2005-10-12

PARA MAIS TARDE RECORDAR...

Alguma malta deveria alimentar, organizar e consultar periodicamente os seus "posts" de memórias, como estes.
Se tal acontecesse, não correriam o risco de errar sistemática e repetidamente, acto eleitoral atrás de outro, ainda mais sempre para o mesmo lado. Será que a clarividência já se tornou irrecuperável para este tipo? À primeira, ainda se pensou que o senhor não se tinha apercebido da rápida erosão da sua suposta influência na cidade e área do Porto.
Com esta agora, pela segunda vez, da mesma forma e em iguais circunstâncias, contra o mesmo adversário que já o havia afastado e depois ignorado por completo, parece-me já não restarem dúvidas.
Bem, mas, tal como outros que por aí continuam a arrastar-se, ainda poderemos ter de assistir durante vários anos ao triste espectáculo da degradação, do qual só os próprios não se dão conta.

2005-10-10

ESTA É QUE EU NÃO PERCEBO...

No passado domingo, inquestionavelmente, o PSD venceu as eleições autárquicas 2005 em Portugal e o PS teve o pior resultado desde 1985. Desiludidos com a mudança em que apostaram em 2001, os eleitores eborenses decidiram igualmente avisar o PS de que a arrogância na gestão dos destinos do concelho de Évora não é a solução adequada, pelo que, o equilíbrio, alguma moderação e contenção, deverão ser as palavras de ordem dos socialistas durante os próximos 4 anos, por estas bandas.

Já no que toca à Assembleia Municipal, os vários partidos em disputa, à excepção do PSD, viram os eleitores castigarem os seus resultados, relativamente a 2001. O PS, viu baixar o seu peso relativo de 43% para 40,6% em 4 anos, enquanto a CDU sofreu uma quebra de 38,4% para 33,3% em igual período. Em termos de votos expressos, a CDU que havia perdido 10% dos votos em 2001, voltou a perder ainda mais votos (-22%), correspondendo a cerca de 2.350 votos, enquanto que o PS perdeu 15% dos votos obtidos em 2001, num total de cerca de 1.760 votos. O PSD foi o único partido com assento na Assembleia Municipal de Évora que viu a sua votação subir no recente acto eleitoral, crescendo 19% relativamente a 2001, o que se traduziu em quase 650 votos e estes, em mais um deputado municipal eleito para a sua bancada. A votação para a Assembleia Municipal de Évora, em 2005, depois de observar o PSD aproximar-se muito de perto dos valores obtidos em 1997, elegendo 3 deputados municipais, permitiu ainda ao PS manter os 10 deputados eleitos em 2001, apesar da quebra de 15% de votos, enquanto a CDU perdeu um deputado, figurando agora 8 na sua bancada da AME.

2005-10-06

INTERROGAÇÕES SOBRE MEIOS E APOIOS DO PS EM ÉVORA

É conhecido da população em geral e do eleitorado eborense em particular que:

  • O mandatário da candidatura do PS à Câmara de Évora é o Mestre João Cutileiro, executor do monumento denominado por "réplica do arco do triunfo”, encomendado pela Câmara de Évora ao artista por um valor superior a 300.000 € acrescidos de IVA, conforme atesta a acta de reunião da Câmara de Évora; Embora não duvide da legalidade de nenhum dos actos do concurso, já tive oportunidade de referir que não vejo com bons olhos tal decisão da Câmara PS, tal como acontecerá a muitos eborenses, pelo simples facto de que ... não havia necessidade;
  • Está ainda fresco na mente dos eborenses o exagerado número de “outdoors” grandes e outros mais pequenos painéis de propaganda eleitoral, os brindes a rodos, jornais de campanha em luxuoso papel, carros de som sem conta e os outros meios utilizados na campanha eleitoral de 2001, acarretando um volume de custos indeterminado pela sua exorbitância, com apoio de verdadeiros especialistas de “marketing eleitoral” que não trabalharam certamente de graça. Embora não duvide que as contas da campanha eleitoral apresentadas pelo PS de Évora, relativas às eleições autárquicas de 2001 estejam certas, nas somas, não posso deixar de estranhar que, 4 anos depois, quando a legislação regulamentadora do financiamento dos partidos políticos é bastante mais apertada e restritiva, além de mais exigente na descrição pormenorizada dos gastos, o PS continue a esbanjar em Évora rios de dinheiro. A avaliar pelo número e tipologia dos meios utilizados, não consigo encaixar mentalmente nos parâmetros definidos pela legislação em vigor (tendo em conta os valores de referência de mercado dos instrumentos do mesmo tipo mas de proporções incomparavelmente menores), os gastos do PS de Évora nesta campanha eleitoral, embora, reconheço, não passe de mera interrogação;

