única forma de reduzir com sucesso a despesa pública. O insuficiente funcionamento a deficiente organização da Administração Pública é um estrangulamento ao desenvolvimento económico e social de Portugal. A produtividade, eficácia e eficiência da máquina do Estado repercutem-se negativamente em todos os sectores da sociedade, desde a assistência social ao desemprego, na saúde, na economia e na vida privada das pessoas. A proliferação de estruturas autónomas na AP, com competências e áreas de actuação claramente sobrepostas entre si e com as existentes, o aumento do número de chefias e dirigentes, sem grande controle e rigor relativamente a áreas de intervenção, quadros de pessoal, competências e responsabilidade, em boa medida para criar mais lugares de chefia para os apoiantes das campanhas eleitorais, recompensando-os pelo trabalho desenvolvido e apoio concedido no processo de conquista do poder, são algumas das memórias que guardamos dos governos socialistas.
Tal como noutros momentos, o que ouvimos agora do governo socialista sugere-nos que os anúncios de acção se atropelam, mas que, no final tudo acaba na mesma.
O recente retrocesso da ministra da educação e agora da saúde, desacreditando os quadros de supranumerários, na senda da falta de coragem em extinguir os Governos Civis, deixam antever que se trata apenas de folclore político sem consequência.

AS CONSEQUÊNCIAS DO GUTERRISMO

Os alertas sobre a má governação socialista de Guterres desde cedo se fizeram sentir. A sua arrogância e sobranceria altiva com que encarava as contrariedades marcou a construção de um atoleiro de onde não conseguiu mais sair.
O problema é que, por um lado, afundou o país e, por outro, deixou uma escola que agora está outra vez no poder, numa postura que não mudou relativamente à anterior passagem pelo Governo, antes pelo contrário.
Como ter confiança na bondade dos anúncios, depois do relatório da CE a que este artigo se refere?
Jornal de Negócios - RELATÓRIO DA COMISSÃO EUROPEIA
As consequências do facilitismo financeiro: o país precisa de uma cura de "regime"! Primeiro ficámos a saber que somos os campeões do número de funcionários públicos per capita da Europa e agora, a Comissão Europeia, na sua revisão da economia europeia de 2006, arrasa as políticas orçamentais adoptadas por Portugal na década de 90 e no início deste século, responsáveis pelos actuais desequilíbrios macroeconómicos. Ao ler o relatório somos levados a concluir que o país entrou em bebedeira financeira no final dos anos 90 e que a saída da ressaca está a revelar-se muito difícil. A combinação de uma redução das taxas de juro por virtude da convergência monetária e subsequente adesão ao euro com uma expansão nunca antes observada dos mercados financeiros – em resultado do fim da guerra fria – criou uma noção de facilitismo financeiro que conduziu, entre outros aspectos, ao descontrolo das contas públicas portuguesas.
O relatório da Comissão refere ainda as consequências nefastas da política orçamental pró-cíclica, seguida até ao início deste século, com um impacte brutal na subida acentuada da despesa pública e o subsequente aumento de emprego e de salários na administração pública e que geraram graves desequilíbrios na nossa economia. (...)
Além da conjuntura extremamente favorável da época, Portugal ainda beneficiou das receitas de privatizações que, entre 1989 e 2000 atingiram, sem ajustamento da inflação, cerca de 18 mil milhões de euros, dos quais cerca de 11 mil milhões foram afectos à redução da dívida pública. Ou seja, se não fosse esta fonte extraordinária de receitas – concentrada fundamentalmente entre 19995 e 2000 – o rácio de dívida pública em 2000 seria superior a 60% em vez dos 53% então registados! A facilidade de acesso a recursos financeiros – baixas taxas de juros, subsídios comunitários e receitas de privatizações – sustentou decisões de investimento perfeitamente desajustadas do ponto de vista da viabilidade económica e, em muitos casos, sem qualquer justificação sequer de ordem social. Isto é, em vez de se aproveitar o período de vacas gordas, para emagrecer o Estado e reorganizar as suas estruturas, inchou-se de forma irresponsável toda a máquina da administração pública e enveredou-se por investimentos sem viabilidade e de interesse altamente questionável. Este aumento insustentável da estrutura da administração pública está agora a gerar as consequência que o relatório da Comissão europeia aponta.(...)
O problema é que, no caso do Estado, quem sofre as consequências dos erros de decisão dos responsáveis da administração pública são os cidadãos e as empresas. Para o Estado, o recurso ao aumento de impostos é a forma de cobrir as asneiras do passado. O paradoxal é pois que a penalização das asneiras do passado, não cai sobre os seus mas sobre todos nós. E o grande risco é que, para evitar a falência do Estado, os decisores políticos conduzem o país – isto é as empresas e os cidadãos – à falência, por via do aumento crescente do fardo fiscal.

