Mais uma Universidade (privada) que, tal como outras anteriores, se encontra a braços com problemas de gestão, os quais, apesar de excepções sem dúvida inegáveis, resultam basicamente da diminuição da população em idade escolar por um lado e, por outro, da irracionalidade e completa irresponsabilidade dos Governos que permitiram a proliferação desregrada de instituições destinadas a cumprir (no longo prazo) um objectivo que se conseguiria em muito menos tempo. 2006-02-28
A MANCHA QUE SE ESTENDE ... ATÉ NÓS.
Mais uma Universidade (privada) que, tal como outras anteriores, se encontra a braços com problemas de gestão, os quais, apesar de excepções sem dúvida inegáveis, resultam basicamente da diminuição da população em idade escolar por um lado e, por outro, da irracionalidade e completa irresponsabilidade dos Governos que permitiram a proliferação desregrada de instituições destinadas a cumprir (no longo prazo) um objectivo que se conseguiria em muito menos tempo. NÃO AQUECE NEM ARREFECE?
Não estou suficientemente convencido da inocuidade que generalizadamente se pretende atribuir (na saída, como é tendência) à passagem de Jorge Sampaio pela Presidência da República, no que ao segundo mandato diz respeito e, sejamos justos, apenas em relação a este se me levantam algumas interrogações.
Referem-se as mesmas nomeadamente à decisão de dissolução da AR em 1994, para corrigir uma decisão menos acertada alguns meses antes, mas que acabaria por mudar o panorama político partidário português para o futuro, os equilíbrios de forças políticas então existentes e, por último mas não menos importante, o futuro de Portugal, não para melhor como se pode constatar a cada dia que passa, no meu (e acredito não estar sozinho) entender.
Decisões inocentes? Não sei... Sempre acreditarei que quem decide faz o melhor que pode e sabe em função da informação disponível no momento e da leitura da mesma, garantindo um compromisso de conciliação entre as inclinações pessoais e os interesses de uma causa maior em nome de cuja defesa tenha sido investido.
Por isso mesmo, em situação idêntica, outros poderiam ter optado por escolhas (bastante) diferentes. Nada a fazer, terminou, novo ciclo se abre...
2006-02-25
A CADA DIA QUE PASSA, NA CME, a arrogância de outrora vai cedendo lugar à humilhação ... quase quotidiana!
Lê-se no comunicado de imprensa que, em reunião pública de 09 de Fevereiro de 2006 da Câmara de Évora ... Foi também aprovada por unanimidade a anulação da deliberação de cedência de terreno em direito de superfície no Aeródromo Municipal de Évora à empresa Falconwings, Ldª. Tal decisão deriva do incumprimento da referida empresa no que concerne à não resposta às notificações do Departamento de Apoio Jurídico e de Notariado (DAJN) que visavam a marcação da escritura pública de constituição de direito de superfície; à não entrega da documentação necessária e solicitada para celebração do contrato acima referido; ao insucesso das tentativas de contacto com a empresa feitas pelo DAJN e pelo Departamento de Desenvolvimento Económico (DDE).
Recordemos o que aconteceu nas últimas semanas de Setembro e primeiras semanas de Outubro de 2005, em plena campanha eleitoral autárquica:
O Presidente da Câmara de Évora, recandidatando-se ao lugar, não teve pudor em usar publicamente a informação sobre investimentos pouco sólidos, protagonizados por intervenientes sem credibilidade suficientemente verificada como agora confirma em reunião de Câmara vários meses depois?

Objectivamente, não estou (ainda) com predisposição para acreditar nas mais recentes notícias (que considero serem de pressão e marcação de posição) que constam no site oficial da GECI sobre a possibilidade de a "descolagem" dos aviões construídos ocorrer a partir de Beja!!!!!!!!
Tal significaria (o que espero que não venha a acontecer) o total abandono de Évora pelo Governo do PS e a total falta de confiança no mesmo, com consequências óbvias a nível local: quando nem o (suposto) glorioso PM confia no nosso Presidente, quem somos nós para contrariar tão ilustre personagem?
2006-02-21
A CULPA NÃO É DO MENSAGEIRO
FINALMENTE ... UMA CERTEIRA QUE MERECE A MINHA CONCORDÂNCIA!