  • São conhecidas as listas do PS às autarquias do concelho de Évora, nas quais figuram profissionais da comunicação social local, no activo, enquanto cabeças de lista a assembleias de freguesia rurais, bem como construtores civis que executam frequentemente obras para a Câmara de Évora, em assembleias de freguesia urbanas. A interrogação assaltará o cidadão comum, apesar de serem legalmente possíveis as situações relatadas, pode resumir-se a: havia necessidade de levantar suspeitas sobre a transparência (ou a falta dela) das relações entre a Câmara Municipal e a comunicação social e os construtores civis locais? Alguém precisa de beneficiar alguém ou de retribuir favores? Nunca me passará pela cabeça que tal aconteça, mas que não se pode condenar os eborenses que assim possam pensar, por culpa de todos os intervenientes, também me parece admissível;

  • Relata a notícia acima que a Câmara e Évora ofereceu 3 noites de festa ao idosos do concelho, durante esta semana. Estando a decorrer a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, havia necessidade da organização destas festas, pagas pela Câmara Municipal? Que não há nada de ilegal no acto, será certamente verdade, mas também será legítimo que cada um de nós pense, legitimamente, que o PS está a usar os actos de gestão corrente da Câmara de Évora em benefício da campanha eleitoral que desenvolve em paralelo, tal como aconteceu com o jantar de recepção aos professores do concelho, na mesma semana, igualmente pago pela Câmara Municipal. EM QUE QUALIDADE PARTICIPOU E DISCURSOU O DR. JOSÉ ERNESTO: PRESIDENTE OU CANDIDATO? Pode fazê-lo, ninguém duvida, mas que não fica bem e que cheira a desespero, também é bem verdade.

Por fim, o mais intrigante acto de todos: o folheto de apoios à lista do PS à CM de Évora, onde deparamos com figuras estranhas ao concelho, como Jaime Antunes. Para além do facto de ter vindo a público recentemente no joneal "Diário Económico" que o mesmo é o gestor de um futuro empreendimento turístico em Évora, em cujas instalações se realizou este ano a festa do ÉvoraModa (já vamos adiantados na teia ...), convém ainda recordar uma notícia do jornal "Público", edição de 02 de Maio de 2005, cujo conteúdo (resumido) aposto na página 49 - secção local, redigida por José Pinto de Sá, referia, a seguir ao título "Parque Industrial da Câmara de Évora vendido ao desbarato":

«Autarquia vendeu o prédio por um valor decepcionante e arrendou outro, por 10 mil euros/mês, a necessitar de obras de meio milhão de euros»

«Construído na década de 50, o chamado Parque Industrial da Câmara (PIC) há muito que já não respondia às necessidades do município de Évora (...) Com vista a transferir dali os serviços, a Câmara de Évora projectou uma operação imobiliária em 2000 que só este ano teve o seu desfecho, mas cujos resultados financeiros ficaram muito aquém do esperado.»

«O PIC foi à praça por 3,5 milhões de euros, mas apenas uma empresa concorreu, a Esfortur - Investimentos ImobiliárioseTurísticos.Lda, presidida por Jaime Antunes, que submeteu duas opções para a compra do imóvel. Na primeira alternativa, a Esfortur pagaria 3,91 milhões €; na segunda, pagaria 1,995 milhões € em dinheiro (correspondente a 50% do valor total), completando a outra metade "através da construção de complexo desportivo até àquele limite — concluindo o município a parte restante da obra". O júri que apreciou a dupla proposta da Esfortur concluiu que a segunda alternativa não apresentava os "necessários detalhes" que permitissem "formular um juízo de valor pela viabilidade da mesma e interesse para o município". Por isso, propôs a "aceitação da proposta na sua primeira modalidade". José Ernesto Oliveira, que esperava valores muito superiores, ficou chocado com os resultados financeiros, mas o PIC acabou por ser vendido por 3,91 milhões €.»

