2006-03-19
2006-03-18
HÁ FILHOS E ENTEADOS! E também parece haver intocáveis.
Como se pode depreender da notícia, esta avaliação e as punições anunciadas são para os comuns funcionários públicos, aqueles que estão destinados ao sacrifício, a bem da imagem da governação em prol do emagrecimento do Estado pedido por Belmiro e outros séquitos.AS BARBAS DO MEU VIZINHO JÁ ESTÃO A ARDER

Até agora, sempre que os decisores políticos franceses pretendem alterar o seu modelo social, as manifestações de rua têm pesado mais e feito recuar as intenções. O resultado é o adiamento do inevitável e a continuada perda de competitividade da economia francesa e do país, cuja maior perda foi, desde logo, o alicerçamento da globalização na língua inglesa e não na sua.
É ASSIM QUE NOS VÃO (DES)GOVERNAR?
Já em euforia com sinais tão fracos como o aumento do consumo?
Esperam ser essa a grande sustentação do crescimento económico deste e dos próximos anos em Portugal?
E querem convercer-nos que estamos a criar riqueza e a recuperar terreno na compensação das debilidades produtivas da nossa economia, cada vez mais abalada pelas recentes deslocalizações industriais?
2006-03-15
MUDAM-SE OS TEMPOS... E AS REACÇÕES
Estamos perante um aumento generalizado da ansiedade, que leva não só a uma posição mais frequente de auto-defesa, de alerta aos sinais, como mesmo de aumento da agressividade para aqueles que questionem as nossas posições ou que julguemos que o possam vir a fazer.POVO ESTE QUE NÃO SE GOVERNA NEM SE DEIXA GOVERNAR?
É difícil não perder a esperança no futuro de um país onde há classes profissionais (e são muitas) em que uma parte dos seus elementos se consideram acima da crítica ou da necessidade de prestação de provas sobre o seu desempenho e sobre as suas atitudes. - Que todos os outros tenham que ser submetidos a avaliação de desempenho? Quero lá saber, isso é para a função pública em geral, desde que não seja eu nem os meus colegas, não é matéria que me afecte;
- Que a idade da reforma tenha que ser aumentada para sustentar o pagamento de reformas futuras de quem ainda trabalha e desconta para a minha reforma que já aí está a chegar? Isso não é para já, pois o que me interessa é que esse aumento não ocorra nos próximos tempos, para que eu me possa reformar rapidamente, porque as reformas dos outros não me interessam;
- Que a previdência está falida? Quero lá saber, eu sou funcionário do Estado e ele tem que pagar a reforma. Se não chegar para todos, que fiquem os que trabalham para as empresas privadas a arder;
- Que alguém possa questionar o meu desempenho? Mas quem julgam eles que são? Com que direito? Percebem alguma coisa do assunto? Deveriam perceber que quem me paga é o Estado, não são eles, nem é com os seus impostos;
- Que todos deve assumir a sua quota parte na falência do sistema e reflectirem sobre o que podem fazer para o melhorar, de forma aberta e aceitando os contributos dos agentes e actores influenciadores do contexto? Não estão a ver bem o assunto: a culpa é dos sucessivos Governos, que só tomam medidas que prejudicam o funcionamento do sistema. Apesar de já terem sido tomadas medidas em todas a direcções e sentidos, não se consegue encontar uma única que não tenha prejudicado o sistema. Por outro lado, há agentes no sistema a quem nunca se poderá atribuir qualquer responsabilidade pelo funcionamento ou resultados do mesmo, porque na verdade, o sistema é assim mesmo, é o sistema e o resto é conversa;
- Que há pessoas que não se serviram da política nem dela nunca necessitaram para alguma coisa? Não acredito que a malta que anda para aí a levantar a coroa feitos espertos, que alguma vez conseguissem alguma coisa pelos seus próprios meios, não fosse a política. Isso é bom para mim, porque eles são sim uns medíocres que só sabem é dar palpites bacocos sobre o desempenho profissional da minha classe, porque têm inveja de não pertencerem a ela;
- Que há pessoas que reflectem sobre as coisas de forma desinteressada e são capazes de apoiar medidas e reformas, independentemente de quem as executa, por considerarem a sua justeza e necessidade para o futuro das próximas gerações, da melhoria do sistema e do país? Não acredito, essa malta tem é interesses pessoais e por isso há que tratar de lhes responder com ataques à sua pessoa e à sua vida profissional, para eles aprenderem a ficarem calados, porque o país está farto dessa malta que só atrapalha.
