2006-10-07

AFINAL O FUNDO DO BURACO AINDA ESTÁ LONGE DE SE VER.

AGORA? Só nos jogos da gestão ...

Listagem de Vagas Sobrantes da 1.ª Fase - 2006 Ensino Superior Público Universitário

COMO O GOVERNO HUMILHA O PRESIDENTE DA CÂMARA DE ÉVORA!

Évora, a cidade mais competitiva do país, acaba de obter mais uma derrota, a qual podemos agradecer ao Presidente da Câmara, pelas excelentes acessibilidades (requalificação dos parques de estacionamento, do Rossio de S. Brás, ...), e infra-estruturas (casas de banho públicas, postos de informação turística, ...) que prometeu e (NÃO)construiu em 5 anos e pelo desprezo que angariou do seu partido, que decide desta forma (parece que todos os meses se lembram duma: Região de Turismo de Évora, Congresso do PS, ...) humilhá-lo, através do Governo socialista.
Aguardo ansioso pela reacção: mais uma aliança, ou uma coligação? Desta vez entre o PSD, a CDU e o PS. Bem vistas as coisas, o único que ninguém quer em qualquer coligação é mesmo o Presidente da CME.
O dilema começa a inquietar os eborenses: quanto mais têm estes que sofrer na pele até o Presidente da sua Câmara Municipal perceber que o PS não o quer sentado na cadeira onde está? Um partido que nunca o apoiou na campanha eleitoral, um Governo que nunca se deslocou a Évora para apoio da CME e que antes bloqueia ou recua em todas as decisões tomadas por anteriores executivos (hospital regional, biblioteca pública, ...).
Não chega já? Não era já previsível tudo isto, logo pelo andar das coisas durante a campanha eleitoral? O Presidente da CME não viu logo isso, tal como continua sem ver agora, que o estão a empurrar a todo o momento? Porque se recandidatou?
Eu, no lugar dele, não teria dar o prazer aos meus inimigos internos de sofrer humilhações quotidianas como aquelas a que temos assistido e que chegam mesmo a ser confrangedoras até para a oposição.
Bem, mas também é verdade que a mim, os 16 anos (de contagem de tempo) ainda não me chegavam para a reforma...

2006-10-06

HÁ OBSTINADOS DE ESTIMAÇÃO

E ainda bem que assim é, especialmente quando o desespero toma conta deles, perdem a cabeça e disparam para todas as direcções.
O que isto tem de bom é que nunca acertam no alvo e cada vez ficam mais perdidos.
Por isso é que o Presidente da Câmara de Évora continua de cabeça perdida desde que perdeu a maioria absoluta e, sem querer assumir isso, todo o respeito desde então por sua culpa e falta de competência para se colocar no seu lugar (basta ver a humilhação por que passou com as eleições para a RTE, comprometendo a estratégia do seu partido para o objectivo final).
Mas, também lhe digo:
  • Sim senhor, é verdade que há uma aliança ou coligação ou que palavra essa que o Presidente da CME aprendeu nas frias escolas da URSS durante os longos anos de formação e da qual desertou (mas nunca renegou em boa verdade de princípios) apenas pela ambição de se sentarn numa cadeira para a qual afinal revelou desde cedo não estar à altura. E essa aliança é muito maior do que o senhor pensa: quantos votos perdeu em 2005? É a aliança de todos os eborenses desiludidos com as suas promessas que sabia não poderem ser cumpridas. Acha pouco? Évora, cidade de grande dimensão, merece um Presidente de maior consciência, coerência e arrojo...
  • Ainda bem que continua obstinado em insistir nos mesmos erros. É de candidatos assim que a oposição gosta. Faço votos para que se recandidate nas próximas eleições autárquicas, ou, pelo menos, que leve o seu mandato até ao fim e que não fuja (como é escola no seu novo partido) a ser julgado pelo seu "excelente" desempenho nesta bela cidade da "excelência";
  • Só espero que o PS local concorde e dê cobertura à sua obstinação, para bem de Évora........

MEDIOCRIDADE E DEMAGOGIA NA CÂMARA DE ÉVORA

Os incompetentes nunca melhorarão, porque são incompetentes para reconhecer a sua incompetência. Dizia João César das Neves há alguns anos atrás.
Podemos acrescentar que, dos demagogos, que assim foram formados, se iludiram alguns que houvesse frutos algum dia. Ainda não se convenceram? Cascais, Évora, não vos diz nada? Os resultados podem ser os mesmos: Cascais já foi, Évora... talvez não, talvez sim.
Os demagogos se encarregarão disso ... O futuro de Évora espera, ansioso.