Sem me deter mais nos detalhes do resto da notícia (nomeadamente sobre os valores para adaptação do edifício receptor dos serviços e a renda mensal a pagar pelo mesmo) , cujas partes aqui trasncritas são citações integrais e fiéis da referida edição do jornal "Público", a interregoação que se me coloca, como certamente a muitos eborenses, é a de saber se havia necessidade de fazer aparecer o senhor Jaime Antunes como apoiante de José Ernesto Oliveira à Câmara de Évora.

Se o Presidente da Câmara de Évora fosse outro, o senhor Jaime Antunes, nas actuais circunstâncias, apoiaria igualmente o mesmo candidato? Se os negócios entre aquele gestor em Évora e a Câmara de Évora são transparentes, e eu não tenho razões para duvidar disso, então qual a necessidade de fazer figurar tal apoio, permitindo geminar algumas suspeitas sobre as relações entre quem não é de Évora e uma lista de candidatura à autarquia?

SÃO PRECISAMENTE AS CIRCUNSTÂNCIAS, QUE DETERMINAM A SEPARAÇÃO DAS RELAÇÕES DE INVESTIMENTO E A POLÍTICA. Ou então, as interrogações ganharão legitimidade incontestada, pela falta de habilidade ou de pudor.

Havia necessidade? Não creio, mas começo a sentir já são demais as vezes que o PS se põe a jeito de levantar interrogações e dúvidas sobre a transparência na gestão da Câmara de Évora.

A TRANSPARÊNCIA EM ÉVORA NÃO ESTÁ MELHOR. É um facto ...

Descobri nos meus arquivos esta peça, vinda do Gabinete de Imprensa do PS de Évora, em 2001, quando, em plena campanha eleitoral autárquica, aquele partido acusava a CDU de usar o dinheiro dos contribuintes para fins eleitorais.
Faço votos para que a transparência do PS em Évora seja maior em 2005 do que a da CDU em 2001 e que a Câmara de Évora não tenha pago do seu orçamento:
  • O jantar de recepção a mais de 500 professores, realizado no Jardim do Paço, durante a campanha eleitoral;
  • Os jantares a mais de 1.500 idosos, realizados no Jardim do Paço, durante a campanha eleitoral;

Que se trata de actividades previstas pela Câmara de Évora, não tenho dúvidas, mas que poderiam ter esperado uma semana para ocorrer, de forma a garantir a transparência das coisas, também é verdade.

A legitimidade de questionar as iniciativas do PS, em 2005, é igual à que o PS tinha relativamente à CDU, em 2001. Mas, no fundo, a escola foi a mesma ...

2005-10-04

A CÂMARA DE ÉVORA FUNCIONA MELHOR?

O actual executivo do PS decidiu levar a cabo, há algum tempo atrás, a reorganização dos serviços da Câmara de Évora.
Pressupõe-se que uma reorganização de serviços sirva para agilizar o seu funcionamento, respondendo melhor e em menos tempo aos cidadãos, em especial aos munícipes do concelho. Confesso que não consigo determinar se os prazos de resposta dos licenciamentos municipais são mais pequenos, se os tempos e a qualidade de resposta dos vários serviços da Câmara Municipal melhoraram ou não, se o atendimento ao público nos vários serviços melhorou.

Mas, tenho a certeza que muitos munícipes terão a noção clara e fundamentada sobre a maior ou menor burocracia hoje existente, os prazos de resposta às solicitações directas, os tempos de decisão sobre os licenciamentos de obras particulares, no fundo, se os serviços municipais servem com mais qualidade e eficácia as necessidades dos munícipes, gerem e utilizam melhor os recursos de que dispõem e valorizam mais os meios humanos que os sustentam. Algumas coisas sei no entanto:

  • Que a Câmara Municipal de Évora funcionava antes com 5 Departamentos e agora tem 11;
  • Que os serviços municipais tinham 16 Divisões e agora têm 20, para além de mais 4 gabinetes municipais;
  • Que as sobreposições de competências em resultado do substancial aumento do número de unidades orgânicas e chefias tenderá naturalmente a observar-se;
  • Que o aumento do peso da máquina burocrático/administrativa acompanha estranhamente a criação de novas empresas municipais para desenvolverem serviços que antes eram prestados pela Câmara Municipal directamente e que em alguns casos ainda continuam (ex. da Sociedade de Reabilitação Urbana, que pretende intervir na recuperação da função habitacional e comercial da zona histórica da cidade);

Resta aos eleitores decidirem, no dia 09 de Outubro, em função de, entre outras coisas, já terem ou não constatado a excelência nos serviços Municipais.

