Na presença do Secretário Geral do PPD/PSD, Dr. Miguel Macedo, vogal da Comissão Política Nacional, Dr.ª Maria do Céu Ramos, do mandatário da candidatura, Eng.º Luís Capoulas e de vários outros convidados de honra, foram chamados a entrar na sala e a percorrer o vasto caminho até às primeiras filas, os cabeças de lista às Assembleias de Freguesia do concelho de Évora, o cabeça de lista à Assembleia Municipal e os candidatos que integram a lista à Câmara de Évora, encabeçada pelo Dr. António Costa Dieb.
Foi aliás do candidato do PSD à presidência da Câmara de Évora a primeira intervenção da noite, a qual se centrou, num primeiro momento, na denúncia e identificação das promessas emblemáticas que o PS fez aos eborenses em 2001 e não cumpriu passados quatro anos.
António Costa Dieb apontou à Câmara de Évora, os atrasos à revisão do PDM e as desastrosas consequências que daí decorreram para a vida das jovens famílias de Évora, impedidas de adquirir ou construir casa própria devido à exorbitância dos preços dos terrenos e habitações, que teimam em não baixar e de desmentir por isso a Câmara de Évora, que tantas promessas de combate à especulação imobiliária havia feito.
Sem ter conseguido compensar os jovens e as famílias carenciadas através da disponibilização de terrenos a baixos preços e da construção de habitação social (a Câmara de Évora construiu menos de 400 casas em 4 anos, ao contrário das 400 habitações por ano que prometeu), o resultado foi também a não fixação de população jovem e a falta de investimentos geradores de emprego.
A este propósito, o candidato do PSD à Câmara de Évora, António Costa Dieb, fez questão de comparar os valores do desemprego no Alentejo e no concelho de Évora, tendo por referência o mês de Julho de 2001 e de 2005. Perante as estatísticas oficiais publicamente divulgadas, a comparação não parece favorecer o concelho de Évora, onde o desemprego cresceu 82%, contra os 2% de aumento no Alentejo, sendo ainda mais dramático nos jovens com menos de 25 anos, cujo desemprego desceu no Alentejo (-2%), mas cresceu assustadoramente no concelho de Évora +91%.
Apontando a degradação da qualidade da vida urbana do Concelho de Évora (transportes, estacionamento, infra-estruturas desportivas e de lazer) à gestão municipal do PS, o candidato do PSD comprometeu-se a desenvolver esforços prioritários nestas áreas, a par da saúde (exigência da construção do Hospital Regional assegurado pelo governo PSD), da cultura (construção da nova Biblioteca Municipal e Publica), com vista a elevar os níveis de qualidade e conforto da vida urbana.
Esta é a solução apontada pelo PSD para aumentar a capacidade de Évora atrair pessoas e quadros altamente qualificados, ao mesmo tempo que se cativam investimentos de razoável envergadura, com prioridade para o eixo económico do turismo e lazer associados à cultura, pedras de toque privilegiadas por António Costa Dieb ao longo da sua intervenção.
O candidato do PSD à Câmara de Évora não esqueceu ainda a importância do bom funcionamento dos serviços municipais na facilitação da vida quotidiana dos cidadãos e das empresas, responsabilizando directamente o actual executivo do PS pela burocratização dos mesmos, complicando, em vez de facilitar, ao ter aumentado de 5 para 11 o número de chefias de departamentos e de 16 para 20 o número de chefes de divisão, tudo isso com o único propósito de satisfazer clientelas alheias ao interesse público.
O Secretário-Geral do PSD, Dr. Miguel Macedo, que fez questão de estar presente nesta sessão, enalteceu as qualidades de seriedade, rigor, raciocínio e gestão de projectos do candidato à Câmara de Évora, apontando tais características como as marcas distintivas que sustentam a confiança que o eleitorado eborense virá a depositar no PSD para gerir os destinos do concelho durante os próximos anos, com vista à construção de um projecto de elevação da qualidade de vida, para todos os eborenses e não apenas para alguns.