2006-10-04

ÉVORA CAÓTICA NA MOBILIDADE

Ao fim de 5 anos de gestão socialista, a degradação do trânsito e do estacionamento em Évora é gritante. O Governo socialista não constrói o resto do IP2 a partir do nó de S. Manços, prejudicando a cidade de Évora, onde se demora uma eternidade nas deslocações rodoviárias;
A Câmara de Évora eliminou centenas de lugares de estacionamento e não criou um único lugar novo em 5 anos;
A Câmara de Évora não requalificou o Rossio de S. Brás para estacionamento e acolhimento turístico, nem os parques de estacionamento adjacentes ao Centro Histórico, os quais dão aos turistas uma péssima imagem de uma cidade que comemora os 20 anos da elevação a património da humanidade;
A Câmara de Évora não tem planeamento urbanístico adequado a facilitar a mobilidade de veículos automóveis, obrigando a população a deslocações permanentes e prolongadas entre a residência, o local de trabalho e os estabelecimentos comerciais.
A Câmara de Évora não parece considerar prioritária para a melhoria da qualidade de vida urbana o termo da construção das circulares externas, ao contrário do PSD que espera ver tais obras inscritas no plano de actividades para 2007.

2006-09-26

A BOLHA ...

Em vária notícias é possível ler que, segundo o relatório do Banco de Portugal:
«Mais crédito ao consumo - Os empréstimos bancários a particulares continuam a registar uma subida de 10,5%. Diz o banco central que este crescimento esteve associado ao aumento significativo do crédito para consumo e outros fins. Uma das razões para o crescimento do crédito ao consumo pode ser a baixa das taxas de juro neste segmento. Os bancos tinham margens muito elevadas neste crédito e a concorrência e a necessidade de captar mais negócio levou-os a abrandar os preços cobrados, num período em que o crédito à habitação, que tem as margens mais esmagadas, sofreu uma subida de juros.»
Desconhecia que uma retoma da economia baseada no consumo privado fosse uma retoma com sustentação a prazo, num país que importa cada vez mais do que consome. Mais desconhecia ainda que, com elevados e cada vez menos aceitáveis níveis de endividamento das famílias, se encare como sustentado o aumento do consumo privado com recurso ao crédito (ao consumo), numa altura em que os juros à habitação não param de subir, deixando menos rendimento disponível nos orçamentos familiares.
Como se comportará o consumo privado (sem recurso ao crédito) nos próximos meses, com tal redução do orçamento familiar mas com exigências crescentes como a aquisição de livros escolares a preços quase proibitivos para muitas famílias?

O mês de Agosto, mês de férias por excelência, pode considerar-se representativo de todo o ano? E podemos confiar na sustentação de um crescimento económico baseado no aumento de um consumo em época de férias para o qual as famílias se vêem já obrigadas a recorrer ao crédito bancário?

E a venda de automóveis novos, que parece ser cada vez menos uma venda ou uma compra, antes assumindo um formato de arrendamento do automóvel cuja proprietário é o Banco, responsável em boa parte pelo aumento do volume de recurso ao crédito bancário, durante quantos meses mais vai continuar a subir, acompanhando a tendência de subida dos preços dos combustíveis?

O BP não vê sinais de fragilidade neste crescimento da economia, mas apenas a retoma?

A história repete-se todos os meses da governação deste executivo, parecendo que o optimismo tomou conta dos relatórios de um momento para o outro, contrariamente ao cinzentismo que marcava o período da anterior governação.

Não vimos já este filme nos tempos de Guterres? Qual foi o resultado?