2005-09-29

AUTÁRQUICAS 2005 - ÉVORA

Perante uma ampla plateia de eborenses de vários quadrantes políticos e partidários, para além dos Candidatos integrantes das listas do PPD/PSD, foi apresentado à população e à comunicação social no passado dia 27, em Évora, o conjunto de princípios de gestão autárquica com que aquele partido se compromete para o concelho de Évora.

Na presença do Secretário Geral do PPD/PSD, Dr. Miguel Macedo, vogal da Comissão Política Nacional, Dr.ª Maria do Céu Ramos, do mandatário da candidatura, Eng.º Luís Capoulas e de vários outros convidados de honra, foram chamados a entrar na sala e a percorrer o vasto caminho até às primeiras filas, os cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do concelho de Évora, o cabeça de lista à Assembleia Municipal e os candidatos que integram a lista à Câmara de Évora, encabeçada pelo Dr. António Costa Dieb. Foi aliás do candidato do PSD à presidência da Câmara de Évora a primeira intervenção da noite, a qual se centrou, num primeiro momento, na denúncia e identificação das promessas emblemáticas que o PS fez aos eborenses em 2001 e não cumpriu passados quatro anos.

António Costa Dieb apontou à Câmara de Évora, os atrasos à revisão do PDM e as desastrosas consequências que daí decorreram para a vida das jovens famílias de Évora, impedidas de adquirir ou construir casa própria devido à exorbitância dos preços dos terrenos e habitações, que teimam em não baixar e de desmentir por isso a Câmara de Évora, que tantas promessas de combate à especulação imobiliária havia feito.

Sem ter conseguido compensar os jovens e as famílias carenciadas através da disponibilização de terrenos a baixos preços e da construção de habitação social (a Câmara de Évora construiu menos de 400 casas em 4 anos, ao contrário das 400 habitações por ano que prometeu), o resultado foi também a não fixação de população jovem e a falta de investimentos geradores de emprego.

A este propósito, o candidato do PSD à Câmara de Évora, António Costa Dieb, fez questão de comparar os valores do desemprego no Alentejo e no concelho de Évora, tendo por referência o mês de Julho de 2001 e de 2005. Perante as estatísticas oficiais publicamente divulgadas, a comparação não parece favorecer o concelho de Évora, onde o desemprego cresceu 82%, contra os 2% de aumento no Alentejo, sendo ainda mais dramático nos jovens com menos de 25 anos, cujo desemprego desceu no Alentejo (-2%), mas cresceu assustadoramente no concelho de Évora +91%.

Apontando a degradação da qualidade da vida urbana do Concelho de Évora (transportes, estacionamento, infra-estruturas desportivas e de lazer) à gestão municipal do PS, o candidato do PSD comprometeu-se a desenvolver esforços prioritários nestas áreas, a par da saúde (exigência da construção do Hospital Regional assegurado pelo governo PSD), da cultura (construção da nova Biblioteca Municipal e Publica), com vista a elevar os níveis de qualidade e conforto da vida urbana.

Esta é a solução apontada pelo PSD para aumentar a capacidade de Évora atrair pessoas e quadros altamente qualificados, ao mesmo tempo que se cativam investimentos de razoável envergadura, com prioridade para o eixo económico do turismo e lazer associados à cultura, pedras de toque privilegiadas por António Costa Dieb ao longo da sua intervenção.