2006-03-12
A ESCOLA GUTERRISTA CONTINUA FIRME ...
NADA EXPLICA MELHOR A REACÇÃO AOS "CARTOONS":
O debate apresentado na revista do Expresso em torno do tema, reunindo à mesma mesa uma judia, um católico e um muçulmano é revelador, em certas partes cruciais dos testemunhos ali patentes, da intolerância do islão contra o ocidente e daquilo que é, apesar de muitos pretenderem continuar a enterrar a cabeça na areia, um choque de civilizações sem desfecho de consenso à vista.DESPREZÍVEL ...
Um verdadeiro democrata, que ainda assim, consegue obter votos de alguns provincianos carneiristas, cegamente seguidores das orientações partidárias.SÓ 100?
Admitindo estar errado, não me recordo de Santana ter criado ou alimentado algum monstro no que toca à máquina administrativa pública. SANTINHO COM PÉS DE BARRO ...
AGUARDO ANSIOSO PELO DESMENTIDO!
NOTÍCIA COM TÍTULO INCOMPLETO.
2006-03-09
NÃO É SIMPÁTICO DE DIZER, MAS... A VERDADE É CONHECIDA!
Os senhores professores fizeram uma greve há pouco tempo, com fundamentos que, apesar de legítimos, serão sempre discutíveis, até porque não poderão considerar-se a si próprios como um classe acima de processos de avaliação que tenham por quadro de refreência os contextos em que a escola e os "agentes do sistema" de educação-formação devem procurar a sua legimitação:- Que o alargamento da prestação lectiva (em carga horária) prevista os prejudica, sem que tenha sido avançado qualquer outra alternativa à mais que justificável necessidade de maior ocupação dos alunos com actividades extra-escolares, no espaço da escola;
- Que um professor, no topo da sua carreira, não tão mal remunerado como há duas décadas atrás (no quadro remuneratório da função pública) perdeu as competências adquiridas para desenvolver outras actividades (que não as lectivas) com os alunos. Desconfia-se desde logo que ainda mantenha competências para dar explicações em casa ou que esteja disponível para ministrar formação profissional remunerada pelo FSE no horário que a escola lhe foi reduzindo... Será isso justificável e defensável?
Será razoável tal atitude quando os professores conhecem as directivas comunitárias em vigor sobre a necessidade de aumento não só dos anos de vida activa ao nível profissional, bem como o momento que se vive na Alemanha em que várias categorias profissionais aceitam de forma crescente o aumento dos seus horários diários de trabalho sem compensação monetária? A mesma necessidade chegará a Portugal sob pena de, professores e outros funcionários do estado, não conseguirem ver assegurada a sua reforma... Ou haverá ilusões sobre alguma limitação apenas aos trabalhadores do sector privado, precisamente aqueles que contribuem para as remunerações dos funcionários do sector público?
Será defensável esta atitude face aos resultados mais que evidentes da falência (e urgente necessidade de revisão total) do actual modelo educativo, bem como do sistema, o qual muitos gostam de referir ser o único responsável pelos resultados? Não chega já de atribuir sempre as culpas ao sistema e ao seu funcionamento (nunca aos seus principais agentes e actores) como escapatória de diluição da responsabilidade própria?


O sistema funciona mal? Sem dúvida. Proponham os professores alterações, após identificarem qual a quota de responsabilidade que lhes cabe; Mas, por favor, não mandem folhetos para casa dos pais de alunos do 1º ciclo do ensino básico sobre as "14 regras para os pais desrespeitarem", sob pena de os pais devolverem nas costas dos folhetos um número substancialmente maior de regras para os professores cuprirem, que certamente envergonhará alguns professores quando receberem o seu vencimento no final do mês.
Os pais são agora os grandes culpados do mau funcionamento do sistema? Os sindicatos já perderam a capacidade de luta e reivindicação (credível e construtiva) junto dos Governos? Os Governos deixaram de ouvir a "cassete de sempre" que apenas reivindica a defesa de interesses de classe sem preocupações com o facto de os resultados do funcionamento do sistema a que pertencem ser cada vez pior?
É por isso que algumas escolas aconselham agora os pais a não deixarem os seus filhos na escola, sob pena de no dia seguinte os alunos não quererem regressar à mesma? Então quem foi que transformou a escola nessa instituição supostamente (assim considerada por tais professores) como repulsiva? Não foram certamente os pais.
