2006-10-23

ENIGMÁTICO

Não pretendendo ir pela clássica argumentação de que o sistema educativo é reprodutor das desigualdades sociais existentes, desenvolvida e refinada pelos marxistas, há no entanto algo enigmático que nos deverá preocupar, por crescer com o aprofundamento da globalização, a qual era suposto ter trazido outros resultados:
É que a globalização da informação, afinal, não está a acarretar iguais oportunidades para todos, em consequência da difusão e proliferação das Novas Tecnologias de Informação e Comunicação pelo mundo inteiro.
Antes pelo contrário, a concentração de conhecimento (o único factor com valor efectivo das sociedades modernas, que representa muito mais do que o simples acesso à informação), é cada vez maior, nos polos urbanos e nas regiões que já levavam avanço da era industrial.
As assimetrias de desenvolvimento económico e social, entre regiões do mundo, países, ou regiões internas, por isso, não se esbateram, antes se acentuam a cada dia que passa, porque os recursos financeiros e humanos, mais o conhecimento, se continuam a concentrar e não a dispersar ou isolar.
Como podem os alunos do 1º ciclo do ensino básico de uma escola de uma aldeia alentejana em processo de desertificação, aceder algum dia aos lugares de topo do ranking nacional do ensino secundário (admitindo que passem do 9º ano, quando a cada ano aumenta o abandono escolar por essa altura), partindo de uma classe mista com os 4 anos de escolaridade ao mesmo tempo e apenas um professor para um grupo de 20 ou mais (diferenciados) alunos?
Imagino que, em teoria, alguma tese de investigação já tenha alguma vez demonstrado a possibilidade de que o grau de oportunidades entre estes alunos e os do litoral, numa escola de Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro ou Braga, seja igualitário. Mas, daí até que a sua veracidade seja comprovada, na prática, vai a mesma distância que separa os resultados dos alunos do interior aos do litoral: uma enorme brecha.
Mesmo que estejam rodeados de computadores e acessos à web, porque a brecha é, desde logo, digital, mas não só.

UMA BOA INICIATIVA

Pela transparência do funcionamento dos mercados de emprego e de educação.

Pelo aumento das oportunidades de responsabilização das universidades e politécnicos relativamente à autonomia de que disfrutam.

Pelo ganho de informação que resulta em aumento de oportunidades para pais e alunos de muitas das licenciaturas em ensino e muitas outras ganharem consciência definitiva de que é elevadíssima a probabilidade de que nunca venham a exercer a profissão que lhe foi irresponsavelmente "oferecida" no mercado da educação.

Pela maior responsabilização dos corpos docentes de algumas áreas de certos estabelecimentos do ensino superior que, nada mais tendo feito ao longo da vida do que transmitir o que leram mas que nunca exerceram nem praticaram, deverão responder perante o grau de empregabilidade dos alunos que formam, mais do que perante os seus colegas, juris avaliadores dos percursos de gestão interna da carreira.

Pela maior legitimidade dos agentes económicos na avaliação da adequação da missão regional e nacional das entidades do ensino superior, cujo financiamento não poderá continuar a ser o dos impostos daqueles a quem podem não estar a servir ajustadamente.

É tempo de que a transparência seja regra e, a partir de então, todos saberem quem é responsável por quê, devendo cada um ser confrontado com as suas opções.

2006-10-15

COMO O CHEIRO DA ROSA ALIVIA A DOR ...

Mais Évora: E agora, senhor primeiro-ministro?... Bem visto pelos que estão atentos, não por causa de qualquer aliança, mas sim para denunciar a incompetência e a vigarice dos que estão a afundar Évora, o Alentejo e o país.

QUE FUTURO TEREMOS...?