2006-09-22

ÉVORA MERECE UMA CÂMARA MUNICIPAL QUE FUNCIONE MELHOR

Ao fim de 5 anos na gestão da Câmara de Évora, o único balanço que pode ser feito sobre o funcionamento dos serviços municipais é o do seu bloqueio e inércia, provocados pelo PS.
Atente-se nos utentes que aos serviços municipais se dirigem diariamente para esclarecimentos, resolução de problemas quotidianos, para apresentação de projectos de construção, ... As queixas são mais que muitas, quotidianas e repetidas.
Já uma vez apresentei ao Presidente da Câmara de Évora, em sessão de Assembleia Municipal, esta percepção de insuficiência funcional, decorrente dos contactos que diariamente estabeleço com munícipes e os mesmos comigo, os quais desabafam a sua desilusão, desespero e mesmo indignação.
Não será difícil adivinhar a resposta de um Presidente de Câmara arrogante e pouco dado a ouvir reclamações ou sugestões, com a escola de formação política que teve, a entender como ataques da oposição, como se a mesma não representasse eleitores: a oposição elegeu 4 vereadores e o PS apenas 3, nas últimas eleições autárquicas.
O resultado é o de uma degradação do funcionamento da CME, apesar de o número de Departamentos Municipais ter mais que duplicado e o número de Chefias de Divisão ter aumentado em 1/3 desde que o PS ganhou a Câmara de Évora.
No ano passado, foi o que se viu com a abertura das escolas do 1º ciclo no concelho: um desastre (basta ver os posts deste blog no mês de Setemro de 2005). O que melhorou em 2006? Nada; antes piorou a situação, sendo ainda mais amplos e graves, para além de menos desculpáveis e aceitáveis, os erros, faltas, omissões e incapacidade da Câmara de Évora em matéria de gestão do parque escolar.
Vem esta crítica ao funcionamento dos serviços municipais de Évora (agora substancialmente ampliados em número de Departamentos e Divisões) por aquilo que presenciei hoje na Escola Básica do Rossio, em Évora, não resultando de qualquer denúncia ou queixa de outros munícipes que possa representar politicamente.
Imagine-se que, na referida escola da cidade de Évora (cidade à qual o PS prometeu trazer a excelência, começo agora a perceber a mediocridade dos parâmetros utilizados), um alarme (daqueles bem sonantes que existem para serem ouvidos a larga distância) disparou por volta das 10 horas da manhã em consequência de comportamento menos aceitável de algum miúdo, o que levou de imediato ao disparo de telefonemas para a CME com vista a que os serviços pudessem proceder ao silenciamento do estridente e insuportável toque.
Quando fui buscar a minha filha à escola, já depois das 15,30 horas, informaram-me que tinham acabado de desligar o referido e incomodativo toque, altura em que os serviços municipais conseguiram (apesar de terem agora menor campo de intervenção funcional em consequência de terem sido criadas várias empresas municipais, à boa moda do esbanjamento socialista), com grande sacrifício imagino, deslocar-se ao local.
Entretanto, esteve uma escola inteira submetida, durante mais de 5 horas, ao toque permanente de um alarme. Imagine-se só como estavam as crianças (uns choraram durante largo período, outros queriam fugir da escola, outros queriam chamar os pais ...), os professores (desesperados por não poderem desenvolver actividades normais com os alunos) e os funcionários.
Tudo isto enquanto o Presidente e os vereadores do PS na CME estavam a fazer "show-off" para as câmaras de televisão no salão nobre dos paços do concelho com o Secretário de Estado do pelouro, indiferentes ao (não)funcionamento de um órgão que deveriam dirigir, conforme ditaram os resultados eleitorais que todos respeitam (ao que parece, só o PS não o faz, como revelou no recente caso das eleições para a RTE).
Ao nível do caos que está instalado em Évora quanto ao funcionamento das escolas, já não tenho mais palavras, porque todos os dias, todos os meses, repetidamente todos os anos, os mesmos erros acontecem ampliados e são denunciados, sem que a CME revele qualquer intenção de os corrigir.
Ainda poderia alimentar a esperança de que, com 5 anos de gestão municipal, por acaso ou consciência de que 5 anos é substancialmente mais que 5 meses, o PS se dedicasse a cumprir alguma das promessas com que iludiu o eleitorado apenas com a finalidade de conquistar o poder, o que já representaria algum contributo positivo, ainda que escasso, para a construção do futuro da cidade.
Mas, como referia em tempos João César das Neves num dos seus artigos no DN, os incompetentes nunca melhoram o seu desempenho, pelo facto de revelarem não possuir competência para reconher a sua própria incompetência.
Decididamente, o PS revelou, ao fim de 5 anos, não ter competência para gerir Évora.

2006-09-17

IGNORÂNCIA OU TEIMOSIA DOS PAIS?

Manuel Arroja, director-executivo da empresa de recrutamento Michael Page International Portugal, explicava há pouco tempo num jornal nacional as razões porque alguns idiomas são preferidos pelas empresas. «O inglês é uma língua que se pode considerar universal. O espanhol devido à iberização do mercado é cada vez mais solicitado como segunda língua. As empresas, muitas delas têm neste momento a sua sede ibérica em Espanha onde não só estão os directores gerais, como também algumas áreas de suporte». No futuro, o responsável considera que continuarão a ser estas as línguas mais importantes.
Ora, vá-se lá saber porque carga de razão, continua o francês a ser a língua mais escolhida pelos alunos de algumas escolas de Évora, ainda que as mesmas já ofereçam a opção de espanhol?
Só pode ser, a meu ver, por ignorância ou teimosia dos pais (alguns têm ainda aquela incompreensível atitude de rejeição de tudo o que vem dos nuestros hermanos, menos os produtos que compram nos hipermercados), a que se associará algum interesse corporativista dos professores de francês (excedentários desde há muito, como se sabe) que influenciam igualmente as opções dos alunos.
A questão de fundo é no entanto a das consequências dessas escolhas em termos de oportunidades de emprego futuro, ou da falta delas. Será o governo sempre o principal responsável pelo desemprego, num mercado tão aberto e liberal como aquele em que vivemos hoje e onde, perante ofertas diferenciadas teimamos em continuar a escolher erradamente, sabendo que a escolha é errada?
Ou ainda há quem escolha e opte convencido que está a escolher a opção certa? Em qualquer dos casos, fico sempre com a sensação que estamos bem pior do que aquilo que julgamos ser o nosso estadio de desenvolvimento.