Apesar de a estada média dos turistas em Évora continuar a decrescer de ano para ano, a actual Câmara não desenvolveu qualquer plano específico de afirmação turística durante o mandato do PS, renovando a mesma postura de passividade a que a CDU nos habitou na década passada: a de uma cidade museu, passiva. Um dos exemplos mais flagrantes foi a incapacidade de aproveitamento da oportunidade de captação dos milhares de turistas que passaram perto de Évora a caminho da fase final do Campeonato Europeu de futebol (EURO 2004).
Também os vários milhares de Euros gastos com a novela televisiva não se traduziram no esperado e prometido aumento do afluxo de turistas a Évora, menos ainda no que ao número de noites de permanência dos mesmos na cidade diz respeito.
Independentemente da insuficiente prestação da Região de Turismo de Évora na promoção do turismo do distrito em geral e dos seus concelhos em particular, um conjunto de problemas, da responsabilidade directa da Câmara Municipal, continuam por resolver, arrastando-se há anos:Para além de as condições de acolhimento e apoio turístico serem débeis (ex. da informação e sinalização), a pouca animação que se conhecia foi extinta e não substituída, chegando-se à miséria de passar todo o verão de 2005 sem qualquer tipo de animação turística da cidade, sendo insuficientes e sem significado os raros espectáculos pontuais.
Évora está mais bem preparada para captar e receber turistas?
(Sanitários públicos junto ao Templo Romano de Évora, ainda encerrados, como aconteceu durante todo o verão de 2005, para obras de remodelação).
Numa das maiores escolas do primeiro ciclo de Évora, a do Rossio, para além de a Câmara de Évora não ter tido tempo de apetrechar a cantina escolar para funcionar logo no primeiro dia em que a escola começou a sério (depois das apresentações), ainda não há tempos livres para os horários completos.
Perante nova encenação propagandística da Câmara de Évora sobre a sua (falta de) preocupação com o trânsito e estacionamento na cidade, importa reflectir sobre pontos concretos destas dimensões essenciais à qualidade de vida urbana:
Sendo uma dimensão fundamental à qualidade de vida urbana, tenho sérias dúvidas de que alguém possa ousar usar a terminologia da excelência relativamente aos transportes e estacionamento em Évora, a qual havia sido prometida para superar a degradação da situação a que a CDU deixou chegar a cidade ao longo de quase três décadas.
O tempo veio dar razão aos que nunca acreditaram que o PS fosse capaz de se afirmar como alternativa à CDU. Estando perdidos já 4 anos, urge corrigir as escolhas, em direcção a outras soluções.

O Presidente da Câmara de Évora revelou, em plena sessão da Assembleia Municipal de Évora, uma agressividade poucas vezes presenciada (regressando ao tom da campanha eleitoral de 2001), uma arrogância fora do normal e uma prepotência e intolerância para com os deputados municipais que são desajustados a um Presidente de Câmara.
Desde os impropérios proferidos contra o Ministro cujo Gabinete elaborou aquele documento, à desvalorização da importância do mesmo enquanto documento oficial originário de um gabinete ministerial (como se os Gabinetes dos Ministros do actual Governo PS fossem umas creches), até às acusações proferidas contra os serviços da CCR do Alentejo de terem manipulado a informação fornecida ao Gabinete do Ministro, como se de um clube de malfeitores, obscuros e secreta sociedade se tratasse, tudo veio à cabeça do mais que transtornado Presidente da Camara de Évora. Fosse eu técnico da CCRA e sentir-me-ía bastante desconfortável. Esperemos a aver quantos dos funcionários daquele serviço figurarão no boletim de apoios do PS, depois destas ofensas e ataques aos serviços a que pertencem ...
Sinceramente, Évora merece um Presidente de Câmara com mais nível que um qualquer Manuel Maria de pacotilha ...
Há escolas do concelho de Évora que distribuem este panfleto aos pais das crianças, no primeiro dia de aulas. 