2006-11-19

TERRA DA EXCELÊNCIA OU DO NADA?

Depois do fiasco que foi a falta de condições de Évora para acolher o congresso de um partido político, agora parece ter calhado à cultura, aquela que deveria ser a competência distintiva de afirmação de Évora, numa altura em que a cidade comemora a sua elevação a património cultural da humanidade.
Já lá vão 5 anos de mandato PS. O que há de novo para além do futebol e da novela?

Assustam-me as palavras de Rui Rio recentemente proferidas em Évora, segundo o qual os eborenses só conhecerão o verdadeiro significado de uma gestão autárquica ruinosa após o termo do reinado socialista.

2006-11-02

DE MAL A PIOR NO DESEMPREGO E NO EMPREGO. URGE A ADOPÇÃO DE MEDIDAS ACTIVAS

Segundo a notícia (DN Online: Portugal é dos que menos investem no emprego), as Políticas passivas têm peso preponderante. As chamadas políticas de mercado de trabalho dividem-se entre as políticas activas de emprego - que passam sobretudo pela formação profissional, incentivos à criação de emprego e de empresas, entre outras medidas - e as passivas, que dizem respeito à protecção social dada aos desempregados, com o intuito de substituir os rendimentos laborais perdidos - que correspondem basicamente ao subsídio de desemprego e às reformas antecipadas.
Os dados divulgados ontem pelo Eurostat confirmam que é o segundo grupo de medidas o que pesa mais nas despesas dos vários países. Em Portugal dois em cada três euros são gastos em prestações sociais, enquanto a média da UE se situa nos 63%. A restante parcela da despesa diz respeito às políticas activas de emprego, que incluem também os custos com o funcionamentos dos serviços públicos (Instituto de Emprego e Formação Profissional e os centros protocolares, por exemplo).
A Suécia destaca-se do conjunto dos Quinze por investir praticamente o mesmo nas políticas activas de emprego e nas passivas. No Leste, alguns países - a Hungria, por exemplo - também se aproximam desta estrutura, mas apenas porque têm regimes de protecção no desemprego muito débeis.

No que respeita à formação dos empregados (e temporariamente desempregados), ao longo da vida activa, o panorama nacional é igualmente lamentável (Formação ao longo da vida em Portugal está “à beira do desastre” - DiarioEconomico.com), pois, Estudo analisa consequências das políticas laborais revela que Formação ao longo da vida em Portugal está “à beira do desastre” - Estudo analisa consequências das políticas laborais e conclui que Portugal é a economia europeia que menos investe na qualificação das pessoas.

Portugal é, num grupo de 13 países da União Europeia (UE), o que menos investe nas pessoas. De acordo com um estudo publicado pelo ‘think tank’ Lisbon Council, com sede em Bruxelas, a aposta nas qualificações ao longo da vida (educação na família, escola, universidade, formação de adultos, aprendizagem/formação laboral, etc.) foi de apenas 69,6 euros.