ESCOLAS EM OBRAS

A Câmara de Évora volta este ano a prejudicar os alunos do 1º ciclo das maiores escolas de Évora, ao impedir o início normal das aulas na semana prevista, por incapacidade de em tempo útil executar as obras de remodelação e beneficiação das instalações escolares.
As maiores escolas de Évora estão em obras no momento em que já deveriam ter iniciado as aulas, porque as obras que podiam ter sido executadas durante as férias, apenas se iniciaram pouco tempo antes do início prevista das aulas. Os prejuízos para os alunos que começam mais tarde, sem cantinas nem tempos livres operacionais são mais que muitos, bem como para os pais, que não dispõem de espaços de ocupação para os seus filhos durante este período.
A Câmara de Évora tem-se revelado igualmente incompetente no estímulo ou gestão directa de adequada oferta de ocupação de Tempos Livres para crianças e jovens durante o verão e as restantes interrupções escolares, não aproveitando os espaços públicos existentes, prestando por isso um mau serviço (por inércia) aos habitantes do concelho com filhos em idade escolar.
Preocupante é que a reiterada incompetência da Câmara de Évora na gestão do parque escolar do concelho e na oferta de actividades extra-escolares para os jovens em idade escolar, prejudique não só os residentes, como enfraqueça também a imagem da qualidade de vida no concelho, afastando intenções de investimento em sectores de elevada tecnologia que poderiam contribuir para a criação de postos de trabalho e diminuição do elevado desemprego que já cresceu 70% em Évora com a gestão socialista.

2006-09-15

PERDA DE CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES

Como os meninos ainda não se fazem de barro, alguns dos professores do 1º ciclo do Ensino Básico e Educadores de Infância recém formados ou ainda em formação, nunca virão a exercer a profissão para cujo perfil estão a adquirir competências.
Tal constitui, por um lado, um desperdício de recursos públicos que poderiam e deveriam ser canalizados para outras áreas em que o país é manifestamente deficitário, para além de, por outro lado, acarretarem uma enorme frustração para os afectados, que confiaram e apostaram numa área de formação que, apresentada enquanto oferta pelas universidades do Estado, deveria à partida, oferecer garantias de adequação na resposta às necessidades do mercado de trabalho.
Até quando vai o Estado permitir que a confiança que nos seus organismos deveriam os cidadãos depositar, continue a ser corroída desta forma?
Mais do que coragem, exige-se aos governantes que gerem a máquina administrativa do Estado, o respeito pelos cidadãos, não criando neles expectativas que se sabe, à partida não poderem ser satisfeitas mais tarde. Poderia ainda acrescentar a falta de respeito que constitui o desperdício de recursos financeiros públicos, provenientes dos nossos impostos, de forma consciente e deliberada (a informação sobre as carências e excesso de competências no mercado de trabalho é abundante e de acesso generalizado).
Às Universidades e Escolas Superiores do ensino público podem e devem os recém-licenciados que estão e provavelmente continuarão desempregados, pedir responsabilidades por não responderem à missão para a qual foram criadas, podendo para tal pedir ajuda à Associação Sindical dos Professores Licenciados.

2006-09-09

SUA EXCELÊNCIA, A ARROGÂNCIA, sita na Praça do Sertório.

O Secretário de Estado do Turismo, mandou repetir as eleições para a Região de Turismo de Évora sabendo à partida, tal como se veio a comprovar agora pela decisão do Tribunal Administrativo de Beja, que tal não poderia nunca alterar a questão de fundo: a garantia de democraticidade do acto e representatividade plural dos membros do colégio eleitoral, entre os quais consta a Câmara Municipal de Évora (CME).
Do ponto de vista dos resultados eleitorais, a escolha do representante da CME nos órgãos da RTE, foi um processo arrogantemente e desastrosamente conduzido pelo Presidente da CME, boicotando uma votação que sabia lhe seria desfavorável.
Ao contrário das outras Câmaras Municipais que integram o colégio eleitoral da RTE e que colocaram a votação a escolha do representante, o Presidente da CME pretendeu arvorar-se em representante de um executivo municipal composto por 7 elementos, cuja maioria (4 vereadores, que espelham as opções políticas da maioria do eleitorado eborense) não se considerava bem representada, não tendo por isso mesmo legitimidade para representar a Câmara de Évora, do ponto de vista político.
Ao que parece, segundo a decisão do Tribunal, também não o podia fazer, do ponto de vista legal. Velhos hábitos de (de)formação política que teimam em persistir, privilegiando os bastidores à transparência marcante de uma modernidade que se apregoa nas palavras e se bloqueia nos actos.
O PSD resolveu, bem a meu ver, evitar qualquer acordo de circunstância com o PS ou CDU, na medida em que tal violaria os compromissos eleitorais assumidos com a população de Évora, pois não dispõe o PSD de peso suficiente para influenciar directamente a eleição do Presidente da RTE, o qual viria sempre a ser, ou do PS ou da CDU.
Tal não significa que o PSD tenha abdicado dos seus princípios de respeito pelo interesse geral das populações que expressaram nas urnas as suas preferências e expectativas.
Esse é o motivo pelo qual se deve defender que ninguém, absolutamente ninguém, poderá querer representar o órgão colegial Câmara Municipal de Évora sem ouvir aqueles que o povo elegeu, na proporção que entendeu, para os representar.
Na Câmara Municipal de Évora não há maiorias absolutas.
A não ser que o PS de Évora e o Presidente da CME decidam mudar de atitude e resumirem-se ao seu devido lugar (minoritários no executivo municipal de Câmara), a questão de fundo continuará por resolver tantas vezes quantas as eleições repetidas que vierem a ocorrer.
Pelos vistos, não aprendem ...