E como se sentiriam, enquanto pais, os professores que recebessem tal folheto em casa? Como eu? E diriam o quê? Nada? Não acredito... sob pena de não contribuirem para a melhoria do funcionamento do sistema a que ambas a categorias pertencem (pais e professores).
EXEMPLO ILUSTRATIVO
HÁ QUANTO TEMPO ...
2006-03-06
E O ALENTEJO, CONTINUA A MARCAR PASSO?
2006-03-03
2006-03-02
CONTINUAR A ENTERRAR A CABEÇA NA AREIA? O GUTERRISMO DEIXOU MARCAS...?
Terá alguma razão o ministro. Também há 50 anos, antes da revolução agrícola na Europa, não se poderia de todo imaginar que a esfomeada população do continente pudesse ser alimentada (e com largos excedentes) à custa de um sector que, hoje, não chega aos dois dígitos do PIB de qualquer país da «velha» União Europeia. Pode pensar-se que algo parecido pode ocorrer em relação às pensões de reforma - as regras e as bases da economia a partir da qual se fazem as contas é que terão de mudar.
Mas a minha questão é outra: o problema demográfico que aqui está subjacente é que é realmente assustador. A população europeia está a diminuir e, neste primeiro decénio do século XXI, já iniciou o seu declínio irreversível. A Europa simplesmente já não substitui as gerações. Segundo dados do Conselho da Europa, a idade média do europeu é de 37,7 anos, mais 11 do que a média mundial - e será de 48,5 anos em 2050. Quanto à idade média dos eleitores, aproxima-se já agora dos 50 anos em alguns países da União, tendo em conta o facto dos votos dos seniores serem maioritários a partir de certa altura!
Em muitos países europeus, incluindo Portugal (que não é o pior deles, os Estados de centro e leste estão em situação bem mais complicada), o número de crianças entre os 0 e os 14 anos já é inferior ao dos idosos com mais de 65 anos. O nosso país tem 10,4 milhões de habitantes, mas em 2050 terá menos 1 milhão e 100 mil habitantes (a propósito, aproximadamente o mesmo número que a Rússia perde anualmente). Ou seja, dentro de 45 anos, segundo as contas do INE, haverá em Portugal quase duas vezes e meia mais idosos do que crianças (243 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 crianças com menos de 15). Hoje, essa relação é de 106,8. É ou não é assustador?
E que se pode fazer? Claro que só o simples enunciado do problema dá para perceber que esta «bomba demográfica» tem profundas implicações no modelo económico, político, social e até de defesa - com um quadro destes como é que pode falar-se da «potência Europa»? E que tem de haver profundas alterações nas políticas sociais, de trabalho, de imigração. Nada lhe é alheio. Por causa dela, muito daquilo em que hoje assentam as nossas vidas pode ser questionado, senão perdido.
O envelhecimento da população não é um mal em si, pelo contrário, foi uma grande conquista da ciência e da medicina, em particular. Mas há que adequar as sociedades a esse dado novo. E há imensas dificuldades que surgem devido a corpos eleitorais envelhecidos (que se preocupam mais com as pensões de reforma do que com os incentivos à natalidade), mas também do facto das empresas terem sobretudo que dar contas a fundos de pensões. Já para não falar dos problemas relativos à imigração, cuja integração, como sabemos, não está a funcionar, o que levanta delicadíssimas questões de ordem social. E que soluções há para as pessoas terem mais filhos, se os estudos até indicam que os europeus gostariam de ter mais do que aos que têm?
Alguém nos governos europeus já começou a preocupar-se com estes problemas, tendo em vista uma política integrada? Não tenho visto muito. Mas que dá um nó na garganta, isso dá».
Luísa Meireles 14:50 14 Fevereiro 2006
2006-03-01
2006-02-28
CONFORME A COR, ASSIM A REACÇÃO.
Tivesse esta medida sido tomada por algum Governo imediatamente anterior a este e a reacção dos supostos "gurus da pedagogia", hoje instalados no poder, seria do maior repúdio, baseados nos argumentos que hoje invocam: motivos de natureza pedagógica!
O mesmo teria acontecido com os professores, cujos sindicatos parecem agora adormecidos perante as mais austeras medidas contra eles tomadas que algum governo algum vez ousou depois de Abril de 1974. O que dizem os seus sindicatos? Nada! O que mudou? Apenas a cor do Governo? Ok, entendido.