2006-10-30

JÁ ERA TEMPO

Já era tempo de avançar em definitivo com um projecto que já teve demasiados recuos.
A importância deste projecto para uma região pobre como o Alentejo é por demais evidente, não só pelo volume de emprego directo que gera, ou pelo que indirectamente induz, mas também pelo tipo de tecnologia que atrai para a região e pela influência sobre a actividade turística regional, ao permitir acrescentar a componente de "ecologia" e amizade com o ambiente ao Alentejo, enquanto destino turístico.

Só um receio me atormenta, que é esse acto tão simbolicamente deprimente para o Alentejo que constitui o "lançamento da primeira pedra" pelos governantes socialistas.

Quem não se recorda daquela primeira pedra da nova fábrica de Mourão que Guterres lançou, enquanto Primeiro-Ministro, aquando do desmantelamento da antiga fábrica da Portucel?

Ou deveremos perguntar quem se recorda dela? É que nunca mais descobriram o seu local, mesmo quando no governo seguinte se iniciou e terminou efectivamente a obra.

Por isso, seria conveniente ter sempre por perto deste tipo de cerimónias dos governantes socialistas um topógrafo certificado para assinalar devidamente o local: para mais tarde (desejo que desta vez não seja tão tarde quanto o habitual da governação socialista) recordar.

2006-10-23

ENIGMÁTICO

Não pretendendo ir pela clássica argumentação de que o sistema educativo é reprodutor das desigualdades sociais existentes, desenvolvida e refinada pelos marxistas, há no entanto algo enigmático que nos deverá preocupar, por crescer com o aprofundamento da globalização, a qual era suposto ter trazido outros resultados:
É que a globalização da informação, afinal, não está a acarretar iguais oportunidades para todos, em consequência da difusão e proliferação das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação pelo mundo inteiro.
Antes pelo contrário, a concentração de conhecimento (o único factor com valor efectivo das sociedades modernas, que representa muito mais do que o simples acesso à informação), é cada vez maior, nos polos urbanos e nas regiões que já levavam avanço da era industrial.
As assimetrias de desenvolvimento económico e social, entre regiões do mundo, países, ou regiões internas, por isso, não se esbateram, antes se acentuam a cada dia que passa, porque os recursos financeiros e humanos, mais o conhecimento, se continuam a concentrar e não a dispersar ou isolar.
Como podem os alunos do 1º ciclo do ensino básico de uma escola de uma aldeia alentejana em processo de desertificação, aceder algum dia aos lugares de topo do ranking nacional do ensino secundário (admitindo que passem do 9º ano, quando a cada ano aumenta o abandono escolar por essa altura), partindo de uma classe mista com os 4 anos de escolaridade ao mesmo tempo e apenas um professor para um grupo de 20 ou mais (diferenciados) alunos?
Imagino que, em teoria, alguma tese de investigação já tenha alguma vez demonstrado a possibilidade de que o grau de oportunidades entre estes alunos e os do litoral, numa escola de Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro ou Braga, seja igualitário. Mas, daí até que a sua veracidade seja comprovada, na prática, vai a mesma distância que separa os resultados dos alunos do interior aos do litoral: uma enorme brecha.
Mesmo que estejam rodeados de computadores e acessos à web, porque a brecha é, desde logo, digital, mas não só.

UMA BOA INICIATIVA

Pela transparência do funcionamento dos mercados de emprego e de educação.

Pelo aumento das oportunidades de responsabilização das universidades e politécnicos relativamente à autonomia de que disfrutam.

Pelo ganho de informação que resulta em aumento de oportunidades para pais e alunos de muitas das licenciaturas em ensino e muitas outras ganharem consciência definitiva de que é elevadíssima a probabilidade de que nunca venham a exercer a profissão que lhe foi irresponsavelmente "oferecida" no mercado da educação.

Pela maior responsabilização dos corpos docentes de algumas áreas de certos estabelecimentos do ensino superior que, nada mais tendo feito ao longo da vida do que transmitir o que leram mas que nunca exerceram nem praticaram, deverão responder perante o grau de empregabilidade dos alunos que formam, mais do que perante os seus colegas, juris avaliadores dos percursos de gestão interna da carreira.