2006-02-15
FALTA DE RACIONALIDADE NA OFERTA DO ENSINO SUPERIOR!
Os sucessivos Governos que incentivaram e conduziram a instituição de um modelo de financiamento do ensino superior sustentado na massificação desregrada e crescentemente degradante (em qualidade) da procura e frequência por parte dos alunos?
As Universidades e Politécnicos que, com autonomia para optarem pelas escolhas de oferta de cursos mais ajustados e necessários ao desenvolvimento (estratégico) das regiões onde se inserem, fizeram disso tábua rasa e se viraram para o seu umbigo, apostando apenas na crescente e não raro irresponsável oferta para alimento próprio?
O tecido empresarial e institucional circundante que não travaram a tempo as ambições irracionais daqueles que, em diferentes patamares, ousaram de forma irresponsável e impune desbaratar recursos financeiros elevadíssimos (colectivos) na formação errónea de outros recursos (individuais)?

O que não me parece justo aceitar é a frequente acusação ao Instituto de Emprego pelos elevados níveis de desemprego e dificuldades de empregabilidade dos jovens recém licenciados, como se de uma fábrica de empregos se tratasse. Não se pensa um pouco sobre o patamar a que se situa a responsabilidade pelas circunstâncias que nos vitimam?
ESTRANHA PRIORIDADE DA JUVENTUDE SOCIALISTA.
UM MODELO DE AUTARCA? Não vejo críticas ...

- A ausência de críticas de autarcas a comportamentos pouco prestigiantes para a classe;
- A ausência de críticas de políticos a atitudes pouco abonatórias à recuperação da já avançada degradação da imagem da classe;
- O silêncio de um PS que se permitiu aceitar deslocar Jorge Coelho em plena campanha eleitoral autárquica de 2001, para apoio institucional do partido à candidatura;
- A permanente e implícita crítica interna no PSD à coragem que Marques Mendes demonstrou ao não enveredar por semelhantes vias;
- A ausência de explicações justificadoras de organismos da Administração Pública sobre esta situação e a legalidade da mesma;
São situações a que a crescente indiferença dos políticos, da comunicação social, da Administração Pública e da sociedade civil em geral, tenho dificuldade em entender.
O risco de uma excessiva e alargada indiferença é o de a mesma funcionar, tendencialmente, como factor de integração na normalidade de situações outrora (e cada vez mais excepcionalmente) anormais, abanando a convicção da afirmação de princípios de honestidade perante gerações futuras que procuramos e necessitamos educar na base de uma valoração concliliadora com uma visão de rigor e respeito por nós próprios e pelo nosso contexto enquadrador.
2006-02-05
UM CONSELHO AO PRESIDENTE DA CÂMARA DE ÉVORA:
2006-01-31
DESENCONTROS, OU A IMPOTÊNCIA IDEOLÓGICA DA ESQUERDA FACE À REALIDADE INCONTORNÁVEL!
- A coordenação e o alinhamento de posições dos personagens de um certo (ao que parece, cada vez menos rosa) quandrante político e ideológico nacional?
- A rendição dos governantes ao imediatismo da acção concreta e prática que se traduza em votos expressos?
- A marcha imparável de um movimento sem retorno face a um provincianismo encenado para consumo interno?
- A incomparável "modernidade" (entenda-se "americanizada" que já vinha conquistando admiradores rosas desde 1996) de Gates, face ao produto nacional supostamente "explorador e condenável" que a esquerda continua a sentir pudor em reconhecer (ex. da Fundação Champalimaud com fins e objectivos de igual ou mais avultada monta no panorama nacional)?
2006-01-27
2006-01-23
2006-01-19
AFINAL, É POSSÍVEL ENGANAR TODOS DURANTE "MUITO" TEMPO!
- Arrecadação de impostos? Teria entrado em vigor em 01 de Janeiro de 2006!
- Oportunidade política? Teria entrado em vigor na próxima segunda-feira, a 23 de Janeiro de 2006, passadas as eleições presidenciais!
- Meter ordem no país? Não teria sido permitido o anúncio de mais impostos (suplementares) do mesmo tipo, sobre o mesmo bem, para os próximos tempos (para mal, já chegava este...);
São demasiados os sinais de dificuldade de entendimento e de coordenação entre a acção do Governo presidido pelo presidente do PS e o candidato que o mesmo diz apoiar oficialmente. A maldade da acção supera as aparências. Não havia necessidade.