2006-09-02

ENGANOS ...

O arauto da desgraça em tempos idos e da "mais que desejável" miragem recuperadora agora, que é o máximo do Banco de Portugal, não se cansa de fazer publicar relatórios sobre a suposta sustentada recuperação da economia nacional.

Eu, que percebo pouco do assunto mas aprendi a somar 2+2, escaldado pelos tempos em que os Governos de Guterres+Sócrates nos pretendiam fazer crer que é possível crescer sustentadamente em termos económicos com base apenas na variável consumo interno (num mercado pequeno como este), pergunto como cidadão desconfiado: e agora?

Como é que essa variável vai dar votos ao então Ministro Sócrates que permitiu de boca fechada o endividamento que hoje temos (acima das azinheiras como se diz no Alentejo) das famílias (quando era Ministro do refugiado Guterres)?

Por acaso o PM (com a experiência acumulada que tem) já avisou o país que em breve haverá novas subidas de juros e acréscimo substanacial dos encargos para as famílias, devido ao aumento das prestações mensais do crédito à habitação?

E como será então o comportamento da procura interna no crescimento económico?

2006-08-25

NA CIDADE DA EXCELÊNCIA ... PROMETIDA!

Em algumas cidades do interior português, parece que, quanto mais modernas são julgadas por quem as governa, mais longe estão na verdade daquilo que outras vão conseguindo e mais carentes fazem sentir as suas populações, porque na verdade ficam para trás a cada dia que passa.
Não tenho dificuldades em atribuir essa situação dissonante ao crescente autismo político dos autarcas que presidem ao seu destino, os quais, em certos casos, estão mais preocupados em manter o seu poder e garantir a sua cadeira quando não a sua reforma (alguns até tomaram posse à pressa e à sucapa), do que em resolver as necessidades das populações às quais juraram dedicação.

Évora é, infelizmente, um caso preocupante no que ao desporto e ocupação de tempos livres de jovens diz respeito.

Assim é desde há várias décadas, sentindo-se no entanto as carências com maior intensidade à medida que nos vão iludindo com uma maior modernidade. O desporto ao ar livre é um exemplo de carência pela total inexistência de espaços, sentido por adultos e jovens, pais, crianças e adolescentes, apesar de tais espaços estarem prometidos há décadas, com mais intensidade eleitoralista nos últimos 5 anos em que o PS prometeu e não cumpriu transformar a cidade e apetrechá-la das necessárias infra-estruturas à satisfação das suas necessidades e superação das suas carências.

Se pensarmos no que é a oferta de Actividades de Tempos Livres (ATL) para crianças e jovens durante o verão e as restantes interrupções escolares, ficamos com os nervos em franja e com uma grande tristeza por constatarmos a incapacidade e inércia da Câmara Municipal de Évora.

Um cidade que detém espaços adequados (ao ar livre) para oferecer programas de actividades organizados e com qualidade vê durante os meses de Julho e Agosto a oferta de ATL reduzida a um pequeno punhado de iniciativas privadas, muitas em espaços cobertos e fechados e grandes parte delas sem oferta de alimentação.

Alguma oferta mais completa que se foi estruturando nos últimos anos viu-se este ano desaparecer, perante o olhar impávido da Câmara de Évora, incapaz de estruturar alternativas adequados, em espaços abertos como as piscinas municipais ou o jardim público, para o que poderia ter contratado meia dúzia de professores desempregados enquanto animadores, sem que daí decorresse qualquer prejuízo, dada a auto-suficiência financeira deste tipo de serviços.