Pela maior legitimidade dos agentes económicos na avaliação da adequação da missão regional e nacional das entidades do ensino superior, cujo financiamento não poderá continuar a ser o dos impostos daqueles a quem podem não estar a servir ajustadamente.

É tempo de que a transparência seja regra e, a partir de então, todos saberem quem é responsável por quê, devendo cada um ser confrontado com as suas opções.

2006-10-15

COMO O CHEIRO DA ROSA ALIVIA A DOR ...

Mais Évora: E agora, senhor primeiro-ministro?... Bem visto pelos que estão atentos, não por causa de qualquer aliança, mas sim para denunciar a incompetência e a vigarice dos que estão a afundar Évora, o Alentejo e o país.

QUE FUTURO TEREMOS...?

E agora, com o processo de Bolonha, não seria altura de rever a sério a qualidade do ensino superior em Portugal e, em especial, as competências (ou a faltra delas) de que os licenciados são portadores?
Se, com licenciatiras de 5 anos, produzíamos licenciados pouco reputados no mercado de trabalho (segundo os estudos apresentados), o que se traduz aliás numa produtividade fraca comparativamente aos restantes parceiros europeus (a Espanha desde logo), retirando parte da eficácia à argumentação utilizada por alguns de que a culpa da produtividade do factor trabalho é de carácter organizacional e não das qualificações, como vamos convencer agora as empresas de que, com menos tempo de formação, os profissionais formados estão mais bem apetrechados? Não estamos a falar de algo que se mude de um dia para o outro, mas sim de atitudes perante a vida, perante o valor trabalho, perante a sociedade, que são manifestas (através de comportamentos) numa certa geração que, não sei se é rasca, mas que parece vai estar à rasca e vai deixar o futuro do país nessa situação.

2006-10-12

PSD/Évora contra proposta de Lei das Finanças Locais

Notícias Alentejo A proposta de Lei das Finanças Locais apresentada pelo Governo implicará a redução, para a generalidade dos Municípios, das verbas transferidas do Orçamento de Estado, diz a concelhia de Évora do PSD.
Em comunicado, a estrutura social-democrata adianta que no caso concreto do Município de Évora a "diminuição da receita atingirá 2,5 por cento quando comparada com a transferência do ano em curso".
"Acrescem a estes factos que esta diminuição de receita tem decorrido em simultâneo com um aumento das competências das autarquias em diversas áreas, as quais, gerando despesa, não têm tido o necessário acompanhamento de cobertura na receita. São disso exemplos os períodos extracurriculares no ensino básico, o aumento da carga fiscal ou o aumento das despesas com pessoal, provocado pela actualização salarial", pode ler-se no comunicado.
Para o PSD, o "agravamento das condições financeiras dos Municípios, a par da impossibilidade de recurso ao crédito, terá reflexos directos na qualidade dos serviços prestados às populações".
Segundo a concelhia social-democrata, "actividades como a manutenção da rede viária e a requalificação do parque escolar, a limpeza pública, os serviços de recolha de lixos e tratamento de esgotos ou o abastecimento de água poderão vir a ser prejudicados se esta proposta de lei for aprovada".
"A CPS do PSD de Évora não pode deixar de publicamente manifestar a sua estranheza pela actuação dos eleitos do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Évora que, num inigualável apego às orientações da sua direcção nacional, impediram aquele de tomar uma posição pública contra a actual lei, mesmo sabendo que dela resultarão graves prejuízos para as populações que os elegeram", refere ainda o comunicado do PSD.
A proposta de lei do Governo foi já debatida na AR e mereceu críticas dos partidos da oposição. A maioria absoluta do PS deverá, contudo, ser suficiente para garantir a aprovação na generalidade.

2006-10-07

AFINAL O FUNDO DO BURACO AINDA ESTÁ LONGE DE SE VER.

AGORA? Só nos jogos da gestão ...