E agora, com o processo de Bolonha, não seria altura de rever a sério a qualidade do ensino superior em Portugal e, em especial, as competências (ou a faltra delas) de que os licenciados são portadores?
Se, com licenciatiras de 5 anos, produzíamos licenciados pouco reputados no mercado de trabalho (segundo os estudos apresentados), o que se traduz aliás numa produtividade fraca comparativamente aos restantes parceiros europeus (a Espanha desde logo), retirando parte da eficácia à argumentação utilizada por alguns de que a culpa da produtividade do factor trabalho é de carácter organizacional e não das qualificações, como vamos convencer agora as empresas de que, com menos tempo de formação, os profissionais formados estão mais bem apetrechados? Não estamos a falar de algo que se mude de um dia para o outro, mas sim de atitudes perante a vida, perante o valor trabalho, perante a sociedade, que são manifestas (através de comportamentos) numa certa geração que, não sei se é rasca, mas que parece vai estar à rasca e vai deixar o futuro do país nessa situação.

2006-10-12

PSD/Évora contra proposta de Lei das Finanças Locais

Notícias Alentejo A proposta de Lei das Finanças Locais apresentada pelo Governo implicará a redução, para a generalidade dos Municípios, das verbas transferidas do Orçamento de Estado, diz a concelhia de Évora do PSD.
Em comunicado, a estrutura social-democrata adianta que no caso concreto do Município de Évora a "diminuição da receita atingirá 2,5 por cento quando comparada com a transferência do ano em curso".
"Acrescem a estes factos que esta diminuição de receita tem decorrido em simultâneo com um aumento das competências das autarquias em diversas áreas, as quais, gerando despesa, não têm tido o necessário acompanhamento de cobertura na receita. São disso exemplos os períodos extracurriculares no ensino básico, o aumento da carga fiscal ou o aumento das despesas com pessoal, provocado pela actualização salarial", pode ler-se no comunicado.
Para o PSD, o "agravamento das condições financeiras dos Municípios, a par da impossibilidade de recurso ao crédito, terá reflexos directos na qualidade dos serviços prestados às populações".
Segundo a concelhia social-democrata, "actividades como a manutenção da rede viária e a requalificação do parque escolar, a limpeza pública, os serviços de recolha de lixos e tratamento de esgotos ou o abastecimento de água poderão vir a ser prejudicados se esta proposta de lei for aprovada".
"A CPS do PSD de Évora não pode deixar de publicamente manifestar a sua estranheza pela actuação dos eleitos do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Évora que, num inigualável apego às orientações da sua direcção nacional, impediram aquele de tomar uma posição pública contra a actual lei, mesmo sabendo que dela resultarão graves prejuízos para as populações que os elegeram", refere ainda o comunicado do PSD.
A proposta de lei do Governo foi já debatida na AR e mereceu críticas dos partidos da oposição. A maioria absoluta do PS deverá, contudo, ser suficiente para garantir a aprovação na generalidade.

2006-10-07

AFINAL O FUNDO DO BURACO AINDA ESTÁ LONGE DE SE VER.

AGORA? Só nos jogos da gestão ...

Listagem de Vagas Sobrantes da 1.ª Fase - 2006 Ensino Superior Público Universitário

COMO O GOVERNO HUMILHA O PRESIDENTE DA CÂMARA DE ÉVORA!