O candidato do PSD à Câmara de Évora não esqueceu ainda a importância do bom funcionamento dos serviços municipais na facilitação da vida quotidiana dos cidadãos e das empresas, responsabilizando directamente o actual executivo do PS pela burocratização dos mesmos, complicando, em vez de facilitar, ao ter aumentado de 5 para 11 o número de chefias de departamentos e de 16 para 20 o número de chefes de divisão, tudo isso com o único propósito de satisfazer clientelas alheias ao interesse público.

O Secretário-Geral do PSD, Dr. Miguel Macedo, que fez questão de estar presente nesta sessão, enalteceu as qualidades de seriedade, rigor, raciocínio e gestão de projectos do candidato à Câmara de Évora, apontando tais características como as marcas distintivas que sustentam a confiança que o eleitorado eborense virá a depositar no PSD para gerir os destinos do concelho durante os próximos anos, com vista à construção de um projecto de elevação da qualidade de vida, para todos os eborenses e não apenas para alguns.

E AGORA, ÉVORA? VAMOS FAZER OUTRA PLATAFORMA LOGÍSTICA EM CIMA DESTA?

2005-09-28

AUTÁRQUICAS - 2005

Aproximando-se as eleições autárquicas, é chegada a hora de cada eleitor iniciar a reflexão, em função das campanhas eleitorais cuja aceleração agora se inicia, mas também de uma avaliação mais aprofundada sobre o exercício do poder local no distrito de Évora, com especial destaque para o concelho de Évora, se as coisas estão bem assim ou se será chegada a hora de mudar alguma coisa antes que seja tarde demais.
Em meu entender, já chega de atrasos e sucessivos adiamentos para decisões fulcrais que devem ser tomadas pelo eleitorado alentejano, nomeadamente o da substituição dos autarcas que, devido ao esgotamento das soluções já experimentadas sem sucesso, à falta de novas ideias e ao imobilismo a que se entregaram, conduziram à crescente degradação social e económica que marca a maioria dos concelhos do distrito de Évora: perdas de investimentos, população, vitalidade, importância, protagonismo; aumento do desemprego e fuga de jovens quadros qualificados.
Urge fertilizar o potencial de criação de emprego no âmbito do turismo decorrente de Alqueva e do património histórico edificado, no domínio industrial associado aos recursos naturais existentes no solo e subsolo, à transformação dos produtos regionais e à fileira electrónica, o potencial logístico decorrente da localização estratégica face às redes rodoviária e ferroviária existentes e projectadas.
Neste contexto, assumem importância a organização, funcionamento, capacidade de resposta e qualidade dos serviços municipais, a revisão e adequada aplicação dos instrumentos de planeamento e ordenamento do território (ex. dos PDM e Planos Estratégicos), em especial o urbano, com vista à limitação e entrave à especulação imobiliária, a construção de equipamentos de apoio à qualidade de vida, no fundo, a criação de ambientes locais e regionais favoráveis à atracção de recursos humanos e financeiros, indispensáveis ao processo de desenvolvimento económico e social do distrito de Évora, tarefa em que o poder local assume papel decisivo.
Só com autarcas que encarem a acção política com espírito de missão e enquanto serviço público, sustentada em sólidos princípios e valores, será possível a realização do progresso para todos os portugueses em geral e alentejanos em particular.
Ora, não sendo esse o perfil da maioria dos que actualmente se encontram em exercício no distrito de Évora, resta-nos a esperança de que o eleitorado proceda à devida correcção, mediante as escolhas que vier a fazer.

TANTA OBRA ...

TANTA OBRA EM TÃO POUCO TEMPO ... DE CAMPANHA ELEITORAL.

2005-09-27

ÉVORA ESTÁ MELHOR NO TURISMO E NA ANIMAÇÃO?

