2006-03-06
E O ALENTEJO, CONTINUA A MARCAR PASSO?
2006-03-03
2006-03-02
CONTINUAR A ENTERRAR A CABEÇA NA AREIA? O GUTERRISMO DEIXOU MARCAS...?
Terá alguma razão o ministro. Também há 50 anos, antes da revolução agrícola na Europa, não se poderia de todo imaginar que a esfomeada população do continente pudesse ser alimentada (e com largos excedentes) à custa de um sector que, hoje, não chega aos dois dígitos do PIB de qualquer país da «velha» União Europeia. Pode pensar-se que algo parecido pode ocorrer em relação às pensões de reforma - as regras e as bases da economia a partir da qual se fazem as contas é que terão de mudar.
Mas a minha questão é outra: o problema demográfico que aqui está subjacente é que é realmente assustador. A população europeia está a diminuir e, neste primeiro decénio do século XXI, já iniciou o seu declínio irreversível. A Europa simplesmente já não substitui as gerações. Segundo dados do Conselho da Europa, a idade média do europeu é de 37,7 anos, mais 11 do que a média mundial - e será de 48,5 anos em 2050. Quanto à idade média dos eleitores, aproxima-se já agora dos 50 anos em alguns países da União, tendo em conta o facto dos votos dos seniores serem maioritários a partir de certa altura!
Em muitos países europeus, incluindo Portugal (que não é o pior deles, os Estados de centro e leste estão em situação bem mais complicada), o número de crianças entre os 0 e os 14 anos já é inferior ao dos idosos com mais de 65 anos. O nosso país tem 10,4 milhões de habitantes, mas em 2050 terá menos 1 milhão e 100 mil habitantes (a propósito, aproximadamente o mesmo número que a Rússia perde anualmente). Ou seja, dentro de 45 anos, segundo as contas do INE, haverá em Portugal quase duas vezes e meia mais idosos do que crianças (243 pessoas com mais de 65 anos por cada 100 crianças com menos de 15). Hoje, essa relação é de 106,8. É ou não é assustador?
E que se pode fazer? Claro que só o simples enunciado do problema dá para perceber que esta «bomba demográfica» tem profundas implicações no modelo económico, político, social e até de defesa - com um quadro destes como é que pode falar-se da «potência Europa»? E que tem de haver profundas alterações nas políticas sociais, de trabalho, de imigração. Nada lhe é alheio. Por causa dela, muito daquilo em que hoje assentam as nossas vidas pode ser questionado, senão perdido.
O envelhecimento da população não é um mal em si, pelo contrário, foi uma grande conquista da ciência e da medicina, em particular. Mas há que adequar as sociedades a esse dado novo. E há imensas dificuldades que surgem devido a corpos eleitorais envelhecidos (que se preocupam mais com as pensões de reforma do que com os incentivos à natalidade), mas também do facto das empresas terem sobretudo que dar contas a fundos de pensões. Já para não falar dos problemas relativos à imigração, cuja integração, como sabemos, não está a funcionar, o que levanta delicadíssimas questões de ordem social. E que soluções há para as pessoas terem mais filhos, se os estudos até indicam que os europeus gostariam de ter mais do que aos que têm?
Alguém nos governos europeus já começou a preocupar-se com estes problemas, tendo em vista uma política integrada? Não tenho visto muito. Mas que dá um nó na garganta, isso dá».
Luísa Meireles 14:50 14 Fevereiro 2006
2006-03-01
2006-02-28
CONFORME A COR, ASSIM A REACÇÃO.
Tivesse esta medida sido tomada por algum Governo imediatamente anterior a este e a reacção dos supostos "gurus da pedagogia", hoje instalados no poder, seria do maior repúdio, baseados nos argumentos que hoje invocam: motivos de natureza pedagógica!
O mesmo teria acontecido com os professores, cujos sindicatos parecem agora adormecidos perante as mais austeras medidas contra eles tomadas que algum governo algum vez ousou depois de Abril de 1974. O que dizem os seus sindicatos? Nada! O que mudou? Apenas a cor do Governo? Ok, entendido.
E os Presidentes de Câmaras Municipais? Quantos já ouvimos (considerados rebeldes dentro do seu partido) contestar tais medidas em defesa dos interesses dos seus munícipes? É adequada e justa a medida? Só agora, ou antes também já era assim e reagiram contra por lealdade de oposição ao Governo que não era da sua cor?
A que lealdade respondem, uns e outros?
Como pode um país de carneiros algumas vez andar em frente? Pode, mas... para o abismo que os carneiros da frente conduzem o rebanho que se deixa conduzir em nome dos interesses político-partidários de manutenção e exercício do poder, mas em sacrifício dos interesses dos cidadãos que juraram em algum momento defender. Cegueira de cor?
Já antes assim havia sido: reacções de serenidade porque o código partidário assim o exige.