Évora, a cidade mais competitiva do país, acaba de obter mais uma derrota, a qual podemos agradecer ao Presidente da Câmara, pelas excelentes acessibilidades (requalificação dos parques de estacionamento, do Rossio de S. Brás, ...), e infra-estruturas (casas de banho públicas, postos de informação turística, ...) que prometeu e (NÃO)construiu em 5 anos e pelo desprezo que angariou do seu partido, que decide desta forma (parece que todos os meses se lembram duma: Região de Turismo de Évora, Congresso do PS, ...) humilhá-lo, através do Governo socialista.
Aguardo ansioso pela reacção: mais uma aliança, ou uma coligação? Desta vez entre o PSD, a CDU e o PS. Bem vistas as coisas, o único que ninguém quer em qualquer coligação é mesmo o Presidente da CME.
O dilema começa a inquietar os eborenses: quanto mais têm estes que sofrer na pele até o Presidente da sua Câmara Municipal perceber que o PS não o quer sentado na cadeira onde está? Um partido que nunca o apoiou na campanha eleitoral, um Governo que nunca se deslocou a Évora para apoio da CME e que antes bloqueia ou recua em todas as decisões tomadas por anteriores executivos (hospital regional, biblioteca pública, ...).
Não chega já? Não era já previsível tudo isto, logo pelo andar das coisas durante a campanha eleitoral? O Presidente da CME não viu logo isso, tal como continua sem ver agora, que o estão a empurrar a todo o momento? Porque se recandidatou?
Eu, no lugar dele, não teria dar o prazer aos meus inimigos internos de sofrer humilhações quotidianas como aquelas a que temos assistido e que chegam mesmo a ser confrangedoras até para a oposição.
Bem, mas também é verdade que a mim, os 16 anos (de contagem de tempo) ainda não me chegavam para a reforma...

2006-10-06

HÁ OBSTINADOS DE ESTIMAÇÃO

E ainda bem que assim é, especialmente quando o desespero toma conta deles, perdem a cabeça e disparam para todas as direcções.
O que isto tem de bom é que nunca acertam no alvo e cada vez ficam mais perdidos.
Por isso é que o Presidente da Câmara de Évora continua de cabeça perdida desde que perdeu a maioria absoluta e, sem querer assumir isso, todo o respeito desde então por sua culpa e falta de competência para se colocar no seu lugar (basta ver a humilhação por que passou com as eleições para a RTE, comprometendo a estratégia do seu partido para o objectivo final).
Mas, também lhe digo:
  • Sim senhor, é verdade que há uma aliança ou coligação ou que palavra essa que o Presidente da CME aprendeu nas frias escolas da URSS durante os longos anos de formação e da qual desertou (mas nunca renegou em boa verdade de princípios) apenas pela ambição de se sentarn numa cadeira para a qual afinal revelou desde cedo não estar à altura. E essa aliança é muito maior do que o senhor pensa: quantos votos perdeu em 2005? É a aliança de todos os eborenses desiludidos com as suas promessas que sabia não poderem ser cumpridas. Acha pouco? Évora, cidade de grande dimensão, merece um Presidente de maior consciência, coerência e arrojo...
  • Ainda bem que continua obstinado em insistir nos mesmos erros. É de candidatos assim que a oposição gosta. Faço votos para que se recandidate nas próximas eleições autárquicas, ou, pelo menos, que leve o seu mandato até ao fim e que não fuja (como é escola no seu novo partido) a ser julgado pelo seu "excelente" desempenho nesta bela cidade da "excelência";
  • Só espero que o PS local concorde e dê cobertura à sua obstinação, para bem de Évora........

MEDIOCRIDADE E DEMAGOGIA NA CÂMARA DE ÉVORA

Os incompetentes nunca melhorarão, porque são incompetentes para reconhecer a sua incompetência. Dizia João César das Neves há alguns anos atrás.
Podemos acrescentar que, dos demagogos, que assim foram formados, se iludiram alguns que houvesse frutos algum dia. Ainda não se convenceram? Cascais, Évora, não vos diz nada? Os resultados podem ser os mesmos: Cascais já foi, Évora... talvez não, talvez sim.
Os demagogos se encarregarão disso ... O futuro de Évora espera, ansioso.