Apesar de a estada média dos turistas em Évora continuar a decrescer de ano para ano, a actual Câmara não desenvolveu qualquer plano específico de afirmação turística durante o mandato do PS, renovando a mesma postura de passividade a que a CDU nos habitou na década passada: a de uma cidade museu, passiva. Um dos exemplos mais flagrantes foi a incapacidade de aproveitamento da oportunidade de captação dos milhares de turistas que passaram perto de Évora a caminho da fase final do Campeonato Europeu de futebol (EURO 2004).
Também os vários milhares de Euros gastos com a novela televisiva não se traduziram no esperado e prometido aumento do afluxo de turistas a Évora, menos ainda no que ao número de noites de permanência dos mesmos na cidade diz respeito. Independentemente da insuficiente prestação da Região de Turismo de Évora na promoção do turismo do distrito em geral e dos seus concelhos em particular, um conjunto de problemas, da responsabilidade directa da Câmara Municipal, continuam por resolver, arrastando-se há anos:
  • A sinalização e informação turística na cidade é incipiente. Basta observar a dificuldade de os turistas se orientarem a partir do Templo Romano para qualquer outro monumento da cidade ou para um simples restaurante;
  • Os postos de turismo continuam insuficientes, mal localizados e desaproveitados (é necessário ir ao centro da cidade para recolher informação de orientação);
  • A integração dos pontos de interesse turístico do concelho, de forma articulada à sua valorização conjunta, não se conhece;
  • A imagem global de Évora não é actualizada desde há muito, apresenta-se deslocada e retardada, dando ideia de uma cidade que ficou parada no tempo (cujo atraso o actual executivo prometeu recuperar), continua passiva e sem agressividade suficiente no mercado turístico potencial;

Para além de as condições de acolhimento e apoio turístico serem débeis (ex. da informação e sinalização), a pouca animação que se conhecia foi extinta e não substituída, chegando-se à miséria de passar todo o verão de 2005 sem qualquer tipo de animação turística da cidade, sendo insuficientes e sem significado os raros espectáculos pontuais.

Évora está mais bem preparada para captar e receber turistas?

(Sanitários públicos junto ao Templo Romano de Évora, ainda encerrados, como aconteceu durante todo o verão de 2005, para obras de remodelação).

2005-09-26

GRANDES SONHOS, acção curta. DEMAGOGIA SEM LIMITES

Sobre isto já escrevi o que penso, como se recorda abaixo.
Mais do que isso, só interrogações: porque é que Badajoz, que é 3 vezes maior do que Évora, com maior poder de compra e um IVA bastante inferior, não tem nenhum destes grandes espaços e nós temos dimensão de mercado para amealhar logo três?
Não tenho dos espanhóis nossos vizinhos a ideia de serem tolos ou distraídos, muito menos, pouco profissionais na planificação do futuro das suas cidades. São aliás conhecidos (ou talvez não, a avaliar pelas "opiniões" imprudentes e pouco ou nada reflectidas de muitos sobre esta matéria) os estudos feitos pela associação comercial da Extremadura há cerca de um ano, revelando a substancial diferença de preços dos bens alimentares e de vestuário, em média, mais ainda quando se trata de produtos de marca (como é o caso do vestuário), a favor dos espanhóis.
Perante isto, não posso deixar de pensar que as notícias sobre tantas intenções de investimento em Évora, nesta área, não passam de propaganda eleitoral do PS, em período de campanha eleitoral, para compensar a obra que não fez ao longo de 4 anos Câmara de Évora.
O PS não tem a mínima ideia (não têm culpa disso, apenas estão esgotados e são incapazes de ir mais além) para o futuro desta cidade e, por isso, vai-se agarrando a tudo o que tem à mão, mesmo que sejam disparates irreflectidos e sem sentido: hoje é uma plataforma logística, amanhã um aeroporto, no dia seguinte é uma fábrica de aviões, no outro dia um qualquer conde ou príncipe que encanta a Câmara Municipal, ... Tudo serve para fazer campanha nos jornais e na televisão: até as novelas e as passagens de modelos.
Não me parece que seja possível fundamentar, com base em critérios económicos e sociológicos sólidos, incluindo perspectivas demográficas actualizadas para esta cidade, a viabilidade económica deste conjunto de empreendimentos, todos no mesmo ramo. Mas, estou aberto à leitura de tais estudos, incluindo a sua análise pormenorizada e a discussão dos pressupostos de base.