Não basta argumentar que se deve deixar à iniciativa privada certo tipo de oferta de serviços às populações, aliviando os serviços municipais, princípio com o qual concordo. A discussão a encetar, se quisermos ser intelectualmente honestos é outra, a saber:

  • Há Câmaras Municipais com pesadas máquinas em termos de recursos humanos e áreas funcionais. Como se isso não bastasse, ainda contraram mais pessoas (incluindo assessores técnicos e políticos) com o argumento de melhorarem a oferta de serviços à população (missão ou razão de ser de uma Câmara Municipal), ao mesmo tempo que foram criando empresas municipais para libertarem encargos de actividade que era sua por natureza. Será lógico pensar que existe hoje por parte dessas autarquias maior disponibilidade dos recursos humanos existentes para diversificarem a oferta de serviços à população, nomeadamente nas áreas de carência (que deveriam estar identificadas) que a mesma vê e sente não estarem supridas;
  • Uma Câmara Municipal que prometeu ao eleitorado trazer a excelência ao concelho de Évora, terá que estar pronta para suprir lacunas de oferta de serviços que os particulares não cubram suficiente e satisfatoriamente (não importando se se trata de um problema de dimensão de mercado ou de capacidade empresarial, se de ambos).

Um concelho que pretende atrair investimentos em sectores de elevada incorporação tecnológica como é o caso do ramo aeronáutico, não se pode dar ao luxo de permitir a escassez de oferta de serviços básicos às famílias de técnicos altamente qualificados, sob pena de tais investimentos virem a falhar de futuro, em consequência de uma rejeição de tais quadros pelo concelho que pouco lhes oferece face às (elevadas) exigências que colocam para a educação e crescimento dos seus filhos.

Se este argumento não for entendido pela Câmara de Évora, nem me atrevo a invocar as necessidades da população eborense para os seus filhos porque dessa já desisti, face à arrogância de gestão e permanente demagogia política de uma Câmara que a todo o momento nos quer convencer que estamos melhor hoje, quando a inércia se tornou a imagem de marca, as promessas não cumpridas entraram no anedótico quotidiano e o afundamento de Évora é galopante, ao fim de 5 anos de mandatos do PS.

2006-08-19

O QUE POR AÍ VAI...

Foi preciso um despacho de um Ministro que já exerce as suas funções há um ano e meio, para ficarmos a saber que, afinal, o mesmo governante não tem controlado até agora de forma eficaz os gastos excessivos (desperdícios) nos organismos tutelados pelo seu próprio Ministério.

Não admira, se nos recordarmos da duplicação da dotação orçamental do Ministério da saúde logo que o Guterrismo herdou o poder em 1995, não tendo o crescimento do défice do sub-sector saúde mais parado desde então até hoje.

Agora, a coisa é mais engraçada, ficando os portugueses a saber, da boca do próprio Ministro que:

  • Há despesas sumptuosas das administrações hospitalares que têm vindo a ser feitas, com conhecimento e validação do Ministério que tutela tais organismos;
  • Há gastos das administrações hospitalares que vão muito para além dos necessários ao cumprimento da missão dos hospitais: o tratamento dos doentes (um verdadeiro desperdício, já que não são necessários para que a missão seja cumprida);
  • O Ministro da tutela tem necessidade de tratar este assunto publicamente, envorganhando as administrações hospitalares, sem ter coragem de alterar internamente as condições de realização de tais despesas;
  • A proibição de realização de gastos supérfluos, decretada pelo Ministro, apenas vigora até final do corrente ano. Depois disso, as despesas agoras consideradas moralmente inadequadas pelo Ministro, perderão tal estatuto, voltando tudo à situação inicial.

Bonito. Este Ministro sempre foi um verdadeiro artista. Apesar disso, não consigo apreciar a arte ...

2006-08-14

A PREVENÇÃO DOS FOGOS AO NÍVEL LOCAL

O Ministro da Administração Interna reconheceu hoje que a prevenção dos incêndios não resultou em Portugal, não porque o problema seja deste Governo, mas sim porque nos últimos 4 ou 5 anos nada se fez, deixando-se que as matas e florestas acumulassem "lixos" em demasia, propensos à ignição e propagação do fogo. Curiosamente, o Ministro, para além de deitar a responsabilidade política para detrás das costas, como se nunca tivesse tido responsabilidades políticas neste país e os lixos alimentadores dos fogos, nas florestas e matas, tivessem crescido a ritmos superiores nestes últimos 5 anos que nos últimos 10, vem ainda responsabilizar em parte os particulares pela catástrofe, consequência da não limpeza das suas propriedades, caminhos e espaços envolventes.

De forma estranha, as declarações do Ministro surgem no dia em que o constante e indomável fogo que lavra no Parque Nacional da Peneda-Gerês começa a incomodar o Governo pelo facto de que, tendo aquela zona tal classificação (Parque Nacional), os mecanismos de actuação do Governo e dos seus serviços desconcentrados, nomeadamente da agricultura, florestas e conservação do mundo rural, não parece terem sido suficiente e eficazmente accionados, com vista a proteger recursos de natureza considerados de importância nacional, ultrapassando por isso a responsabilidade dos proprietários privados.