2006-10-04

ÉVORA CAÓTICA NA MOBILIDADE

Ao fim de 5 anos de gestão socialista, a degradação do trânsito e do estacionamento em Évora é gritante. O Governo socialista não constrói o resto do IP2 a partir do nó de S. Manços, prejudicando a cidade de Évora, onde se demora uma eternidade nas deslocações rodoviárias;
A Câmara de Évora eliminou centenas de lugares de estacionamento e não criou um único lugar novo em 5 anos;
A Câmara de Évora não requalificou o Rossio de S. Brás para estacionamento e acolhimento turístico, nem os parques de estacionamento adjacentes ao Centro Histórico, os quais dão aos turistas uma péssima imagem de uma cidade que comemora os 20 anos da elevação a património da humanidade;
A Câmara de Évora não tem planeamento urbanístico adequado a facilitar a mobilidade de veículos automóveis, obrigando a população a deslocações permanentes e prolongadas entre a residência, o local de trabalho e os estabelecimentos comerciais.
A Câmara de Évora não parece considerar prioritária para a melhoria da qualidade de vida urbana o termo da construção das circulares externas, ao contrário do PSD que espera ver tais obras inscritas no plano de actividades para 2007.

2006-09-26

A BOLHA ...

Em vária notícias é possível ler que, segundo o relatório do Banco de Portugal:
«Mais crédito ao consumo - Os empréstimos bancários a particulares continuam a registar uma subida de 10,5%. Diz o banco central que este crescimento esteve associado ao aumento significativo do crédito para consumo e outros fins. Uma das razões para o crescimento do crédito ao consumo pode ser a baixa das taxas de juro neste segmento. Os bancos tinham margens muito elevadas neste crédito e a concorrência e a necessidade de captar mais negócio levou-os a abrandar os preços cobrados, num período em que o crédito à habitação, que tem as margens mais esmagadas, sofreu uma subida de juros.»
Desconhecia que uma retoma da economia baseada no consumo privado fosse uma retoma com sustentação a prazo, num país que importa cada vez mais do que consome. Mais desconhecia ainda que, com elevados e cada vez menos aceitáveis níveis de endividamento das famílias, se encare como sustentado o aumento do consumo privado com recurso ao crédito (ao consumo), numa altura em que os juros à habitação não param de subir, deixando menos rendimento disponível nos orçamentos familiares.
Como se comportará o consumo privado (sem recurso ao crédito) nos próximos meses, com tal redução do orçamento familiar mas com exigências crescentes como a aquisição de livros escolares a preços quase proibitivos para muitas famílias?

O mês de Agosto, mês de férias por excelência, pode considerar-se representativo de todo o ano? E podemos confiar na sustentação de um crescimento económico baseado no aumento de um consumo em época de férias para o qual as famílias se vêem já obrigadas a recorrer ao crédito bancário?

E a venda de automóveis novos, que parece ser cada vez menos uma venda ou uma compra, antes assumindo um formato de arrendamento do automóvel cuja proprietário é o Banco, responsável em boa parte pelo aumento do volume de recurso ao crédito bancário, durante quantos meses mais vai continuar a subir, acompanhando a tendência de subida dos preços dos combustíveis?

O BP não vê sinais de fragilidade neste crescimento da economia, mas apenas a retoma?

A história repete-se todos os meses da governação deste executivo, parecendo que o optimismo tomou conta dos relatórios de um momento para o outro, contrariamente ao cinzentismo que marcava o período da anterior governação.

Não vimos já este filme nos tempos de Guterres? Qual foi o resultado?