Listagem de Vagas Sobrantes da 1.ª Fase - 2006 Ensino Superior Público Universitário

COMO O GOVERNO HUMILHA O PRESIDENTE DA CÂMARA DE ÉVORA!

Évora, a cidade mais competitiva do país, acaba de obter mais uma derrota, a qual podemos agradecer ao Presidente da Câmara, pelas excelentes acessibilidades (requalificação dos parques de estacionamento, do Rossio de S. Brás, ...), e infra-estruturas (casas de banho públicas, postos de informação turística, ...) que prometeu e (NÃO)construiu em 5 anos e pelo desprezo que angariou do seu partido, que decide desta forma (parece que todos os meses se lembram duma: Região de Turismo de Évora, Congresso do PS, ...) humilhá-lo, através do Governo socialista.
Aguardo ansioso pela reacção: mais uma aliança, ou uma coligação? Desta vez entre o PSD, a CDU e o PS. Bem vistas as coisas, o único que ninguém quer em qualquer coligação é mesmo o Presidente da CME.
O dilema começa a inquietar os eborenses: quanto mais têm estes que sofrer na pele até o Presidente da sua Câmara Municipal perceber que o PS não o quer sentado na cadeira onde está? Um partido que nunca o apoiou na campanha eleitoral, um Governo que nunca se deslocou a Évora para apoio da CME e que antes bloqueia ou recua em todas as decisões tomadas por anteriores executivos (hospital regional, biblioteca pública, ...).
Não chega já? Não era já previsível tudo isto, logo pelo andar das coisas durante a campanha eleitoral? O Presidente da CME não viu logo isso, tal como continua sem ver agora, que o estão a empurrar a todo o momento? Porque se recandidatou?
Eu, no lugar dele, não teria dar o prazer aos meus inimigos internos de sofrer humilhações quotidianas como aquelas a que temos assistido e que chegam mesmo a ser confrangedoras até para a oposição.
Bem, mas também é verdade que a mim, os 16 anos (de contagem de tempo) ainda não me chegavam para a reforma...

2006-10-06

HÁ OBSTINADOS DE ESTIMAÇÃO

E ainda bem que assim é, especialmente quando o desespero toma conta deles, perdem a cabeça e disparam para todas as direcções.
O que isto tem de bom é que nunca acertam no alvo e cada vez ficam mais perdidos.
Por isso é que o Presidente da Câmara de Évora continua de cabeça perdida desde que perdeu a maioria absoluta e, sem querer assumir isso, todo o respeito desde então por sua culpa e falta de competência para se colocar no seu lugar (basta ver a humilhação por que passou com as eleições para a RTE, comprometendo a estratégia do seu partido para o objectivo final).
Mas, também lhe digo:
  • Sim senhor, é verdade que há uma aliança ou coligação ou que palavra essa que o Presidente da CME aprendeu nas frias escolas da URSS durante os longos anos de formação e da qual desertou (mas nunca renegou em boa verdade de princípios) apenas pela ambição de se sentarn numa cadeira para a qual afinal revelou desde cedo não estar à altura. E essa aliança é muito maior do que o senhor pensa: quantos votos perdeu em 2005? É a aliança de todos os eborenses desiludidos com as suas promessas que sabia não poderem ser cumpridas. Acha pouco? Évora, cidade de grande dimensão, merece um Presidente de maior consciência, coerência e arrojo...
  • Ainda bem que continua obstinado em insistir nos mesmos erros. É de candidatos assim que a oposição gosta. Faço votos para que se recandidate nas próximas eleições autárquicas, ou, pelo menos, que leve o seu mandato até ao fim e que não fuja (como é escola no seu novo partido) a ser julgado pelo seu "excelente" desempenho nesta bela cidade da "excelência";
  • Só espero que o PS local concorde e dê cobertura à sua obstinação, para bem de Évora........