Esses organismos actuaram eficazmente na prevenção, com todos os instrumentos que tinham ao seu dispor? O Senhor Ministro deverá encontrar respostas e atribuir responsabilidades. O País agradeceria, mais que as declarações fúteis ...

Ao mesmo tempo, na imprensa nacional surgem informações preocupantes, decorrentes de análises cuidadas sobre a incidência dos fogos no território alentejano nos últimos anos, mostrando que a mesma tem vindo a aumentar assustadoramente, pondo a nu a vulnerabilidade do mesmo território, apesar de muito desértico.

Tal preocupação só agora surge devido à exposição e visibilidade mediática do fogo na Serra d'Ossa. No entanto, os cuidados preventivos, ao nível local, deverão ser acautelados e aperfeiçoados de forma permanente, com vista a evitar o accionamento dos planos de emergência que resultam sempre, tal como agora aconteceu no Alentejo, na destruição de vários milhares de hectares de floresta ou mata, avultados bens materiais e, quando não mesmo, em perda de vidas humanas.

Ao nível local, nos espaços rurais do interior do país, mais do que os serviços regionais do poder central (agricultura, florestas...) é ao poder local que cabe boa parte da prevenção de fogos, incentivando e fiscalizando a desmatação e limpeza de terrenos e acessos.

Se isto é verdade no que respeita aos concelhos veradeiramente rurais, mais o é no que toca aos concelhos urbanos, em especial, quando se trata, como acontece com Évora, de núcleos urbanos que detêm consideráveis espaços de vulnerabilidade incendiária entre o núcleo histórico e os bairros afastados ou os equipamentos colectivos e sociais de serviço à população.

As 3 fotos que aqui surgem, referem-se ao espaço circundante à Aminata, em Évora (integrado no perímetro urbano, encaixado entre o Centro Histórico e alguns dos maiores bairros residenciais de Évora, entre o complexo de piscinas da Aminata e os complexos desportivos do Lusitano e do Juventude).

Poderia ainda acrescentar a Escola C+S que deste local apenas está separada por uma estrada, um hotel e várias propriedades privadas que com este espaço confinam, os depósitos de gás que junto aos equipamentoa colectivos se encontram, entre eles um dos maiores lares de terceira idade da cidade (Barahona), associado a um hospital de retaguarda que no mesmo espaço de perigosidade se localizam.

Razões mais que suficientes para que, em sessão de Assembleia Municipal, o Presidente da CME já tenha sido alertado para o efeito, durante o mês de Junho, movido pela mesma preocupação com a que agora volto à carga, dada a inércia do Presidente da Câmara de Évora, desde então até agora, apesar dos alertas.

Eu próprio tirei estas fotos, hoje ao final da tarde, julgando serem suficientes para sensibilizar o executivo municipal para o risco de incêndio neste ano que, tendo chovido substancialmente durante os meses de Abril e Maio, os pastos cresceram anormalmente debaixo das árvores, em todos os lugares, mesmo às portas da cidade, aumentando de forma perigosa o risco de incêndio.

A questão que se coloca é a de saber até que ponto a Câmara de Évora já deveria ter actuado perante tal situação, ou esperar que os incêndios deflagrem, às portas do Centro Histórico, para depois vir responsabilizar os particulares donos dos terrenos, pela falta da sua limpeza, na esteira do Ministro da Administração Interna, do mesmo Partido Socialista.

Pessoalmente, não acredito que uma CM não disponha dos meios suficientes para accionar em situações de risco como esta, mesmo que os mesmos vão contra a vontade dos particulares, tendo em conta a segurança pública.

Os meios próprios não são suficientes?

Mas sabendo que, são alguns deles (os possíveis) accionados em situação de emergência, como aconteceu com máquinas da CM de Évora, para combater o incêndio da Serra d'Ossa, tenho dificuldades em entender porque não acontece tal mobilização com vista à prevenção, no concelho de Évora.

Se é possível à Câmara Municipal de Évora, mandar pintar as fachadas dos prédios da Praça do Giraldo e ruas confluentes, independentemente da vontade dos seus proprietários, enviando-lhes posteriormente a conta para pagamento, também deverá ser possível desencadear acções semelhantes relativamente a proprietários de prédios rústicos, em nome da prevenção de incêndios.

O pressuposto é o de que este executivo municipal, que prometeu uma cidade de excelência, não pretende ficar apenas pelas fachadas ... Mas, facilmente admitirei estar iludido, como quase metade dos eleitores eborenses.

2006-08-05

ÉVORA TÃO PERTO ... E TÃO LONGE!