E os Presidentes de Câmaras Municipais? Quantos já ouvimos (considerados rebeldes dentro do seu partido) contestar tais medidas em defesa dos interesses dos seus munícipes? É adequada e justa a medida? Só agora, ou antes também já era assim e reagiram contra por lealdade de oposição ao Governo que não era da sua cor?
A que lealdade respondem, uns e outros?
Como pode um país de carneiros algumas vez andar em frente? Pode, mas... para o abismo que os carneiros da frente conduzem o rebanho que se deixa conduzir em nome dos interesses político-partidários de manutenção e exercício do poder, mas em sacrifício dos interesses dos cidadãos que juraram em algum momento defender. Cegueira de cor?
Já antes assim havia sido: reacções de serenidade porque o código partidário assim o exige.

A MANCHA QUE SE ESTENDE ... ATÉ NÓS.
Mais uma Universidade (privada) que, tal como outras anteriores, se encontra a braços com problemas de gestão, os quais, apesar de excepções sem dúvida inegáveis, resultam basicamente da diminuição da população em idade escolar por um lado e, por outro, da irracionalidade e completa irresponsabilidade dos Governos que permitiram a proliferação desregrada de instituições destinadas a cumprir (no longo prazo) um objectivo que se conseguiria em muito menos tempo. NÃO AQUECE NEM ARREFECE?
Não estou suficientemente convencido da inocuidade que generalizadamente se pretende atribuir (na saída, como é tendência) à passagem de Jorge Sampaio pela Presidência da República, no que ao segundo mandato diz respeito e, sejamos justos, apenas em relação a este se me levantam algumas interrogações.
Referem-se as mesmas nomeadamente à decisão de dissolução da AR em 1994, para corrigir uma decisão menos acertada alguns meses antes, mas que acabaria por mudar o panorama político partidário português para o futuro, os equilíbrios de forças políticas então existentes e, por último mas não menos importante, o futuro de Portugal, não para melhor como se pode constatar a cada dia que passa, no meu (e acredito não estar sozinho) entender.
Decisões inocentes? Não sei... Sempre acreditarei que quem decide faz o melhor que pode e sabe em função da informação disponível no momento e da leitura da mesma, garantindo um compromisso de conciliação entre as inclinações pessoais e os interesses de uma causa maior em nome de cuja defesa tenha sido investido.
Por isso mesmo, em situação idêntica, outros poderiam ter optado por escolhas (bastante) diferentes. Nada a fazer, terminou, novo ciclo se abre...
2006-02-25
A CADA DIA QUE PASSA, NA CME, a arrogância de outrora vai cedendo lugar à humilhação ... quase quotidiana!
Lê-se no comunicado de imprensa que, em reunião pública de 09 de Fevereiro de 2006 da Câmara de Évora ... Foi também aprovada por unanimidade a anulação da deliberação de cedência de terreno em direito de superfície no Aeródromo Municipal de Évora à empresa Falconwings, Ldª. Tal decisão deriva do incumprimento da referida empresa no que concerne à não resposta às notificações do Departamento de Apoio Jurídico e de Notariado (DAJN) que visavam a marcação da escritura pública de constituição de direito de superfície; à não entrega da documentação necessária e solicitada para celebração do contrato acima referido; ao insucesso das tentativas de contacto com a empresa feitas pelo DAJN e pelo Departamento de Desenvolvimento Económico (DDE).
Recordemos o que aconteceu nas últimas semanas de Setembro e primeiras semanas de Outubro de 2005, em plena campanha eleitoral autárquica:
O Presidente da Câmara de Évora, recandidatando-se ao lugar, não teve pudor em usar publicamente a informação sobre investimentos pouco sólidos, protagonizados por intervenientes sem credibilidade suficientemente verificada como agora confirma em reunião de Câmara vários meses depois?

Objectivamente, não estou (ainda) com predisposição para acreditar nas mais recentes notícias (que considero serem de pressão e marcação de posição) que constam no site oficial da GECI sobre a possibilidade de a "descolagem" dos aviões construídos ocorrer a partir de Beja!!!!!!!!
Tal significaria (o que espero que não venha a acontecer) o total abandono de Évora pelo Governo do PS e a total falta de confiança no mesmo, com consequências óbvias a nível local: quando nem o (suposto) glorioso PM confia no nosso Presidente, quem somos nós para contrariar tão ilustre personagem?


