A MANCHA QUE SE ESTENDE ... ATÉ NÓS.
Mais uma Universidade (privada) que, tal como outras anteriores, se encontra a braços com problemas de gestão, os quais, apesar de excepções sem dúvida inegáveis, resultam basicamente da diminuição da população em idade escolar por um lado e, por outro, da irracionalidade e completa irresponsabilidade dos Governos que permitiram a proliferação desregrada de instituições destinadas a cumprir (no longo prazo) um objectivo que se conseguiria em muito menos tempo. NÃO AQUECE NEM ARREFECE?
Não estou suficientemente convencido da inocuidade que generalizadamente se pretende atribuir (na saída, como é tendência) à passagem de Jorge Sampaio pela Presidência da República, no que ao segundo mandato diz respeito e, sejamos justos, apenas em relação a este se me levantam algumas interrogações.
Referem-se as mesmas nomeadamente à decisão de dissolução da AR em 1994, para corrigir uma decisão menos acertada alguns meses antes, mas que acabaria por mudar o panorama político partidário português para o futuro, os equilíbrios de forças políticas então existentes e, por último mas não menos importante, o futuro de Portugal, não para melhor como se pode constatar a cada dia que passa, no meu (e acredito não estar sozinho) entender.
Decisões inocentes? Não sei... Sempre acreditarei que quem decide faz o melhor que pode e sabe em função da informação disponível no momento e da leitura da mesma, garantindo um compromisso de conciliação entre as inclinações pessoais e os interesses de uma causa maior em nome de cuja defesa tenha sido investido.
Por isso mesmo, em situação idêntica, outros poderiam ter optado por escolhas (bastante) diferentes. Nada a fazer, terminou, novo ciclo se abre...
2006-02-25
A CADA DIA QUE PASSA, NA CME, a arrogância de outrora vai cedendo lugar à humilhação ... quase quotidiana!
Lê-se no comunicado de imprensa que, em reunião pública de 09 de Fevereiro de 2006 da Câmara de Évora ... Foi também aprovada por unanimidade a anulação da deliberação de cedência de terreno em direito de superfície no Aeródromo Municipal de Évora à empresa Falconwings, Ldª. Tal decisão deriva do incumprimento da referida empresa no que concerne à não resposta às notificações do Departamento de Apoio Jurídico e de Notariado (DAJN) que visavam a marcação da escritura pública de constituição de direito de superfície; à não entrega da documentação necessária e solicitada para celebração do contrato acima referido; ao insucesso das tentativas de contacto com a empresa feitas pelo DAJN e pelo Departamento de Desenvolvimento Económico (DDE).
Recordemos o que aconteceu nas últimas semanas de Setembro e primeiras semanas de Outubro de 2005, em plena campanha eleitoral autárquica:
O Presidente da Câmara de Évora, recandidatando-se ao lugar, não teve pudor em usar publicamente a informação sobre investimentos pouco sólidos, protagonizados por intervenientes sem credibilidade suficientemente verificada como agora confirma em reunião de Câmara vários meses depois?

Objectivamente, não estou (ainda) com predisposição para acreditar nas mais recentes notícias (que considero serem de pressão e marcação de posição) que constam no site oficial da GECI sobre a possibilidade de a "descolagem" dos aviões construídos ocorrer a partir de Beja!!!!!!!!
Tal significaria (o que espero que não venha a acontecer) o total abandono de Évora pelo Governo do PS e a total falta de confiança no mesmo, com consequências óbvias a nível local: quando nem o (suposto) glorioso PM confia no nosso Presidente, quem somos nós para contrariar tão ilustre personagem?
2006-02-21
A CULPA NÃO É DO MENSAGEIRO
FINALMENTE ... UMA CERTEIRA QUE MERECE A MINHA CONCORDÂNCIA!
2006-02-15
FALTA DE RACIONALIDADE NA OFERTA DO ENSINO SUPERIOR!
Os sucessivos Governos que incentivaram e conduziram a instituição de um modelo de financiamento do ensino superior sustentado na massificação desregrada e crescentemente degradante (em qualidade) da procura e frequência por parte dos alunos?
As Universidades e Politécnicos que, com autonomia para optarem pelas escolhas de oferta de cursos mais ajustados e necessários ao desenvolvimento (estratégico) das regiões onde se inserem, fizeram disso tábua rasa e se viraram para o seu umbigo, apostando apenas na crescente e não raro irresponsável oferta para alimento próprio?
O tecido empresarial e institucional circundante que não travaram a tempo as ambições irracionais daqueles que, em diferentes patamares, ousaram de forma irresponsável e impune desbaratar recursos financeiros elevadíssimos (colectivos) na formação errónea de outros recursos (individuais)?

O que não me parece justo aceitar é a frequente acusação ao Instituto de Emprego pelos elevados níveis de desemprego e dificuldades de empregabilidade dos jovens recém licenciados, como se de uma fábrica de empregos se tratasse. Não se pensa um pouco sobre o patamar a que se situa a responsabilidade pelas circunstâncias que nos vitimam?
ESTRANHA PRIORIDADE DA JUVENTUDE SOCIALISTA.
UM MODELO DE AUTARCA? Não vejo críticas ...

- A ausência de críticas de autarcas a comportamentos pouco prestigiantes para a classe;
- A ausência de críticas de políticos a atitudes pouco abonatórias à recuperação da já avançada degradação da imagem da classe;
- O silêncio de um PS que se permitiu aceitar deslocar Jorge Coelho em plena campanha eleitoral autárquica de 2001, para apoio institucional do partido à candidatura;
- A permanente e implícita crítica interna no PSD à coragem que Marques Mendes demonstrou ao não enveredar por semelhantes vias;
- A ausência de explicações justificadoras de organismos da Administração Pública sobre esta situação e a legalidade da mesma;
São situações a que a crescente indiferença dos políticos, da comunicação social, da Administração Pública e da sociedade civil em geral, tenho dificuldade em entender.
O risco de uma excessiva e alargada indiferença é o de a mesma funcionar, tendencialmente, como factor de integração na normalidade de situações outrora (e cada vez mais excepcionalmente) anormais, abanando a convicção da afirmação de princípios de honestidade perante gerações futuras que procuramos e necessitamos educar na base de uma valoração concliliadora com uma visão de rigor e respeito por nós próprios e pelo nosso contexto enquadrador.




























