2007-03-17
A NOVA MINISTRA SOMBRA DE SÓCRATES
2007-03-11
ÉVORA INOVADORA NA MOBILIDADE?

Se tal aconteceu realmente, só pode ter sido por exemplos como este que Évora poderá ser considerada inovadora: dar-se ao luxo de dispor de parques de estacionamento tarifados e integrados na linha azul do SITE, que permanecem vazios dias, meses e anos inteirinhos.

Apesar de vazios os parques de estacionamento tarifados adjacentes à muralha do Centro de Histórico que no passado ano comemorou 2 décadas de classificação como património cultural da humanidade pela UNESCO, do outro lado da rua, os passeios (em terra solta e não arranjados para os peões), estão cheios de viaturas que ali estacionam, por ser grátis.
Sem dúvida inovadora esta gestão municipal.
2007-03-10
O CAOS NO TRÂNSITO DE ÉVORA
2007-03-03
2007-02-27
DO POUCO QUE MUDÁMOS EM 3 DÉCADAS, PARECE TER SIDO PARA PIOR...
O recente caso da Universidade Independente é extraordinário na revelação de como os portugueses estão dispostos a, pacificamente, ver afundar o seu país e o seu futuro, às mãos da corrupção e do "salve-se quem puder", mesmo que não sejam todos, mas apenas os supostamente mais "espertos", por iludirem os outros, em benefício próprio.
2007-02-17
MESMO COM A DEMOCRACIA, POUCO MUDÁMOS NOS ÚLTIMOS 30 ANOS.
Mas, alguns valores, ao que parece cada vez valem efectivamente menos, havendo mesmo alguns deles que tendem a esmorecer nas escolhas dos portugueses (trabalho, mérito, esforço, ...) em detrimento de outros que se afirmam a olhos vistos: o facilitismo, a influência das relações sociais para influenciar decisões profissionais e conseguir benefícios, a aceitação da corrupção como banal, dos privilégios aos mais poderosos, ...

Segue-se artigo de Arménio Rego sobre uma das dimensões culturais identificadas, publicado em: http://dn.sapo.pt/2006/03/17/economia/portugueses_machos_femininos.html
Para terminar, mais um artigo sobre o tema, disponível em: http://dn.sapo.pt/2006/01/27/economia/por_nos_tratamos_dr_engo.html «Por que nos tratamos por Dr. ou Eng.º? Uma das características mais visíveis da cultura portuguesa - e certamente da cultura de gestão portuguesa - é a propensão para o uso de títulos académicos.
O uso de títulos (Dr., Eng.º.) é certamente mais praticado em algumas organizações do que noutras, mas, na comparação com outros países da União Europeia (UE), os portugueses são pródigos no uso de títulos. É aliás frequente, nas situações em que se conhece menos bem o interlocutor, colocar um cauteloso Dr. antes do nome. Na dúvida, antes a mais que a menos.
Esta propensão nacional para a utilização dos títulos pode naturalmente ter diversas explicações, mas uma das mais plausíveis pode ser encontrada no monumental trabalho de campo desenvolvido por um sociólogo holandês, Geert Hofstede.
O seu livro Culture's Consequences, originalmente publicado em 1980, é uma obra de referência dos estudos de gestão transculturais.
Neste trabalho, Hofstede tomou a cultura como variável independente ("causadora" de outras variáveis) e procurou analisar as suas implicações para o funcionamento da sociedade e das organizações.
O trabalho deste ex-director da IBM sugeriu que as diversas culturas nacionais podem ser caracterizadas de acordo com um conjunto de quatro dimensões individualismo/colectivismo, evitamento da incerteza, masculinidade/feminilidade e distância hierárquica.
Destas dimensões, a última, distância hierárquica, é particularmente relevante para a resposta à questão que aqui se discute.A distância hierárquica reflecte o grau de deferência que os indivíduos projectam sobre os seus superiores hierárquicos, assim como a necessidade de manter e respeitar um certo afastamento (social) entre um líder e os seus subordinados.
Nos países e regiões de elevada distância (e. g., Portugal, Espanha, América Latina, Ásia e África), superiores e subordinados consideram-se desiguais por natureza. A distância emocional entre chefias e subordinados é elevada. Detecta-se uma grande reverência pelas figuras de autoridade, e atribui-se grande importância aos títulos e ao status.
Ao contrário, em países com baixa distância hierárquica (e. g., EUA, Grã-Bretanha e países não latinos da Europa), a dependência dos subordinados relativamente aos chefes é limitada. Os primeiros não sentem desconforto considerável por contradizer os segundos. Uns e outros consideram-se iguais por natureza.
Nos países com distância hierárquica tendencialmente mais elevada, o uso de símbolos de status representa portanto uma forma de explicitar e de assinalar o reconhecimento das distâncias entre pessoas pertencentes a diferentes escalões sociais ou organizacionais. A distância tende a aumentar a dificuldade de comunicação franca entre líder e equipa.
Por exemplo, observava recentemente um gestor do Norte da Europa expatriado em Portugal que, quando perguntava aos elementos da sua equipa se estavam de acordo com ele, a resposta era sempre afirmativa. Surpreendido com tão consistente e persistente acordo retomou a discussão perguntando se estavam mesmo de acordo ou se estavam a procurar ser obedientes.
A resposta é fácil de adivinhar.
Miguel Pina e Cunha Director de MBA da Universidade Nova de Lisboa»
DESEMPREGO ATINGE RECORDE DOS ÚLTIMOS 20 ANOS
2007-02-13
DEMORA A CONVENCER ...
2007-02-04
NOZES PARA QUEM NÃO TEM DENTES