Sem necessidade de recurso a estágios de selecções de futebol que nada acrescentam à cidade (salva-se o Presidente da CME que gosta de aparecer na TV à conta de acções momentãneas inconsequentes);
Sem necessidade de discutíveis utilizações dos seus monumentos romanos com passagens de moda de outras regiões (salva-se a Lili que se hospedou naquela grande suite, à conta do orçamento municipal de Évora);
Sem necessidade de rodar novelas para (supostamente) "colocar no mapa" (nacional) cidades já conhecidas internacionalmente (salva-se o Presidente da CME que pela primeira vez representou bem o seu papel, mas, na novela).
O que a CM de Évora não poderia aprender com as suas vizinhas administrações municipais espanholas. O que falta?
Saber aprender exige vontade própria e capacidade para esquecer...

2006-08-02

VÍCIOS "DE MARCA" QUE NÃO SE PERDEM

Só os mais distraídos ou ingénuos poderiam esperar que os velhos hábitos do PS de "dar de comer aos seus" através de um abusivo uso da "cunha" fosse agora diferente, apenas pela arrogância comunicativa do actual Primeiro-Ministro que representa apenas imagem e mais nada de concreto em termos de rigor.
Os vícios do exercício da influência política para emprego do pessoal de cor rosa no aparelho do Estado ou por ele controlado, dos quais os Governos de Guterres usaram e abusaram vergonhosa e irresponsavelmente, engordando o Estado em milhares de pessoas e centenas de novas estruturas e organismos, permanecem.
O desafio actual consiste em adivinhar quantos dos 150.000 novos empregos prometidos pelo PS serão preenchidos por outros critérios que não este.
Se tomarmos por base de raciocício algumas autarquias locais próximas de nós e observarmos algumas das contratações (assessores, secretárias(os), membros de gabinetes da presidência,...) de jovens recém licenciados, identificando os seus graus de parentesco com candidatos das listas do PS nas eleições autárquicas ou públicos e manifestos apoiantes, poucas esperanças restarão, infelizmente para o futuro do país.
É o PS que dá razão a Jardim quanto ao alerta de que caminhamos para o abismo.

2006-07-13

FALTA DE VISÃO E DE ESTRATÉGIA

Parece que vamos ter milagres em breve: com o novo QCA (agora QREN), vamos ter mais milhões no FSE, logo, consequência lógica e por acto de magia até aqui nunca ocorrido, ficaremos ao nível dos países mais desenvolvidos da União Europeia.
Certamente um resultado do Plano Tecnológico, através do qual um computador moderno calculou a fórmula mágica de correlação directa entre as variáveis recursos financeiros investidos no sistema de educação-formação, elevação dos níveis de instrução e qualificação e repercussões na economia.

Estranho é que as contas e os resultados dos vários estudos da OCDE sobre as relações entre as mesmas variáveis, não coincidam, repetidamente, relativamente à realidade portuguesa.
Antes pelo contrário, já que revelam, sem excepção, que o problema da educação e da formação em Portugal não é da quantidade de recursos financeiros, mas sim da ineficiência na sua aplicação.
Sendo Portugal um dos países da OCDE que mais investe, "per capita" em educação e formação, tem no entanto um dos piores retornos desse investimento, em termos da sua economia, ou seja, o impacto daquele investimento na economia é um dos mais fracos entre os países da OCDE (ao contrário de Espanha, como ainda recentemente se viu).
A causa parece estar relacionada com o desajustamento as estruturas formativas e educativas, isto é, o sistema de educação-formação não permite fertilizar tais investimentos, antes sendo em boa parte responsável pelo desperdício dos mesmos.
O sistema a que se atribui a culpa é grande e complexo, composto por uma extensa variedade de agentes e de complexas relações entre eles, nem sempre sendo fácil encontrar os pontos de fricção e de bloqueio ou entrave a um funcionamento mais profíquo. No entanto, aspectos há que todos os dias saltam à vista como passíveis de interrogação e geradores de dúvidas razoáveis como o que segue:
  • Os Institutos Politécnicos do interior do país parecem mais preocupados em abrir novos cursos do que em ajustar racionalmente a sua oferta, encerrando alguns cursos que continuam a gerar taxas de crescimento de desemprego elevadas entre jovens quadros qualificados;
  • Diversificar a oferta formativa, num leque de duas dezenas e meia de cursos já existentes, constitui uma opção bastante discutível, nomeadamente pelo sentido tomado de expansão em detrimento da redução diferenciadora;
  • O Ministério da tutela autoriza as opções tomadas pelos Politécnicos, dando cobertura a outro mais que discutível fundamento: a resposta a necessidades de formação locais e regionais (ainda não satisfeitas pela oferta existente em engenharias agrícola e zootécnica?).

Bem que podem chover milhões para a educação e formação, que o Alentejo continuará a secar em recursos humanos e a definhar na sua base económica.