BASTANTE DISCUTÍVEL

Não discuto a arte, os significados e interpretações subjectivas como não poderiam deixar de ser, o material, a forma, o contexto, menos ainda o artista, que tem realmente projecção nacional e internacional.
Mas, convenhamos que é discutível o momento (em plena campanha eleitoral) para a Câmara de Évora trazer a público (ao mesmo tempo que não pára de relembrar a dívida herdada da CDU e usar a mesma como desculpa para a falta de obra) o valor pago ao artista (que, curiosamente, era o mandatário do actual Presidente da Câmara Municipal nas eleições de 2001) para poder apresentar obra (alheia e fácil).
Acredito que nestas eleições tenha sido renovado o mandatário da lista do PS, tal como todos os vereadores, pois caso contrário, a ideia do "amigo na presidência" que figura nos cartazes não cairia bem e, verdade seja dita, não se poderia culpar a quem a mesma ocorresse.
Tal não significa que a Câmara Municipal esteja a cometer qualquer espécie de ilegalidade ou a violar alguma das regras e dispositivos legais da gestão autárquica, mas que não fica bem, não fica mesmo e a situação poderia ter sido evitada, eliminando a sensação de que a matéria está a ser usada para fins eleitorais.
Como muitas outras, trata-se apenas de mais uma opção bastante discutível da Câmara de Évora. Mas, como diz o provérbio popular, "para tudo na vida há solução".

2005-09-24

AS ESCOLAS DE ÉVORA NÃO ESTÃO MELHORES, É UM FACTO.

Numa das maiores escolas do primeiro ciclo de Évora, a do Rossio, para além de a Câmara de Évora não ter tido tempo de apetrechar a cantina escolar para funcionar logo no primeiro dia em que a escola começou a sério (depois das apresentações), ainda não há tempos livres para os horários completos.
A explicação da gestão do agrupamento escolar é a de que a Câmara de Évora ainda não providenciou os Recursos Humanos necessários para que os pais não tenham que sair todos os dias dos seus empregos às 15,30 h da tarde para recolherem os seus filhos e, muitos deles, faltarem o resto do dia ao trabalho e ficarem em casa com os seus filhos, durante o resto dia.
Ao que parece, o Governo também dá um substancial contributo à Câmara de Évora para o (não)aumento da produtividade laboral do concelho, já que, apesar de estar previsto o alargamento da permanência dos professores nas escolas, isso não é para já e, em Outubro, logo se vê, nomeadamente se os professores deverão ou não ocupar-se deste tipo de actividades.
Até lá, os pais que se desenrasquem, porque nem o Governo nem a Câmara de Évora se preocupam com isso. As preocupações são as da campanha eleitoral, para segurar o poder, à custa da televisão, jornais e todo o tipo de show, sem olhar a meios...
Quem vier atrás, que feche a porta.

EXPECTATIVA E CURIOSIDADE

A curiosidade sobre esta matéria é relativa ao posicionamento futuro de muitos dos recentes apoiantes do então candidato à presidência do PS, contra José Sócrates.
Manter-se-ão ainda apoiantes da eventual candidatura Manuel Alegre à Presidência da República, desrespeitando as indicações e escolha do actual Presidente do partido?
Pelos apoios e nomes que viermos a ver nos jornais locais ficaremos a saber quem tem coragem de defender os seus princípios e valores até ao fim, em qualquer circunstância, de forma coerente, porque são esses os que fazem a cada dia mais falta no seio dos partidos políticos, com vista à dignificação da actividade destes e da vida política portuguesa.

2005-09-23

SE A MALTA GOSTA ASSIM ...

Não se pode continuar a permitir que os políticos sejam permanente
e reiteradamente acusados do estado de degradação da sociedade portuguesa.
NUNCA O POVO TEVE TANTO PODER NAS SUAS MÃOS, INFORMAÇÃO E ESCLARECIMENTO SOBRE AS OPÇÕES A TOMAR E ...
TANTA RESPONSABILIDADE PELO RESULTADO DAS SUAS ESCOLHAS.
Os resultados não me parecem brilhantes...
mas é a vontade da maioria, a malta gosta, há que respeitar...
DEPOIS DISTO, NÃO HÁ DESCULPAS NEM PACIÊNCIA PARA LAMÚRIAS.
Cada um aguenta-se com as suas, mais ainda quando resultam de uma escolha livre!

2005-09-22

DIFERENÇA DE POSTURAS

Marques Mendes não foi a Gondomar nem a Oeiras apoiar
os candidatos sobre os quais se levantaram suspeitas. E este senhor, ainda irá a Felgueiras apadrinhar esta candidatura como fez em 2001 quando as suspeitas já estavam lançadas, em consequência das denúncias feitas pelos vereadores do PS?