- Não adormeceram à sombra de um estatuto passivo de “cidade-museu”;
- Não se limitaram a garantir aquilo a que a UNESCO obrigou: aceitáveis níveis de conservação e recuperação dos seus monumentos classificados;
- Aproveitaram o estatuto da UNESCO enquanto vantagem para aumentar a atracção e a fixação turística, através de iniciativa própria que falta em Évora: condições de acolhimento, informação e sinalização turística, animação urbana e cultural;
Continua assim por preencher uma condição essencial para que Évora possa efectivamente fertilizar um estatuto que lhe foi atribuído: a implicação dos eborenses em geral e dos seus agentes económicos em particular, de forma a ampliarem tal estatuto pela sua acção quotidiana motivadora.
Tal não aconteceu em 1986 nem foi conseguido em 20 anos, deixando aos eborenses apenas um legado, que herdaram, sem mais.
E, convenhamos, não bastará à CME apelar à mobilização dos eborenses à votação no virtual "big brother dos monumentos", para esconder a sua incapacidade quotidiana de concretização real.
2007-02-01
O CLUSTER DAS NOVELAS ALENTEJANAS TEM FUTURO
Sobra assim tempo, em Évora e noutras partes do distrito, para o show mediático cujo vício as novelas por cá deixaram em tempos, a alguns agentes partidários e autárquicos, os quais se deixaram enredar pela inexplicável cretinice que constitui a eleição das 7 maravilhas de Portugal pelo sistema que está estabelecido, levando a que os bairrismos e a afectividade toldem e prejudiquem uma apreciação histórica, cultural, arquitectónica, geográfica, social e económica justa e objectiva dos vários lugares de interesse nacional.
Confundir esta discussão, claramente apalhaçada, com o trabalho de promoção turística que cabe a uma região enquanto destino turístico integrado que deve afirmar-se como um todo em mercados amplos, soa a politiquice barata e a falta de saber-estar e saber-conviver democraticamente com as restantes forças políticas quando com elas e para elas se perde a razão, por culpa de alguma intolerância e sectarismo.
Veja-se o contributo que alguma(s) entidade(s) oficial local ou distrital deu esta semana para, durante 2 dias, embelezar o Templo Romano de Évora e várias das ruas da sua envolvente, permitindo o estacionamento de várias dezenas de autómóveis (imobilizados desde as 8.30 horas até às 18 horas) dos quadros de um operador turístico com estabelecimento no Centro Histórico.
Como se os mesmos não pudessem ter-se deslocado de autocarro do adjacente concelho onde dormiram, para o local da reunião de trabalho, em Évora.
No entanto, talvez por distracção, não vi nenhuma referência, nos vários comunicados de imprensa da semana, vindos de vários quadrantes e actores, a este contributo para a excelência de Évora que, pelos vistos, ainda precisa de elevar um dos seus monumentos a maravilha nacional, como se não beneficiasse já de um estatuto mundialmente consagrado, que ultrapassa a dimensão nacional.
Antes vi argumentos novelísticos, na linha daquilo que é o show mediático de alguns partidos no exercício do poder locail: muito espectáculo, pouca e má obra.
2007-01-25
O PARTIDO SOCIALISTA TROUXE MAIS DESEMPREGO A ÉVORA
O resultado de 5 anos de gestão socialista na Câmara de Évora traduz-se no aumento de 67% do número de desempregados no concelho de Évora, ao contrário do Alentejo, onde o volume de desemprego baixou 1% no mesmo período. Passados 5 anos do PS ter conquistado a Câmara Municipal de Évora:
- Évora continua longe de uma mobilidade urbana excelente, com transportes públicos modernos e ecológicos e estacionamento adequado;
- Évora continua longe da excelência prometida na economia e a sua base económica perdeu competitividade;
- Évora continua longe de uma oferta desejável e adequada em espaços públicos de recreio, desportivos e de lazer;
- Évora continua longe de uma oferta de qualidade em equipamentos culturais e de entretenimento;
- Évora continua longe de ser um pólo indutor de dinâmicas de desenvolvimento do distrito e do Alentejo, acentuando a sua dependência do emprego na Administração Pública;
- Évora continua longe do fim da especulação imobiliária e da diminuição do preço dos terrenos para habitação;
- Évora continua longe do desejável acolhimento e da valorização do património existente para fixar turistas por períodos mais longos;
- Évora continua longe de uma adequada e urgente recuperação de habitações no Centro Histórico;
- Évora continua longe do cluster do design e da moda;
- Évora continua longe da excelência no funcionamento e eficácia dos serviços municipais;
- Évora continua longe da desejável revitalização económica e do Centro Histórico;
- Évora continua longe de atrair novas empresas e empregos para os jovens recém-licenciados;
Évora estagnou e o executivo municipal PS adormeceu à sombra de um estatuto passivo de “cidade-museu”, sem atrair investimento externo e assistindo à estagnação empresarial.
O resultado é o crescimento em 70% do Desemprego de Longa Duração (que baixou 20% no Alentejo), sendo os jovens que têm qualificações superiores os mais afectados (aumento de 98% durante os últimos 5 anos), por falta de criação de novas oportunidades de emprego em Évora.
FONTE: http://portal.iefp.pt/pls/gov_portal_iefp/docs/PAGE/PORTAL_IEFP_INTERNET/ESTATISTICAS/MERCADO_EMPREGO/CONCELHOS_ESTATISTICAS_MENSAIS































