A notícia é preocupante, havendo que pedir à CME explicações sobre as medidas tomadas para antecipação da situação, com vista a acautelar impactes negativos de outros tempos sobre o mercado de trabalho concelhio e regional, como aconteceu aquando do encerramento de outras fábricas do ramo, no concelho de Évora, em meados da década de 90.
Ora, sabendo isso, o Banco de Portugal bem poderia ter começado por propor ao Governo um significativo corte das reformas dos seus (e de outros) funcionários públicos, acompanhada da fusão dos dois principais sub-sistemas de aposentação em Portugal.

Dessa forma evitaria a tentação do Governo para acelerar a transição para uma nova fórmula de cálculo de pensões do regime geral da segurança social (já de si prejudicadas face à Caixa Geral de Aposentações), vergonhosamente justificada com a ameaça de falência do sistema.
E a CGA não corre risco de falência? Então porque não se travam as reformas milionárias? A coragem e o peito cheio do PM é só para os mais fracos?
Exemplo de animação do Centro Histórico em Santiago de Compostela, contrastante com outras cidades cujo casco urbano com valor turístico é um autêntico deserto, especialmente de ideias que estimulem a ligação entre a marca história que neles se respira e o anseio do visitante em soltar a sua imaginação recriativa.
Tal como Évora, Santiago de Compostela é Património da Humanidade. A única semelhança, pois tudo o resto é um fosso enorme entre um Centro Histórico que se sente vivo por lá e uma morte lenta por cá.
Mas, o pior ainda está para vir... na minha opinião. As lojas novas do MODERNO FORUM (triste povo este cuja modernidade é simbolicamente vista no consumo e não nas ideais que contribuam para a definição e construção de um melhor futuro para os locais onde vivem).
Já agora, uma pergunta para quem saiba responder: quantas lojas novas estão prontas a abrir neste momento em Évora, espalhadas por toda a cidade (Centro Histórico e bairros)? Vai um palpite? Quem aposta no número 150? Quantas estão realmente abertas e a funcionar? Não aposto: a Associação Comercial de Évora ou a Câmara Municipal acertarão certamente... ou então, já não digo nada sobre o assunto.
Não se trata de nenhum engano esta confusão entre a animação turística do Centro Histórico eborense (melhor dizendo, a falta dela) e as ameaças que pairam sobre o comércio local que parece distraído (não se percebe porquê, já que as queixas de falta de clientes é constante, pelo que deveriam ter mais reflexão produzida quanto ao seu futuro). Tenho a certeza que não serão estes últimos apanhados desprevenidos quanto às consequências a médio e longo prazo induzidas pelas mudanças que têm vindo a acompanhar, de uma forma que acredito consciente e responsável.
É a animação que temos, pobre, medíocre... É o que merecemos?
Há mais vida para além do fatalismo. Haja protagonistas determinados e empenhados na valorização e promoção de Évora em vez de políticos actores, sejam da moda ou de novelas: para o bem de Évora...
Imagem do Templo de Diana (Em Mérida, Espanha, com animação, como é aliás hábito em vários dos monumentos romanos daquela cidade aqui bem perto de Évora). 


A este artigo de opinião publicado no jornal "Expresso" deste fim-de-semana, aguardam-se reacções de alguns professores, certo de que serão menos ofensivas, em termos pessoais do que as que me dirigiram no Diário do Sul, fruto de vários equívocos nos quais alguns membros da classe teimam em mergulhar:
Seria interessante que a notícia nos desse a conhecer o curriculum profissional da esposa do PM britânico, permitindo-nos avaliar a experiência da advogada de defesa desta causa em situações opostas, isto é, em causas motivadas por impedimentos de uso de vestes ocidentais (imagine-se um simples fato de banho em praias sauditas, iraquianas, iranianas, etc...) em países muçulmanos.
Reestruturação da Administração Central do Estado >2006-03-24 06:30 Governo mantém número de governadores civis Executivo recusa desta forma a redução do número de governadores civis para cinco.
Como se pode depreender da notícia, esta avaliação e as punições anunciadas são para os comuns funcionários públicos, aqueles que estão destinados ao sacrifício, a bem da imagem da governação em prol do emagrecimento do Estado pedido por Belmiro e outros séquitos.
Até agora, sempre que os decisores políticos franceses pretendem alterar o seu modelo social, as manifestações de rua têm pesado mais e feito recuar as intenções. O resultado é o adiamento do inevitável e a continuada perda de competitividade da economia francesa e do país, cuja maior perda foi, desde logo, o alicerçamento da globalização na língua inglesa e não na sua.
Já em euforia com sinais tão fracos como o aumento do consumo?
Esperam ser essa a grande sustentação do crescimento económico deste e dos próximos anos em Portugal?
E querem convercer-nos que estamos a criar riqueza e a recuperar terreno na compensação das debilidades produtivas da nossa economia, cada vez mais abalada pelas recentes deslocalizações industriais?
Estamos perante um aumento generalizado da ansiedade, que leva não só a uma posição mais frequente de auto-defesa, de alerta aos sinais, como mesmo de aumento da agressividade para aqueles que questionem as nossas posições ou que julguemos que o possam vir a fazer.
É difícil não perder a esperança no futuro de um país onde há classes profissionais (e são muitas) em que uma parte dos seus elementos se consideram acima da crítica ou da necessidade de prestação de provas sobre o seu desempenho e sobre as suas atitudes.
O debate apresentado na revista do Expresso em torno do tema, reunindo à mesma mesa uma judia, um católico e um muçulmano é revelador, em certas partes cruciais dos testemunhos ali patentes, da intolerância do islão contra o ocidente e daquilo que é, apesar de muitos pretenderem continuar a enterrar a cabeça na areia, um choque de civilizações sem desfecho de consenso à vista.