2006-09-22

ÉVORA MERECE UMA CÂMARA MUNICIPAL QUE FUNCIONE MELHOR

Ao fim de 5 anos na gestão da Câmara de Évora, o único balanço que pode ser feito sobre o funcionamento dos serviços municipais é o do seu bloqueio e inércia, provocados pelo PS.
Atente-se nos utentes que aos serviços municipais se dirigem diariamente para esclarecimentos, resolução de problemas quotidianos, para apresentação de projectos de construção, ... As queixas são mais que muitas, quotidianas e repetidas.
Já uma vez apresentei ao Presidente da Câmara de Évora, em sessão de Assembleia Municipal, esta percepção de insuficiência funcional, decorrente dos contactos que diariamente estabeleço com munícipes e os mesmos comigo, os quais desabafam a sua desilusão, desespero e mesmo indignação.
Não será difícil adivinhar a resposta de um Presidente de Câmara arrogante e pouco dado a ouvir reclamações ou sugestões, com a escola de formação política que teve, a entender como ataques da oposição, como se a mesma não representasse eleitores: a oposição elegeu 4 vereadores e o PS apenas 3, nas últimas eleições autárquicas.
O resultado é o de uma degradação do funcionamento da CME, apesar de o número de Departamentos Municipais ter mais que duplicado e o número de Chefias de Divisão ter aumentado em 1/3 desde que o PS ganhou a Câmara de Évora.
No ano passado, foi o que se viu com a abertura das escolas do 1º ciclo no concelho: um desastre (basta ver os posts deste blog no mês de Setemro de 2005). O que melhorou em 2006? Nada; antes piorou a situação, sendo ainda mais amplos e graves, para além de menos desculpáveis e aceitáveis, os erros, faltas, omissões e incapacidade da Câmara de Évora em matéria de gestão do parque escolar.
Vem esta crítica ao funcionamento dos serviços municipais de Évora (agora substancialmente ampliados em número de Departamentos e Divisões) por aquilo que presenciei hoje na Escola Básica do Rossio, em Évora, não resultando de qualquer denúncia ou queixa de outros munícipes que possa representar politicamente.
Imagine-se que, na referida escola da cidade de Évora (cidade à qual o PS prometeu trazer a excelência, começo agora a perceber a mediocridade dos parâmetros utilizados), um alarme (daqueles bem sonantes que existem para serem ouvidos a larga distância) disparou por volta das 10 horas da manhã em consequência de comportamento menos aceitável de algum miúdo, o que levou de imediato ao disparo de telefonemas para a CME com vista a que os serviços pudessem proceder ao silenciamento do estridente e insuportável toque.
Quando fui buscar a minha filha à escola, já depois das 15,30 horas, informaram-me que tinham acabado de desligar o referido e incomodativo toque, altura em que os serviços municipais conseguiram (apesar de terem agora menor campo de intervenção funcional em consequência de terem sido criadas várias empresas municipais, à boa moda do esbanjamento socialista), com grande sacrifício imagino, deslocar-se ao local.
Entretanto, esteve uma escola inteira submetida, durante mais de 5 horas, ao toque permanente de um alarme. Imagine-se só como estavam as crianças (uns choraram durante largo período, outros queriam fugir da escola, outros queriam chamar os pais ...), os professores (desesperados por não poderem desenvolver actividades normais com os alunos) e os funcionários.
Tudo isto enquanto o Presidente e os vereadores do PS na CME estavam a fazer "show-off" para as câmaras de televisão no salão nobre dos paços do concelho com o Secretário de Estado do pelouro, indiferentes ao (não)funcionamento de um órgão que deveriam dirigir, conforme ditaram os resultados eleitorais que todos respeitam (ao que parece, só o PS não o faz, como revelou no recente caso das eleições para a RTE).
Ao nível do caos que está instalado em Évora quanto ao funcionamento das escolas, já não tenho mais palavras, porque todos os dias, todos os meses, repetidamente todos os anos, os mesmos erros acontecem ampliados e são denunciados, sem que a CME revele qualquer intenção de os corrigir.
Ainda poderia alimentar a esperança de que, com 5 anos de gestão municipal, por acaso ou consciência de que 5 anos é substancialmente mais que 5 meses, o PS se dedicasse a cumprir alguma das promessas com que iludiu o eleitorado apenas com a finalidade de conquistar o poder, o que já representaria algum contributo positivo, ainda que escasso, para a construção do futuro da cidade.
Mas, como referia em tempos João César das Neves num dos seus artigos no DN, os incompetentes nunca melhoram o seu desempenho, pelo facto de revelarem não possuir competência para reconher a sua própria incompetência.
Decididamente, o PS revelou, ao fim de 5 anos, não ter competência para gerir Évora.