Apenas contribui para alimentar a especulação dos vários analistas que sempre consideraram ter Sócrates escolhido Soares para este ser humilhado na derrota (e toda a sua família, incluindo um dos seus mais recentes opositores internos), garantindo por outro lado a eleição de Cavaco Silva, o expectável apoiante das supostas profundas e estruturais reformas a ocorrerem nos próximos tempos.
No fundo, Mário Soares foi bem enganado e ... sacrificado aos interesses pessoais do líder do PS (bem feito, não perco o sono, antes pelo contrário).
Mas, também os portugueses foram enganados, quando acreditaram, com aquela perdulária crença na bondade dos supostos humanistas de esquerda que anunciaram ainda há pouco tempo não aumentar os impostos e ao mesmo tempo aumentam os impostos sobre os produtos petrolíferos, com implicações directas nos transportes públicos, no transporte das matérias-primas e nos preços finais do super-mercado, devido aos custos da distribuição.
Num ano em que a classe média voltou a perder poder de compra pelo n...ésimo ano consecutivo, o aumento da inflação decorrente da subida dos preços finais no consumidor terá um peso ainda mais dramático sobre o já preocupante pessimismo dos portugueses quanto ao seu futuro.
Quando termina esta saga? Desiludam-se os optimistas. Está para durar ...
2006-01-15
O TEMPO AINDA TEM CASAS ONDE MORA
O tempo veio dar razão a Marques Mendes que se manteve firme nos seus princípios, resistindo ao populismo fácil.2006-01-14
NO CENTRO HISTÓRICO DE ÉVORA... NÃO HÁ RECANTO SECO.
Estas imagens, publicadas em (http://jumento.blogdrive.com/) referem-se a uma campanha de sensibilização a decorrer em Gotemburgo.
Diga-se em boa verdade, por demonstração, que o Centro Histórico de Évora, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, bem que merecia idêntica campanha de sensibilização de cidadãos e turistas, onde não é difícil encontrar, a qualquer hora do dia, alguém em "idêntica figura".
A dificuldade estaria no entanto em perceber até que ponto a incapacidade da Câmara Municipal de Évora relativamente à gestão do seu Centro Histórico será ou não responsável pelos comportamentos prevaricadores (por necessidade) dos utentes daquele espaço.
A imagem ao lado, retratando as instalações sanitárias públicas sitas a 50m do ex-libris da cidade de Évora (o Templo Romano), encerraram para obras de remodelação em Junho de 2005 (não poderia ser melhor a altura, ou não fosse a febre eleitoralista que afinal não produziu os resultados esperados) e ainda não reabriram ao público, encontrando-se prontas, a espera de, segundo se diz, completar a instalação eléctrica, tendo a situação sido aqui denunciada em Setembro do passado ano.
Cada vez que observo os turistas a dirigirem-se (guiados pela sinalização existente) a tais instalações sanitárias e, perante a aflição, procurarem um recanto para descarregarem as suas necessidades fisiológicas mais básicas (por sinal, junto ao edifício da PSP e Governo Civil), sinto-me algo envergonhado na compreensão e aceitação da indução de comportamentos não desejados pelos seus protagonistas.
Até quando esta imagem degradante que Évora transmite aos seus visitantes? Não sei quem fica mais envergonhado: se os visitantes, se os eborenses, por verificarem que os vistantes são obrigados a praticarem actos que embaraçam os próprios.
2006-01-10
NO PAÍS DA ANEDOTA QUOTIDIANA, A REALIDADE JÁ PARECE FICÇÃO.
Desculpem a minha ignorância, mas ...:
- O BCP é uma empresa de produção de energia ou de realização financeira?
- São os bancos da esfera económica ou financeira no quadro de referência disciplinar da organização governativa e administrativa do Estado?
Por último, em 2001, quando abnadonou o Governo, qual era a pasta de Pina Moura?
Não era ele o mal-amado Ministro das Finanças do Governo de Guterres? Passaram 3 anos até começar a prestar a colaboração ao BCP? Não sei se o podia fazer ou não ... mas, não façam de nós parvos, pelo que não vale a pena virem com essa conversa do termo enquanto Ministro da Economia.

