MEDIOCRIDADE E DEMAGOGIA NA CÂMARA DE ÉVORA

Os incompetentes nunca melhorarão, porque são incompetentes para reconhecer a sua incompetência. Dizia João César das Neves há alguns anos atrás.
Podemos acrescentar que, dos demagogos, que assim foram formados, se iludiram alguns que houvesse frutos algum dia. Ainda não se convenceram? Cascais, Évora, não vos diz nada? Os resultados podem ser os mesmos: Cascais já foi, Évora... talvez não, talvez sim.
Os demagogos se encarregarão disso ... O futuro de Évora espera, ansioso.

2006-10-04

ÉVORA CAÓTICA NA MOBILIDADE

Ao fim de 5 anos de gestão socialista, a degradação do trânsito e do estacionamento em Évora é gritante. O Governo socialista não constrói o resto do IP2 a partir do nó de S. Manços, prejudicando a cidade de Évora, onde se demora uma eternidade nas deslocações rodoviárias;
A Câmara de Évora eliminou centenas de lugares de estacionamento e não criou um único lugar novo em 5 anos;
A Câmara de Évora não requalificou o Rossio de S. Brás para estacionamento e acolhimento turístico, nem os parques de estacionamento adjacentes ao Centro Histórico, os quais dão aos turistas uma péssima imagem de uma cidade que comemora os 20 anos da elevação a património da humanidade;
A Câmara de Évora não tem planeamento urbanístico adequado a facilitar a mobilidade de veículos automóveis, obrigando a população a deslocações permanentes e prolongadas entre a residência, o local de trabalho e os estabelecimentos comerciais.
A Câmara de Évora não parece considerar prioritária para a melhoria da qualidade de vida urbana o termo da construção das circulares externas, ao contrário do PSD que espera ver tais obras inscritas no plano de actividades para 2007.

2006-09-26

A BOLHA ...

Em vária notícias é possível ler que, segundo o relatório do Banco de Portugal:
«Mais crédito ao consumo - Os empréstimos bancários a particulares continuam a registar uma subida de 10,5%. Diz o banco central que este crescimento esteve associado ao aumento significativo do crédito para consumo e outros fins. Uma das razões para o crescimento do crédito ao consumo pode ser a baixa das taxas de juro neste segmento. Os bancos tinham margens muito elevadas neste crédito e a concorrência e a necessidade de captar mais negócio levou-os a abrandar os preços cobrados, num período em que o crédito à habitação, que tem as margens mais esmagadas, sofreu uma subida de juros.»
Desconhecia que uma retoma da economia baseada no consumo privado fosse uma retoma com sustentação a prazo, num país que importa cada vez mais do que consome. Mais desconhecia ainda que, com elevados e cada vez menos aceitáveis níveis de endividamento das famílias, se encare como sustentado o aumento do consumo privado com recurso ao crédito (ao consumo), numa altura em que os juros à habitação não param de subir, deixando menos rendimento disponível nos orçamentos familiares.
Como se comportará o consumo privado (sem recurso ao crédito) nos próximos meses, com tal redução do orçamento familiar mas com exigências crescentes como a aquisição de livros escolares a preços quase proibitivos para muitas famílias?

O mês de Agosto, mês de férias por excelência, pode considerar-se representativo de todo o ano? E podemos confiar na sustentação de um crescimento económico baseado no aumento de um consumo em época de férias para o qual as famílias se vêem já obrigadas a recorrer ao crédito bancário?

E a venda de automóveis novos, que parece ser cada vez menos uma venda ou uma compra, antes assumindo um formato de arrendamento do automóvel cuja proprietário é o Banco, responsável em boa parte pelo aumento do volume de recurso ao crédito bancário, durante quantos meses mais vai continuar a subir, acompanhando a tendência de subida dos preços dos combustíveis?

O BP não vê sinais de fragilidade neste crescimento da economia, mas apenas a retoma?

A história repete-se todos os meses da governação deste executivo, parecendo que o optimismo tomou conta dos relatórios de um momento para o outro, contrariamente ao cinzentismo que marcava o período da anterior governação.

Não vimos já este filme nos tempos de Guterres? Qual foi o resultado?