2006-09-17

IGNORÂNCIA OU TEIMOSIA DOS PAIS?

Manuel Arroja, director-executivo da empresa de recrutamento Michael Page International Portugal, explicava há pouco tempo num jornal nacional as razões porque alguns idiomas são preferidos pelas empresas. «O inglês é uma língua que se pode considerar universal. O espanhol devido à iberização do mercado é cada vez mais solicitado como segunda língua. As empresas, muitas delas têm neste momento a sua sede ibérica em Espanha onde não só estão os directores gerais, como também algumas áreas de suporte». No futuro, o responsável considera que continuarão a ser estas as línguas mais importantes.
Ora, vá-se lá saber porque carga de razão, continua o francês a ser a língua mais escolhida pelos alunos de algumas escolas de Évora, ainda que as mesmas já ofereçam a opção de espanhol?
Só pode ser, a meu ver, por ignorância ou teimosia dos pais (alguns têm ainda aquela incompreensível atitude de rejeição de tudo o que vem dos nuestros hermanos, menos os produtos que compram nos hipermercados), a que se associará algum interesse corporativista dos professores de francês (excedentários desde há muito, como se sabe) que influenciam igualmente as opções dos alunos.
A questão de fundo é no entanto a das consequências dessas escolhas em termos de oportunidades de emprego futuro, ou da falta delas. Será o governo sempre o principal responsável pelo desemprego, num mercado tão aberto e liberal como aquele em que vivemos hoje e onde, perante ofertas diferenciadas teimamos em continuar a escolher erradamente, sabendo que a escolha é errada?
Ou ainda há quem escolha e opte convencido que está a escolher a opção certa? Em qualquer dos casos, fico sempre com a sensação que estamos bem pior do que aquilo que julgamos ser o nosso estadio de desenvolvimento.

ESCOLAS EM OBRAS

A Câmara de Évora volta este ano a prejudicar os alunos do 1º ciclo das maiores escolas de Évora, ao impedir o início normal das aulas na semana prevista, por incapacidade de em tempo útil executar as obras de remodelação e beneficiação das instalações escolares.
As maiores escolas de Évora estão em obras no momento em que já deveriam ter iniciado as aulas, porque as obras que podiam ter sido executadas durante as férias, apenas se iniciaram pouco tempo antes do início prevista das aulas. Os prejuízos para os alunos que começam mais tarde, sem cantinas nem tempos livres operacionais são mais que muitos, bem como para os pais, que não dispõem de espaços de ocupação para os seus filhos durante este período.
A Câmara de Évora tem-se revelado igualmente incompetente no estímulo ou gestão directa de adequada oferta de ocupação de Tempos Livres para crianças e jovens durante o verão e as restantes interrupções escolares, não aproveitando os espaços públicos existentes, prestando por isso um mau serviço (por inércia) aos habitantes do concelho com filhos em idade escolar.
Preocupante é que a reiterada incompetência da Câmara de Évora na gestão do parque escolar do concelho e na oferta de actividades extra-escolares para os jovens em idade escolar, prejudique não só os residentes, como enfraqueça também a imagem da qualidade de vida no concelho, afastando intenções de investimento em sectores de elevada tecnologia que poderiam contribuir para a criação de postos de trabalho e diminuição do elevado desemprego que já cresceu 70% em Évora com a gestão socialista.