2005-09-21

E AS PROMESSAS DA CÂMARA DE ÉVORA AO COMÉRCIO DO CENTRO HISTÓRICO?

Ao ler as notícias de propaganda eleitoral que a Câmara de Évora se encarrega de fazer publicar todos os dias nos jornais nacionais e regionais, recordo as declarações do Presidente da Câmara, a seguir à reunião com a Associação Comercial de Évora, dando conta que havia garantido aos comerciantes que a construção do Évora Fórum só teria a concordância da Câmara após estar assegurada uma contrapartida (imagina-se que de natureza financeira), configurando um apoio a conceder pelo Governo aos comerciantes do Centro Histórico.
Ora, durante a última sessão da Assembleia Municipal de Évora, questionado sobre esta matéria pela bancada do PSD, a resposta do Senhor Presidente foi a de que a Câmara de Évora está a sensibilizar o Governo para a necessidade de criação de um programa de apoio financeiro à modernização do comércio tradicional e à formação dos comerciantes e funcionários (tipo PROCOM mas em formato mini).
Certo é que o licenciamento do Fórum comercial já está e os apoios aos comerciantes não passam de mais uma promessa.
Ora, a avaliar pelas dezenas de promessas feitas aos eborenses em 2001 pelo actual Presidente da Câmara de Évora e não cumpridas, tenho sérias dúvidas de que seja esta a quebrar a tendência ...

ESTACIONAMENTO EM ÉVORA LONGE DE ESTAR MELHOR. É UM FACTO

A aproximação do dia europeu sem carros (agora semana, chamada da mobilidade) intensifica a reflexão sobre a duvidosa utilidade de tal iniciativa para fins de informação à gestão municipal ao longo de todo o ano, mais do que uma acção de propaganda eleitoral do Governo e dos municípios, a que aderiu na altura o Primeiro-Ministro aquando da sua passagem pelo Ministério do Ambiente.

Perante nova encenação propagandística da Câmara de Évora sobre a sua (falta de) preocupação com o trânsito e estacionamento na cidade, importa reflectir sobre pontos concretos destas dimensões essenciais à qualidade de vida urbana:

  • O estacionamento no Centro histórico está melhor e acarreta vantagens para os automobilistas, para os peões, comerciantes e residentes? Tenho sérias dúvidas! Poderia estar melhor? Acredito que sim, se a Câmara Municipal não se tivesse limitado a suprimir indiscriminadamente lugares de estacionamento no interior do Centro Histórico: basta contar …;
  • Os lugares de estacionamento suprimidos no interior do Centro Histórico foram substituídos por novos lugares criados fora daquele núcleo? Definitivamente NÃO. É um facto. Nenhum novo lugar de estacionamento fora das muralhas foi criado ao longo de 4 anos, nem mesmo em compensação aos parques entre as portas de Alconchel e do Raimundo. Era possível ter feito mais? Sem dúvida, mais ainda por terem sido prometidos pelo PS vários parques subterrâneos em volta das muralhas. No entanto, nem sequer se tocou no Rossio de S. Brás, limitando-se a lançar um concurso de ideias, à falta de soluções próprias, como aliás se verifica em quase tudo o resto;
  • Os parques de estacionamento fora das muralhas, que não viram a sua capacidade aumentada e que se encontram sobrelotados, têm melhores condições de segurança? O piso foi arranjado? Estão ordenados e são convidativos aos automobilistas? Têm sombras suficientes? Não erro certamente se apontar a total ausência de intervenção da Câmara Municipal ao longo de 4 anos nestes aspectos, conduzindo a uma crescente degradação da situação.

Sendo uma dimensão fundamental à qualidade de vida urbana, tenho sérias dúvidas de que alguém possa ousar usar a terminologia da excelência relativamente aos transportes e estacionamento em Évora, a qual havia sido prometida para superar a degradação da situação a que a CDU deixou chegar a cidade ao longo de quase três décadas.

O tempo veio dar razão aos que nunca acreditaram que o PS fosse capaz de se afirmar como alternativa à CDU. Estando perdidos já 4 anos, urge corrigir as escolhas, em direcção a outras soluções.