2006-09-15

PERDA DE CREDIBILIDADE DAS INSTITUIÇÕES

Como os meninos ainda não se fazem de barro, alguns dos professores do 1º ciclo do Ensino Básico e Educadores de Infância recém formados ou ainda em formação, nunca virão a exercer a profissão para cujo perfil estão a adquirir competências.
Tal constitui, por um lado, um desperdício de recursos públicos que poderiam e deveriam ser canalizados para outras áreas em que o país é manifestamente deficitário, para além de, por outro lado, acarretarem uma enorme frustração para os afectados, que confiaram e apostaram numa área de formação que, apresentada enquanto oferta pelas universidades do Estado, deveria à partida, oferecer garantias de adequação na resposta às necessidades do mercado de trabalho.
Até quando vai o Estado permitir que a confiança que nos seus organismos deveriam os cidadãos depositar, continue a ser corroída desta forma?
Mais do que coragem, exige-se aos governantes que gerem a máquina administrativa do Estado, o respeito pelos cidadãos, não criando neles expectativas que se sabe, à partida não poderem ser satisfeitas mais tarde. Poderia ainda acrescentar a falta de respeito que constitui o desperdício de recursos financeiros públicos, provenientes dos nossos impostos, de forma consciente e deliberada (a informação sobre as carências e excesso de competências no mercado de trabalho é abundante e de acesso generalizado).
Às Universidades e Escolas Superiores do ensino público podem e devem os recém-licenciados que estão e provavelmente continuarão desempregados, pedir responsabilidades por não responderem à missão para a qual foram criadas, podendo para tal pedir ajuda à Associação Sindical dos Professores Licenciados.

2006-09-09

SUA EXCELÊNCIA, A ARROGÂNCIA, sita na Praça do Sertório.

O Secretário de Estado do Turismo, mandou repetir as eleições para a Região de Turismo de Évora sabendo à partida, tal como se veio a comprovar agora pela decisão do Tribunal Administrativo de Beja, que tal não poderia nunca alterar a questão de fundo: a garantia de democraticidade do acto e representatividade plural dos membros do colégio eleitoral, entre os quais consta a Câmara Municipal de Évora (CME).
Do ponto de vista dos resultados eleitorais, a escolha do representante da CME nos órgãos da RTE, foi um processo arrogantemente e desastrosamente conduzido pelo Presidente da CME, boicotando uma votação que sabia lhe seria desfavorável.
Ao contrário das outras Câmaras Municipais que integram o colégio eleitoral da RTE e que colocaram a votação a escolha do representante, o Presidente da CME pretendeu arvorar-se em representante de um executivo municipal composto por 7 elementos, cuja maioria (4 vereadores, que espelham as opções políticas da maioria do eleitorado eborense) não se considerava bem representada, não tendo por isso mesmo legitimidade para representar a Câmara de Évora, do ponto de vista político.
Ao que parece, segundo a decisão do Tribunal, também não o podia fazer, do ponto de vista legal. Velhos hábitos de (de)formação política que teimam em persistir, privilegiando os bastidores à transparência marcante de uma modernidade que se apregoa nas palavras e se bloqueia nos actos.
O PSD resolveu, bem a meu ver, evitar qualquer acordo de circunstância com o PS ou CDU, na medida em que tal violaria os compromissos eleitorais assumidos com a população de Évora, pois não dispõe o PSD de peso suficiente para influenciar directamente a eleição do Presidente da RTE, o qual viria sempre a ser, ou do PS ou da CDU.
Tal não significa que o PSD tenha abdicado dos seus princípios de respeito pelo interesse geral das populações que expressaram nas urnas as suas preferências e expectativas.
Esse é o motivo pelo qual se deve defender que ninguém, absolutamente ninguém, poderá querer representar o órgão colegial Câmara Municipal de Évora sem ouvir aqueles que o povo elegeu, na proporção que entendeu, para os representar.
Na Câmara Municipal de Évora não há maiorias absolutas.
A não ser que o PS de Évora e o Presidente da CME decidam mudar de atitude e resumirem-se ao seu devido lugar (minoritários no executivo municipal de Câmara), a questão de fundo continuará por resolver tantas vezes quantas as eleições repetidas que vierem a ocorrer.
Pelos vistos, não aprendem ...